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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Donald Trump: discurso da vitória.


“Obrigado. Muito obrigado a todos. Desculpem pela demora. Negócio complicado, complicado. Muito obrigado.
Acabei de receber um telefonema da secretária [Hillary] Clinton. Ela nos cumprimentou. [Falou] sobre nós, sobre a nossa vitória, e eu a felicitei e à sua família pela campanha muito, muito difícil.
Quero dizer, ela lutou muito. Hillary trabalhou muito e durante um longo período de tempo, e nós lhe devemos uma grande dívida de gratidão por seu serviço ao nosso País. Digo isso sinceramente.
Agora é hora de a América curar as feridas da divisão, de se unir. Para todos os republicanos e democratas e independentes em toda a nação, eu digo que é hora de nos reunirmos como um povo unido.
Está na hora. Eu prometo a cada cidadão de nossa terra que eu vou ser presidente para todos os americanos, e isso é tão importante para mim. Para aqueles que optaram por não me apoiar no passado, dos quais havia poucas pessoas, irei atrás de sua orientação e sua ajuda para que possamos trabalhar juntos e unificar nosso grande País. Como eu disse desde o início, o que fizemos não foi uma campanha, mas, sim, um movimento incrível e grande, composto por milhões de trabalhadores, homens e mulheres, que amam seu país e querem um futuro melhor e mais brilhante para si e para sua família.
É um movimento composto por americanos de todas as raças, religiões, origens e crenças, que querem e esperam que nosso governo sirva ao povo. E esse movimento servirá as pessoas.
Trabalhando juntos, vamos começar a tarefa urgente de reconstruir nossa nação e renovar o sonho americano. Eu passei toda a minha vida nos negócios, olhando para o potencial inexplorado de projetos e de pessoas de todo o mundo.
Agora, é isso que eu quero fazer com o nosso país. [Tem um] tremendo potencial. Eu conheço muito bem o nosso País. Tremendo potencial. Vai ser uma coisa linda. Cada americano terá a oportunidade de realizar seu potencial máximo. Os homens e as mulheres esquecidos de nosso País não serão mais esquecidos.
Vamos consertar nossas cidades e reconstruir nossas estradas, pontes, túneis, aeroportos, escolas, hospitais. Vamos reconstruir a nossa infraestrutura, que se tornará, por sinal, inigualável, e vamos colocar milhões de pessoas para trabalhar enquanto a reconstruímos.
Nós também vamos finalmente cuidar de nossos grandes veteranos, que foram tão leais, e eu conheci muitos durante esta viagem de 18 meses. O tempo que passei com eles durante esta campanha foi uma das minhas maiores honras. Nossos veteranos são pessoas incríveis.
Iniciamos um projeto de crescimento e renovação nacional. Aproveitarei os talentos criativos de nosso povo. Convidaremos os melhores e mais brilhantes a alavancar seu tremendo talento para o benefício de todos. Isso vai acontecer. Temos um grande plano econômico. Vamos dobrar nosso crescimento e ter a economia mais forte em qualquer lugar do mundo. Ao mesmo tempo, vamos nos relacionar com todas as outras nações dispostas a nos dar bem. Teremos grandes relacionamentos. Esperamos ter grandes, ótimos relacionamentos. Nenhum sonho é muito grande, nenhum desafio é muito grande. Nada do que queremos para o nosso futuro está além do nosso alcance.
A América já não se contentará com nada menos do que o melhor. Devemos recuperar o destino do nosso País e sonhar grande, de forma corajosa e ousada. Temos que fazer isso. Vamos sonhar com coisas para o nosso País, coisas bonitas e coisas bem-sucedidas, mais uma vez.
Quero dizer à comunidade mundial que, embora sempre ponhamos os interesses dos Estados Unidos em primeiro lugar, vamos lidar justamente com todos, com todos. Todas as pessoas e todas as outras nações. Buscaremos terreno comum, não hostilidade. Uma parceria, não um conflito. E agora eu gostaria de aproveitar este momento para agradecer a algumas das pessoas que realmente me ajudaram com isso. Para elas, o que ocorreu nesta noite é uma vitória muito, muito histórica.
Primeiro, quero agradecer aos meus pais, que eu sei que estão olhando para mim agora. Ótimas pessoas, aprendi muito com eles. Eles foram maravilhosos em todos os aspectos. Verdadeiramente ótimos pais. Também quero agradecer às minhas irmãs, Marianne e Elizabeth, que estão aqui conosco esta noite. Onde elas estão? Elas estão aqui em algum lugar. Elas são muito tímidos, na verdade.
