terça-feira, 29 de setembro de 2020

DW: Mundo ultrapassa marca de 1 milhão de mortes por covid-19.

https://www.dw.com/pt-br/mundo-ultrapassa-marca-de-1-milh%C3%A3o-de-mortes-por-covid-19/a-55088207

Folha: Um milhão de mortos.

 https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/09/um-milhao-de-mortos.shtml

Os serviços de saúde contabilizam um milhão de mortes pela Covid-19 no planeta, passados apenas 260 dias da notificação do primeiro óbito, na China. A marcha hiperbólica do novo coronavírus já infectou mais de 33 milhões, oficialmente.

Embora as eclosões iniciais tenham ocorrido na Ásia, foi a passagem da pandemia pela Europa que deixou patente a virulência do patógeno. Os sistemas de saúde italiano e espanhol entraram em colapso. Com exceção da Alemanha, as nações europeias ocidentais mais populosas atingiram mortalidades brutas mínimas da ordem de 50 óbitos para 100 mil habitantes.

Isso ocorreu em países cujas taxas anuais de mortes por doenças infeciosas e parasitárias normalmente não passam de 5 por 100 mil.

Nas Américas, apesar de os países terem tido mais tempo para se preparar, a destruição de vidas pela pandemia, infelizmente, não tem ficado nada a dever para o velho continente, antes pelo contrário.

As taxas de Brasil (67), Estados Unidos (62) e México (59), onde vivem mais de 670 milhões de pessoas, alarmam não só pela magnitude, mas também pelo fato de essas nações ainda não terem demonstrado controle da infecção.

No caso brasileiro, em relação ao ocorrido na Europa, as curvas de mortes desenvolveram um arco menos acelerado no início, mas bem mais persistente ao longo do tempo. É o retrato, em larga medida, de um combate débil do vírus.

Ao presidente da República não faltou apenas o senso da mobilização nacional que o tema exigia. Desde cedo portou-se irresponsavelmente, como o chefe dos negacionistas, a propagar falsidades científicas e mensagens contrárias às medidas de isolamento decretadas por governadores e prefeitos, sem as quais a tragédia seria maior.

Faltaram testes na quantidade, nos locais e no tempo necessários. A mitigação dos danos econômicos foi parcialmente satisfeita com o auxílio emergencial, mas na educação dezenas de milhões de crianças e jovens tiveram as atividades escolares suspensas sem a devida prestação pedagógica a distância.

As políticas de resguardo e a estrutura do SUS contribuíram para que, na maioria das cidades, a capacidade de atendimento dos casos que requeriam internação e cuidado intensivo não fosse engolfada.

A maior expectativa, sem dúvida, repousa na chegada das primeiras vacinas, cuja aplicação em caráter emergencial deve começar a ser liberada, inclusive no Brasil, entre o final de 2020 e o início de 2021.

A depender das características das vacinas, tais como a eficácia, uma dada estratégia de saúde pública será exigida. Que atitudes extravagantes de autoridades não voltem a atrapalhar, desta vez na etapa decisiva do controle da infecção.

editoriais@grupofolha.com.br

sábado, 26 de setembro de 2020

Barack Obama: Lançamento do novo livro em 17/11/2020.



Um relato fascinante e profundamente íntimo da história em formação ― feito pelo presidente que nos inspirou a acreditar no poder da democracia.

No comovente e aguardado primeiro volume de suas memórias presidenciais, Barack Obama narra, nas próprias palavras, a história de sua odisseia improvável, desde quando era um jovem em busca de sua identidade até se tornar líder do mundo livre. Com detalhes surpreendentes, ele descreve sua formação política e os momentos marcantes do primeiro mandato de sua presidência histórica ― época de turbulências e transformações drásticas.

Obama conduz os leitores através de uma jornada cativante, das primeiras aspirações políticas à vitória crucial nas primárias de Iowa, na qual se demonstrou a força do ativismo popular, até a noite decisiva de 4 de novembro de 2008, quando foi eleito 44º presidente dos Estados Unidos, o primeiro afro-americano a ocupar o cargo mais alto do país.

