domingo, 26 de fevereiro de 2017

2017’s Spirit Awards: Moonlight.

With weeks of torrential rain finally lifting over Southern California to deliver a clear blue sky, it was a beautiful day in Santa Monica to celebrate, in all their glory, independent films and the folks who make them. With hosts Nick Kroll and John Mulaney delivering the funny and Andy Samberg performing Pearl Jam’s “Alive” as a tribute to the living, 2017’s Spirit Awards was yet another eccentric year that delivered — just see the winners for yourself!
If you missed any acceptance speeches and the memorable opening monologue, you can check out our YouTube channel.
BEST FEATURE – Moonlight
BEST DIRECTOR – Barry Jenkins, Moonlight
BEST FEMALE LEAD – Isabelle Huppert, Elle
BEST MALE LEAD – Casey Affleck, Manchester by the Sea
BEST SUPPORTING FEMALE – Molly Shannon, Other People
BEST SUPPORTING MALE – Ben Foster, Hell or High Water
BEST SCREENPLAY – Barry Jenkins, Tarell Alvin McCraney, Moonlight
BEST EDITING – Joi McMillon, Nat Sanders, Moonlight
BEST CINEMATOGRAPHY – James Laxton, Moonlight
BEST FIRST SCREENPLAY – Robert Eggers, The Witch
TRUER THAN FICTION AWARD – Nanfu Wang, Hooligan Sparrow

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Lawrence H. Summers: Farewell to Kenneth Arrow, a Gentle Genius of Economics.

My mother’s brother, the Nobel economist Kenneth Arrow, died this week at the age of 95. He was a dear man and a hero to me and many others. No one else I have ever known so embodied the scholarly life well lived.

I remember like yesterday the moment when Kenneth won the Nobel Prize in 1972. Paul Samuelson—another Nobel economist and, as it happens, also my uncle—hosted a party in his honor, to which I, then a sophomore at MIT, was invited. It was a festive if slightly nerdy occasion.

As the night wore on, Paul and Kenneth were standing in a corner discussing various theorems in mathematical economics. People started leaving. Paul’s wife was looking impatient. Kenneth’s wife, my aunt Selma, put her coat on, buttoned it and started pacing at the door. Kenneth raised something known as the maximum principle and the writings of the Russian mathematician Pontryagin. Paul began a story about the great British mathematical economist and philosopher Frank Ramsey. My ride depended on this conversation ending, so I watched alertly without understanding a word.

But I did understand this: There were two people in the room who had won Nobel Prizes. They were the two people who, after everyone else was exhausted and heading home, talked on and on into the evening about the subject they loved. I learned that night about my uncles—about their passion for ideas and about the importance and excitement of what scholars do.

Kenneth’s writings resolved age-old questions and opened up vast new areas for others to explore. He likely was the most important economic theorist of the second half of the 20th century.

Is there a voting system that can be relied on to distill the will of a group of people? Many mathematicians have theorems named after them. Arrow’s impossibility theorem regarding voting and combining preferences is the only theorem I know of that is named for an economist.

Drawing upon mathematical logic, it shows that there is no possible voting scheme that can consistently and sensibly reflect the preferences of a set of individuals with diverse views. Any scheme that could ever be invented will be at risk of perverse outcomes, where, for example, the choice between options A and B is affected by the presence or absence of option C; or where a vote switch by one person toward option A makes it less likely to prevail. Mathematical and abstruse it was. But it also explained why committees have so much trouble coming to consistent conclusions and why, with an increasingly polarized electorate, democracy can become increasingly dysfunctional.

Economists have been drawn to Adam Smith’s idea of the “invisible hand” for hundreds of years. But until Kenneth drew on the techniques of topology (that is, the study of geometric properties and spatial relations), no one had ever been able to establish precise conditions under which there would be prices that would clear all markets, or under which one could assume that the market outcome was optimal. Writing in the early 1950s, he clarified the very specific conditions under which market outcomes were for the best and, of equal importance, the far more general conditions under which public interventions in markets had the potential to make things better.

For the rest of his life, Kenneth explored these conditions, writing articles on topics ranging from health insurance to public investment policy to economic growth to the limits of organizations. It is hard to imagine what economics would be like today without his contributions.

I saw him every Thanksgiving for the past 49 years with the extended family that he loved. In a family of professors, the conversation ranged widely. Save for the NFL, there was no topic—from politics to music, from classics to physics—on which Kenneth was not infinitely curious and apparently omniscient.

