Mostrando postagens com marcador NOBEL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador NOBEL. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Salve o Nobel.

Delfim Netto, hoje na FOLHA DE S. PAULO. 

O estudo do funcionamento econômico da sociedade pode ser convenientemente dividido em dois ramos: a macroeconomia e a microeconomia.

A macro procura entendê-lo e criar instrumentos para que seu administrador (o governo eleito periodicamente) possa produzir um bom equilíbrio interno e externo. Durante muito tempo os economistas acreditaram --e alguns ainda acreditam-- que, com uma adequada âncora cambial (o "padrão ouro"), o sistema deixado a si mesmo ("laissez faire") produziria "naturalmente" aqueles equilíbrios. A variável de ajuste "natural" era o aumento do desemprego e a redução do salário real, que se tornou politicamente inaceitável pelo avanço do sufrágio universal.

Mas o fato importante é que mesmo uma macroeconomia virtuosa não garante uma alocação eficiente dos fatores de produção disponíveis se não forem dados estímulos adequados aos agentes econômicos. Quem cuida do crescimento e sugere instituições e mecanismos que aumentam a produtividade de todo o sistema econômico é a microeconomia. Ela tem avançado dramaticamente desde a exploração do uso da teoria dos jogos, da teoria dos leilões e dos estudos sobre a formação de preços em mercados especiais, onde há necessidade de submeter à maior concorrência monopólios e oligopólios de forma a proteger os consumidores com bons serviços e "modicidade tarifária". Esta aproximação da teoria com a realidade foi, justamente, premiada com o Nobel de economia de 2014 a Jean Tirole.

O governo Dilma chegou ao diagnóstico correto em 2011 quando anunciou que a aceleração do investimento público era a boa saída para a volta ao crescimento. Foi lento, entretanto, em entender que o sucesso das concessões de infraestrutura, por serem transferências de monopólios públicos para o setor privado, envolvem contratos necessariamente "abertos" que duram de 20 a 30 anos e exigem: 1) bons projetos executivos que especifiquem claramente a qualidade dos serviços que se espera delas ao longo do tempo; 2) a construção de leilões adequados --tarefa de profissionais especializados-- para estabelecer a taxa de retorno e 3) agências reguladoras de Estado competentes e estáveis para garantir a integridade econômica e financeira dos contratos. Quando se nomeia um "companheiro de passeata" para uma agência de Estado aumenta-se o "risco" da concessão e, portanto, sua taxa de retorno.


É por isso que talvez ninguém tenha mais necessidade do que o governo brasileiro de aprender na obra fundamental do novo Nobel sobre a formação de preços em mercados especiais. A presidente Dilma precisa incorporar Tirole às suas leituras após domingo...

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Nobel Economia 2014: Jean Tirole.

The Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel 2014 was awarded to Jean Tirole "for his analysis of market power and regulation".


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Brasileiro ganha o "Nobel" da Matemática - Uma notícia realmente extraordinária.

Leio no UOL uma excelente notícia:

O matemático brasileiro Artur Avila, 35, foi o escolhido para receber, nesta terça-feira (12) à noite (horário de Brasília), a Medalha Fields, popularmente conhecida como o "Nobel da matemática". Ele será o primeiro ganhador da América latina.

A entrega do prêmio ocorrerá na a abertura do 27º Congresso Internacional de Matemáticos, em Seul, na Coreia do Sul.

Nascido no Rio de Janeiro, Avila é pesquisador do Impa (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada) e do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica, órgão de pesquisa do governo francês).

Considerado um dos matemáticos mais talentosos de sua geração, o brasileiro vinha sendo citado nos últimos anos como forte candidato ao prêmio.

"Já havia um burburinho sobre eu ganhar a medalha", disse Avila à Folha. "Quase todo mundo que falava comigo acabava mencionando esse assunto. Já estava ficando uma coisa até um pouco chata."

César Camacho, diretor-geral do Impa, dá a dimensão da conquista. "É sem dúvida o maior prêmio já recebido por um pesquisador brasileiro."

Comparada ao Nobel, pela importância, a Medalha Fields distingue-se por ser entregue apenas de quatro em quatro anos para matemáticos de até 40 anos.

