domingo, 7 de dezembro de 2008

ANIVERSÁRIO - 80 ANOS DE NOAM CHOMSKY

Leio hoje na Folha de S. Paulo, uma entrevista do Sérgio Dávila, em Washington, com o (???) NOAM CHOMSKY. É mais um caso de como faço para conhecer quem pensa de maneira totalmente diferente da minha. Abaixo um resumo das melhores "cenas", pois se ele não está encantado com o Obama e considera sua eleição uma questão de ditadura por escolha, então o mundo será melhor.

O lingüista e teórico político do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) chega à idade redonda militando ativamente na esquerda da esquerda do espectro político dos EUA. Isso faz dele um espécime tão raro quanto foi um dia o pássaro dodô. Outra característica o coloca na exceção: ele está desencantado com Barack Obama. Talvez desencantado não seja a palavra exata, já que ele dá a entender que nunca se encantou com o presidente eleito. Não acha que o movimento que lhe deu a vitória seja democrático. Diz que parece mais uma "ditadura por escolha". Nascido na Filadélfia e professor emérito do MIT, onde leciona há 53 anos, Chomsky é considerado o pai da lingüística moderna. De acordo com sua teoria, chamada gramática transformacional, toda sentença inteligível contém não só suas regras gramaticais peculiares como o que batiza de "estruturas profundas", uma gramática universal que serve a todas as línguas. Na última semana, ele trocou com a Folha uma série de e-mails. Primeiro, se queixou da falta de tempo. "É com alegria que leio seu e-mail, embora com um pouco de remorso, também", diz em um. "Acontece que a época é muito difícil para mim." Noutro, se desculpa: "Sinto que terei de ser breve. Se eu não respondê-lo, a entrevista desaparecerá no caos de pedidos irrespondidos."

BELÉM - FEIRA INTERNACIONAL

Visitei neste final de semana a IV FITA - FEIRA INTERNACIONAL DE TURISMO DA AMAZÔNIA, cujo tema foi TURISMO E SUSTENTABILIDADE. Na ocasião tive a a oportunidade de discutir Economia com um organizador do Fórum Social Mundial 2009, que será sediado em Belém entre 27 de janeiro e 1º de fevereiro.

Foi interessante o debate de um blogueiro defensor do livre mercado versus um ardoroso defensor do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), da Via Campesina, da Juventude Socialista, da Central Única de Trabalhadores (CUT), entre outras entidades que enxergam o capitalismo como o vilão do mundo.

Não chegamos às vias de fato, mas o argumento do outro é sempre importante para avaliarmos nosso próprio entendimento do mundo.

ESTE BLOG TAMBÉM É HEXA

Como Economia é uma ciência que estuda a atividade produtiva, hoje o resultado da produção foi excelente. Nosso São Paulo é HEXACAMPEÃO e nada como uma notícia dessas para esquecermos um pouco do outro mundo real que nada vai bem neste final de 2008.

Porém, continuamos otimistas para que o ano de 2009 não resulte no que falam e escrevem a maioria das previsões econômicas.

ECONOMISTAS = SOLUÇÃO PARA A CRISE- PARTE 2

De Clóvis Rossi, na Folha de S.Paulo de hoje, eu não poderia deixar de registrar a frase abaixo:

Segundo o articulista, a frase é do genial economista Roberto Campos (1917-2001) e diz que "Há três maneiras de o homem conhecer a ruína: a mais rápida é pelo jogo; a mais agradável é com as mulheres; a mais segura é seguindo os conselhos de um economista".

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

OBAMA + HILLARY = INTELIGÊNCIA

É impressionante a maneira de fazer política deste menino chamado Barack Obama. Depois de vencer uma disputa que, a princípio, era considerada impossível, ele escolheu a Senadora Hillary Clinton, sua rival nas prévias, para um dos cargos mais poderosos do mundo: Secretária de Estado.

Com uma equipe econômica que, pelo currículo e experiência dos mesmos, deve fazer o país retornar aos bons tempos de Clinton, daqui do meu interior da floresta amazôca, faço fé que realmente possamos dizer com Obama que: YES, WE CAN. Mesmo que muitos críticos comentem que sua CHANGE não está sendo de verdade, sabemos que nem sempre podemos agradar a todos.

domingo, 30 de novembro de 2008

LIVRE MERCADO - CAPITALISMO

Em 2003 os Professores da Universidade de Chicago Raghuram G. Rajam e Luigi Zingales publicaram nos Estados Unidos o livro “Saving Capitalism from the Capitalists”, lançado no Brasil em 2004, com o título "Salvando o Capitalismo dos Capitalistas". Na época, comprei o livro em Fortaleza e fiquei deveras interessado no tema devido na própria capa constar que os autores acreditam no poder do livre mercado para criar mais riqueza e ampliar oportunidades. (O que continua sendo verdadeiro).

Na introdução tem uma frase que sintetiza o pensamento de muita gente boa: “O CAPITALISMO, OU, MAIS EXATAMENTE, O SISTEMA DE LIVRE MERCADO, É A FORMA MAIS EFICAZ DE ORGANIZAR A PRODUÇÃO E A DISTRIBUIÇÃO QUE OS SERES HUMANOS ENCONTRARAM.” Gostaria muito de discutir o outro lado desse pensamento com quem acredita de maneira diferente, uma vez que, mesmo hoje, continuo acreditando e defendendo essa idéia.

Em 2008, final de ano, diante de uma crise que até o Nobel Paul Krugman já chama de “economia da depressão”, como teria sido importante que o texto do livro tivesse sido debatido entre quem faz e acontece na economia financeira e na real. Com clareza econômica acredito que teria sido possível evitar a atual situação, pois bolhas e mais bolhas tiveram como mecanismos de origens não obrigatoriamente o “livre mercado” como muitos hoje criticam, mas uma falha política.

ECONOMISTAS = SOLUÇÃO PARA A CRISE

Amigos da Globo, quero dizer, meus quase dois leitores, lendo alguns blogs de economia localizamos cada texto interessante que não dá para não deixar de divulgar para vocês. O texto abaixo tem muito a ver com a minha inquietação com a provocativa capa da última EXAME que recebi. Está lá para todos lerem: PARA QUE SERVEM OS ANALISTAS? E OS ECONOMISTAS? E OS GURUS DA ECONOMIA? A atual crise mundial escancara nossa incompetência em fazer previsões - e a imprudência do mercado em acreditar nelas.

Acredito que não é bem assim. A crise era previsível, foi detectada por vários colegas e tenho absoluta convicção que o capitalismo passa por mais essa em pouco tempo. E viva o livre mercado.

O texto é do Felipe Schwartzman: a vida dura dos economistas e foi postado no blog do Simon Schwartzman Economia. Êta família danada para entender de Economia. Para ver com o mundo além de plano, como escreve o Thomas Friedman, é pequeno, recordo que uns dois anos passados estava eu buscando entender um problema que estava ocorrendo em uma série temporal que estava analisando, quando via e-mail/orkut tive a colaboração do Felipe em indicar-me caminhos para solucionar meu problema. Hoje, leio seu crítico texto.

Escreve Felipe: É dificil ser economista. Responsabilizados por todos os males do mundo, vistos como pessoas materialistas que só se preocupam em contar dinheiro, de preferencia pagos pelos mais ricos para fazer isso. Acho que nenhuma carreira acadêmica consegue estar tão associada no olhar do público com tudo que está errado com a civilizacao ocidental. Isso tudo é verdade em tempos normais. Em tempos de crise, quando algum culpado tem que ser encontrado, nada melhor do que ir atrás dessa praga.

Neste contexto não existiria nada de surpreendente na declaração do presidente da CAPES se ele não fosse um dos principais responsáveis por gerir a política científica do governo. Além de todos os óbvios problemas desse dirigismo estatal e ameaça à liberdade acadêmica, chama atenção o grau de desinformação que o presidente apresenta acerca do que é o mainstream acadêmico em economia e como ele se relaciona com as políticas liberalizantes que, muitos acreditam, levaram à crise.

Vou conceder que o mainstream acadêmico favorece determinados tipos de visão do mundo. Os modelos são tão mais fáceis de usar quanto menor for o número de fricções que justificariam intervenções governamentais. Mais importante que isso, segmentos importantes e influentes da profissão são ideologicamente propensos a enfatizar soluções liberalizantes. Mas isso não é verdade do mainstream como um todo, e não foram poucos os pesquisadores das áreas de finanças e economia internacional que viram essa crise a caminho. A observação fundamental sobre o mainstream acadêmico da economia é que ele é grande. Uma reunião anual da American Economic Association reúne com facilidade milhares de economistas, todos eles com grau de qualificação e competência comparável ao dos melhores centros de economia deste país. Estes economistas trabalham em temas de uma diversidade enorme, muitos dos quais tem pouco ou nada a ver com regulação do sistema financeiro. Discutem (para ficar apenas nas áreas aplicadas), das relações de trabalho a decisões de consumo e poupança, passando por comércio internacional, saúde, macroeconomia etc. Todas essas discussões fazem uso crescente não só das muitas teorias sobre falhas de mercado, mas também de interfaces com política e psicologia.

Essa máquina produz um enorme volume de estudos empíricos e teóricos que são furiosamente debatidos e avaliados pelos pares. O contraste com a heterodoxia se faz não pela qualidade dos pesquisadores ou das teorias, mas pelo simples tamanho da empreitada e da força competitiva que a move. A existência continuada dessa máquina gerou instrumentos que vão permitir ao mainstream digerir essa crise e usá-la para alterar suposições que tenham informado a política anterior a ela. Acho inclusive que, especialmente em finanças e, em menor grau, em macro, importantes revisões serão feitas nos próximos dez anos. A crise dará para essas áreas o que a elas faltava, que eram exemplos recentes e salientes de como as coisas podem dar errado em grandes proporções sem que a culpa possa ser posta em governos obviamente incompetentes e instituições diferentes das americanas. Será uma discussão interessante de se fazer parte, e será uma pena se, por preconceito ideológico, os brasileiros que, pela nossa experiência, muito têm a contribuir, fiquem de fora.

Endereço: http://www.schwartzman.org.br/sitesimon/?p=904&lang=pt-br

sábado, 29 de novembro de 2008

REVISTA EXAME - BUFFETT

Como sugestão de um excelente presente de Natal, recomendo a recém-lançada biografia do megainvestidor WARREN BUFFET, com sua experiência de vida de 78 anos. Uma criança. Aqui no Brasil, o título original SNOWBALL foi traduzido literalmente como BOLA DE NEVE e estará nas livrarias a partir de 27 de novembro.

Do autor, divulgo TRÊS DIAMANTES obtidos de seu novo livro para o nosso prazer:

1 - "Siga seu placar interno."

2 - "É loucura colecionar empregos apenas porque eles parecem bonitos em seu currículo. É como adiar o sexo para a velhice. Faça o que você ama e trabalhe para quem você admira."

3 - "A melhor maneira de tomar decisões é pensar que você poderá dar apenas 20 cartadas importantes em toda a sua vida. Você resistirá à tentação de vacilar e tomará decisões melhores."