Kenneth knew more about everything than most know about anything, but he never flaunted his intelligence. It was another lesson for me when, many years ago, a paper was published correcting a famous analysis published by one of Kenneth’s teachers. At the time, it created a stir. I asked him what he thought. He said quietly that he had known of the error for decades, but such was his respect for his teacher that he did not publish his insight.

Rest in peace, gentle genius.

Bresser-Pereira: Hoje, a taxa de câmbio competitiva ou de equilíbrio industrial é de cerca de R$ 4,00 por dólar.

Da página do Professor Bresser-Pereira, sua avaliação sobre a taxa de câmbio e a nossa economia.

A teoria se confirma, mas sombriamente.

Um cientista se alegra quando desenvolve uma teoria que implica uma predição e esta se confirma na prática. Em 2008 eu propus a tendência fundamental da macroeconomia desenvolvimentista que venho desenvolvendo desde 2001 – a tendência à sobreapreciação cíclica e crônica da taxa de câmbio. Isto significa que a taxa de câmbio se deprecia fortemente nas crises, mas logo volta a se apreciar, o país passa a ter deficits em conta-corrente, e alguns anos depois, devido ao contínuo aumento das dívidas das empresas e do país, uma nova crise financeira se desencadeia, e a taxa de câmbio novamente se deprecia.

Em 2008 a taxa de câmbio, que se depreciara fortemente na crise financeira de 2002, já voltara a se apreciar e desde o ano anterior estava sobreapreciada ao mesmo tempo em que o deficit em conta corrente do país já voltara a ser grande, dada a forte correlação entre este e a taxa de câmbio. Nos anos seguintes a tendência se confirmou, e a taxa real de câmbio, a preços do final de 2015, flutuou em torno de R$ 2,80, quando a taxa de câmbio, que torna competitivas as boas empresas industriais do país, era de R$ 3,80 por dólar. Assim, a previsão se confirmou, como também se confirmou sua consequência: as empresas, tornadas assim sem competitividade, deixaram de investir, houve uma nova e brutal onda de desindustrialização, as empresas se endividaram, e, no segundo semestre de 2014, o país entrou em crise financeira, e a taxa de câmbio voltou a se depreciar. Ela chegou a R$ 4,40, mas logo voltou se a apreciar, e hoje, a preços de hoje, quando a taxa de câmbio competitiva ou de equilíbrio industrial é de cerca de R$ 4,00 por dólar, ela caiu (apreciou-se) para R$ 3,00 por dólar.

Novamente a teoria se confirmou na prática. Mas não estou alegre. O que se confirmou foi uma previsão sombria. Quando a taxa de câmbio não é apenas volátil, mas tende a permanecer apreciada por vários anos – algo que apenas a macroeconômico novo-desenvolvimentista afirma – o país fica condenado a exportar apenas commodities e permanecer semiestagnado, como está desde 1990, crescendo em média, por pessoa, 1% ao ano. Hoje o Valor publica ampla reportagem onde as empresas industriais afirmam que essa taxa de câmbio inviabiliza a indústria – é mais que isto, inviabiliza o Brasil.

Por que a taxa de câmbio tende a se sobreapreciar nos países em desenvolvimento? No plano econômico, porque muitos deles sofrem a doença holandesa, porque suas taxas de juros tendem a ser elevadas, atraindo capitais, porque seus governos acreditam equivocadamente que o pode crescer com “poupança externa”, ou seja, com deficit em conta corrente financiado por investimentos diretos e empréstimos, e finalmente, porque usam o câmbio como âncora para controlar a inflação; no plano cultural, porque os brasileiros revelam uma alta preferência pelo consumo imediato, que é incompatível com uma taxa de câmbio competitiva ou de equilíbrio industrial, e, segundo, porque deixaram de ser nacionalistas, e passaram a acreditar nas recomendações e pressões dos países ricos.

Keynes afirmou que a economia é uma ciência triste, sombria. Tinha razão. Mas ele mostrou que através de uma boa política macroeconômica – fiscal e monetária – seria possível superar suas previsões sombrias. Os economistas novo-desenvolvimentistas concordam, mas acrescentam: é preciso também uma política cambial – algo que o Brasil não tem desde 1990, quando se submeteu ao capitalismo financeiro-rentista do Oeste, suas elites se tornaram liberal-dependentes, e semiestagnação se tornou o novo normal .

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

IBGE: Brasil com quase 13 milhões de desempregados!