E meu irmão Robert, meu grande amigo. Onde está Robert? Onde está Robert? E eles deveriam estar neste palco, mas tudo bem. Eles são ótimos. E também meu falecido irmão Fred, ótimo cara. Fantástico. Família fantástica. Eu tive muita sorte. Grandes irmãos, irmãs, pais inacreditáveis.
Para Melania e Don e Ivanka e Eric e Tiffany e Barron, eu amo vocês e agradeço vocês especialmente por aguentar todas essas horas. Foi difícil.
Foi difícil. Política é desagradável e é dura, então eu quero agradecer muito minha família. Realmente fantástico. Obrigado a todos. Obrigado a todos. Lara, trabalho inacreditável. Inacreditável. Vanessa, obrigado. Muito obrigado. Que grupo ótimo.
Todos vocês me deram um apoio tão incrível, e vou dizer que temos um grande grupo de pessoas. Vocês sabem, eles continuaram dizendo que temos uma equipe pequena. Não é pequena! Olhem para todas as pessoas que temos. Olhem para todas essas pessoas.
E Kellyanne e Chris e Rudy e Steve e David. Temos gente tremendamente talentosa aqui em cima, e quero dizer que tem sido muito, muito especial.
Quero agradecer muito ao nosso ex-prefeito, Rudy Giuliani. Ele é inacreditável. Inacreditável. Ele viajou conosco e passou por reuniões, e Rudy nunca muda. Onde está Rudy. Onde ele está?
O governador Chris Christie, pessoal, foi inacreditável. Obrigado, Chris. O primeiro homem, primeiro senador, político importantíssimo – deixe-me dizer, ele é altamente respeitado em Washington porque ele é tão esperto quanto é possível ser: senador Jeff Sessions. Onde está Jeff? Um grande homem. Outro grande homem, concorrente muito difícil. Ele não era fácil. Ele não era fácil. Que é aquele? É o prefeito que apareceu? É o Rudy?
Aqui em cima. Realmente um amigo para mim, mas vou dizer a vocês, eu o conheci como um concorrente, porque ele era uma das pessoas que estavam negociando para ir contra aqueles democratas. Dr. Ben Carson. Onde está Ben? Onde está Ben? A propósito, Mike Huckabee está aqui em algum lugar, e ele é fantástico. Mike e Sarah, muito obrigado. General Mike Flynn. Onde está Mike? E o general Kellogg. Temos mais de 200 generais e almirantes que endossaram a nossa campanha. Existem pessoas especiais, é uma honra.
Nós temos 22 pessoas da Medalha de Honra do Congresso. Uma pessoa muito especial que, acreditem, eu li relatos de que eu não estava me dando bem com ele. Eu nunca tive um segundo ruim com ele. Ele é uma estrela inacreditável. Ele está – isso mesmo, como você adivinhou? Deixe-me falar sobre Reince. Eu disse Reince. Eu sei disso. Eu sei disso. Olhe para todas aquelas pessoas ali. Eu sei, Reince é um superstar. Eu disse, eles não podem te chamar um superstar, Reince, a menos que ganharmos. Como a Secretaria. Ele não teria esse busto na pista em Belmont.
Reince é realmente uma estrela e ele é o cara mais trabalhador, e de certa forma eu fiz isso. Reince, venha aqui. Venha aqui, Reince.
Rapaz, já era hora de você fazer isso direito. Meu Deus. Venha aqui. Diga algo!
[Reince Priebus: Senhoras e senhores, o próximo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump! Obrigado. Foi uma honra. Deus abençoe. Graças a Deus.]
Cara incrível. Nossa parceria com o RNC foi tão importante para o sucesso e o que fizemos, então eu também tenho que dizer, eu conheci algumas pessoas incríveis.
As pessoas do Serviço Secreto. Eles são durões e eles são inteligentes e eles são afiados e eu não quero mexer com eles, digo isso. E quando eu quero ir e acenar para um grande grupo de pessoas, eles me puxam para baixo e me colocam de volta no assento, mas eles são pessoas fantásticas, então eu quero agradecer ao Serviço Secreto.
E os policiais de Nova York, eles estão aqui esta noite. Estas são pessoas espectaculares, às vezes não apreciados, infelizmente, mas nós os apreciamos.
Então este é um evento histórico, mas para sermos realmente históricos, temos que fazer um ótimo trabalho, e eu prometo a vocês que eu não vou decepcioná-los. Faremos um ótimo trabalho. Faremos um ótimo trabalho. Estou muito ansioso para ser seu presidente e espero que, no final de dois anos ou três anos ou quatro anos ou talvez até oito anos, vocês vão dizer que muitos de vocês trabalharam duro por nós. Vocês vão dizer que era algo que vocês estavam realmente muito orgulhosos de fazer. Muito obrigado.
E só posso dizer que, mesmo que a campanha tenha acabado, nosso trabalho neste movimento está apenas começando. Nós vamos começar a trabalhar imediatamente para o povo americano, e vamos fazer um trabalho que esperamos que vai orgulhar vocês. Vocês ficarão tão orgulhosos. Mais uma vez, é minha honra.
É uma noite incrível. Foi um incrível período de dois anos, e eu amo este País. Obrigado.

