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domingo, 8 de agosto de 2010

LANÇAMENTO DE LIVRO.

Lançamento da semana: POLÍTICA MONETÁRIA: IDEIAS, EXPERIÊNCIAS E EVOLUÇÃO - Editora FGV.
Escrita por JOSÉ JÚLIO SENNA, um dos mais importantes economistas brasileiros, em linguagem dirigida não apenas a especialistas, mas também a leigos interessados em tema tão relevante, esta é uma obra de referência fundamental sobre política monetária. O livro trata da evolução da política de administração da moeda desde a Antiguidade até os dias atuais. São examinadas as principais teorias surgidas ao longo de todo esse tempo, bem como experiências importantes, algumas desastrosas, outras de sucesso, vividas no Brasil e em outros países.

terça-feira, 27 de julho de 2010

VIVA O POVO BRASILEIRO!

Lemos que dos 135.800.000 eleitores brasileiros:
  • 5,9% são analfabetos;
  • 14,6% dizem saber ler e escrever, mas não frequentaram a escola;
  • 33% frequentaram a escola mas não chegaram a concluir o 1º grau.
Logo, 53,5% do eleitorado, na melhor das hipóteses, resvalou pela escola, como bem escreveu Roberto Pompeu de Toledo.
  • Diante disso, quando seremos um país desenvolvido?
  • Diante disso, você, meu caro e-leitor, prevê alguma mudança na política brasileira?
  • Diante disso, alguém terá interesse na EDUCAÇÃO do eleitorado brasileiro?

sábado, 17 de abril de 2010

UM NOVO MERCADO É POSSÍVEL.

Que bom poder ler na VEJA desta semana uma matéria que fala de uma visão ainda mais liberal para a Economia.

Há dois anos, uma crise inaudita eclodiu nos Estados Unidos e arruinou as finanças de países inteiros. Críticos de esquerda regozijaram-se pelo abalo de um dos pilares do capitalismo, o livre mercado, e culparam a cobiça desenfreada de banqueiros pelo crash. Já os economistas do mainstream, representantes do consenso capitalista que administra os países mais maduros do planeta, reconheceram que houve falhas, como a ausência de um sistema regulatório mais eficiente para controlar fraudes e a especulação predatória. Apesar da vala mental que separa essas duas visões de interpretar o mesmo fenômeno, ambas convergiram na prescrição do remédio destinado a combater a recessão mundial. Recomendaram, em doses distintas, a ampliação da presença do governo, pelas vias do aumento dos gastos públicos, e também o acirramento da regulação financeira. Entretanto, há quem pense de forma diferente. Trata-se dos economistas da Escola Austríaca, uma corrente coesa de ultraliberais que exonera os propagandeados vícios do capitalismo dessa história. Segundo eles, foram na verdade as intervenções do governo que proporcionaram a crise. Mais do que isso, acreditam que o remédio que tem sido usado pelos governos mundiais, sobretudo o despejo de somas maciças de recursos estatais, é inadequado e trará mais problemas no futuro.

Na semana passada, o Instituto Ludwig von Mises, que congrega adeptos dessa corrente, realizou em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o I Seminário de Economia Austríaca do Brasil. Em dois dias, foram debatidos os acontecimentos recentes da economia mundial, assim como o receituário heterodoxo e radical desses pensadores. Embora centenária e influente no passado, essa escola esteve, nos últimos anos, à margem do pensamento dominante. No século XX, os seus dois teóricos mais proeminentes foram Ludwig von Mises (1881-1973) e o ganhador do Nobel Friedrich von Hayek (1899-1992). Ambos tiveram papel notável na exposição das fragilidades intrínsecas do planejamento econômico e na condenação do socialismo, num momento em que boa parte daintelligentsia mundial via com fascínio o avanço soviético. Os escritos de Mises e Hayek acabaram por inspirar as reformas liberais que começaram nos anos 80. Agora seus seguidores propõem uma recuperação dessas ideias para oferecer uma alternativa em relação ao novo consenso que se forma no mundo pós-crise.