A taxa de desocupados continua em alta e fechou o trimestre encerrado em janeiro em 12,6%, um crescimento de 0,8 ponto percentual em relação ao período de agosto a outubro do ano passado, quando estava em 11,8%. Com a alta do último trimestre, o país passou a contabilizar 12,9 milhões de desempregados.
Os dados, divulgados hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Esta é a maior taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012 e também o maior número de desempregados da história.
Segundo o IBGE, com a alta do último trimestre, a população desocupada cresceu 7,3% (o equivalente a mais 879 mil pessoas) em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2016. Quando comparada ao mesmo trimestre do ano passado, a alta do desemprego no trimestre encerrado em janeiro chegou a 34,3%, o equivalente a mais 3,3 milhões de pessoas desocupadas.
Na comparação com o mesmo trimestre móvel encerrado em janeiro do ano passado, quando o desemprego estava em 9,5%, a taxa cresceu 3,1 ponto percentual. Em relação à população ocupada, atualmente de 89,9 milhões de pessoas, houve estabilidade em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2016.
Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando o total de ocupados era de 91,6 milhões de pessoas, foi registrado declínio de 1,9% na taxa de desocupação – ou menos 1,7 milhão de pessoas empregadas.Os dados da Pnad Contínua indicam que o contingente de pessoas ocupadas foi estimado em aproximadamente 89,9 milhões no trimestre de novembro do ano passado a janeiro deste ano, dos quais 33,9 milhões eram empregados no setor privado, com carteira de trabalho assinada.
Esse número ficou estável em relação ao trimestre de agosto a outubro, mas em um ano o número de trabalhadores com carteira assinada caiu 3,7%, o equivalente a 1,3 milhão de pessoas - quando a comparação se dá com o trimestres encerrado em janeiro do ano passado.
A categoria dos empregados no setor privado sem carteira assinada fechou o último trimestre em 10,4 milhões de pessoas, com estabilidade em relação ao trimestre de agosto a outubro do ano passado. Em relação ao mesmo período do ano anterior, foi registrado crescimento de 6,4%, um aumento de 626 mil pessoas.
A categoria que trabalha por conta própria cresceu 2,1% frente ao trimestre de agosto a outubro, atingindo 22,2 milhões de pessoas, mais 450 mil pessoas. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, no entanto, houve queda de 3,9%, ou seja, menos 902 mil pessoas.
Por outro lado, o contingente de empregadores, estimado em 4,2 milhões de pessoas, apresentou estabilidade frente ao trimestre imediatamente anterior, com elevação de 8,6% (mais 333 mil pessoas).
Os dados do IBGE mostram ainda que a categoria de trabalhadores domésticos, estimada em 6,1 milhões de pessoas, se manteve estável tanto em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2016 quanto ao de novembro de 2015 a janeiro de 2016.
Apesar da alta taxa de desemprego no país, o rendimento médio real habitualmente recebido pelo trabalhador vem se mantendo estável, tanto em relação ao trimestre agosto-outubro do ano passado (R$ 2.056), quanto em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.047).

Edição: Graça Adjuto

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Newsweek - The new offensive on Alzheimer’s disease: Stop it before it starts.

The Economist: Clean energy's dirty secret - Feb 25th 2017.

Bacen: Redução da taxa Selic para 12, 25% a.a., sem viés.

O Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 12,25% a.a., sem viés.

A atualização do cenário básico do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:
O conjunto dos indicadores de atividade econômica divulgados desde a última reunião do Copom mostra alguns sinais mistos, mas compatíveis com estabilização da economia no curto prazo. A evidência sugere uma retomada gradual da atividade econômica ao longo de 2017;
No âmbito externo, o cenário ainda é bastante incerto. Entretanto, até o momento, a atividade econômica global mais forte e o consequente impacto positivo nos preços de commodities têm mitigado os efeitos sobre a economia brasileira de revisões de política econômica em algumas economias centrais;
O comportamento da inflação permanece favorável. O processo de desinflação é mais difundido e indica desinflação nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. Houve ainda uma retomada na desinflação dos preços de alimentos, que constitui choque de oferta favorável;
As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus recuaram para em torno de 4,4% para 2017 e mantiveram-se ao redor de 4,5% para 2018 e horizontes mais distantes; e
No cenário de mercado, as projeções do Copom recuaram para em torno de 4,2% em 2017 e mantiveram-se ao redor de 4,5% para 2018. Esse cenário embute hipótese de trajetória de juros que alcança 9,5% e 9% ao final de 2017 e 2018, respectivamente.