A cada edição, são entregues de duas a quatro medalhas. Os vencedores recebem ainda 15 mil dólares canadenses (cerca de R$ 31,3 mil) cada.

Neste ano, também receberam o prêmio o canadense-americano de origem indiana Manjul Bhargava, o austríaco Martin Hairer, e a iraniana Maryam Mirzakhani, a primeira mulher a receber a distinção.

"Artur não é só um jovem brilhante, mas também extremamente dedicado", diz Welington de Melo, pesquisador do Impa, que orientou o doutorado de Avila.

A primeira linha de pesquisa de Avila foi na área de sistemas dinâmicos. Esse ramo da matemática busca prever a evolução no tempo de fenômenos naturais e humanos observados nos mais diversos ramos do conhecimento. Hoje, suas ferramentas são usadas para descrever a evolução de epidemias, para estudar como surgem espécies animais e mostrar a impossibilidade de previsões do tempo para mais do que alguns dias.

Dentre esses sistemas, uma classe importante são os sistemas dinâmicos caóticos. Na linguagem coloquial, caos está ligado a ideia de desordem completa, mas, na matemática, trata-se de um termo geral para processos com extrema sensibilidade às menores perturbações, em que pequenas alterações na situação inicial provocam modificações dramáticas na evolução do sistema.

O exemplo clássico é do bater de asas de uma borboleta no hemisfério Sul que multiplica-se e acumula-se, influenciando a ocorrência de uma tempestade no Japão.

Mais recentemente Avila tem trabalhado para construir uma teoria geral dos chamados operadores de Schrödinger quase-periódicos. Esses operadores originaram-se na física e são usados para descrever o comportamento quântico das partículas.


Avila trabalha com matemática pura. Isso quer dizer, que mesmo trabalhando em problemas com possíveis aplicações em outras áreas, esse não é o seu objetivo. "Meus interesses e motivações são puramente matemáticos. Mesmo quando trabalho com problemas originados na física, não me importo com possíveis aplicações." 

domingo, 3 de agosto de 2014

What makes a good economist?

Diretamente do blog “Prosa Econômica” http://prosaeconomica.com/2014/08/03/o-que-faz-um-bom-economista/ um breve vídeo com uma ótima reflexão para os economistas de hoje e para os que pretendem seguir em tão importante área.


domingo, 4 de maio de 2014

Gary Becker died.

Becker, 83, University Professor of Economics and of Sociology at the University of Chicago, died on May 3 after a long illness. He won the Nobel Memorial Prize in Economic Sciences in 1992 “for having extended the domain of microeconomic analysis to a wide range of human behavior and interaction, including non-market behavior.”  - See more at: http://news.uchicago.edu/article/2014/05/04/gary-s-becker-nobel-winning-scholar-economics-and-sociology-1930-2014#sthash.YA3VLLWM.dpuf

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Robert Shiller - Nobel de Economia: entrevista NYT/FOLHA.

Recente entrevista com o Nobel Robert Shiller, aqui publicada pela FOLHA.

Robert Shiller, professor da Universidade Yale, foi informado na semana passada de que receberia o Prêmio Memorial Nobel de Ciência Econômica, em companhia de Lars Peter Hansen e Eugene Fama, da Universidade de Chicago. O comitê do Nobel descreveu Shiller como fundador do campo das finanças comportamentais e como inovador na incorporação da psicologia à Economia e citou suas análises pioneiras sobre bolhas especulativas nos mercados de ações e imóveis.

Ele também é parte do grupo de eminentes economistas que escrevem a coluna "Economic View" para o caderno dominical de negócios do "New York Times", tendo contribuído com 60 colunas de 2007 para cá. Como editor da coluna, conversei com ele muitas vezes sobre seu trabalho, e na quarta-feira passada Shiller me ligou do aeroporto, onde estava embarcando para uma palestra no banco central holandês em Amsterdã. Eis uma versão condensada e editada de nossa conversa.
*
P. Bob, parabéns! Que honra.
R. Obrigado!

P. E agora, fico imaginando em que você estará pensando como tema para sua próxima coluna.
R. Ha. Bem, certamente terei algo a dizer. Não sei, por enquanto. Você sabe que preciso escrever um discurso para a cerimônia do Nobel, e o prazo para isso é o dia 10 de dezembro. E tenho responsabilidades letivas pesadas. A pressão será grande!