Muito obrigado. Obrigado a Mike Pence.”

Donald Trump triumphs: 58.508.614 and 279 = USA's 45th president.


58.216.990 votos e 279 delegados: Donald Trump é o 45º Presidente dos Estados Unidos.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

US Nobel Laureates for Hillary Clinton 2016.

We are Nobel Laureates in Economics who strongly endorse and support Hillary Clinton's candidacy for President of the United States.

We have diverse views about many policy issues, such as how big a safety net the government should provide, how best to promote growth and innovation, and what tax rates and entitlement spending levels should be. But we have decided to sign this letter jointly to express our shared judgments that Hillary Clinton is eminently qualified to serve as President, and Donald Trump is unfit for this office.

Secretary Clinton has a long distinguished record of public service.  When she puts forward serious proposals to invest in infrastructure, education, and innovation, and when she supports comprehensive immigration reform, she knows what she is talking about. She has shown that she believes in evidence-based policy-making, and she understands that we need to strengthen economic growth and to ensure that it produces broad-based prosperity. And she has the experience and temperament to manage the American economy in times of both strength and volatility.

By contrast, Donald Trump has no record of public service and offers an incoherent economic agenda. His reckless threats to start trade wars with several of our largest trading partners, his plan to deport millions of immigrants, his trillions of dollars of unfunded tax cuts, his casual suggestion that the United States could threaten default on its debt in order to renegotiate with our creditors as if Treasuries were a junk bond—each of these proposals could jeopardize the foundations of American prosperity and the global economy. His other rash statements about many subjects outside economics have also raised very serious concerns.

We do not all agree with every one of Secretary Clinton's proposals, but in this election, the choice is clear: Hillary Clinton is by far the superior presidential candidate for our economy and our country.

Kenneth Arrow (1972)
Angus Deaton (2015)
Peter Diamond (2010)
Oliver Hart (2016)
Daniel Kahneman (2002)
Robert Lucas (1995)
Eric Maskin (2007)
Daniel McFadden (2000)
Robert Merton (1997)
Roger Myerson (2007)
Edmund Phelps (2006)
Alvin Roth (2012)
Thomas Sargent (2011)
Thomas Schelling (2005)
William Sharpe (1990)
Robert Shiller (2013)
Christopher Sims (2011)
Robert Solow (1987)
Joseph Stiglitz (2001)

http://www.nobellaureatesforclinton.us/economics/

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Janet Yellen - Federal Reserve.


Today, President Obama nominated Dr. Janet Yellen to succeed Ben Bernanke as Chair of the Board of Governors of the Federal Reserve.  Dr. Yellen has served in leadership positions at the Fed for more than a decade, including the last three years as Vice Chair. She also served previously as the Chair of the Council of Economic Advisers, and was a leading researcher in monetary economics at Harvard and Berkely.

In government, Dr. Yellen has been known for her sound judgment and ability to build consensus. As an academic, she made critical contributions to understanding how monetary policy can make a difference for jobs, growth and the lives of ordinary people. 505 economists from more than 211 colleges and universities—including some of the country’s leading monetary economists—have signed a letter endorsing her for Fed Chair.


If confirmed by the Senate, Dr. Yellin would be the first woman to hold the position of Chair of the Board of Governors of the Federal Reserve.  

The White House Blog.

domingo, 15 de setembro de 2013

15 de setembro de 2008: cinco anos de crise.

Leio no site do Ministério da Fazenda, matéria do BRASIL ECONÔMICO sobre o 5º aniversário da quebra do Lehman Brother.