O Comitê ressalta que seu cenário básico para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções: (i) o alto grau de incerteza no cenário externo pode dificultar o processo de desinflação; (ii) o choque de oferta favorável nos preços de alimentos pode produzir efeitos secundários e, portanto, contribuir para quedas adicionais das expectativas de inflação e da inflação em outros setores da economia; e (iii) a recuperação da economia pode ser mais (ou menos) demorada e gradual do que a antecipada.

O Comitê destaca a importância da aprovação e implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal, e de ajustes na economia brasileira para a sustentabilidade da desinflação e para a redução de sua taxa de juros estrutural.

Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa básica de juros para 12,25% a.a., sem viés. O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos-calendário de 2017 e, com peso gradualmente crescente, de 2018, é compatível com o processo de flexibilização monetária.

O Copom entende que a extensão do ciclo de flexibilização monetária dependerá das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira, que continuarão a ser reavaliadas pelo Comitê ao longo do tempo.
O Copom ressalta que uma possível intensificação do ritmo de flexibilização monetária dependerá da estimativa da extensão do ciclo, mas, também, da evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco e das projeções e expectativas de inflação.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Nobel Prize-winner Kenneth Arrow dies.

Nobel Prize-winning Stanford economist Kenneth Arrow died in his home in Palo Alto on Tuesday morning. He was 95.
Arrow, the Joan Kenney Professor of Economics and Professor of Operations Research, Emeritus, was a world-renowned scholar in the fields of economic theory and research operations. In addition to the Nobel Prize, he was awarded the National Medal of Science in 2004, among numerous other awards.
“Kenneth Arrow was one of the greatest economists,” said John Shoven, a professor of economics at Stanford. “But he was also humble, warm and a great friend to all of us at Stanford.”
Arrow’s pioneering contributions to general equilibrium theory and welfare theory led him to become the youngest person to date to win the Nobel Memorial Prize in Economic Sciences, which he received in 1972 together with British economist Sir John Hicks.
One of Arrow’s most influential works was his 1951 book, “Social Choice and Individual Values,” which publicized what would later be known as “Arrow’s Impossibility Theorem,” which addresses issues of collective decision-making.
But Arrow’s knowledge and accomplishments extended beyond the world of economics and statistics, according to his colleagues and family members. He was interested in a myriad of other subjects, from politics and music to mathematics and Chinese Art.
“He was as gentle as he was brilliant,” said Arrow’s nephew, Lawrence Summers, former Treasury Secretary and former president of Harvard University. “He was always an inspiration to me.”
David Arrow recalled a line from “Hamlet” when talking about his father: “He was a great human being. He was perfect in everything. I’ll never see the likes of him again.”
“I really think my father is that kind of man,” David Arrow said. “His intellectual life and influence is perhaps as profound as any in his field.”
He was also vocal about social issues. In 1988, Arrow, whose parents were Romanian-Jewish immigrants, wrote an open letter to then Israeli Prime Minister Yitzhak Shamir, challenging Shamir’s stance on an “undivided land of Israel” and pleading for an end to violence between Israelis and Palestinians. He also supported the Free South Africa Fund, which supported black South Africans’ efforts for freedom while challenging Stanford to rethink its ties with South African companies. He was a co-author of the “Economists’ Statement on Climate Change,” issued in 1997 and signed by more than 2,400 U.S. economists, detailing the hazards of global warming.
Originally from New York City, Arrow earned a bachelor’s degree from the City College of New York in 1940, and a master’s degree in mathematics from Columbia University in 1941. His academic career was interrupted by World War II, and he served as a weather officer in the U.S. Army Air Corps from 1942 to 1946.
After the war, he returned to Columbia for his PhD, and spent time as a research associate and assistant professor at the University of Chicago. He joined Stanford’s faculty as an assistant professor of economics and statistics in 1949, and remained there until 1968 when he left to teach at Harvard University for about 11 years.
But he considered Stanford home and eventually came back, his son said.
“He was proud to come back,” Arrow said. “He loved Stanford and the community here.”
Besides his accomplishments in research, Arrow valued teaching and advising students in his emeritus position until his last days, according to his son. In fact, at least five of his students also have become Nobel Prize winners.
Arrow, who became a professor emeritus in 1991, retired with his wife, Selma, at Stanford, where they lived until moving to a retirement community in Palo Alto.
“To me, to our family, he was just a very generous, loving, caring unpretentious man,” Arrow said.