Para a nossa reflexão, sempre, porém, ainda mais importante, neste final de 2008.

REVISTA EXAME - INTERNET

Segundo estimativas do BlogBlogs, o maior indexador de BLOGS em língua portuguesa, hoje mais de 12.300.000 brasileiros já lêem os cerca de 2.000.001 de BLOGS existentes no país. Esse final nº 1 foi por minha conta.

Que notícia boa saber que tanta gente escreve e, melhor ainda, que muita gente ler. Como a internet conseguiu mudar tanta coisa no mundo. E que venham mais leitores, principalmente para este blog, editado aqui diretamente do interior da floresta amazônica.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

EXISTE MILAGRE NO SOCIALISMO

Esta eu não poderia deixar de publicar. Li no blog do Rodrigo Constantino - http://rodrigoconstantino.blogspot.com/ e é exclusiva para os herdeiros do socialismo.

Os Seis Milagres do Socialismo - Por Bennett Owen:

  1. Não há desemprego, mas ninguém trabalha;
  2. Ninguém trabalha, mas todos recebem salários;
  3. Todos recebem salários, mas não há nada para comprar com o dinheiro;
  4. Ninguém pode comprar nada, mas todos são donos de tudo;
  5. Todos são donos de tudo, mas ninguém está satisfeito;
  6. Ninguém está satisfeito, mas 99% do povo vota pelo sistema.

Por favor, quem atualmente ainda continua favorável ao socialismo que existe/existiu, vá morar alguns anos em países herdeiros e depois façam um relato da ótima situação que vivenciaram. Pago para ler os relatos...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

ESTADOS UNIDOS - ANÁLISE MACROECONÔMICA

Muito interessante a análise realizada pelo Gino Olivares, Economista-chefe do Opportunity, sobre o desempenho da economia norte-americana. Sua demonstração do que vem ocorrendo com a DDP - Demanda Doméstica Privada desde 1971, esclarece a explosão acentuada no consumo nos últimos anos alicerçada em empréstimos "furados", o que resultou na atual situação de crise e que, obrigatoriamente, deverá reduzir/vem reduzindo drasticamente o consumo deles, o que resulta em prejuízo no "resto do mundo.

A íntegra do comentário está no endereço http://www.opportunity.com.br/documentos/PDF_Comentario/cm200811.pdf

UM NOBEL NA CASA BRANCA

Esta notícia eu li no blog Freakonomics, porém estou postando a matéria que saiu no blog da Economist. E a foto consegui diretamente no site da White House. Depois de oito anos sendo duramente criticado por Paul Krugman, como Bush consegue rir numa hora dessas? Estranho também eu não ter lido este assunto aqui nos jornais brasileiros. A foto foi tirada em 24/11/08 no Salão Oval.

SO, PERHAPS you recall that economist Paul Krugman recently won the Nobel Prize? Well, new Nobelists are afforded the honour of a meeting with the president, and at right, you can see Mr Krugman enjoying his day in the Oval Office. Why is this hilarious? Because Mr Krugman has a part-time job as a New York Times opinion columnist, a platform he's used to relentlessly skewer the Bush administration in the harshest of langauge for a decade now.

This is none of that inside-the-Beltway, knowing criticism, of the sort that can pass between men who will later share a drink at a Washington bar. It's a blistering, white hot rage. Not for nothing did pundits on the right call Mr Krugman's award an overtly political thing (conveniently, or ignorantly, misunderstanding his economic contributions).

But for all Mr Krugman's frustrations, he now gets to waltz into the White House to be congratulated on his Nobel by his chief antagonist, who now leaves the presidency in disgrace, his party in tatters.

So, like, what do you think they talked about?

domingo, 23 de novembro de 2008

O GOVERNO DOMADOR DE CRISE

Aqui no Brasil, nem a visão do que vem acontecendo nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, são capazes de refrear o "otimismo" dos nossos grandes gestores econômicos.

De nosso Ministro da Fazenda, Guido Mantega: "Aqui, não existem bolhas. Ocorrerá apenas uma desaceleração no ritmo da elevação da renda e do emprego. Vai haver algum ajuste na economia, mas o consumo continuará num patamar satisfatório."

Do nosso presidente do Banco Central, Henrique Meirelles: "O Brasil vai ter uma desaceleração no ano que vem no crédito e, em consequência, na atividade geral, mas em ritmo menor que o de muitos países."

Que os anjos digam AMÉM. E que a DESACELERAÇÃO de ambos não seja, ao final, uma CRISE.

UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO

Fiquei curioso que há quase um ano o livro "UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO", do Professor de Harvard Geoffrey Blainey, encontra-se entre os mais vendidos no Brasil. A curiosidade foi maior e, afinal, agora estou lendo o texto desse autor.

E uma verdade seja dita: o sucesso dele, autor de mais de 32 livros, sendo o acima citado um bestseller na Inglaterra e nos Estados Unidos, está na maneira de escrever. É prazeroso, agradável e de fácil entendimento (em que pese a tradução um pouco deficiente), o que me leva a acreditar que nem sempre quem escreve difícil, traz o melhor para o leitor.

OS MELHORES MBAs DO BRASIL - 2008

Divulgo abaixo a relação dos quatro melhores MBAs do Brasil, conforme a última VOCÊS/A:

  1. FGV EAESP - SÃO PAULO
  2. FUNDAÇÃO DOM CABRAL - MINAS GERAIS
  3. FIA - SÃO PAULO
  4. IBMEC - SÃO PAULO

Parabéns a todos e que o conhecimento produzido consiga melhorar a pouca produção internacional do Brasil nos rankings acadêmicos.

MÍRIAM LEITÃO E UMA ESCOLHA DE OBAMA

Há bastante tempo acompanho os textos de Míriam Leitão, o que é um prazer na maioria das vezes. Gostaria de compartilhar com meus quase dois leitores seu comentário sobre uma das mais importantes escolhas de OBAMA, se não a mais importante no atual momento de crise, que é a do Secretário do Tesouro.

Geithner: a melhor escolha para o Tesouro A imprensa dos Estados Unidos está informando que o presidente eleito Barack Obama convidou o presidente do Fed de Nova York, Timothy Geithner, para o cargo de secretário do Tesouro (leia, em inglês, a reportagem do Wall Street Journal). Foi a melhor escolha que Obama poderia ter feito entre os nomes que estavam circulando. Geithner é jovem, é ligado ao novo presidente e tem experiência nesta crise, pois preside o Fed de Nova York. Uma crítica que lhe foi feita, inclusive, foi de ser muito próximo ao pacote republicano de US$ 700 bilhões, mas a vantagem de ter alguém que já sabe o que fazer no primeiro dia é inegável.

O fato de Geithner estar no olho do furacão da crise, por ser presidente do Fed de NY, lhe dá a experiência imediata. Ele ajudou a fazer o trabalho de apagar o incêndio desta crise. Além disso, ele é uma pessoa diretamente ligada a Obama e uma aposta do presidente eleito dos EUA. Os dois mantiveram grande contato durante a campanha presidencial e a crise. Ou seja, não é mais um nome do ex-presidente Bill Clinton.

O outro nome cotado era Larry Summers. Só que ele foi secretário do Tesouro de Clinton e, como Obama nomeou outras pessoas que fizeram parte da equipe do ex-presidente, se ele o colocasse no Tesouro iria carregar um peso maior de Clinton em seu governo. Só que um ponto deve ter sido decisivo para o futuro presidente dos EUA: nomear Summers significaria brigar com as mulheres. Ele foi demitido da direção de Harvard depois de dizer que as mulheres não têm mente para a Ciência. O futuro governo de Obama representa um governo que fortalece as minorias, e ele não pode nomear pessoas politicamente incorretas a esse ponto.

Além disso, Larry Summers tem a fama de ser extremamente grosseiro e arrogante no trato com as pessoas. Há vários diplomatas brasileiros com histórias para contar sobre grosserias dele a respeito do Brasil. Ele tem experiência, mas de ser secretário do Tesouro num momento de boom, e não num momento de crise.

Por fim, os outros dois nomes cotados eram Paul Volcker, com idade avançada para ocupar um cargo de tão grande pressão, e Robert Rubin, que disse que não queria o cargo. Ou seja, comparando todos os nomes fica claro que a escolha de Obama foi a melhor.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

BARACK OBAMA E O CAPITALISMO 2008

O capitalismo segundo BARACK OBAMA é matéria da EXAME. Para variar, Ângela Pimenta e Tatiana Gianini demonstram as dificuldades que o novo presidente encontrará na Casa Branca a partir de 20/01/09, tais como “Cortar gastos OU estimular o consumo? Regular o mercado OU incentivar o risco? Liberar o comércio OU proteger o emprego dos americanos?” Além de citar as principais idéias de OBAMA sobre o papel do estado na economia, a globalização, o comércio exterior, a crise econômica e impostos, o texto descreve a atual situação dos Estados Unidos de maneira real e sem terrorismo.

Informa, por exemplo, que de janeiro a outubro, cerca de 1,2 milhão de americanos perderam o trabalho elevando a soma de desempregados para 10 milhões de pessoas, o equivalente a mais de 6,5% da população economicamente ativa, a taxa mais alta desde 1994. Estima o crescimento americano em 2008 em apenas 1,6%, projetando para 2009 uma retração de -0,7%. O déficit orçamentário do governo deverá bater em UM TRILHÃO DE DÓLARES em 2009. A dívida pública já bateu a marca dos SEIS TRILHÕES DE DÓLARES. O que será de nós, então? Porém uma frase retornou-me ao mundo do otimismo: “Mais cedo ou mais tarde, a recessão irá passar”, como venho defendendo em várias postagens.

E no final da matéria uma frase do ex-líder chinês Den Xiaoping sobre o sistema econômico ideal: “NÃO IMPORTA SE O GATO É BRANCO OU PRETO, DESDE QUE ELE CONSIGA PEGAR O RATO, ELE É UM BOM GATO”.

CEARÁ - TERRA DA LUZ E DO ESTUDO

Do meu estado CEARÁ leio uma excelente notícia na VEJA. 30% dos últimos aprovados no difícil – eu escrevi muito difícil, vestibular do INSTITUTO TECNOLÓGICO DA AERONÁUTICA - ITA, são cearenses cabeças chatas. (A minha não é. Deve ser por isso que não estou no ITA.) Dois excelentes colégios de Fortaleza – o Farias Brito e o 7 de Setembro estão de parabéns pelo excepcional trabalho realizado pela direção, professores e alunos. E, como outros colegas de blog já escreveram dias atrás, a orientação de exigir do aluno um conhecimento de EXATAS, não deu coisa melhor.

É por esse caminho que mudaremos a educação neste país e não através de aulas “políticas”.

REVISTA ÉPOCA - BLOGS

Na última edição da ÉPOCA constam os endereços dos 80 blogs mais “famosos” do Brasil, segundo eles, os que você não pode perder. Como todo tipo de lista, apesar dos critérios adotados pela revista, cada leitor sempre achará que faltou o blog A e incluíram, sem merecimento, o blog B.