Cinco anos se passaram após a quebra do banco Lehman Brothers, período em que os Estados Unidos superaram uma recessão histórica ao preço de níveis de dívida recordes e de uma forte intervenção do Estado na economia. “Não estamos em uma situação fantástica, mas a economia, pelo menos, se estabilizou”, disse à AFP Kenneth Rogoff, professor de Harvard e ex-economista- chefe do FMI. No dia 15 de setembro de 2008, quando o Lehman Brothers quebrou, a economia americana vinha sofrendo havia vários meses com os créditos imobiliários de alto risco, os “subprimes”.

Mas a queda do gigante bancário, ícone deWall Street durante mais de um século, desencadeou uma profunda crise financeira que se propagou para o restante do mundo. O Estado federal abriu os cofres e disponibilizou rapidamente US$ 420 bilhões para reforçar os caixas dos bancos, como o Bank of America ou o Citigroup, entre outros, assim como os de montadoras, como a General Motors e a Chrysler, grandes geradores de emprego. Mas o governo não conseguiu conter uma queda livre da economia.
Entre setembro de 2008 e setembro de 2009, a taxa de desemprego subiu de 6,1% para 9,8%. A atividade econômica desabou, em particular no último trimestre de 2008. Ao mesmo tempo, o déficit fiscal cresceu devido aos planos de resgate, passando de 3,2% para 10,1% do PIB entre 2008 e 2009.

Para acalmar os mercados, os gigantes bancários foram submetidos a um teste de resistência. Votada em 2010, a lei Dodd-Frank de regulação de Wall Street instituiu o mecanismo por norma. Embora esse projeto de 2.300 páginas para reformar Wall Street tenha sido adotado em julho de 2010 pelo Congresso, sua total entrada em vigor não foi concluída, a espera dos decretos de regulamentação.

O governo Obama teve que aprofundar a intervenção do Estado em seu primeiro ano de governo, e em fevereiro de 2009, pouco depois de assumir, lançou um plano de reativação de US$ 787 bilhões destinado a fomentar o consumo e o vital setor imobiliário. A venda de residências melhorou, mas o consumo, tradicional motor do crescimento nos Estados Unidos, perdeu força, e o patrimônio dos americanos sofreu perdas “espetaculares”.

O desemprego, a 7,3%, segue elevado, e a proporção de pessoas que deixaram de buscar trabalho está em seu índice máximo em mais de 35 anos. Em cinco anos, a dívida pública do país disparou mais de 65%, a mais de US$16 trilhões. 

sábado, 14 de setembro de 2013

Ben Bernanke: um gigante na Economia.


Após deixar em janeiro de 2014 o Federal Reserve, o presidente Ben Bernanke deverá retornar ao mundo acadêmico, provavelmente para a Universidade Princeton.


Suceder ao lendário Alan Greenspan a partir de 2006 foi apenas mais um desafio na carreira de Ben Bernanke. Por hora, Bernanke entra para a história como o homem que evitou a segunda Grande Depressão.    

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Estados Unidos - a águia continua forte.


Com PIB Nominal de US$ 15,7 trilhões e crescimento de 2,2% em 2012, os Estados Unidos destacaram-se como a principal economia do Mundo, detendo cerca de 20% da riqueza global. O setor de serviços é o principal ramo de atividade e respondeu por 80% do PIB, seguido do industrial, com 19%, e do agrícola, com 1%.

Para reflexão neste final de semana, alguns números desta potência mundial, obtidos no Ministério das Relações Exteriores – Agosto/2013.   

PIB Nominal
US$ 15,68 trilhões
Crescimento real do PIB
2,2%
PIB Nominal "per capita"
US$ 49.922
PIB PPP
US$ 15,68 trilhões
PIB PPP "per capita"
US$ 49.922
Inflação
1,85%
Reservas internacionais
US$ 150 bilhões

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A espionagem entre Brasil e Estados Unidos neste 2013: segurança é tudo.



Os dois principais jornais cearenses - DIÁRIO DO NORDESTE e O POVO - publicaram nesta data duas ótimas charges sobre a atual questão envolvendo Brasil e Estados Unidos.

Parabéns aos geniais Sinfrônio e Clayton.

domingo, 4 de agosto de 2013

Retomada americana.

Leio na FOLHA de hoje, uma luz no fim do túnel, o que eu já esperava do país símbolo do capitalismo no mundo. 

Cada vez mais analistas apostam na aceleração substancial da economia americana já em 2014. Nem foi tão imponente o crescimento do primeiro semestre, mas já se constatam requisitos necessários para um desempenho melhor no próximo ano.

A dúvida, agora, diz respeito à velocidade da retomada e ao comportamento do Fed, o banco central dos Estados Unidos.