Arrow is survived by his sister Anita Summers, of Philadelphia; sons David, of New York City; and Andrew, of New York City; his daughter-in-law Donna Lynn Champlin, of New York City; and his grandson, Charles Benjamin Arrow, of New York City.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Brasil: PIB 2017 crescerá 0,2%?

Com dados oficiais e recentes projeções do mercado, o cenário para 2017 já sinaliza que o PIB brasileiro voltará a crescer cerca de 0,2%.   

Dave Evans: "Não busque uma paixão"

BACEN: Investimento direto chegou a US$ 11 bilhões em janeiro/17.

O investimento direto no país, recursos que entram no Brasil e vão para o setor produtivo da economia, chegou a US$ 11,528 bilhões, em janeiro deste ano, informou ontem (17) o Banco Central (BC). Esse foi o maior valor para o mês na série histórica, que tem início em 1995. Em janeiro de 2016, esses investimentos ficaram em US$ 5,455 bilhões.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, é incomum entrar esse volume de recursos no início do ano. Ele explicou que esse resultado foi influenciado por operações no setor de eletricidade. “Tivemos aquisições [de empresas no Brasil] concentradas neste mês no setor elétrico”, disse.

Maciel acrescentou que o investimento estrangeiro é a melhor forma de financiar o déficit das contas externas do país, porque os recursos se “incorporam à atividade produtiva, gerando renda, emprego, impostos e naturalmente lucros, com uma parte reinvestida no país”.

Em janeiro deste ano, as contas externas ficaram negativas em US$ 5,085 bilhões. Em janeiro de 2016, o saldo negativo das transações correntes - as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo – foi menor: US$ 4,817 bilhões.

Para Maciel, houve uma expansão “moderada” do déficit em transações correntes, em um cenário de maior dinamismo da atividade econômica em relação a 2016 e também de uma perspectiva de crescimento das exportações”.

Edição: Maria Claudia

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

The Economist: Sex and science - February 18th 2017.

Economia e Felicidade em 1991 e 2017: um busca sem fim.

Em julho de 1991 Maria da Conceição Tavares publicou um artigo com o sugestivo título “Economia e Felicidade”, o que, segundo a economista, seria uma homenagem a Raúl Prebisch.

Em fevereiro de 2017, o economista André Lahóz Mendonça de Barros também publicou artigo com o mesmo título. 

Que bom ler que o binômio “economia e felicidade” continua atual e que possam, como lutava o grande economista Raúl Prebisch, ser dois termos compatíveis neste desordenado século XXI.

Bacen: prévia do PIB 2016 registra queda de 4,34%.

A atividade econômica apresentou queda de 4,34%, em 2016. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado hoje (16).

No último trimestre do ano, comparado ao mesmo período de 2015, houve retração de 3,13%.

Também houve queda na comparação entre o quarto e o terceiro trimestre de 2016: -0,36%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.

O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador oficial sobre o desempenho da economia, no entanto, é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Edição: Denise Griesinger

Raúl Prebisch na Argentina de 1956 e no Brasil de hoje: economia sempre!

A proposta do plano é um programa de austeridade com reformas liberais: 

1-Corte de pessoal e de orçamento;

2-Privatização de empresas estatais ineficientes;

3-Redução de gastos públicos;

4-Retirada de controles de preços;

5-Desvalorização e liberação da taxa de câmbio;

6-Redução da inflação;

7-Fomento da produção agrícola e das exportações;

8-Investimento imediato no setor petrolífero e na indútria pesada, como a do aço;

9-Atração de capital estrangeiro;

10-Ingresso no FMI.

O plano na realidade um pacote de ajuste estrutural ortodoxo no estilo do FMI.

Para quem, talvez, esteja pensando no Brasil em anos recentes, trata-se de Raúl Prebisch na Argentina de 1956.

Por que o passado sempre volta...   

Tudo isso na ótima biografia de Prebisch (1901-1986) escrita pelo Edgar J. Dosman.  

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

IBGE: E o setor de serviços fechou 2016 com uma queda de 5%.

O setor de serviços fechou o ano passado com queda acumulada de 5% em relação a 2015 - a maior da série histórica, iniciada em 2012. Esta é a segunda queda consecutiva, tendo em vista que em 2015 o setor já havia fechado com retração de 3,6%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços e foram divulgados hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Eles mostram que, em dezembro do ano passado, no entanto, o setor fechou com crescimento de 0,6% em relação a novembro (série livre de influências sazonais).