De qualquer maneira é muito interessante, tem para quase todos os gostos e regalos e sempre tem aquele blog que você nunca tinha ouvido falar. Vários são meus velhos e bons conhecidos, mas não é a minha lista preferida. Para os que não a leram, a matéria esta no endereço http://revistaepoca.globo.com/

Em tempo: Eles não colocaram o endereço do meu blog e de diversos outros dos quais sou verdadeiramente leitor. Devem ficar para uma próxima edição. Espero.

domingo, 16 de novembro de 2008

CICLOS ECONÔMICOS - 1929 / 2008

É comum a leitura diária de uma comparação entre a Grande Depressão ocorrida nos Estados Unidos na década de 1930 e a atual crise financeira mundial. Apenas como registro histórico, o produto real dos Estados Unidos caiu cerca de 30% entre os anos de 1929 e 1933 e a taxa de desemprego aumentou de 3,2% para 24,9%. Por razões ideológicas, o diagnóstico dessa crise tanto pode ser analisado pelo lado dos keynesianos, como pelo lado de Friedman. No final, continua difícil explicar o que aconteceu para que a economia tivesse aquele comportamento, mesmo tendo esse assunto sido objeto de exaustivos trabalhos e pesquisas.

Hoje, entendemos que a comparação parece mais um fato midiático do tipo “nunca antes neste país aconteceu isso antes”. E lá vamos todos comparar alhos com bugalhos e um mundo de artigos para todos os gostos e desgostos. Eu continuo acreditando que são situações totalmente diferentes e que o “estopim” da crise, os Estados Unidos, “um país supostamente em declínio”, como comenta o Fareed Zakaria, editor da revista Newsweek International, continuará sendo a maior economia do mundo, responsáveis que são por mais de um quarto da produção mundial. E a atual crise, como é inerente ao capitalismo, será solucionada em até menor tempo do que muitos prevêem.

sábado, 15 de novembro de 2008

LEITURA - SUGESTÃO PARA O FINAL DE 2008

Em dezembro próximo a editora Campus/Elsevier lançará no mercado o novo livro do MARTIN WOLF, "jornalista financeiro mais proeminente do mundo", colunista do jornal britânico The Financial Times e ex-economista sênior do Banco Mundial.

Trata-se do livro "A reconstrução do sistema financeiro global" e nele o autor, conforme a EXAME, cita que a globalização tornou crises financeiras inevitáveis e um jeito de se proteger contra resultados tão devastadores nas próximas é o fortalecimento dos países emergentes.

Então, vamos lá Brasil, ajudar a salvar o mundo. Com o apoio de Lula a Obama, of course.

KEYNES, DE NOVO?

Recentemente postei sobre um artigo no qual Paul Krugman defende a gastança do estado como solução para a atual crise financeira.

Comentando no blog do Alexandre Schwartsman http://maovisivel.blogspot.com/ obtive dele a confirmação de que eu não estão sozinho neste entendimento: o estado não é a salvação do mundo.

Hoje, li excepcional texto no blog do Rodrigo Constantino http://rodrigoconstantino.blogspot.com/ com o título "KRUGMAN, O ALQUIMISTA", no qual ele também demonstra claramente que o estado não é tudo.

Adianto abaixo parte do artigo do Rodrigo, completo no seu endereço : http://rodrigoconstantino.blogspot.com/

Em seu recente artigo “Economia da Depressão”, o economista Paul Krugman defende a gastança do governo como solução para a crise. As crenças keynesianas de Krugman estão mais vivas que nunca, e o autor inverte a lógica econômica toda, achando que o consumo em alta é que gera investimentos produtivos, que por sua vez gera crescimento econômico.

Eis o raciocínio dele:“A alta do desemprego resultará em redução do consumo... O consumo fraco levará a cortes nos planos de investimentos das empresas. E a economia enfraquecida resultará em novas perdas de empregos, o que gerará um novo ciclo de contração”.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

NÓS E ELES - YES, SOMOS DIFERENTES

ONTEM postei abaixo que sou favorável a atual política econômica e desfavorável a intervenção do governo em determinados segmentos. Além da questão dos gastos públicos que não param de crescer.

Porém, HOJE lendo o Krugman no artigo "Franklin Delano Obama?" escrever que, no caso americano, claro, o Obama deve é descobrir de quanta ajuda a economia precisa e então acrescentar 50%, fiquei aqui na minha selva preocupado. Eu, no meu simplista pensamento, e o poderoso PK com essa do governo gastar.

Tudo ficou muito claro quando HOJE, li na FOLHA o artigo "Emplasto Brás Cubas" do Professor Alexandre Schwartsman (http://maovisivel.blogspot.com/). Alí entendi tudo: Brasil é Brasil - USA is USA. Logo, continuo na minha linha de raciocínio, defendendo a meta de inflação e uma política econômica comprometida com a estabilidade.

Mais uma vez, aula grátis de um grande e atual economista brasileiro para este aluno perdido na floresta.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

ECONOMIA - PREVISÃO PARA O AINDA 2008

Apesar de atualmente outros Bancos Centrais de diversos países estarem reduzindo as taxas básicas de juros, entendo que mesmo para quem pensa em Papai Noel e seus presentes de final de ano, é recomendável que o nosso BACEN mantenha a taxa nos 13,75% atuais. Para ser franco, um aumento de 0,25% até que seria um sinal favorável a redução do consumo e um fator a mais a favorecer a manutenção ou até provocar uma sensível queda na inflação. Afinal, estamos bem acima da meta estipulada de 4,5%aa. Hoje, na GAZETA MERCANTIL Henrique Meirelles foi questionado sobre qual a política fiscal mais adequada para o Brasil, em um momento em que os principais bancos centrais do mundo estão promovendo cortes nas taxas básicas de juros, e comentou: "A política fiscal mais adequada está na ata do Copom".

Outro incômodo é a intervenção do governo na liberação de créditos para determinados segmentos, visando solucionar apenas situações específicas, além de beneficiar essas áreas em detrimento a outras com menor poder de lobby. E ainda tem a questão dos gastos públicos que não param de crescer. Como falou a Míriam Leitão, "um aumento dos gastos públicos não deve ser apresentado nem como a salvação da lavoura e nem como a origem de todos os males."

Volto ao assunto em outro post.

ECONOMETRIA FINANCEIRA

Recebi hoje o novo livro do Professor Pedro Morettin "Econometria Financeira - Um curso em séries temporais financeiras".

O livro trata da aplicação de técnicas de séries temporais e econometria a dados financeiros e é altamente recomendável a estudantes e profissionais do mercado financeiro.

Espero que através do conteúdo abrangente eu consiga melhorar meus modelos e confiar mais nos meus números do que nos informados pela Standard & Poor's.

Afinal, se "todos" ganham na Bolsa, porque eu também não posso?

Mesmo na crise... Qual delas mesmo?

domingo, 9 de novembro de 2008

EDMUNDO PHELPS E KEYNES EM 2008

Para um domingão de chuva, nada como um artigo de um NOBEL de ECONOMIA para reflexão e melhor entendimento da situação atual.

Keynes não tinha a cura para momentos de recessão

Economista errou ao não fazer distinção entre queda nos preços devido a motivos monetários e retração relacionada a fatores alheios à oferta e à procura de dinheiro.

EDMUND PHELPS ESPECIAL PARA O "FINANCIAL TIMES"

Que teoria podemos usar para que saiamos de maneira rápida e confiável da recessão iminente? Empregar a teoria "neoclássica" das flutuações que surgiu em Chicago nos anos 70 seria impensável, já que foi exatamente essa teoria que o colapso dos preços dos ativos acabou por provar falsa.

Os pensamentos de alguns voltaram a John Maynard Keynes. As percepções dele quanto à incerteza e à especulação eram profundas. Mas sua teoria do emprego era problemática e as soluções "keynesianas" de política econômica são no mínimo questionáveis.

Os bancos falam da queda nos preços da habitação como efeito de alguma forma de choque. Nos modelos que eles adotam, choques aleatórios estão sempre derrubando os preços dos ativos, ante os valores projetados. Na verdade, não houve abalo, seca ou força exógena que forçasse os preços a cair.

Os especuladores e os compradores de casas, acreditando que aluguéis e custos de construção subiriam, apostaram em uma alta nos preços no futuro, e isso gerou também uma alta nos preços das casas existentes.

Mas, ao longo dos anos, nem os aluguéis nem os custos (em termos reais) se moveram. Se eles não subiam, os preços (reais) teriam de voltar a cair, mais cedo ou mais tarde.

Esse era o mundo de Keynes.

Na Universidade de Cambridge, ele demonstrou como um investidor poderia operar com margem para contingências desconhecidas, em seu "Tratado sobre a Probabilidade". Em Londres, comandou um fundo de hedge e enriqueceu, mas terminou apanhado pelo colapso nos preços das commodities no começo de 1929. Ele concluiu que as crenças dos investidores eram "frágeis". À medida que um investidor e depois outro começam a desertar, os preços de um ativo, que até ali vinham em alta, podem simplesmente cambalear um pouco no início, mas terminam por despencar mais tarde, em companhia das crenças convencionais.

Teoria Geral

Keynes atribuía aos preços dos ativos um papel central na determinação do nível de emprego, em sua Teoria Geral de 1936. Caso uma mudança de sentimento gerasse declínio acentuado na avaliação dos ativos empresariais (bem como nos preços das ações e das casas), o investimento empresarial seria cortado e o emprego se contrairia.

Infelizmente, nada mais funcionava bem, desse ponto em diante. Keynes cometeu um erro imenso ao não distinguir entre uma queda nos preços dos artigos causada por motivos monetários e uma queda relacionada a fatores que pouco ou nada têm a ver com a oferta e procura de dinheiro, como uma redução nas expectativas quanto aos futuros retornos de ativos de negócios ou imóveis.

O primeiro fenômeno pode ser solucionado por meios monetários: o banco central pode reforçar a base monetária (digamos que por meio da aquisição de títulos de dívida pública), o que geraria alta nos preços dos ativos sem provocar alta concomitante dos demais preços e dos salários, evitando causar uma espiral insensata.

O recente colapso na especulação com imóveis residenciais, porém, é um fenômeno não-monetário: é preciso haver uma queda no preço em dinheiro das casas ante o preço em dinheiro dos bens de consumo.

Keynes argumentava que reforçar a base monetária funcionaria também nesse caso: os trabalhadores não estariam cientes de que os salários em empregos concorrentes em outros lugares haviam subido tanto quanto os seus, de modo que temeriam solicitar salários reais tão altos quanto antes; dessa forma, as contratações seriam estimuladas, e o emprego voltaria a subir.

Mas sustentar essa recuperação certamente requereria uma inflação salarial sem fim, em um ritmo sempre um passo à frente das expectativas, uma política nada atraente. Keynes passou cada vez mais a se concentrar em medidas não-monetárias para mudar o novo equilíbrio não-monetário depois de uma perda de confiança.

Keynes sempre acreditou que a demanda de consumo também estimula o emprego.