P. É, parece que esse negócio do Nobel é muito difícil. Ninguém ia querer um prêmio desses.
R. Verdade, verdade. Mas é maravilhoso. Agora estarei mais e mais envolvido com o ensino. Vou preparar um novo curso online para a Coursera em janeiro, chamado "Mercados Financeiros". Fui informado de que 50 mil pessoas já se inscreveram para ele, e acho que isso é realmente importante. É uma missão para mim. Também vou lecionar o curso de introdução à Economia para os calouros de Yale, no semestre que vem, e terei 300 ou 400 alunos nessa classe. De alguma forma, conversar com os estudantes jovens ajuda a nos reconduzir à realidade. Ou pelo menos deveria.

P. Você agora terá de resumir a sua obra e sua pesquisa de uma vida inteira em algumas poucas sentenças. Sei que é pedir demais. Mas gostaria de tentar?
R. Bem. Trabalho com isso há muito tempo. Você está interessado em temas? Um deles é algo que aprendi com meu pai: o apreço pela invenção. Eu sempre quis desenvolver novos instrumentos. O primeiro trabalho que publiquei era sobre um "estimador" - era um procedimento estatístico, uma espécie de invenção. Meu pai conseguiu uma patente e abriu uma empresa; não foi um sucesso, mas talvez eu tenha algo dele em mim.

P. Ao longo de sua carreira, você trabalhou muito com métodos de mensuração - vasculhar dados e decidir o que pode ser mensurado, e como. Você foi um dos criadores dos índices Case-Shiller, que medem preços de imóveis. E seu trabalho é conhecido, entre o pessoal das finanças, pelo que eles chamam de "Razão P/L de Shiller" - uma maneira de utilizar dados sobre preços e lucros a fim de determinar se o mercado de ações está supervalorizado. Você colabora com a Fundação Cowles de Pesquisa Econômica há 31 anos, e ela é uma instituição que trabalha muito com a coleta de dados. Por que essas mensurações são importantes?
R. Nosso fundador, Alfred Cowles, era um administrador de investimentos que se desiludiu e se tornou cético. A administração de fundos era uma profissão que envolvia muita falsidade - pessoas que diziam ser capazes de obter retornos superiores à média do mercado quando na verdade não o eram. Ele suspeitava de que seus colegas em Wall Street estivessem simplesmente mentido, que não tivessem capacidade de prever o mercado. Queria dispor de pesquisas econômicas verdadeiras, pesquisas genuínas. E coletava dados.
Tenho a mesma natureza cética. Quando era criança, meu professor na escola dominical se queixou aos meus pais que eu tinha uma atitude negativa. Não acreditava em nada do que aquele cara dizia.

P. Bem, você fez isso em companhia de muitas outras coisas - trabalhou no campo teórico e com dados. Combinou diversos campos.
R. Sim, parte considerável do meu melhor trabalho teórico surgiu depois de eu me envolver com projetos de coleta de dados, porque dessa forma você se torna consciente de outra realidade.

P. E em companhia de Richard Thaler, da Universidade de Chicago, outro dos colaboradores da coluna Economic View, você foi uma das pessoas que introduziu a psicologia na teoria dos mercados. Como isso aconteceu?
R. Bem, me casei com uma psicóloga [Virginia Shiller, psicóloga com consultório em New Haven e instrutora clínica no Centro de Estudo da Criança em Yale], o que certamente influenciou! Também descobri que existiam certas lacunas na teoria do mercado eficiente, que era a ortodoxia no mundo das finanças, e elas simplesmente não faziam qualquer sentido.
Os economistas que desenvolveram essa teoria diziam que todas as pessoas que participavam dos mercados estavam fazendo cálculos, cálculos sobre valor presente dos ativos. Isso é loucura, porque você sabe que 90% da população nem mesmo sabe que esse conceito existe. Não estão fazendo cálculo algum. E a isso os economistas respondiam que, bem, não é que todo mundo esteja fazendo todos os cálculos, mas o mercado está se comportando de maneira eficiente porque as pessoas recebem conselhos de especialistas e de administradores de fundos.
Isso também está evidentemente errado. Na realidade, algumas pessoas talvez estejam agindo assim. Mas nem todas, ou nem mesmo uma maioria delas. A coisa se torna ritual - temos um dado modelo em que as pessoas acreditam porque outras pessoas acreditam nele, e assim por diante.