Ao refletir sobre a presidência, ele faz uma análise singular e cuidadosa do alcance e das limitações do poder executivo, além de oferecer pontos de vista surpreendentes sobre a dinâmica da política partidária dos Estados Unidos e da diplomacia internacional. Obama leva os leitores para dentro do Salão Oval e da Sala de Situação da Casa Branca, e também em viagens a Moscou, Cairo e Pequim, entre outros lugares. Acompanhamos de perto seus pensamentos enquanto monta o gabinete, enfrenta uma crise financeira global, avalia a verdadeira face de Vladímir Pútin, supera dificuldades que pareciam insuperáveis para aprovar a Lei de Assistência Acessível (Affordable Care Act), bate de frente com generais sobre a estratégia militar dos Estados Unidos no Afeganistão, trata da reforma de Wall Street, reage à devastadora explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon e autoriza a Operação Lança de Netuno, que culmina com a morte de Osama bin Laden.

Uma terra prometida é extraordinariamente pessoal e introspectivo ― o relato da aposta de um homem na história, da fé de um organizador comunitário posta à prova no palco mundial. Obama fala com sinceridade sobre a situação delicada de concorrer a um cargo eletivo sendo um americano negro, sobre corresponder às expectativas de uma geração inspirada por mensagens de “esperança e mudança” e sobre lidar com os desafios morais das decisões de alto risco. É honesto sobre as forças que se opuseram a ele dentro e fora do país, franco sobre os efeitos da vida na Casa Branca em sua esposa e em suas filhas e audacioso ao confessar suas dúvidas e desilusões. Jamais duvida, porém, de que no grande e incessante experimento americano o progresso é sempre possível.

Brilhantemente escrito e poderoso, este livro demonstra a convicção de Barack Obama de que a democracia não é uma benção divina, mas algo fundado na empatia e no entendimento comum e construído em conjunto, todos os dias.
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Reuters: Ibovespa esvazia perdas no fim da sessão, mas tem 4ª semana seguida no vermelho.

 https://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN26G33M-OBRBS

DW: Influente cardeal do Vaticano renuncia em meio a escândalo financeiro.

 https://www.dw.com/pt-br/influente-cardeal-do-vaticano-renuncia-em-meio-a-esc%C3%A2ndalo-financeiro/a-55052351

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Dica I: Meus 20 primeiros livros lidos neste 2020!!!



1 - A única mulher: Marie Benedict;

2 - Uma simples revolução: Domenico de Masi;

3 - Eu, Elton John: Elton John;

4 - Essa gente: Chico Buarque;

5 - Repórter: Seymour M. Hersh;

6 - A segunda guerra mundial: Martin Gilbert;

7 - Hitler: Joachim Fest

8 - O fim do Terceiro Reich: Ian Kershaw;

9 - Bento XVI - O último testamento: Peter Seewald

10 - Enquanto houver champanhe há esperança: uma biografia de Zózimo Barroso do Amaral: Joaquim Ferreira dos Santos;

11 - Homo Deus:  Yuval Noah Harari

12 - Migração e intolerânica: Umberto Eco;

13 - A incrível viagem de Shackleton: Alfred Lansing;

14 - Hamlet: William Shaskespeare;

15 - Economia modo de usar: Ha-Joon Chang;

16 - Viva e deixe morrer: Ian Fleming;

17 - Terceiro Reich em  guerra: Richard Evans;

18 -Projeto nacional - O dever da esperança: Ciro Gomes;  

19 -Capitalismo na América: Alan Greenspan e Adrian Wooldridge

20 - Metrópole à beira-mar: Ruy Castro

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Amazon: Rage - Bob Woodward.


An unprecedented and intimate tour de force of original reporting on the Trump presidency from Bob Woodward.