Uma alta na demanda encoraja as empresas a elevar a produção e a contratar mais trabalhadores inicialmente. Mas, em uma economia aberta com moeda própria, o estímulo se faria sentir principalmente no exterior. Na economia globalizada, demanda de consumo ampliada em última análise faz pouco mais que gerar aumento nas taxas de juros e, assim, produz declínio nos preços reais dos ativos, no investimento e nos salários reais.

Keynes enfatizava a demanda por investimento como alavanca para promover crescimento no emprego. Nos termos dessa teoria, seria possível estimular o investimento privado por meio de crédito tributário ao investimento ou de subsídios a novas empresas e novas contratações. Keynes favorecia o investimento pelo Estado ou empresas estatais.

Os americanos, com o pesadelo que vivem em seus aeroportos e com as pontes do país sempre a ponto de cair, receberiam bem as melhorias na infra-estrutura.

Mas é necessário perguntar se uma transição radical do investimento privado para o investimento estatal não atenuaria a concepção, o desenvolvimento e a adoção de idéias comerciais novas e criativas. A teoria do capitalismo enfatiza a diversidade em termos de fontes de novas idéias comerciais, do conjunto de empreendedores disponíveis para desenvolvê-las, das fontes de financiamento a investidores beneméritos, capital para empreendimentos e tudo o mais -e da gama de usuários finais. Também enfatiza o quanto é importante que os donos de companhias financeiras e de outros setores estejam livres para usar sua intuição, em contraste com a prestação de contas minuciosa que se deve exigir de um funcionário público.

Assim, uma presença muito reforçada do governo central no setor de investimento do país poderia restringir a inovação e reduzir a qualidade das inovações realizadas. E seríamos deixados em uma recessão, da mesma forma.

EDMUND PHELPS dirige o Centro de Capitalismo e Sociedade da Universidade Columbia e recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2006.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

DEU NO NEW YORK TIMES

O título deste post trata-se do nome de um livro lançado nesta semana no Brasil pelo jornalista Larry Rohter, ex-correspondende do Times no Brasil por longos oito anos.

Como é gostoso lermos a visão de alguém de fora para coisas que, brasileiros da gema, acreditamos e defendemos sem pensar.

Achei estupendo os comentários do autor sobre o Marco Aurélio Garcia (parece mais um Renato Aragão da diplomacia, um trapalhão cujo principal talento é bagunçar as coisas) e sobre o Oscar Niemeyer (arquitetura profundamente elitista e mesmo egoísta).

Alguém discorda dele?

ECONOMISTAS EM CRISE - REUNIÃO JÁ

Já que nem a eleição de Barack Obama conseguiu acabar com uma crise que era americana, tornou-se mundial e, mesmo com o empenho do Lula, chegou às nossas lindas praias, por que não reunimos na minha cidade de IBIAPINA-CE, os mais renomados economistas do mundo, incluindo todos os vivos (of course), laureados com o Nobel, para que possam achar uma luz no final do túnel?

Diariamente somos inundados por artigos de ecoonomistas A - B e C que não chegam a acordo nenhum e o mundo vai ficando cada vez mais preocupado com o que vem por aí. 2009 está na nossa porta e ainda nem vimos o túnel. Quanto mais a luz.

A complexidade mundial dificulta todo o entendimento de qualquer processo econômico, aliado ao "estrago" que faz uma bolha, seja na internet ou nas hipotecas. Porém, alguém ou todos precisam fazer a receita do bolo para que ninguém morra de fome por causa de umas bonitas casas americanas...

ELEIÇÕES 2008 - USA

Como sabem meus amigos, daqui direto do interior, (e bote interior nisso), da selva amazônica, minha torcida era pela eleição de Hillary Clinton.

Porém, Obama venceu e daqui espero que ele consiga no mundo real, o que ele mesmo criou em seu mundo particular. Apesar de ser otimista, neste momento não tenho muitos motivos para acreditar que CHANGE CAN HAPPEN.

É fantástico e admirável sob todos os aspectos o que aconteceu com ele desde que nasceu até hoje. Portanto, vamos esperar que sua estrela (que não é a do PT) continue brilhando, para o bem de TODOS.

Accept my congratulations and may God bless the United States of America.

domingo, 2 de novembro de 2008

UFC - CAEN - ECONOMIA APLICADA

Acabo de receber pelo correio, direto aqui para a selva da floresta amazônica, o nº 01 da Série Coletânea de Dissertações do Mestrado Profissional com o título "Ensaios em Economia Aplicada." O livro contém uma coletânea de artigos extraídos de diversas dissertações apresentadas e foi organizado pelos Professores Drs. Ronaldo Arraes e Paulo Neto, que autografaram gentilmente o meu exemplar.
Parabéns aos organizadores e demais Professores pela iniciativa, o que só deve resultar, cada vez mais, em melhores trabalhos e aplicação dos mesmos pela própria sociedade. De fato, uma economia realmente aplicada, que é uma das razões de ser da própria academia.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

PAUL SAMUELSON E A CRISE 2008

Acredito que todos os economistas atuais leram Samuelson. Diante disso não poderia deixar de publicar um artigo do mesmo que está no El País de hoje. Boa leitura com o Grande Mestre.

Adiós al capitalismo de Friedman y Hayek PAUL A. SAMUELSON 26/10/2008

El capitalismo puro se impuso entre 1915 y 1919, cuando yo era niño. ¿Quién lo mató? El presidente republicano Herbert Hoover y su multimillonario secretario del Tesoro Andrew Mellon fueron culpables antes y después del hecho. ¿Quién lo devolvió a la vida? El New Deal de posición intermedia impuesto por Franklin Roosevelt. Pero tuvieron que pasar siete años desde la investidura de Roosevelt, en marzo de 1933, para conseguirlo.

Permítanme avanzar rápidamente en el tiempo hasta el actual estallido financiero mundial. Los sistemas de mercado no regulados acaban destruyéndose a sí mismos. ¿Ha llegado el sistema de mercado a su fin? Como persona apegada a los valores tradicionales, espero que no. Mil años de historia económica atestiguan objetivamente lo indispensables que son los sistemas de mercado.

Marx, Lenin y Stalin eran paletos en lo que a economía se refiere. Mao era incluso peor. Y olvidémonos de Castro en Cuba, de Chávez en Venezuela y de quienquiera que fuese el que sumió a Corea del Norte en la hambruna y el estancamiento.

¿Qué es entonces lo que ha causado, desde 2007, el suicidio del capitalismo de Wall Street? En el fondo de este caos financiero, el peor en un siglo, encontramos lo siguiente: el capitalismo libertario del laissez-faire que predicaban Milton Friedman y Friedrich Hayek, al que se permitió desbocarse sin reglamentación. Ésta es la fuente primaria de nuestros problemas de hoy. Hoy estos dos hombres están muertos, pero sus envenenados legados perduran.

Son palabras duras que deben justificarse. Pero permítaseme advertir a los lectores que mi larga y variada experiencia en historia económica me ha convertido en un centrista incurable. Peor que eso: he aprendido por las malas a ser incurablemente ecléctico.

Fui un estudiante brillante en la conservadora Universidad de Chicago desde 1932 hasta 1935. Mis profesores de Economía mundialmente famosos me encantaban, y me colmaron de notas altas. Pero. Pero. Siempre que miraba al exterior por las ventanas de la universidad veía tasas de desempleo cercanas al 50%. (La situación en la Alemania prehitleriana era más o menos la misma). Nada de eso cuadraba con lo que se escribía en los libros de texto que me mandaban leer.

¿Por qué pasé mis cuatro vacaciones de verano universitarias en la arenosa playa del lago Michigan? Mi familia no era pobre, pero tampoco asquerosamente rica. Por aquel entonces no había ningún trabajo. Ninguno significa eso, ninguno. Prácticamente todos los bancos de Indiana, Illinois y Wisconsin habían quebrado.

¿Cómo se las apañaron el benévolo presidente Roosevelt y el pérfido Adolf Hitler para restaurar casi el pleno empleo en los seis largos años que siguieron a 1933? Lo que finalmente resolvió el problema fue un enorme gasto deficitario que aumentó la deuda pública. Esta historia, tal y como yo acabo de contarla, no se encuentra en casi ninguna de las tesis doctorales de las grandes universidades privadas después de 1970. (Evidentemente, la ciencia mejora y desmejora).

Mis frases conectan con el desconcertante futuro de las iniciativas de rescate que están teniendo lugar en los cinco continentes. Primero, aclaremos quién tiene la culpa de que la estabilidad y el crecimiento que se produjeron en torno a 1995 se convirtieran en el caos de 2008.

1. No olvidemos nunca las idioteces que ha hecho George Bush en geopolítica. La historia futura documentará ese aspecto.

2. Desde que Ronald Reagan fue elegido para ocupar la Casa Blanca, en 1980, Estados Unidos se ha ido convirtiendo gradualmente en un país de derrochadores en los planos familiar, empresarial y público, como buenos derechistas radicales partidarios de la oferta.

En una fecha futura incierta, cuando se produzca un ataque mortal y desordenado contra el dólar como divisa, los gestores de fondos de cobertura que sobrevivan en Estados Unidos serán los principales vendedores al descubierto de dólares. Esos legados de Reagan habrán desempeñado una función crucial.

3. Los programas de "conservadurismo compasivo (sic)" prometidos por George Bush resultaron ser un programa de enormes recortes tributarios exclusivamente para gente como mis prósperos vecinos.

4. El fomento deliberado de la desigualdad no aceleró la productividad total de los factores en Estados Unidos. Por el contrario, la obscena subida de los emolumentos de los altos directivos volvió disfuncional todo el sistema de gobernanza empresarial. Los directores generales de carrera se lo montaron muy bien contando mentiras sobre los verdaderos beneficios de las empresas. Incluso después de que los descubriesen, se fueron al banco con una sonrisa de oreja a oreja.

De hecho, los candidatos de Bush para la Comisión de Control del Mercado de Valores, como el primer presidente que nombró, Harvey Pitt, fueron elegidos sólo porque liberalizarían el sistema, en lugar de mantener una sensata regulación centrista. Pitt fue escogido principalmente porque había sido abogado de las cuatro empresas contables principales, que a su vez estaban fabricando nuevas formas engañosas de medir la verdadera rentabilidad.

5. Pongan a estos contables en el estrado de los testigos. Les pagan aquellos a quienes se supone que deben vigilar, un caso flagrante en el que la vigilancia y la reglamentación son una necesidad fundamental.

6. Dejen sitio en el juzgado para las tres grandes agencias de clasificación: Fitch, Moody's y S&P-McGraw Hill. Se supone que sólo dan aprobaciones AAA al material seguro. Pero si una de las tres se volviera objetivamente veraz, las otras dos se quedarían con todo el negocio. Eso apesta a conflicto de intereses. Que tome nota el Congreso.

7. Por ahorrar espacio, pasaré a los nuevos "diabólicos monstruos Frankenstein" de la nueva "ingeniería financiera". Puede que yo y otros compañeros del MIT de Chicago, de Wharton, Penn y otras universidades, lo pasemos mal cuando nos enfrentemos a san Pedro en las puertas del cielo.