P. Como a "exuberância irracional", título de um de seus livros, afeta o mercado de ações, e como ela se enquadra à teoria do mercado eficiente?
R. Bem, a teoria do mercado eficiente é uma meia-verdade. A meia-verdade é que não é fácil ganhar muito dinheiro muito rápido, e que você pode passar anos perdendo dinheiro, mesmo que seja uma pessoa muito inteligente.
Onde a teoria erra é em afirmar que você deve presumir que não há interesse em tentar superar o mercado - ou que a política econômica deveria ser orientada sob a suposição de que não existem bolhas de mercado.

P. Portanto, bolhas existem.
R. Sim, elas acontecem o tempo todo. A maior parte da ação no mercado de capitais, em termos agregados, consiste de bolhas. Isso não se aplica a ações individuais, mas se aplica ao mercado como um todo.

P. Em suas colunas, você já escreveu muito sobre bolhas no mercado imobiliário - como a que estourou alguns anos atrás e conduziu à crise financeira da qual ainda estamos nos recuperando. Você constatou que os preços dos imóveis em geral se movem mais devagar que os das ações. Por que isso acontece?
R. Isso vem se provando verdade até agora, ao menos. Um motivo é que os imóveis são no geral um mercado de amadores; não é fácil para as pessoas agir rapidamente. Mas os profissionais estão chegando, e isso pode mudar.

P. Eugene Fama é muitas vezes mencionado como fundador da teoria do mercado eficiente e, como estivemos discutindo, você é um crítico dessa teoria. Não me surpreende que Fama tenha ganho o Nobel ou que você tenha ganho o Nobel. Mas é estranho que o tenham feito juntos.

R. Bem, Gene e eu temos muito em comum. Mais do que você poderia imaginar. Ele recolhe dados e os divulga, e eu os utiliza o tempo todo, e uso muitas de suas teorias. Nem todas elas, claro. Mas ele é um ótimo sujeito. É como ter um excelente amigo que acredita firmemente em uma religião diferente da sua. Você pode aprender muito com ele, mesmo que não ore em sua igreja. 

domingo, 27 de outubro de 2013

Nobel de Economia.


As universidades com mais prêmios Nobel de Economia:

  • Chicago: 12
  • Califórnia – Berkeley: 5
  • Harvard: 5
  • Princeton: 5
  • Columbia: 4
  • MIT: 4
  • Cambridge: 4

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Prêmio Nobel de Economia 2013.

The Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel 2013 was awarded jointly to Eugene F. Fama, Lars Peter Hansen and Robert J. Shiller "for their empirical analysis of asset prices".

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Ronald Harry Coase: 1910 - 2013.


A Economia está triste com a morte do de Ronald Harry Coase com seus 102 anos de excelência acadêmica e em plena atividade intelectual. Atualmente estava trabalhando em um livro sobre o poder econômico de China e Vietnã, chamado "How China Became Capitalist."

É dele o famoso “teorema de Coase”: a preposição de que, se os agentes econômicos privados puderem negociar sem custo a alocação de recursos, poderão resolver por si sós o problema das externalidades.

Em 1991 recebeu o Nobel de Economia pela sua descoberta e clarificação da importância dos custos de transação e direitos de propriedade para a estrutura institucional e o funcionamento da economia.

domingo, 28 de outubro de 2012

O lado pop do Nobel.

Da série: minhas leituras - 3:

"Em A RIQUEZA DAS NAÇÕES, lançado em 1776, ADAM SMITH defendeu, entre outras coisas, a livre concorrência entre os empresários como forma de garantir preços mais justos e a inovação tecnológica. Desde a publicação da obra-prima de SMITH, a população mundial saltou de 1 bilhão para 7 bilhões de habitantes, houve duas grandes guerras mundiais, o surgimento e a derrocada do comunismo e a invenção dos computadores. Com toda essa evolução, é natural esperar que o estudo da economia também esteja se redescobrindo a cada dia. O mais incrível, talvez, seja o fato de SMITH continuar tão atual. Foi ele quem mostrou a utilidade e o dinamismo da economia de mercado e por que - e, em particular, como - esse dinamismo operava. Por mais pop que seja, o Nobel continua tão ortodoxo como sempre".     