Rage goes behind the scenes like never before, with stunning new details about early national security decisions and operations and Trump’s moves as he faces a global pandemic, economic disaster and racial unrest.

Woodward, the #1 internationally bestselling author of 13 #1 bestsellers, including Fear: Trump in the White House, shows Trump up close in his entirety before the 2020 presidential election.

President Trump has said publicly that Woodward has interviewed him. What is not known is that Trump provided Woodward a window into his mind through a series of exclusive interviews.

At key decision points, Rage shows how Trump’s responses to the crises of 2020 were rooted in the instincts, habits and style he developed during his first three years as president.

Rage draws from hundreds of hours of interviews with firsthand witnesses, as well as participants’ notes, emails, diaries, calendars and confidential documents.

Woodward obtained 25 personal letters exchanged between Trump and North Korean leader Kim Jong Un that have not been public before. Kim describes the bond between the two leaders as out of a “fantasy film,” as the two leaders engage in an extraordinary diplomatic minuet.

Rage will be the foundational account of the Trump presidency, its turmoil, contradictions and risks. It is an essential document for any voter seeking an accurate inside view of the Trump years—volatile and vivid.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

UFRJ: 100 anos!

https://conexao.ufrj.br/2020/09/07/carta-comemorativa-pelo-centenario-da-ufrj/

Paul Krugman: A Pobreza Interna Bruta está crescendo.

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/paulkrugman/2020/09/a-pobreza-interna-bruta-esta-crescendo.shtml


A conclusão é que antes de citar estatísticas econômicas você deve pensar no que elas significam para as pessoas e suas vidas. Os dados não são insignificantes: um milhão de empregos ganhos é melhor que um milhão de empregos perdidos, e um PIB em crescimento é melhor que um que encolhe. Mas com frequência há uma desconexão entre os números das manchetes e a realidade da vida americana, e isso é especialmente verdadeiro neste momento.
O fato é que esta economia simplesmente não está funcionando para muitos americanos que enfrentam tempos difíceis –que graças às decisões políticas de Trump e seus aliados só estão ficando mais difíceis.

Reuters: Vacina chinesa para Covid-19 mostra ser segura.

https://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN25Y1SC-OBRWD

Exame: O aguerrido Gustavo Franco e a dupla Campos & Simonsen.

https://exame.com/blog/coriolano-gatto/o-aguerrido-gustavo-franco-e-a-dupla-campos-simonsen/

domingo, 6 de setembro de 2020

FHC: Reeleição e crises.


Fernando Henrique Cardoso, O Estado de S.Paulo
05 de setembro de 2020 | 21h00

Recordo-me da visita que André Malraux, na ocasião ministro da Cultura de De Gaulle, fez ao Brasil. Esteve na USP, na Rua Maria Antônia, onde funcionava a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, e expôs no “grande auditório” (que comportava não mais que umas cem pessoas) sua visão de Brasília, obra de Juscelino Kubitschek. Malraux estava extasiado, comparava o plano diretor da cidade não a um pássaro (coisa habitual na época), mas a uma cruz. Com sua verve inigualável, dizia em francês o que não estávamos acostumados a ouvir em português: fazia o elogio da obra. 

Esse não era, contudo, o sentimento predominante, pois víamos Brasília mais como desperdício, que induzia à inflação, do que como um “sonho”, um símbolo.

A visão dominante era negativa, principalmente no Rio de Janeiro (que perderia a condição de capital da República), em São Paulo e daqui para o sul. O gasto era grande e os recursos, minguados.

Eu compartilhava esse sentimento negativo, e olha que um de meus bisavôs fizera parte, no Império, da “missão Cruls”, que demarcara o território da futura capital do Brasil... Brasília foi construída onde desde aquela época se previa fazer a capital do País.

Não é que Malraux tinha razão? Não que a obra deixasse de ser custosa ou mesmo impulsionadora da inflação. Mas um país também se constrói com projetos, sonhos e, quem sabe, alguns devaneios...