¿Cuál es el problema? Es verdad que los derivados y los créditos recíprocos pueden proporcionar un reparto racional del riesgo y, por consiguiente, reducir el riesgo total, pero también pueden destruir por completo cualquier transparencia.

Durante décadas he participado en consejos directivos sin ánimo de lucro con directores generales desde Nueva York hasta California. Ninguno de ellos entendió nunca nada de las fórmulas de Black, Scholes y Merton para valorar activos. Todo lo que sabían, o pensaban que sabían, era que los nuevos y maravillosos centros de beneficios libres de riesgo habían invadido sus despachos. Era mejor que la alquimia que convertía el estiércol en oro.

Por lo visto, nadie aprendió la lección de 1998, cuando Long Term Capital Management (LTCM) estuvo a punto de quebrar y necesitó un rescate pactado por parte del Banco de la Reserva Federal de Nueva York. La ingeniería financiera es lo que nos permite pasar del apalancamiento cero hasta, pongamos, un apalancamiento de 50 a 1. Y cuando el riesgo acumulado resultante explota, de nuevo todo lo que ocurre es que el director general y el director financiero se van al banco partiéndose de risa por el camino.

Bear Stearns convirtió de la noche a la mañana a sus multimillonarios en millonarios. El emperador Nerón tocaba la lira mientras Roma ardía. El jefe de Bear Stearns jugaba torneos de bridge mientras sus accionistas quedaban hechos polvo. Teniendo en cuenta que ésta era una de las casas de corretaje que manejaban muchas de las transacciones de LTCM, ¿no debería haber aprendido lo letal que es el hiperapalancamiento?

Lo primordial es que la mayoría de las pérdidas será permanente, como entre 1929 y 1932. Sin embargo, si la Reserva Federal y el Tesoro de EE UU crean suficiente dinero nuevo, la recuperación y la estabilidad serán posibles.

De haber seguido la línea intermedia de Roosevelt, Truman, Kennedy y Clinton, podrían haberse evitado el caos y las quiebras de hoy. Los académicos siguen debatiendo si Colón introdujo la sífilis en el Nuevo Mundo o fue al revés. Pero no cabe duda de que la crisis mundial de 2008 lleva en su etiqueta las palabras made in USA.

Desde Islandia hasta la Antártida, niños aún por nacer aprenderán a temblar ante los nombres de Bush, Greenspan y Pitt. Por supuesto, estoy exagerando, pero sólo un poco.

domingo, 26 de outubro de 2008

ELEIÇÕES 2008 - RESULTADOS

Para os meus quase dois leitores, conforme combinado, abaixo registro o resultado das minhas previsões políticas:

Em seis das nossas capitais mais importantes, registramos anteriormente que os resultados seriam os seguintes:

São Paulo: GILBERTO KASSAB, para redução do Estado, digo, dos Petralhas. Por José Serra. E pela falta de ética da "relaxa e goza". CONFIRMADO. Rio de Janeiro: FERNANDO GABEIRA, por ser um senhor com jovens ideías. NÃO, por muito pouco. Belo Horizonte: LEONARDO QUINTÃO, para colocar Aécio no seu lugar. NÃO. Belém: DUCIOMAR COSTA, pela administração que faz. CONFIRMADO. Salvador: JOÃO HENRIQUE, evitando uma vitória do PT. CONFIRMADO. Porto Alegre: JOSÉ FOGAÇA, pela experiência. E por evitar um retorno do PT. CONFIRMADO.

Um placar de acerto de 4 x 2, PRINCIPALMENTE com o resultado de São Paulo, estou satisfeito e acredito que a partir de agora começa (internamente) a corrida presidencial de 2010 e o início do fim do atual governo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

BARACK OBAMA FOR PRESIDENT - NYT

Que coisa boa quando vemos transparência nos processos políticos. Hoje, em longo editorial, o jornal The New York Times, manifestou seu apoio ao democrata Senador Barack Obama. Segundo o texto, "This country needs sensible leadership, compassionate leadership, honest leadership and strong leadrship. Barack Obama has shown that he has all of those qualities".

Gostei mais da trecho que cita parte de um discurso do Obama em Denver: "Government cannot solve all our problems, but what it should do is that which we cannot do for ourselves: protect us from harm and provide every child a decent education; keep our water clean and our touys safe; invest in new schools and new roads and science and technology."

E para fechar com o assunto do momento, o jornal cita que "Since the financial crises, he has correctly identified the abject failure of government regulation that has brought the markets to the brink of collapse."

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

PAUL KRUGMAN - DE NOVO

De Sérgio Augusto, no ESTADÃO, sobre a escolha de Paul Krugman para o Nobel de Economia:

"Sua vitória foi também uma vitória do liberalismo, do jornalismo crítico, de tudo aquilo que a candidatura de Barack Obama representa, e, por extensão, um triunfo do New York Times, que acreditou no taco do professor de economia e relações internacionais da Universidade de Princenton, o mais lido e respeitado crítico da era Bush."

Pela primeira vez, estou participando das críticas e aplausos a um ganhador de Nobel do qual eu posso dizer que, nas segundas e sextas-feiras faz companhia a este aprendiz de Economia, quando da leitura de sua coluna no Times.

CAPITALISMO POR MARIO VARGAS LLOSA

Gostei demais de ler no ESTADÃO um recente artigo do Mario Vargas Llosa, do qual destaco abaixo trechos pelos quais assino embaixo e confirma outros posts que publiquei sobre este assunto:

"Evidentemente, o sistema capitalista NÃO desaparecerá, porque, embora doa aos nostálgicos das economias estatizadas com seu inevitável corolário - a ditadura totalitária - NÃO existe nenhuma alternativa para substituí-lo.

Adam Smith, o grande teórico do capitalismo e da livre economia, comparou a empresa privada a uma locomotiva. Assim como está, colocada sobre bons trilhos e orientada na direção certa, assegurava aos viajantes uma viagem confortável e a chegada ao seu destino. Nesses últimos anos o capitalismo saiu dos trilhos e mudou de direção de maneira arbitrária, e agora todos estamos pagando os estragos deste descontrole que não soubemos frear a tempo.

Por que isso aconteceu? Porque - esta é outra afirmação constante de Adam Smith - o capitalismo só funciona se a legalidade que o regula se conforma a leis justas, equitativas, que respeitem a liberadade e, sobretudo, se essas leis são cumpridas."

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

CRISE FINANCEIRA - PRAZO?

Agora, que até o Nosso Guia reconheçeu que a crise chegou ao Brasil, minha preocupação continua a mesma. A economia mundial, altamente globalizada, está em um momento de crise. No entanto, não por uma questão pessoal de otimismo, mas por saber que estas crises são próprias do sistema, tenho certeza que o mercado será recuperado, nem que tenha sido com a ajuda dos governos, como estamos vendo nos mais diversos países.

Isso não quer dizer que o capitalismo acabou, que as medidas neoliberais foram errôneas ou que não deva mais existir o livre mercado e sim, uma estatização na economia. O estudo da teoria econômica levará, mesmo que demore um pouco mais, que tenhamos uma recessão, que estas transferências trilionárias de dólares realizadas diariamente continuem criando bolhas, em um determinado momento, a um novo ponto de equilíbrio será encontrado e a crise será um fato passado. Como foi a de 1929, tão bem estudada pelo Ben Bernanke.

Até chegar a esse momento, vamos torcer para que o governo não atrapalhe e que a posse do novo presidente americano (Obama, espero), consiga rediscutir um novo mapa econômico mundial apoiado pelas economias do G-7 e com o poder de consumo dos emergentes sendo o outro lado da balança.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ECONOMIA PARA TODAS AS CORRENTES

Por mais que, principalmente no nosso caso, cada Economista tenha a sua corrente de pensamento, gosto de conhecer e ler os diversos artigos dos bons Economistas que procuram, à sua maneira, explicar o que está acontecendo. Mesmo que não concorde com tudo que está escrito.
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA - A volta da política
Para coordenar as sociedades do capitalismo é necessário um Estado cada vez mais capaz e mais democrático.

Em meio à crise financeira global, o presidente Lula, ao receber em Toledo o prêmio Dom Quixote, declarou que este é o momento da "volta da política e do Estado". Tem razão o presidente.

Depois de 30 anos de irracionalidade neoliberal ou ultraliberal, os homens voltam a se dar conta de que a política é a expressão da liberdade humana, e o Estado, a projeção racional dessa liberdade. Durante 30 anos, uma classe de profissionais das finanças aliou-se a acionistas capitalistas e à classe média conservadora e, empunhando a bandeira do Estado mínimo e da desregulação, alcançou a dominância ideológica sob a liderança de Ronald Reagan nos Estados Unidos e de Margareth Thatcher no Reino Unido.

Inspirada por intelectuais neoliberais que desde os anos 1960 vinham reduzindo a política à lógica do mercado, a nova coalizão política declarou a "guerra do mercado contra o Estado". Enfraquecia assim o Estado, colocado em pé de igualdade com o mercado, e aproveitava essa brecha para enriquecer enquanto os salários dos trabalhadores permaneciam quase estagnados.

A guerra era irracional porque, em vez de se limitar a eventuais excessos de intervenção do Estado na economia, atacou o próprio Estado. Porque ignorava que o Estado é a instituição maior de cada sociedade -que é o resultado do esforço secular de construção política de um sistema constitucional-legal e de uma administração pública que o garanta. Ignorava que é através do Estado que os homens e as mulheres, no exercício da política, coordenam sua vida social, estabelecendo suas instituições normativas e organizacionais fundamentais, entre as quais a democracia e o mercado.

O mercado apenas se torna realmente significativo como instituição complementar na coordenação da sociedade com a emergência do capitalismo. Por isso, o capitalismo será chamado de economia de mercado. A coordenação econômica de uma sociedade caracterizada por uma crescente divisão do trabalho e, portanto, por uma enorme complexidade só é possível se o Estado contar com a colaboração do mercado nessa tarefa. Por outro lado, durante o transcorrer do século 20, as nações mais desenvolvidas construíram um Estado democrático social.

Foram todas essas verdades elementares que os jovens turcos da classe profissional financeira, quase todos treinados em escolas de economia neoclássicas, não compreenderam, ou não quiseram compreender, ao pretenderem substituir o Estado social e efetivamente regulador pelo mercado. Assim, contraditoriamente, buscavam voltar ao século 19, em que o Estado era mínimo, correspondendo a menos de 10% do PIB. Ao agir assim, a coalizão reacionária por eles conduzida não compreendeu que esse objetivo era inviável em sociedades democráticas modernas. E -o que é mais grave- não compreendeu que, para coordenar as sociedades complexas de hoje -as sociedades do capitalismo do conhecimento-, não bastam mercados cada vez mais eficientes: torna-se necessário um Estado cada vez mais capaz e mais democrático.