"A crise que vivemos hoje teve início com políticas do governo que levaram à formação de uma bolha especulativa no mercado imobiliário", sentencia o historiador Thomas Woods, autor do best-seller Meltdown, sobre o recente crash. Para Woods e seus colegas, isso pode ser comprovado por causa do papel que tiveram as empresas de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac. Embora privadas, elas tinham um status privilegiado, porque dispunham de uma linha de crédito especial do governo para estimular a venda de casas a pessoas de baixa renda. Juntas, detinham 75% das hipotecas dos americanos. A política de estimular a venda de casas para quem não possuía a menor condição de assumir os compromissos de um financiamento imobiliário foi potencializada pelos juros extremamente baixos. Quando Alan Greenspan, o ex-presidente do Federal Reserve estava no comando, a taxa básica permaneceu abaixo da inflação por mais de dois anos. A facilidade de adquirir um imóvel incendiou a demanda e os preços subiram rapidamente. Entre 1998 e 2006, as casas americanas ficaram 150% mais caras. Mais tarde veio a onda de calotes, e os preços desabaram. Para os austríacos, tanto os subsídios como os juros baixos demais foram erros que só podem ser atribuídos ao governo. "Os preços estavam fora da realidade. Criou-se uma prosperidade artificial e insustentável", diz o economista americano Mark Thornton, especialista em bolhas financeiras. O setor imobiliário foi ao chão e arrastou consigo o mercado financeiro. "Não fossem as investidas do governo, nada disso teria tomado as atuais proporções. Por isso dizemos que essa crise é do intervencionismo, e não do liberalismo", conclui Woods.

Contrariados com o avanço da mão estatal, os austríacos veem riscos adiante para a economia mundial. Para eles, os pacotes de auxílio do governo para recuperar a economia repetirão os erros do passado. Avaliam que a nacionalização de empresas quebradas (como ocorreu com a Fannie Mae e a Freddie Mac), o socorro aos bancos e o aumento do endividamento prolongarão a agonia, apesar do efeito de alívio momentâneo. "De onde sairá o dinheiro para arcar com tudo isso? Não existem muitos caminhos além do aumento de impostos e da impressão de mais moeda", diz Lew Rockwell, fundador do Instituto Mises. "Não se pode aceitar um liberalismo pela metade. É inadmissível entregar ao estado o controle da economia. Os interesses de um governo são sempre políticos. Quando esses interesses interferem nos caminhos do mercado, desencadeiam crises", afirma Rockwell. Durante os dois dias de seminários em Porto Alegre, tradicional sede de encontros de esquerda, como o Fórum Social Mundial (cujo lema é "Um outro mundo é possível"), os ultraliberais austríacos alardearam a ideia de que um novo mercado é possível.

JOSÉ SERRA E O BRASIL!

Como não poderia deixar de ser, registramos a capa da VEJA sobre a luta de JOSÉ SERRA para liderar O BRASIL na era pós-LULA.

terça-feira, 23 de março de 2010

O CAPITALISMO AMERICANO!

Direto da VEJA desta semana, o professor da Universidade Yale ROBERT SHILLER, diz, entre outras coisas que "Os Estados Unidos possuem uma tradição de respeito aos direitos humanos e à liberdade, antes mesmo da palavra capitalismo ter aparecido." E vai mais longe: "Faz parte da cultura americana manter o governo afastado da vida privada e dos negócios. A IMAGEM DOS ESTADOS UNIDOS COMO LÍDER DO CAPITALISMO SOBREVIVERÁ AOS DANOS PROVOCADOS PELA CRISE E AOS REMÉDIOS ESTATAIS MINISTRADOS PARA DIMINUIR SUA DURAÇÃO."
E ponto final!!!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

ECONOMIA: MERCADO X ESTADO?

