sábado, 22 de setembro de 2012

Banco Real - 16 de junho de 1925.

A Editora da USP publicou recentemente o "BRASIL DOS BANCOS" de autoria do Fernando Nogueira da Costa. O tema bancário é objeto de estudo do Fernando desde a sua dissertação de mestrado com o título "Bancos em Minas Gerais (1889-1964). Em seu doutorado o tema continuou presente através da tese "Banco de Estado: O Caso Banespa". Com orelha de sua ex-professora Maria da Conceição Tavares, a leitura do livro traz a este blogueiro à sua própria história do mundo bancário. E para complementar, cita a história do Banco Real, início das minhas atividades laborais. 

Nas sábias palavras do fundador do Banco da Lavoura de Minas Gerais, Clemente de Faria, "O importante é emprestar pouco a muitos", está a origem do poderoso conglomerado financeiro, conhecido a partir de 1971 pelo nome de "Banco Real" e que foi posteriormente vendido ao ABN Amro Bank, hoje o nosso Santander. 

Em 1957, portanto antes da inauguração de Brasília, o Banco da Lavoura de Minas Gerais foi o primeiro banco a se instalar na capital da República, recebendo a carta patente nº 1. Foi o primeiro banco privado brasileiro a se lançar no exterior, abrindo, em 1958, escritório de representação em Nova York e em Paris. Em 1975 o Banco Real mantinha unidades em Bogotá, Panamá, Grand Cayman, Nassau, Curaçao, Los Angeles, Nova York, Toronto e Cidade do México. Apesar do Fernando não citar, em 1978 o banco também mantinha uma agência em IBIAPINA-CE, cidade natal deste blogueiro. 

Em outubro de 1948, com o falecimento de Clemente de Faria aos 57 anos, assumiu a superintendência do banco, seu filho Aloysio de Andrade Faria, com apenas 28 anos de idade e, na minha opinião, o maior banqueiro brasileiro de todos os tempos. E olha que a concorrência foi/é forte. 

Para concluir esta postagem, destaco do texto do Fernando a informação de que em 1964 o Banco da Lavoura era o maior banco particular em funcionamento no Brasil e na América Latina. E claro que tinha que ser. Afinal, em 1950 já funcionava em BELÉM do PARÁ.          

Um forte abraço a todos os colegas realinos.          

Um comentário:

Frederico disse...

MEU CARO JOÃO MELO,

Belas palavras, mas deixou de acrescentar uma frase muito importante e, como EX-REALINO me sinto a vontade para indicar. Quem não conhece as sábias palavras do Dr. Clemente de que: "Não é fácil criar um Banco quando se pretende torná-lo digno dos homens e do tempo"!!

E nós ajudamos a criá-lo e a seu filho DR. A.F de criar o segundo Banco que foi o BANCO ALFA S.A.

Me sinto honrado em participar dessa familia e que ela possa perdurar por muito e muito tempo.


FREDERICO OLIVEIRA

Marcos Lisboa: A conversa intelectual do economista.

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