Existe uma estreita relação entre o grau de desenvolvimento econômico e de complexidade de uma sociedade e a capacidade que seu Estado deve ter de coordená-la ou regulá-la. É fortalecendo o Estado, e não enfraquecendo-o, que realizamos os grandes objetivos políticos de liberdade, justiça e bem-estar. Ao não compreender essas verdades básicas, o neoliberalismo nos levou à atual crise. Será através da política e do Estado que a superaremos.

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, 74, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994".

NOBEL 2008 - PAUL KRUGMAM

Avinash Dixit – 17 October 2008 University Professor of Economics at Princeton University and President of the American Economic Association (2008)
Why Krugman got the Nobel Prize: Economics, not polemics

Krugman the columnist offers strong views, attracting adulation and hatred. His newspaper-reading fans delight in his Nobel Prize; his foes are shocked and dismayed. Both are mistaken. His prize has nothing to do with his popular writing. Here one of the world’s most influential theorists explains that the prize celebrates Krugman’s achievements in science, not in the policy arena. This column clarifies exactly what those achievements are. I concluded my appreciation of Paul Krugman’s research on the occasion of his winning the Clark Medal by saying: “I am sure the Clark Medal is but one milestone of many to come in his career.” Now I can write this short article of continued appreciation on the occasion of his winning the Nobel Prize with the confidence and delight of a man whose forecast has come true. The main new theme in Paul Krugman’s scientific contributions since the Clark Medal is of course the fulfilment of what was then a promising start of research on economic geography. This work has now transformed that subject from a somewhat arcane sideline into a flourishing research field.

In the last 10 years, Krugman has achieved fame in a much larger arena with his columns in the New York Times. These offer strong views on economics and politics, and they have been harshly critical of the Bush administration on most issues. It is no wonder that they attract adulation from readers who share his views on these matters and hatred from the other side. The former delight in his Nobel Prize, and the latter are shocked and dismayed by it, but both these reactions are mistaken. The prize has nothing to do with the Op Ed columns and would have come to Krugman just the same if he had never written a single one of them. The prize celebrates his achievements in science, not in the policy arena. It is therefore important to summarise and clarify exactly what those achievements are.

The traditional theory of international trade was cast in the traditional framework of microeconomic theory, namely perfect competition. Differences among countries in their endowments of factors of production and in their technologies explained trade. A relatively labour-abundant country would have a comparative advantage in producing goods that required relatively more labour in their production, and would export these goods so long as the country did not have an even greater bias toward consuming exactly the same goods. The outcome, as so often with perfectly competitive markets, was efficient resource allocation; each nation stood to gain from trade.

By the early 1970s, this picture was increasingly thought to be anachronistic. Trade in perfectly competitive markets, where thousands of producers of cloth in England and wine in Portugal traded their goods, seemed a poor model of trade with two or three giant firms making aircraft or computers. Voices for protectionism are always looking for arguments they can voice; they could now claim that traditional theorems on gains from trade did not apply to this modern reality. A new theory for this new world was needed.

Krugman was the undisputed leader of the group that took on this task. To quote and paraphrase Stephen Jay Gould (The Flamingo’s Smile, pp. 335, 345), Krugman has won his just reputation because he grasped the full implication of the ideas that predecessors had expressed with little appreciation of their revolutionary power. He had the vision to make the idea work in two ways, using it to make new discoveries and by recognising its implications as a far-reaching instrument for transforming general attitudes.

Too much has been transformed to allow a full explanation in this short article. I will merely touch upon three highlights, leaving interested readers to explore the details in my earlier appreciation (Journal of Economic Perspectives vol. 7, no. 2, Spring 1993, pp. 173-188), and the Nobel award committee’s scientific background statement.

The main new feature of all these models is the existence of economies of scale in production. The importance of this was recognised going back at least two centuries to Adam Smith, but economists lacked the technical apparatus to include this feature, and the imperfection of competition it brings, into their models so they could quantify and formalise the idea and derive all its implications. In the last three decades we have seen the rich results of modeling scale economies and imperfect competition, not only from Krugman’s work in international trade and economic geography, but also from work in macroeconomics by Blanchard, Kiyotaki and others, and on economic growth by Romer, Grossman, Helpman, and others.

Monopolistically competitive trade: This model is relevant to situations with moderate scale economies and consumer preference for product variety, thereby allowing several firms, each with some market power, to coexist in the market. The world auto industry is the prime example. This model provides a ready explanation for the seemingly puzzling rise in intra-industry trade. If as in the traditional theory countries use their advantages of technology or factor endowments to produce some goods at lower cost and export them, how can it be that France and Germany simultaneously export cars to each other? The answer is that the two types of cars are not identical in consumers’ evaluation, and the economies of scale make it less costly to produce each type in only one of the countries. In this situation the old presumption of gains from trade is generally strengthened by the new theory. Each country benefits because of the better exploitation of economies of scale, and both gain further by having access to a larger variety of types of cars.

Oligopoly and strategic trade policy: If economies of scale are so large relative to the market that only a very small number of firms can coexist, they have substantial market power and can make super-normal profits. The large commercial aircraft industry, with Boeing and Airbus, is often cited as the paradigmatic example (but depending on the market conditions the profit may be eroded by fierce competition between the two). Now each country might benefit by strategically promoting its firm so it can seize this profit as a part of its own national income. Krugman, along with Brander and Spencer, developed models where such policy could in principle work, although later empirical work by Baldwin and Krugman, Dixit, and others found that the size of the gain was usually small even in the absence of retaliation by other countries. Thus this line of research gave some logical comfort, but not realistic support, to those who advocated protectionism in the new world of imperfectly competitive trade.

Economic geography: Others had argued that scale economies bring an element of historical accident to firms’ location choices. Krugman went further and explored some important new mechanisms of economic interaction. A more populous region can enjoy lower costs and therefore higher real wages by carrying economies of scale farther. It can then attract more migration from other regions. The higher wages also create demand for the products of other firms; this is a positive externality supplementing the economies of scale within each firm. This tendency for concentration of production in a region is checked by transport costs across regions. The balance of all these forces determines the overall pattern of location of production. These ideas have led to a revolution in the field of economic geography, transforming it from a primarily descriptive endeavor into an analytic discipline.

I have not said anything about Krugman’s popular writings, most importantly because they are not the reason for his “ennobelment,” but also to a small extent because I sometimes dislike his polemical and combative style of writing at the same time as I agree with the substance of his criticisms. But my delight at the recognition of the scientific achievements of this friend and colleague of over three decades is great. In fact it is doubled by the joy of my having played a part in creating the tools that are proving their worth – models of monopolistic competition and product diversity, and of entry deterrence. With that in mind, here is my nomination for next year’s prize: Romer, Grossman, and Helpman for endogenous growth theory. This article may be reproduced with appropriate attribution.

domingo, 19 de outubro de 2008

ECONOMIA - KEYNES VIVE EM 2008 ???

E já que o assunto é o retorno de KEYNES, vide abaixo excelente artigo de ED CROOKS, Editor no jornal "FINANCIAL TIMES", publicado neste domingo pela FOLHA e observem como a inteligência de um grande homem pode continuar mudando o mundo. Continuo afirmando que a atual "crise" é financeira e não não uma "crise do capitalismo". O livre mercado ainda é a melhor solução, cabendo ao governo fazer corretamente o mínimo que deve ser feito. Falhas de controle existem no sistema e devem ser corrigidas, assim como fazemos em nossas empresas. Porém, algumas pretendem ir ao infinito e aí, nem DEUS vai perder seu tempo ajudando. Porém, anotem, em breve (meses/dois anos?), tudo retornará ao ponto normal.

Quem viver, verá.

"Chegamos a um ponto crítico", escreveu John Maynard Keynes em março de 1933. "Podemos divisar claramente o abismo ao qual nosso caminho atual nos conduz." Sem ação dos governos, "devemos esperar a progressiva dissolução da estrutura existente de contratos e instrumentos de dívida, acompanhada pelo completo descrédito da liderança ortodoxa nas finanças e no governo, cujo desfecho final não podemos prever".

Enquanto o mundo cambaleia sob os golpes de um mergulho nas Bolsas semelhante ao de 1929 e de uma crise bancária semelhante à de 1931, as palavras de Keynes servem como avaliação precisa dos riscos que voltamos a enfrentar. Keynes, cuja missão na vida era salvar o capitalismo de seus excessos, tornou-se mais relevante hoje do que em qualquer momento desde a sua morte, em 1946.

Sua influência renovada pode ser vista em toda parte: no pacote de estímulo econômico planejado pelo candidato Barack Obama, por exemplo. Quando George W. Bush disse que o plano de seu governo de assumir participações em bancos "não pretende tomar o controle do livre mercado, mas preservá-lo", poderia estar citando Keynes diretamente.

A chave para compreender Keynes é seu compromisso para com a preservação da economia de mercado, que ele desejava fazer funcionar.

O economista desconsiderava o marxismo, mas acreditava que a economia de mercado só poderia sobreviver caso conquistasse o apoio do público ao promover uma melhora nos padrões de vida.

O papel do economista, acreditava, era servir como guardião da "possibilidade de civilização", e jamais houve economista mais adaptado à função.

Lionel Robbins, mais tarde diretor da London School of Economics, descreveu Keynes como "um dos homens mais notáveis de todos os tempos", superado em sua era apenas por Winston Churchill. Até mesmo Friedrich Hayek, o mais severo adversário de Keynes, descreveu-o como "o único homem realmente grande que conheci, pelo qual minha admiração nunca teve limites".

Seu pensamento positivo, otimista, refletia sua criação feliz e confortável e sua carreira de sucesso. Filho de um professor universitário, ele ganhou bolsas para estudar em Eton e na Universidade de Cambridge, e logo se enturmou com o grupo de Bloomsbury, o círculo de escritores e artistas como Virginia Woolf e Lytton Strachey, que representavam um ideal de vida culta.

Keynes era uma figura imponente, com 1,98 metro de altura, e estava sempre repleto de piadas e fofocas a contar e de observações argutas a fazer. Além da economia, ele tinha diversos outros interesses como matemático, administrador, acadêmico, investidor, jornalista, colecionador de arte, político, empresário das artes e diplomata. Foi um marido exemplar, devotado à mulher, a bailarina Lydia Lopokova. Na linguagem que empregava, ele podia ser descuidado e provocativo. Mas, como afirmou, "as palavras precisam ser um pouco selvagens, pois representam o ataque do pensamento contra aqueles que não pensam".

Quando más políticas tornavam os problemas econômicos ainda piores, ele sentia a obrigação moral de mudá-las. Trabalhou com distinção no Tesouro britânico durante a Primeira Guerra Mundial. Ao final do conflito combateu, prescientemente, a imposição de sanções severas demais à Alemanha. Quando seus conselhos foram ignorados, ele se demitiu e publicou suas opiniões em seu primeiro grande trabalho polêmico, "As Conseqüências Econômicas da Paz".

De volta a Cambridge, Keynes manteve um fluxo constante de livros e artigos, entre os quais "As Conseqüências Econômicas do sr. Churchill", no qual criticava ferozmente o retorno do Reino Unido ao padrão-ouro, em 1925. Mas foi na Grande Depressão que suas idéias floresceram e foram publicadas em "Teoria Geral do Emprego, Juros e Dinheiro".