ANDRÉ PETRY, escrevendo direto de NYC na VEJA desta semana, conclui que:
"Na visão simplista das coisas, toda regulação é contra o mercado, e todo mercado regulado é contra o capitalismo. Nem Adam Smith (1723-1790), pai do liberalismo, era totalmente contra a regulação, a intervenção do estado. Smith desancava banqueiros e via pelo menos duas dezenas de funções insubstituíveis a ser cumpridas pelo estado. John Maynard Keynes (1883-1946), santo padroeiro dos estatistas, tampouco desprezava o livre mercado, cujo primado na criação da riqueza ele reconhecia. Smith escreveu sua obra maior em 1776 e se insurgiu contra um estado em que o rei decidia se um industrial podia abrir uma segunda fábrica ou não; em que um desempregado de Manchester que ousasse tentar uma colocação em Londres poderia ser preso e condenado à morte. A força teórica de Keynes não está na negação da livre-iniciativa, mas na demolição da crença de que as pessoas agem racional e previsivelmente em suas relações econômicas e, portanto, tudo pode ser explicado por lógica e estatística. Ou, como magistralmente resumiu o economista americano Hyman Minsky (1919-1996): "Keynes sem o conceito de incerteza é como Hamlet sem o príncipe da Dinamarca". A atualidade de Keynes pode ser resumida no conceito: "Nós não existimos para os mercados. Os mercados é que existem para nós". Ela ficou ainda mais evidente depois que o trem especulativo de Wall Street esmagou as pernas das forças produtivas. A de Smith fica clara também se adaptarmos para ele o conceito keynesiano: "Nós não existimos para os governos. Os governos é que existem para nós"."

CRISES SÃO INEVITÁVEIS.

Também, direto da VEJA, o Professor Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, defende a regulação do mercado financeiro, mas avisa que crises são inerentes ao capitalismo.

Há consenso de que o mercado financeiro precisa ser regulado pelo estado?

Há quem mantenha a velha retórica da autorregulação, que implica deixar ir à falência aqueles que assumem riscos excessivos e se dão mal. No mercado financeiro, porém, isso não é possível. Temos bancos grandes demais, interligados demais, para que possam falir sem colocar em risco todo o sistema. Por isso, é preciso regular. Até banqueiros concordam com isso. Estive em Davos no mês passado, durante o Fórum Econômico Mundial, e metade dos banqueiros com quem conversei acha que o estado precisa adotar um papel mais decisivo na regulação e na supervisão dos mercados financeiros.

A boa regulação financeira teria evitado a atual crise?

Por melhor que seja, a regulação financeira não evita crises. As crises, as recessões, a volatilidade são intrínsecas ao funcionamento do capitalismo e da economia de mercado. São as fraquezas do mercado. A saída é usar o poder regulador e as políticas distributivas para limitar ou compensar as crises e suas consequências negativas. Quem fica desempregado, por exemplo, pode ser requalificado, receber seguro-desemprego.

O capitalismo está num mau momento?

Nas economias avançadas, o momento é ruim. Mas nos mercados emergentes é o oposto. O que levou os Brics à atual posição de proeminência? A economia de mercado e a liberalização. Não se conhece nada melhor do que dar liberdade aos empreendedores. É a mola propulsora do milagre econômico da China. Com políticas saudáveis e estáveis, com boas políticas regulatórias e macroeconômicas, o capitalismo responde positivamente. O Brasil é um exemplo disso. O capitalismo moderno, surgido na Revolução Industrial, tem 200 anos de experiência. Sabemos que nele há benefícios e custos. Mas também sabemos que os benefícios do capitalismo são muito maiores que os custos.

A IMAGEM DA SEMANA.

Depois do Carnaval, vem aí as eleições 2010. E que vença o OU a melhor.
Parabéns à VEJA pela bela capa desta edição. Ficou um pouco de TIME e a la JACKIE KENNEDY.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O VALOR DA LIBERDADE

Enquanto em 1787, THOMAS JEFFERSON afirmava que “Se eu tivesse de decidir entre ter um governo sem jornais e ter jornais sem governo, eu não hesitaria nem por um momento antes de escolher a segunda opção”, VLADIMIR LENIN, em 1912 dizia que “Dar à burguesia a arma da liberdade de imprensa é facilitar e ajudar a causa do inimigo. Nós não desejamos um fim suicida, então não a daremos.”

Neste 2010, qual a opção que você prefere?

domingo, 17 de janeiro de 2010

FANTASIA E REALIDADE

Parte de um artigo do colega MAÍLSON DA NÓBREGA, na VEJA desta semana: O PT MUDOU O BRASIL? OU FOI O CONTRÁRIO?

Nunca antes na história deste país um partido se vangloriou tanto de feitos que não realizou. É o caso do PT. No seu último programa no rádio e na TV, o partido reivindicou o papel de marco zero. Até a estabilização da economia teria sido obra sua. Os petistas se jactam de ter mudado o país. Para um de seus senadores, 2009 foi "a segunda descoberta do Brasil".