Juscelino fez muitas coisas, algumas más, mas não é por elas que é lembrado. Brasília, sim, ficou como sua marca. 

Não o conheci. Vi-o pessoalmente uma vez, sentado, solitário, num banco no aeroporto de “sua” cidade. Aproximei-me e o saudei; pouca conversa, mas muita admiração. Ele já havia sido “cassado”. Passa o tempo e fica na memória das pessoas sua “obra”, Brasília.

Não estou recomendando que Bolsonaro faça algo semelhante. Não sou ingênuo para pretender que minhas palavras cheguem ao presidente e, se chegarem, sejam ouvidas... Como estive no Planalto, às vezes me ponho no lugar de quem ocupa aquela cadeira espinhosa: é normal a obsessão por fazer algo, para o povo e para o País. Como o presidente será julgado são outros quinhentos. Maquiavel já notava que os chefes de Estado (os grandes homens... na linguagem dele) dependem não só de astúcia, mas da fortuna (da sorte).

O governo atual não teve sorte. São de desanimar os fatores contrários: a pandemia, logo depois de uma crise econômica que vem de antes, com o produto interno bruto (PIB) crescendo pouco (se é que...), e uma “base política” que depende, como sempre, mais do “dá lá toma cá” do que da adesão popular a algo grandioso. Ganhou e levou; mas mais pelo negativo (o não ao PT e aos desatinos financeiros praticados) do que pelo sim a uma agenda positiva.

Agora se tem a sensação (pelo menos, eu tenho) de que o presidente não está bem acomodado na cadeira que ganhou. É difícil mesmo. De economia sabe pouco; fez o devido: transferiu as decisões para um “posto Ipiranga”. Este trombou com a crise, pela qual não é responsável. Não importa, vai pagar o preço: tudo o que era seu sonho, cortar gastos, por exemplo, vira pesadelo, terá de autorizá-los. E pior: como é economista, sabe que a dívida interna cresce depressa, e sem existir mais a alternativa da inflação, que tornava aparentemente possível fazer o que os presidentes querem – atender a todos ou à maioria e ganhar a reeleição. Só resta o falatório vazio. Este cansa e é ineficaz num Congresso que, no geral, também quer gastar e igualmente pensa nas eleições.

Cabe aqui um “mea culpa”. Permiti, e por fim aceitei, o instituto da reeleição. Verdade que, ainda no primeiro mandato, fiz um discurso no Itamaraty anunciando que “as trevas” se aproximavam: pediríamos socorro ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Não é desculpa. Sabia, e continuo pensando assim, que um mandato de quatro anos é pouco para “fazer algo”. Tinha em mente o que acontece nos Estados Unidos. Visto de hoje, entretanto, imaginar que os presidentes não farão o impossível para ganhar a reeleição é ingenuidade.

Eu procurei me conter. Apesar disso, fui acusado de “haver comprado” votos favoráveis à tese da reeleição no Congresso. De pouco vale desmentir e dizer que a maioria da população e do Congresso era favorável à minha reeleição: temiam a vitória... do Lula. Devo reconhecer que historicamente foi um erro: se quatro anos são insuficientes e seis parecem ser muito tempo, em vez de pedir que no quarto ano o eleitorado dê um voto de tipo “plebiscitário”, seria preferível termos um mandato de cinco anos e ponto final.

Caso contrário, volto ao tema, o ministro da Economia, por mais que queira ser racional, terá de fazer a vontade do presidente. Não há o que a faça parar, muito menos um ajuste fiscal, por mais necessário que seja. E tudo o que o presidente fizer será visto pelas mídias, como é natural, como atos preparatórios da reeleição. Sejam ou não. 

Acabar com o instituto da reeleição e, quem sabe, propor uma forma mais “distritalizada” de voto são mudanças a serem feitas. Esperemos...

SOCIÓLOGO, FOI PRESIDENTE DA REPÚBICA

Marcos Lisboa: A conversa intelectual do economista.

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