A crise financeira parece superada. Depois de longo período, os preços dos imóveis voltam a subir, e a inadimplência retorna aos baixos níveis históricos. Os bancos, que têm boa parte de seus empréstimos garantida por hipotecas, voltaram a ter lucros polpudos. O crédito deverá se expandir.

Além disso, como houve grande salto de produtividade, os custos para empresas americanas são muito baixos na comparação com competidores globais. Adicione-se o preço reduzido de energia, por causa da revolução tecnológica do gás de xisto, e tem-se um cenário novamente atrativo para indústrias que haviam deixado o país.

Não fosse o aperto das contas públicas, que deve subtrair 1,5 ponto percentual do crescimento, este teria sido ainda maior. Estima-se que, no ano que vem, o efeito desse aperto caia pela metade.

Com a economia nesse ritmo, tudo o mais sugere que o Fed, em breve, poderá mesmo diminuir os estímulos ao crescimento. Em outras palavras, o banco central dos EUA deve, num primeiro momento, reduzir a injeção de dinheiro na praça --hoje são US$ 85 bilhões por mês. Depois, em algum momento de 2014, esse tipo de intervenção deve ser interrompida.

Trata-se, a partir daí, de saber quando os juros, atualmente perto de zero, começarão a subir.

O principal empecilho parece ser o desemprego de 7,4%, ainda alto para os padrões norte-americanos. Faltam 2 milhões de postos de trabalho para o país retomar o nível pré-crise. Além disso, a inflação anual, em torno de 1% (a meta é de 2%), não constitui ameaça. Ao contrário do que ocorre no Brasil, não há, nos Estados Unidos, conflito entre crescimento econômico e alta de preços.

Por essa razão, as taxas de juros dificilmente serão modificadas antes de 2015. Quando se trata da maior economia do planeta, contudo, esse horizonte é perto o suficiente para que investidores comecem a redirecionar recursos aos Estados Unidos.

Já estão aí os efeitos desse cenário, como a valorização do dólar e a redução da entrada de capitais em países emergentes. Esse processo, vale lembrar, será duradouro.


terça-feira, 5 de março de 2013

Política antieconômica.


Editorial da FOLHA DE S. PAULO comenta a situação econômica americana. 

"Tola, arbitrária." Assim o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, definiu a atitude do Partido Republicano de rejeitar a renegociação da lei que impõe reduções automáticas do deficit do governo até 2021. Os cortes deste ano, de cerca de US$ 85 bilhões, entraram em vigor na semana passada.

O impasse é mais um capítulo de três anos de confrontos entre Obama e a oposição republicana, que desde 2011 controla a Câmara. O conflito indica que nem sempre partidos fortes - poucos e ideologicamente coesos - e um sistema eleitoral propenso a maiorias estáveis garantem governabilidade.

Um aspecto dessa crise é o próprio acirramento ideológico; o confronto se deve também ao método de eleição dos deputados, em pequenos distritos eleitorais.

O Partido Republicano tornou-se mais duro em sua posição de reduzir o governo. E, mesmo com o apoio da maioria da população a Obama, deputados republicanos relutam em aderir à opinião predominante, pois temem perder a indicação do partido ou a eleição em seus distritos. Por outro lado, analistas políticos e mesmo democratas consideram que o presidente carece de habilidade e inclinação para negociar com o Congresso.

Em 2011, o governo esteve à beira da inadimplência, pois a maioria republicana se recusava a aumentar o limite do endividamento federal. Um acordo de última hora resultou na lei que, entre outras determinações, previa a formação de um "supercomitê" bipartidário.

O grupo foi encarregado de estudar maneiras de reduzir o deficit - se com mais impostos, menos gastos ou uma combinação de ambos. Sem acordo, os cortes seriam automáticos. Foi o que ocorreu.

Metade dos cortes incidirá sobre o orçamento de defesa; outra metade, sobre despesas discricionárias. Funcionários federais entrarão em licença não remunerada. De parques federais a agências de proteção do consumidor, do ambiente e de pesquisa, todos terão orçamentos menores.

Tal redução de despesas terá, sim, algum efeito no crescimento americano. As estimativas, porém, variam de uma redução de 0,3 ponto percentual a 1 ponto percentual do PIB, que não deve crescer mais do que em 2012 (2,2%).

Provavelmente não haverá dano econômico crítico, mas a capacidade decisória do sistema político americano fica mais reduzida. Dado o peso dos Estados Unidos no mundo, o torniquete deve diminuir ainda mais as chances de uma recuperação global. 

sábado, 3 de novembro de 2012

China: sem mudança, será sempre a União Soviética.