O cerne do livro é a idéia de que desacelerações econômicas não necessariamente se revertem sozinhas. Os economistas clássicos dispunham que ciclos de negócios eram inevitáveis e que haveria sempre picos e depressões. Keynes rebatia que, em determinadas circunstâncias, uma economia poderia ficar atolada. Se indivíduos e empresas tentassem poupar mais, reduziriam as rendas de outros indivíduos e empresas. O resultado seria uma espiral de queda que não se reverteria sem intervenção.

É aí que entra o governo: bombeando dinheiro de volta à economia por algum meio, tal como o gasto em obras públicas, a fim de persuadir indivíduos e empresas a economizar menos e a gastar mais.

Economistas como Paul Samuelson e James Tobin sistematizaram as idéias de Keynes e as usaram como fundações do que viria a ser a filosofia e política econômica ortodoxa das duas décadas que se seguiram à Segunda Guerra Mundial.

A capa da revista "Time" em dezembro de 1965 atribuía a Milton Friedman a frase "agora somos todos keynesianos". Friedman disse, mais tarde, que havia sido citado de maneira seletiva e imprecisa, mas que a afirmação procedia. Charles Schultze, diretor de orçamento do governo dos Estados Unidos naquele ano, disse à revista que "não podemos prevenir todas as pequenas oscilações do ciclo econômico, mas podemos prevenir uma grande queda".

Quando Nixon tomou de empréstimo a frase de Friedman, em 1971, no entanto, a maré já havia começado a virar. Como uma dica sobre ações obtida do ascensorista, o endosso de Nixon era sinal de que o prestígio intelectual de Keynes estava a caminho de uma queda. A economia keynesiana parecia tão inadequada para a estagflação dos anos 70 como a economia clássica o era para a Depressão dos anos 30, e foi superada pelo monetarismo de Friedman entre as autoridades econômicas dos EUA e do Reino Unido.

Depois que as aplicações mais cruas do monetarismo fracassaram, nos anos 80, a moderna macroeconomia passou a combinar idéias de ambas as doutrinas, refletindo a crença na capacidade da política fiscal e monetária para afetar o emprego e o crescimento, mas também preocupação sobre inflação e déficits orçamentários.

Mas essa ortodoxia sofreu um abalo com o aprofundamento da crise. Os problemas que Keynes teve de enfrentar nos anos 30, como a ineficiência da política monetária e quebras de bancos causadas por quedas nos preços dos ativos, uma vez mais parecem ser os mais prementes. As soluções de Keynes, entre as quais maior gasto público financiado por captação, tornam-se populares. As críticas de que isso alimentará a inflação e os déficits orçamentários continuam a ser ouvidas, mas cada vez mais são consideradas irrelevantes.

No final de sua definitiva biografia em três volumes sobre Keynes, Robert Skidelsky escreve que as idéias de Keynes "viverão enquanto o mundo precisar delas". E certamente parecem necessárias agora.

TEM BLOG NOVO DE ECONOMIA NA PRAÇA

Leio hoje na FOLHA a seguinte notícia:

Em meio a uma das maiores crises globais, o jornalista Vinicius Torres Freire, colunista da Folha, estréia hoje blog sobre economia. O endereço é blogdovinicius.folha.blog.uol.com.br. O blog do Vinicius é uma extensão da coluna diária publicada no caderno Dinheiro. Segundo definição do próprio jornalista, a página na internet vai abordar "a política da economia e negócios da política", publicar análises sobre notícias econômicas da hora, reunir artigos sobre economia e política da economia, sugerir livros da área, comentar "mentiras, mentiras malditas e estatísticas econômicas". Nos finais de semana, o blog vai tratar de cozinha e comida. Na Folha desde 1991, Vinicius Torres Freire foi secretário de Redação do jornal, editor de Dinheiro, editor de Opinião, correspondente em Paris, editor de Ciência e editor de Educação.

Para o novo colega, muito sucesso no seu blog, o que já tinhas na sua coluna.

sábado, 18 de outubro de 2008

IMPRENSA - ELEIÇÕES 2008

Como é interessante e transparente o que ocorre nos Estados Unidos quando diversos jornais registram em editoriais seu apoio a um determinado candidato.
Nos últimos dias vemos o Los Angeles Times, o quarto maior jornal do país, e o The Chicago Tribune, manifestarem apoio a BARACK OBAMA. Hoje, o The Washington Post fez a mesma coisa.
Como nossa imprensa poderia "copiar" essa situação e termos esse tipo de transparência jornalística também aqui por este lado sul da América.

JOHN MAYNARD KEYNES EM 2008

Tenho três e-mails: o meu corporativo, o jmelo@uol.com.br e o johnkeynesce@hotmail.com. Aqui e ali tenho que explicar como um ferrenho defensor do livre mercado tem em um dos seus e-mails, o nome de Keynes.

É fácil explicar: Estudante de Economia na Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo, a mais antiga na área no Brasil, reconheço que fiquei encantado com as idéias keynesianas. E, para homenagear um dos maiores economistas do século XX, registrei meu e-mail com seu nome.

Como tudo na vida, nem 8 nem 80. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Keynes é brilhante e suas idéias revolucionaram muitos e durante muito tempo. Um dos pais da teoria macroeconômica, foi um homem à frente de seu tempo. De qualquer maneira, como dizia Francis Bacon "Triste não é mudar de idéia. Triste é não ter idéia para mudar".

Com o passar do tempo, sempre ele, o Senhor da Razão, fui conhecendo e entendendo outras ideias e buscando sempre aquela idéia que realmente fosse solução para os inúmeros problemas econômicos que existem. Não é novidade que desde Adam Smith que alternativamente idéias econômicas mudam com o tempo e nisso não observo nada de errado. É "falha no funcionamento do mercado", como dirão alguns, porém cada caso é um caso.

Lembrando a célebre frase de Keynes de que "a longo prazo, todos estaremos mortos", Gaspari coloca como título de sua coluna dominical a frase "No longo prazo, Lord Keynes ressuscitou". Com seu extraordinário conhecimento, Gaspari pesa a mão na crítica aos "liberais" e a "mão invisível" de Smith.

Que pena Gaspari. Excelente texto, mas o livre mercado ainda é a melhor solução, mesmo com alguns ajustes que entendo sejam necessários.

ELEIÇÕES 2008 - PREVISÃO

Após várias noites analisando diversos exercícios econométricos, este blog conseguiu nesta data prever o resultado de algumas importantes eleições e seus vencedores. (E sem precisar consultar Mãe Diná.)
Evidentemente que começamos pela principal: a dos Estados Unidos: BARACK OBAMA será o próximo presidente. Para o bem do mundo e por mudar a política de Bush.
Em seis das nossas capitais mais importantes, registramos abaixo:
São Paulo: GILBERTO KASSAB, para redução do Estado, digo, dos Petralhas. Por José Serra. E pela falta de ética da "relaxa e goza".
Rio de Janeiro: FERNANDO GABEIRA, por ser um senhor com jovens ideías.
Belo Horizonte: LEONARDO QUINTÃO, para colocar Aécio no seu lugar
Belém: DUCIOMAR COSTA, pela administração que faz.
Salvador: JOÃO HENRIQUE, evitando uma vitória do PT.
Porto Alegre: JOSÉ FOGAÇA, pela experiência. E por evitar um retorno do PT.
Vamos depois conferir e comemorar?

ANONYMOUS PROVERB - CCBEU 2008

"TELL ME WHAT YOU READ AND I SHALL TELL YOU WHAT YOU ARE."

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

ECONOMIA - NOBEL 2008 - PAUL KRUGMAN

Sempre tive interesse pelos laureados com o NOBEL, principalmente os da área de ECONOMIA. E nesse acompanhamento e com o passar dos anos, vamos aos poucos vendo nomes que conhecemos de livros e artigos ganhando seus merecidos prêmios. (O tempo passando também tem suas vantagens econômicas...)
Porém, neste ano de 2008, fiquei muito satisfeito com o resultado do NOBEL DE ECONOMIA para o PAUL KRUGMAN. Sou leitor semanal de seus artigos no NYT e sempre que posso também acesso seu blog. Muito além do prêmio por sua análise dos padrões de comércio e a respeito da localização da atividade econômica, Krugman é o primeiro NOBEL de alguém conhecido, como se fosse um de nossos professores, além de ser um dos críticos mais severos da administração Bush.
Parabéns PAUL KRUGMAN e continue escrevendo que nós, aqui no interior da selva amazônica, continuaremos lendo.

domingo, 12 de outubro de 2008

INDICAÇÕES NO DOMINGO DO CÍRIO DE NAZARÉ

Imperdível, como quase sempre, é ler no Elio Gaspari o texto "POR QUÉ NO TE CALLAS, LULA?" Como diz o articulista, para o bem de todos. Porém, com sua inteligência e visão de político que conseguiu passar por situações bem complexas (mensalões e etc), Lula saberá onde colocar a sua assinatura.
Vale também a indicação do Gaspari para a página do Professor Nouriel Roubini, que há mais de dois anos previu a atual crise econômica. A mesma está no endereço http://www.rgemonitor.com/.
A coluna completa do Gaspari está no http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1210200819.htm.

IBIAPINA - BELÉM - ECONOMIA MUNDIAL

De retorno à selva amazônica depois de minha passagem pelo CEARÁ - IBIAPINA, tenho a felicidade de retornar justamente no momento da maior festa do Pará: o CÍRIO DE NAZARÉ. Do resultado eleitoral em IBIAPINA, temos meu irmão novamente reeleito Vereador. E a diferença dele (2º lugar) para o 3º, foi de UM VOTO. Claro que foi o meu, of course.
Nestes dias estive mais ausente das notícias e da internet, porém, pelo que andei folheando rapidamente, existe realmente uma forte crise financeira mundial e o Brasil, como não poderia deixar de ser, não está a ela imune. Torço de verdade para que a política adotada pelo Meirelles/Mantega consiga reduzir o contágio dessa crise na economia brasileira.