No mundo, três transformações radicais sobressaem: (1) a Revolução Gloriosa (1688), que extinguiu o absolutismo inglês e levaria a Inglaterra à Revolução Industrial; (2) a Revolução Americana (1776), da qual surgiria a maior potência no século XIX; e (3) a Revolução Francesa (1789), a profunda mudança que substituiria os privilégios da nobreza, do clero e dos senhores feudais pelos direitos inalienáveis dos cidadãos.

Nada desse porte aconteceu no Brasil, nem agora nem antes. A independência foi declarada por dom Pedro, representante da metrópole. A República nasceu de um golpe de estado dado por Deodoro da Fonseca. A Revolução de 1930, a única que talvez possa ter esse título, promoveu mudanças, mas não daquela magnitude. Aqui não se viram rupturas nem violências. O regime militar findou sob negociação.

sábado, 16 de janeiro de 2010

domingo, 27 de dezembro de 2009

2009 - MEMÓRIA PAUL SAMUELSON

Está em todas as revistas, sites e jornais que relembram 2009, como não deveria deixar de ser, o registro da morte de PAUL SAMUELSON, 94 anos. Sobre ele, escreveu LAWRENCE SUMMERS, diretor do Conselho Nacional de Economia da Casa Branca:
"ELE TEVE MAIS IMPACTO NA VIDA ECONÔMICA DOS ESTADOS UNIDOS, E DO MUNDO, DO QUE MUITOS PRESIDENTES."

sábado, 19 de dezembro de 2009

LER NA VEJA

Li na VEJA e aprovei com louvor. Ler ainda é o melhor remédio. PARABÉNS VEJA.

Há cerca de um ano e meio, surgiu na redação de VEJA a ideia de patrocinar, na internet, uma rede social que girasse em torno dos livros. Fomentar a leitura entre os brasileiros sempre foi uma missão para a revista. Fazer isso no ambiente digital representava um desafio. Era preciso desenvolver a ferramenta certa para cativar os usuários dos sites de relacionamento. Essa ferramenta é o VEJA Meus Livros, que faz sua estreia oficial neste sábado, depois de um mês em versão de teste.

Quando o projeto do VEJA Meus Livros começou a ser debatido, sites americanos como LibraryThing e Goodreads já estavam no ar. Eles são redes sociais inteiramente centradas na literatura. Em meados deste ano, foi lançada no Brasil uma iniciativa semelhante: o site O Livreiro, ligado ao jornal O Globo. A essa altura, o VEJA Meus Livros já caminhava numa outra direção. Por que levar as pessoas a construir, do zero, uma nova teia de amizades virtuais, se elas já dedicaram tanto tempo e energia a fazer isso no Orkut ou no Facebook? Em vez de um site independente, optou-se por fazer do VEJA Meus Livros um aplicativo que pode ser utilizado por qualquer um que tenha um perfil nessas grandes redes. Hoje, a ferramenta está disponível para quem usa o Orkut. Em poucas semanas, a versão para o Facebook deverá ser lançada.

No VEJA Meus Livros, é possível organizar uma biblioteca virtual em várias categorias: os volumes que você está lendo ou já leu, aqueles que são seus favoritos, e até aqueles que você gostaria de ganhar de presente. É possível convidar os amigos a compartilhar de suas leituras, postando longas resenhas ou comentários breves - basta um clique para publicar esses últimos no Twitter. Uma parceria com o site da Livraria Cultura também permite que você realize compras on-line.

Como os livros são matéria-prima fundamental para as reportagens de VEJA, reservou-se uma área do aplicativo às contribuições da redação. Lá você vai encontrar, sempre atualizada, nossa lista de mais vendidos, as bibliotecas e resenhas de jornalistas e colaboradores, e um acesso a este novo blog sob o mundo da literatura.

VEJA Meus Livros foi feito para quem ama a leitura e a internet. Esperamos que você goste do presente.

Estadão: A demografia e o capitalismo.

Em artigo publicado na revista  Foreign Affairs  ( The Population Bust: Demographic Decline and the End of Capitalism as We Know It ), Zach...