Fonte: Revista EXAME. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Nobel em Economia 2012.

The Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel 2012 was awarded jointly to Alvin E. Roth and Lloyd S. Shapley "for the theory of stable allocations and the practice of market design"

sábado, 22 de setembro de 2012

Nobel de Economia de 2012.


Dia 15 de outubro próximo será anunciado o Prêmio de Ciências Econômicas, mais conhecido como o Prêmio Nobel de Economia. No site da Reuters, os "favoritos" para Economia são:

Sir Anthony B. Atkinson
Research Professor, Department of Economics
Oxford University,
Oxford, England U.K.
For studies of income inequality and contributions to welfare state and public sector economics
-and-
Angus S. Deaton
Dwight D. Eisenhower Professor of International Affairs and Professor of Economics and International Affairs
Woodrow Wilson School
Princeton University
Princeton, New Jersey, USA
For empirical research on consumption, income and savings, poverty and health, and well-being.

Stephen A. Ross
Franco Modigliani Professor of Financial Economics and Professor of Finance
The MIT Sloan School of Management
Massachusetts Institute of Technology
Cambridge, Massachusetts, USA
For his arbitrage pricing theory and other fundamental contributions to finance.

Robert J. Shiller
Arthur M. Okun Professor of Economics
Cowles Foundation for Research in Economics and Professor of Finance
The International Center for Finance
Yale University
New Haven, Connecticut, USA
For pioneering contributions to financial market volatility and the dynamics of asset prices.


Abaixo, relação com o nome de todos os premiados desde a criação do prêmio em 1969.
Thomas J. Sargent, Christopher A. Sims
2010
Peter A. Diamond, Dale T. Mortensen, Christopher A. Pissarides
2009
Elinor Ostrom, Oliver E. Williamson
2008
Paul Krugman
2007
Leonid Hurwicz, Eric S. Maskin, Roger B. Myerson
2006
Edmund S. Phelps
2005
Robert J. Aumann, Thomas C. Schelling
2004
Finn E. Kydland, Edward C. Prescott
2003
Robert F. Engle III, Clive W.J. Granger
2002
Daniel Kahneman, Vernon L. Smith
2001
George A. Akerlof, A. Michael Spence, Joseph E. Stiglitz
2000
James J. Heckman, Daniel L. McFadden
1999
Robert A. Mundell
1998
Amartya Sen
1997
Robert C. Merton, Myron S. Scholes
1996
James A. Mirrlees, William Vickrey
1995
Robert E. Lucas Jr.
1994
John C. Harsanyi, John F. Nash Jr., Reinhard Selten
1993
Robert W. Fogel, Douglass C. North
1992
Gary S. Becker
1991
Ronald H. Coase
1990
Harry M. Markowitz, Merton H. Miller, William F. Sharpe
1989
Trygve Haavelmo
1988
Maurice Allais
1987
Robert M. Solow
1986
James M. Buchanan Jr.
1985
Franco Modigliani
1984
Richard Stone
1983
Gerard Debreu
1982
George J. Stigler
1981
James Tobin
1980
Lawrence R. Klein
1979
Theodore W. Schultz, Sir Arthur Lewis
1978
Herbert A. Simon
1977
Bertil Ohlin, James E. Meade
1976
Milton Friedman
1975
Leonid Vitaliyevich Kantorovich, Tjalling C. Koopmans
1974
Gunnar Myrdal, Friedrich August von Hayek
1973
Wassily Leontief
1972
John R. Hicks, Kenneth J. Arrow
1971
Simon Kuznets
1970
Paul A. Samuelson
1969
Ragnar Frisch, Jan Tinbergen

sexta-feira, 2 de março de 2012

Nobel de Economia visitará o Brasil.


Leio na FOLHA DE S. PAULO que  o economista indiano e ganhador do Prêmio Nobel em 1998 Amartya Sen participará do ciclo Fronteiras do Pensamento. Em sua palestra, no dia 23/4, às 20h30, na Sala São Paulo (pça. Júlio Prestes, 16, centro), Sen vai abordar os caminhos possíveis para uma sociedade mais justa. Os ingressos para o ciclo estarão à venda a partir de 6/3, em www.ingressorapido.com.br

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Entrevista com o Nobel Michael Spence.