domingo, 5 de outubro de 2008

WARREN BUFFETT - CAPITALISMO SEMPRE

Na EXAME que recebi sexta passada constam trechos de uma biografia do WARREN BUFFETT, já lançada nos Estados Unidos, previsto para novembro no Brasil. O artigo está, para variar, ótimo. Lições de um capitalizmo que gera riqueza.
Na FOLHA leio o Gaspari comentando do moço e não posso deixar de divulgar aos meus quase dois leitores: que lição nesta época de incertezas. De certeza, apenas que o mundo é plano, como diz o Friedman.
WARREN BUFFETT, o segundo homem mais rico da América (78 anos e US$ 50 bilhões), ganhou pelo menos US$ 578 milhões em dez dias com ações do banco Goldman Sachs. Há dois meses, um papel da Goldman valia US$ 179. Com a crise, ela caiu para US$ 121. Foi nessa hora que o biliardário fez seu lance, botando US$ 10 bilhões no negócio. Na sexta-feira, cada ação valia US$ 128.
Esse pequeno episódio indica que ainda falta muito tempo para a crise do fim do capitalismo e, como nunca, o melhor que se pode fazer é prestar atenção no comportamento dos verdadeiros capitalistas. Buffet já foi chamado de "Forrest Gump das finanças" pela revista "Vanity Fair". Seu salário (US$ 100 mil anuais, mais uns US$ 250 mil de benefícios) é o mais baixo da lista dos executivos das 200 maiores empresas americanas. Ele vive frugalmente na pequena cidade de Omaha e ensina: "É mais fácil criar dinheiro do que gastá-lo".
John McCain gostaria de convidá-lo para a Secretaria do Tesouro, mas ele deu US$ 4.600 para a campanha de Barack Obama. Uma migalha diante dos US$ 40 bilhões que já distribuiu para organizações filantrópicas.Quem botou US$ 200 no fundo de investimentos de Buffett em 1965 tem hoje US$ 1,25 milhão. Ele consegue esse desempenho seguindo regras simples. Prefere investir nos Estados Unidos, não põe dinheiro em negócio que não consegue entender nem em empreendimento endividado. A maior parte de suas aplicações está em empresas que fabricam coisas que nunca deixarão de ser consumidas: comida, refrigerantes, cerveja e lâminas de barbear. Cantou a pedra do estouro da bolha tecnológica (mesmo assim perdeu algum quando ela explodiu, em 2001). Fora isso, compra ações de empresas que, a seu ver, não têm motivo para valer tão pouco. Esse foi o caso do lance na Goldman Sachs.
O que torna Warren Buffett um tipo inesquecível é a sua banalidade. As pessoas preferem ouvir idéias novas e, geralmente, complicadas. Quando um sujeito diz que comprou ações de uma empresa que produz lâminas de barbear e sabão porque as pessoas continuarão a tomar banho, parece um bobo. Qualquer bípede poderia ter aplicado mil dólares na Goldman Sachs ao saber que Buffett fizera isso. Teria ganho uns US$ 58 sem fazer nada.Deve-se ter cautela com as previsões de Buffett para instruir decisões de curto prazo, pois ele não opera nessa faixa.
Em maio passado, ele disse à repórter Cristiane Barbieri: "O Brasil estava fora do meu radar. Eu tinha uma visão atrasada sobre a economia brasileira porque países latino-americanos, de maneira geral, têm uma fama ruim em relação à estabilidade de suas moedas. Mas o mundo muda e o Brasil mudou". O doutor acredita que daqui a dez anos o real poderá valer mais que o dólar. A ver, pois nos dez dias ao longo dos quais as ações da Goldman Sachs subiram 6%, o real perdeu 9% do seu valor.Uma indicação de que as qualidades de Buffett vão além do trivial variado: Por muitos anos, ele viveu em perfeita harmonia com duas mulheres e, depois de viúvo, casou-se com a segunda quando ela tinha 60 anos.
Cinco pérolas de Buffet:"Se o mercado fosse eficiente, eu estaria pedindo esmola na rua"."Quando a maré baixa é que você vê quem estava nadando nu"."A cobiça, o medo e a maluquice estão nas pessoas, são coisas previsíveis. O que não se pode prever é a seqüência"."Wall Street é o único lugar onde pessoas que andam de Rolls Royce se aconselham com gente que usa metrô"."Com US$ 1 milhão e bastante informações privilegiadas, você pode quebrar em um ano".
Quem quiser perder umas poucas horas com o personagem, pode ir atrás da edição em português do livro "Warren Buffett, o Maior de Todos os Investidores", de Janet Lowe. Nesse caso, Gaspari refere-se a outro livro, mas sendo sobre WB sempre vale a leitura.

ELEIÇÕES 2008 - IBIAPINA (CE)

Hoje é especial: estou na minha cidade de IBIAPINA, para cumprir minha obrigação de eleitor e, principalmente, votar no meu irmão. Um voto onde tive que viajar mais de 3.000km, mas que vale pela presença e pelo encontro com conhecidos de anos.
É claro que continuo bastante preocupado com a crise financeira internacional e, deixo explícito, não crise do capitalismo; como a economia brasileira se comportará, bem como, qual será o resultado da eleição americana.
Porém, num interior do estado do Ceará, essas coisas não são assim tão preocupantes e a politicagem é mais forte do que a POLÍTICA.
Além do que, alguma BOLSA será ofertada pelo governo para salvar eventuais prejudicados.
Até meu retorno à selva amazônica.
João Melo,
Direto de seus 1.100 m de altitude.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO: LIVRO

Um dos presentes que ganhei no dia do meu aniversário, 28/09, domingo passado, foi ler um post, lá no blog do Janer Cristaldo http://cristaldo.blogspot.com.
Trata-se de um assunto que analiso há anos e que, lamentavelmente, não estar no centro das atenções. Afinal, assistir "A FAVORITA" agrega muito mais conhecimento a pessoa do que ler, por exemplo, Fernando Pessoa, ou não?
Não é a toa que nossos indicadores de ensino são terríveis e que o aluno torna-se graduado e, sabe-se lá como, nunca leu UM livro da primeira à última página. Vocês já tentaram conversar com essa turma que está no ensino médio e analisaram o grau de conhecimento deles?
Transcrevo abaixo o post do Janer, no qual, exceto alguns poucos comentários que discordo, reproduz o que eu também sinto no Brasil. Estive uma temporada em Toronto e realmente em todos os lugares que eu estava, sempre tinha uma pessoa com um livro na mão. E lendo. Do Canadá, escreve Daniel Garros:“Uma coisa que me deixa triste ao ir ao Brasil é o que vejo em todo o lugar, seja em filas de SUS, consultórios médicos, rodoviárias, aeroportos, dentro dos ônibus, enfim... pessoas OLHANDO para os lados, sem distração, a pensar em nada e ver o mundo passar... Ninguém lendo!!! E se lêem, é jornal do dia (maioria na página esportiva). Seria o preço dos livros? Seria uma questão de estímulo? Falta de hábito estabelecido em casa (claro!), e na escola? Lembro que na minha época de 1º grau, recebi muito estímulo à leitura, e muitas análises de livros fizemos...
Aqui no Canadá, o que se vê, é ninguém nesse ócio! Todo mundo tá com livro na mão, sempre, em todo o lugar... até minhas enfermeiras na UTI têm que ser alertadas para deixarem em certas horas os livros de lado e olharem mais pros pacientes. Seja rico, seja pobre, seja burro ou inteligente... todo mundo tá lendo! A diferença entre as pessoas é somente o tipo e a classe de leitura (populares, eruditos, clássicos, top of the chart)... Os livros do Harry Potter, por exemplo (críticas a parte), são devorados por crianças, adolescentes e até adultos. Eles reacenderam a paixão pela leitura para aqueles que ainda não a possuíam (poucos)...”
Pois, Daniel, também tive a ventura de viver em países assim. Tanto na França como na Suécia, os vagões de metrô parecem salas de leitura. Em outros países por onde andei, observei o mesmo hábito. Vi inclusive jovens lendo partituras e vibrando com a música. Certa vez, voltando de uma dessas viagens, fui visitar uma amiga em São Paulo. Ela morava a uma hora de ônibus do centro. Muni-me de dois ou três jornais para suportar a viagem. Santa ingenuidade. Entrei num ônibus lotado, usei uma mão para pendurar-me num gancho enquanto a outra segurava meus inúteis jornais. Ocasionalmente, faço viagens noturnas de ônibus para o Sul. Uma excelente oportunidade de leitura, dirás. Nada disso. A iluminação não é suficiente para ler. Osman Lins, um dos raros bons escritores nacionais, chegou a fazer uma campanha para melhorar a iluminação nos ônibus. Para poder ler e não ficar olhando o vazio. Foi tido como louco.Por um lado, as condições são hostis à leitura. Por outro, o brasileiro não é muito chegado a ler. O Brasil está contaminado pela comunicação visual. Há pessoas que adoecem se ficam um dia sem televisão. As NETs da vida sabem disto e os técnicos vêm voando quando há uma pane qualquer no sistema. Quanto a ler, disto não sentem falta alguma. Conheci professores de literatura que não tinham sequer um livro em casa. Entre meus colegas de jornalismo, notei a mesma miséria. Por necessidade profissional, o jornalista lê. Mas geralmente lê jornais e revistas. Raros são os jornalistas que têm uma biblioteca. Pessoalmente, não consigo sair de casa sem um livro ou jornal na mão. Mas só ver pessoas lendo de nada resolve. É preciso ver o que se lê. Em julho passado, quando naveguei pela costa norueguesa, fiquei contente ao constatar que muitos passageiros liam. Fui olhar o que liam. De Harry Potter a Paulo Coelho, passando pelo Código da Vinci. Vi pelo menos cinco lendo o Coelho. Em norueguês. Não tenho nada contra crianças ou adolescentes lerem Harry Potter. O problema é que vi marmanjos lendo Harry Potter.
“Na época da ditadura no Brasil, me recordo de campanhas de leitura que tínhamos na escola. Selinhos que ganhávamos por livro lido, posters, outdoors, etc... Onde ficou isso? Será que nossos governos democráticos não querem que leiamos? Quem sabe uma campanha nacional pela leitura?” Ora, em um país cujo presidente se gaba de sua incultura, estimular a leitura soa quase como desacato à “otoridade”. Se com cultura não se chega ao poder, então cultura não serve para nada. Mas campanhas de leitura existem. Os editores adoram. Os escritores também. Servem para desencalhar seus entulhos. Com o pretexto de fornecer leitura, as editoras enviam milhares de livros a bibliotecas e escolas. Livros de amigos do rei, bem entendido. A finalidade das campanhas de estímulo à leitura no Brasil não é exatamente estimular a leitura, mas vender o tal de autor nacional. Isto é, o lixo literário nacional. Imortais que ninguém conhece, escritores medíocres e vendidos ao poder, pavões que se pretendem poetas. Nenhuma campanha dessas vai propor a leitura de Cervantes, Swift ou Nietzsche. Propõe-se a leitura das sumidades tupiniquins: Machado, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Rubem Fonseca, Ignácio de Loyola, Lygia Fagundes Telles, Nélida Piñon, Moacyr Scliar, Carlos Nejar. Et caterva. Para que tenhas uma idéia, meu caro Daniel, do que se passa em teu distante país: Lygia Fagundes Telles, há alguns anos, participou de uma comissão que escolheria 300 títulos a serem comprados pelo Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação. A imortal, ocupante da cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras, teve o desplante de sugerir um livro seu, Ciranda de Pedra, para a lista dos trezentos. Do dia para a noite, sua cotação subiu nesta suspeita bolsa de valores. Segundo a revista Veja, seu passe foi comprado pela editora Rocco, para a publicação de doze livros, por 500 mil reais. Ora, se isto não é corrupção, não sei o que significa corrupção. Ou seja, melhor que não se faça campanha alguma em prol da leitura. Só serviria para enfiar péssima literatura goela abaixo dos alunos. E para afastar os jovens da leitura. Enviado por Janer @ 7:13 PM

Marcos Lisboa: A conversa intelectual do economista.

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