O crescimento de dezembro de 2016 foi o segundo consecutivo, tendo em vista que, em novembro, ainda na série dessazonalizada, o setor havia registrado pequeno crescimento: 0,2%.

Em relação a dezembro de 2015, o setor registrou queda de 5,7%, a maior para o mês de dezembro nessa comparação desde o início da série em 2012.
Os dados do IBGE indicam que a receita nominal registrou variação de 0,5% em dezembro, frente a novembro, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 1,5%. No resultado acumulado de 2016, o setor de serviços fechou negativo em 0,1%.

Na avaliação do Técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Roberto Saldanha, a queda acumulada no setor nada mais é do que o reflexo da retração da atividade econômica como um todo, e da industrial em particular.

Em 14/02/2017 o dólar comercial fechou a R$ 3,09!

Em um dia de tranquilidade no mercado financeiro, a moeda norte-americana caiu e fechou no menor nível em mais de um ano e meio. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (14) vendido a R$ 3,096, com queda de R$ 0,014 (0,45%). A moeda está no nível mais baixo desde 2 de julho de 2015, quando havia fechado na mesma cotação.
O dólar chegou a operar em alta no início da tarde, mas reverteu a tendência e voltou a cair perto do fim da sessão. A divisa acumula queda de 1,74% em fevereiro e de 4,73% em 2017.
A queda do dólar contou com a ajuda do Banco Central (BC), que vendeu US$ 300 milhões em contratos de swap cambial tradicional (operações que equivalem à venda de dólares no mercado futuro). Foi a primeira vez em duas semanas que a autoridade monetária fez esse tipo de operação, que reduz a cotação da moeda. O BC tem diminuído o ritmo de rolagem (renovação) dos contratos de swap cambial este mês.
Hoje, a presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), Janet Yellen, disse, em audiência no Senado do país, que os Estados Unidos poderão aumentar os juros básicos da economia nas próximas reuniões. Juros mais altos na maior economia do planeta atraem capitais para países desenvolvidos e significam a retirada de recursos de países emergentes, como o Brasil.
Após as declarações de Janet, o dólar chegou a subir levemente durante a tarde. No entanto, voltou a cair nas horas finais de negociação com a entrada de recursos externos no país.
No mercado de ações, o dia foi de ajuste de ganhos, quando os investidores vendem ações para embolsar lucros de dias anteriores. Depois de ter atingido ontem o maior nível em quase cinco anos, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, terminou o dia com queda de 0,38%, aos 66.713 pontos.
As ações da Petrobras, as mais negociadas, no entanto, encerraram em alta. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) subiram 1,51%. Os papéis preferenciais (que têm prioridade na distribuição de dividendos) valorizaram-se 1,28%.
*Com informações da Prensa Latina

Edição: Carolina Pimentel

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

IBGE: comércio varejista fechou 2016 com queda acumulada de 6,2%.

Com o recuo de 2% no volume de vendas de novembro para dezembro do ano passado, o comércio varejista fechou 2016 com queda acumulada de 6,2%. É o pior resultado do setor desde o início da série histórica, em 2001. No ano passado, o resultado foi negativo (-4,3%).
Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e foram divulgados hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os números do fechamento do ano passado.
A queda de 2% no volume de vendas do comércio varejista, na série livre de influências sazonais, ocorreu após o setor ter fechado novembro com alta de 1%. Em relação a dezembro de 2015, as vendas do setor fecharam com queda de 4,9%.
A variação da receita nominal do comércio varejista também fechou dezembro com queda de 2,1%, embora tenha sido positiva tanto no resultado acumulado do ano (4,5%) como na comparação com dezembro do ano passado, que foi de 2%.
No comércio varejista ampliado, que agrega também atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, os resultados foram negativos: -0,1% em relação a novembro; -6,7% comparativamente a dezembro de 2015; e -8,7% no acumulado dos 12 meses de 2016.

Do ponto de vista das receitas nominais, o varejo ampliado fechou com queda de receita de 0,3% de novembro para dezembro; de 1,2% comparativamente a dezembro de 2015 e de 0,7% no acumulado dos 12 meses de 2016.

A importância de debater o PIB nas eleições 2022.

Desde o início deste 2022 percebemos um ano complicado tanto na área econômica como na política. Temos um ano com eleições para presidente, ...