Na FOLHA de hoje, entrevista com Michael Spence, Nobel de economia americano.

Para o economista americano Michael Spence, ganhador do Nobel em 2001, o discurso de que a China rouba empregos dos outros países não faz sentido. Para ele, a atração de mão de obra barata não é boa estratégia econômica.

Spence ainda afirma que o país asiático está prestes a deixar de ser a fábrica barata do mundo. Segundo ele, a tendência é que outros emergentes, em fases anteriores de desenvolvimento, assumam esse papel, conforme já aconteceu com outros centros manufatureiros nas décadas passadas.

O especialista também argumenta que os países emergentes estão mais ricos e mais conectados uns com os outros e que tendem a se desassociar da crise na Europa.

Ele diz que o Brasil pode sustentar seu crescimento econômico, mas deve ficar atento à diversificação da economia.

Folha - A crise econômica de 2008 se espalhou rapidamente em todo o mundo e terminou de forma relativamente rápida em países como o Brasil. O sr. acha que a crise atual será mais longa?

Michael Spence - A crise tinha uma história de alavancagem excessiva, desequilíbrios e problemas estruturais. A crise atual é em parte uma extensão das mesmas questões. Se a Europa avançar, será menos grave. Haverá apenas um período longo e difícil de ajustamento estrutural para restaurar padrões sustentáveis de crescimento e emprego. Mas outro cenário é uma grande recessão na Europa causada por uma incapacidade de lidar com as questões da zona do euro. Nesse segundo cenário, a crise será dura e de longo prazo.

Qual é o caminho para evitar esse cenário mais duro?

Não existe maneira de certamente eliminar os riscos do cenário pessimista. Se a Grécia eventualmente sair, criará riscos de contágio. Mas o fator principal para controlar o risco é conduzir reformas bem-sucedidas na Itália e na Espanha. E ter a Alemanha e o Banco Central Europeu de volta para estabilizar bancos e dívidas dos governos, com o FMI (o que significa o resto do mundo) apoiando. As reformas institucionais para a disciplina fiscal também têm que prosperar. Se todas essas coisas funcionarem, o risco permanece em nível controlável. Mas devo dizer que haverá retração econômica por um ano ou dois, mesmo no cenário mais positivo.

O senhor vê a possibilidade de diminuição no número de países que compõem a zona do euro?

Definitivamente sim. Os líderes estão tentando evitar esse desfecho, mas eu não acho que seja sábio. Nem é bom para Grécia e provavelmente tampouco para Portugal. Uma zona do euro menor e mais homogênea poderia ser um bom resultado. Ela poderia se expandir depois. Mas realmente eles têm que elaborar um mecanismo de ajuste para quando os países deixam de ser competitivos e têm problemas de produtividade. Ninguém tem uma boa resposta para essas questões ainda.

O senhor acha que os países emergentes vão repetir o desempenho que tiveram na crise passada, quando mantiveram a demanda por commodities e garantiram algum crescimento global?

Há desaceleração nas economias emergentes, mas é relativamente leve até agora. Deve haver uma espécie de repetição do desempenho pós-2008, desde que a Europa avance.

Os fatores que garantiram o crescimento de países como China, Índia e Brasil podem ser sustentados agora? E por quanto tempo?

Indefinidamente. São países saudáveis fiscalmente e geridos de forma eficaz do ponto de vista macroeconômico. Eles estão mais ricos, maiores e negociam muito uns com os outros. Estão parcialmente dissociados [da crise], embora não completamente. Ainda dependem de uma quantidade substancial de demanda agregada dos países avançados. O grau de dissociação irá aumentar gradualmente ao longo do tempo.

De que maneira o grau de dissociação aumentará? E caso a Europa não avance e o impasse político impeça a resolução dos problemas econômicos, quais seriam as principais formas de contágio para os emergentes?

Existem dois canais. Um é a economia real. Se a economia decresce, cai a demanda por importações, com consequências para os emergentes. O impacto varia entre os diferentes países porque eles sentem de modo diverso os movimentos de preço das commodities e a demanda por serviços (no caso da Índia). O segundo canal é o financeiro. Os mercados emergentes estão voláteis agora com a combinação de riscos domésticos e globais. Essa volatilidade tornará empresários e consumidores mais cautelosos, o que pode reduzir a demanda doméstica. Tendo dito isso, o nível de dissociação continua aumentando. Só não está completo.