É comum ouvir que o século XXI pertence a China. Sempre discordo que a China seja a potência que ultrapassará os Estados Unidos e dominará o mundo.

Ainda que eu não tenha concluído a leitura do “Por que as nações fracassam – As origens do poder, da prosperidade e da pobreza”, os autores Daron Acemoglu e James Robinson já deixam claro que “a China sob o domínio do Partido Comunista é mais um exemplo de sociedade que cresce sob a tutela de instituições extrativistas, e é improvável, do mesmo modo, que venha a gerar crescimento sustentável – a menos que sofra uma transformação política fundamental, rumos a instituições inclusivas de fato”.

Isso posto, recordo da extinta União Soviética e de quantos, por exemplo, que afirmaram que a própria renda soviética ultrapassaria a americana em meados de 1984. E olha que o nosso grande mestre, o Nobel Paul Samuelson, defendia repetidamente a “iminente preponderância econômica da União Soviética”. Em 2012, quem ainda lembra que existiu uma União Soviética?

Portanto, colegas que estão desesperados estudando mandarim, peço continuarem com o seu inglês fluente, pois ele será utilizado ainda durante muitos e muitos anos. Exceto, claro, quando os chineses tiverem eleições livres para Presidente, o que acredito isso não acontecerá tão cedo.  

domingo, 19 de agosto de 2012

Paul Ryan, o vice de Mitt Romney, é economista.


Hoje, na FOLHA DE S. PAULO, Richard Hart, o mentor e professor de Paul Ryan, recorda dos tempos de universidade de seu aluno mais brilhante.  

Paul Ryan, 42 anos, se formou em economia e ciência política em 1992 antes de se mudar para Washington, onde trabalharia como assessor parlamentar até ser eleito, em 1999, aos 28 anos.

"Não tinha ideia de que ele entraria na política, tinha vários alunos como ele, superbrilhantes", conta Hart. "Mas sabia que ele teria sucesso."

Foi no plantão de dúvidas que Hart se aproximou de Ryan, em 1991. Os encontros eram frequentes e animados.

"Havia três coisas que ele lia muito na época: John Locke, Friedrich Hayek -passamos bastante tempo debatendo 'O Caminho para a Servidão'- e Milton Friedman, Paul lia muita coisa dele."

O filósofo político inglês do século 17, o Nobel de economia austríaco (1899-1992) e Friedman (1912-2006), influente economista (e Nobel)americano, formam a santa trindade do liberalismo econômico que, segundo Hart, moldou as ideias de Ryan.

Quando o deputado voltou à universidade para discursar na formatura de 2009, atribuiu ao campus sua visão econômica, a mesma visão austera repetida em comícios com Mitt Romney país afora.

O único mentor citado no discurso, em que exortou os formandos a "não cederem ao conformismo da direita nem da esquerda", foi Hart.


sábado, 10 de setembro de 2011

Brasil e Estados Unidos - 10 anos.


A presidenta Dilma Rousseff enviou neste sábado (10/9) mensagem de solidariedade ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por ocasião dos 10 anos dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Veja abaixo íntegra da nota:

Senhor Presidente,

Em nome do povo e do governo do Brasil, expresso nossa solidariedade e pesar à nação norte-americana, no dia em que se completam dez anos dos atentados terroristas de 11 de setembro.
Creio que a maior homenagem que podemos prestar aos mais de três mil inocentes que pereceram naquela data é, tendo por inspiração a coragem exibida pelo povo dos EUA em face da tragédia, continuar a trabalhar, incessantemente, por um mundo de paz e desenvolvimento.
Nesse assunto, partilho plenamente a visão de Vossa Excelência, expressa em discurso na cidade do Cairo, de que o extremismo violento deve ser combatido em todas as suas formas, inclusive por meio da reconciliação entre o ocidente e o mundo árabe, pela eliminação do armamentismo nuclear, pela afirmação da democracia, pelo respeito à liberdade religiosa e aos direitos humanos e da mulher, pela promoção do desenvolvimento econômico e a criação de oportunidades para todos em um mundo de paz e cooperação. Conte com o Brasil na construção dessa ordem internacional mais pacífica e mais justa.
Mais alta consideração,

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

Estadão: A demografia e o capitalismo.

Em artigo publicado na revista  Foreign Affairs  ( The Population Bust: Demographic Decline and the End of Capitalism as We Know It ), Zach...