Há rankings em que o Brasil aparece como a sexta maior economia do mundo. Como o senhor analisa a trajetória de crescimento do país?

A trajetória de crescimento do Brasil é excelente. A inclusão está aumentando e ajudando a sustentar o crescimento e a reduzir a desigualdade de renda. É um padrão sustentável. A gestão macroeconômica é muito boa. É preciso cuidado para não permitir que o aumento do preço das commodities, que beneficiou o Brasil, cause uma redução no padrão de diversificação da economia e reduza as oportunidades de emprego. Um fundo soberano bem administrado seria uma boa ideia, eu acho.

No discurso do Estado da União [em que anualmente o presidente americano presta contas ao Congresso], Barack Obama pediu a empresários para trazerem de volta os empregos que haviam deslocado para a China. Esse tipo de apelo é eficaz?

Não faz sentido trazer empregos de baixo valor agregado da China ou de outros países em desenvolvimento. O que podemos fazer é competir em empregos de maior valor agregado -mas não nos empregos muito tops, em que vamos bem de qualquer forma. Os modelos deveriam ser mais a Alemanha, o Japão e a Coreia do Sul.

A base para atrair empresas para a China tem sido a mão de obra barata. Essa situação persistirá?

Isso está prestes a mudar, tal como aconteceu na Coreia do Sul e no Japão no passado. A China irá se mover para rendimentos mais elevados e o trabalho intensivo nas manufaturas irá migrar para emergentes em fases anteriores de desenvolvimento.

A migração já começou? Para onde?

Começou, por exemplo, para o Vietnã, Bangladesh e para a Índia em alguma medida. Isso não é novo. A Coreia costumava fabricar sapatos e vestuário nos anos 1980 e 1990 e isso migrou para Vietnã, China, Indonésia etc. Hong Kong costumava fabricar vestuário e houve mudança para Cingapura e outros países.

domingo, 16 de outubro de 2011

Prêmio Nobel de Economia de 2011.

"Thomas Sargent, da Universidade de Nova York e Christopher Sims, de Princenton, mostraram que as propostas de política econômica que garantam o crescimento econômico constante e não inflacionário devem ser baseadas em estimativas e modelos, libertando esse campo da mera especulação", disse John Taylor, economista de Stanford e forte candidato ao Nobel.   

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Nobel Prize 2011.

American Economists Share Nobel Prize - NYT


The Nobel prize in economic science was awarded Monday to Thomas J. Sargent at New York University and Christopher A. Sims at Princeton University for their research looking at the cause-and-effect relationship between economic policy and the broader economy.

The Nobel laureates Christopher A. Sims, left, a professor at Princeton University, and Thomas J. Sargent, a professor at New York University.

Their work uses statistical analysis to disentangle the question of whether a policy change that happened in the past affected the economy or whether it was made in anticipation of events that policymakers thought would happen later. This research has also helped economists better understand how people’s expectations for policy affect the economy.

Dr. Sims said Monday that his research was relevant for helping countries decide how to respond to the economic stagnation and decimated budgets left by the financial crisis.

“The methods that I’ve used and that Tom has developed are central for finding our way out of this mess,” he said. But asked for specific policy conclusions of his research, he responded, “If I had a simple answer, I would have been spreading it around the world.”

Dr. Sims, 68, who is president-elect of the American Economic Association, has primarily looked at temporary policy changes, such as a surprise in government finances or a change in the interest rate. For example, his methods have been used to determine whether a central bank’s decision to raise the interest rate affected inflation or whether bank officials raised the interest rate precisely because they expected that inflation change later on.

The prize committee at the Royal Swedish Academy of Sciences said in a statement that his research has tried to develop a systemic way for distinguishing between unexpected shocks to the economy, such as a change in oil prices or government finances, and expected changes.

His methodology, developed in the 1970s, has been tremendously influential in subsequent decades among all flavors of economists. It helped lend credence to New Keynesianism, the theory that says that the economy can go into recession because there is not enough demand, and has been the basis of important papers by Ben S. Bernanke, the Federal Reserve chairman, and Olivier Blanchard, the chief economist at the International Monetary Fund.

Dr. Sargent, 68, on the other hand, has focused on longer-term structural changes in the economy, such as setting a new inflation target. His research has analyzed historical data to better understand how these types of policy changes affect the economy over time. He has also conducted experiments in a sort of laboratory setting to examine how new policies might affect the economy.

The two economists were awarded for work that they did independently of each other but that the prize committee said was complementary. Both were expected to speak at Princeton later on Monday.

“Today, the methods developed by Sargent and Sims are essential tools in macroeconomic analysis,” the citation said.

The Bank of Sweden Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel is not one of the original Nobel prizes. It was created in 1968 and is awarded annually “according to the same principles as for the Nobel Prizes,” first begun in 1901.

NOBEL 2011 - lista de premiados.

O Prêmio Nobel de Economia deste ano foi atribuído nesta segunda-feira aos norte-americanos Thomas J. Sargent e Christopher A. Sims.

Os dois economistas foram escolhidos por "sua pesquisa empírica sobre as causas e os efeitos na macroeconomia", afirma o comunicado do comitê Nobel.

Os laureados "desenvolveram métodos para as numerosas perguntas sobre as relações de causalidade entre a política econômica e diferentes variáveis macroeconômicas como o PIB (Produto Interno Bruto), a inflação, o emprego e os investidores", completa o comunicado.

Thomas J. Sargent, nascido em 1943, em Pasadena, Califórnia, é professor na Universidade de Nova York. Christopher A. Sims nasceu em 1942 em Washington e é professor na Universidade Princeton.

O Nobel de Economia, cujo nome oficial é Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, foi criado em 1968. Ele não é parte do grupo original de prêmios criado pela vontade de Nobel, magnata da dinamite, em 1895.

Leia a seguir os vencedores do prêmio desde 1979 e onde atuam.
2010 - Christopher Pissarides (Chipre) e Peter Diamond e Dale T. Mortensen (ambos dos EUA)
2009 - Elinor Ostrom e Oliver Williamson (EUA)
2008 - Paul Krugman (EUA)
2007 - Leonid Hurwicz, Eric S. Maskin e Roger B. Myerson (EUA)
2006 - Edmund S. Phelps (EUA)
2005 - Robert J. Aumann (Israel e EUA) e Thomas C. Schelling (EUA)
2004 - Finn E. Kydland (Noruega) e Edward C. Prescott (EUA)
2003 - Robert F. Engle 3º (EUA) e Clive W.J. Granger (Reino Unido)
2002 - Daniel Kahneman (EUA e Israel) e Vernon L. Smith (EUA)
2001 - George A. Akerlof, A. Michael Spence e Joseph E. Stiglitz (EUA)
2000 - James J. Heckman e Daniel L. McFadden (EUA)
1999 - Robert A. Mundell (Canadá)
1998 - Amartya Sen (Índia)
1997 - Robert C. Merton e Myron S. Scholes (EUA)
1996 - James A. Mirrlees (Reino Unido) e William Vickrey (EUA)
1995 - Robert E. Lucas Jr. (EUA)
1994 - John C. Harsanyi (EUA), John F. Nash Jr. (EUA) e Reinhard Selten (Alemanha)
1993 - Robert W. Fogel e Douglass C. North (EUA)
1992 - Gary S. Becker (EUA)
1991 - Ronald H. Coase (Reino Unido)
1990 - Harry M. Markowitz, Merton H. Miller e William F. Sharpe (EUA)
1989 - Trygve Haavelmo (Noruega)
1988 - Maurice Allais (França)
1987 - Robert M. Solow (EUA)
1986 - James M. Buchanan Jr. (EUA)
1985 - Franco Modigliani (EUA)
1984 - Richard Stone (Reino Unido)
1983 - Gerard Debreu (EUA)
1982 - George J. Stigler (EUA)
1981 - James Tobin (EUA)
1980 - Lawrence R. Klein (EUA)
1979 - Theodore W. Schultz (EUA) e Sir Arthur Lewis (Reino Unido)

Estadão: A demografia e o capitalismo.

Em artigo publicado na revista  Foreign Affairs  ( The Population Bust: Demographic Decline and the End of Capitalism as We Know It ), Zach...