sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
A "primavera" de Delfim Netto.
ANTONIO
DELFIM NETTO, como sempre, recentemente na FOLHA DE S. PAULO, compartilha a sua visão do mundo econômico e político brasileiro, com a experiência de quem realmente conhece todos os lados da moeda e sinaliza o que pode realmente vir por aí. Pelo menos nos próximos dois anos, a situação não estará fácil.
Uma ótima leitura para os meus quase dois (milhões de) fiéis leitores.
Quem foi premiado com uma longa
experiência pública com o setor privado (financeiro e real) sabe 1º) que, para
o empresário, o nível de volatilidade do seu humor é proporcional à perspectiva
de flutuação da sua conta bancária, o que o torna um curto-prazista e 2º) que a
inquietação que ataca os trabalhadores é a perspectiva de aumento do nível de
desemprego.
As dificuldades de manter a
coesão de suas famílias e sua integração na empresa, a ausência de reservas de
poupança, o nível de seu endividamento e a precariedade do auxílio ao
desemprego explicam a angústia por resultados imediatos, o que os torna,
também, curto-prazistas.
Esses fatos explicam por que o
"ajuste", mesmo quando sabidamente indispensável para que num prazo
mais longo se recupere o aumento da taxa de crescimento do PIB e a continuidade
da inclusão social, é frequentemente retardado e sempre sujeito às vicissitudes
do período eleitoral.
É porque o seu sucesso depende
essencialmente da arte política de convencer a sociedade que o
"ajuste" será o mais inteligente possível (minimiza os seus custos
econômicos e sociais) e o mais equânime (distribui os custos proporcionalmente
a quem pode e deve pagá-los) para maximizar a sua moralidade.
Como é absolutamente evidente, as
condições necessárias para que o "ajuste" seja bem-sucedido são a
credibilidade e "convicção" do poder incumbente, a qualidade do
programa e a reconhecida competência dos encarregados de sua execução. Não há
condição suficiente para garantir o seu sucesso, a não ser, talvez, a sorte...
Por maiores e mais
preconceituosas que sejam as desconfianças de parte da sociedade em relação à
presidente Dilma, é preciso reconhecer a sua coragem. Diante das dificuldades
de 2011-2014, ela escolheu uma nova política econômica e chamou os ministros
Joaquim Levy, Nelson Barbosa, Armando Monteiro e Kátia Abreu para executá-la.
Trata-se de um programa razoável
dentro das limitações políticas vigentes, que, sem diminuir a ênfase na
igualdade de oportunidades, apresenta um caminho realista para nos aproximar da
administração "normal" dos países mais bem-sucedidos.
Mas ele não será percorrido em
menos de dois anos.
Se a sociedade não for convencida
politicamente dos benefícios da troca de algum sacrifício no curto prazo pelas
condições de crescimento mais robusto e equilibrado no futuro e não tiver a
paciência de esperar os seus frutos, o curto-prazismo acabará prevalecendo. E,
quando a primavera chegar, em setembro, se eu conheço os empresários e os
trabalhadores, nós os veremos pedindo a troca do programa e dos ministros...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Uma aula de economia com Ilan Goldfajn.
Li recentemente no site do Banco ITAÚ uma excelente
entrevista com o Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco. A matéria é
extremamente rica e importante para a leitura e avaliação dos colegas, bem como
para entendermos o que acontece e pode acontecer com a economia brasileira.
Boa leitura aos meus dois (milhões de) ainda fiéis
leitores.
O risco cada vez mais iminente da adoção de
racionamento de energia e a crise na Petrobras podem levar o Brasil a registrar
retração de 1% do PIB em 2015, prevê Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú
Unibanco. Para Goldfajn, que foi diretor de Política Econômica do BC
(2000-2003) e economista do FMI (1996-1999), o país vive uma "turbulência
perfeita" com uma série de notícias negativas que mantém os índices de
confiança baixos e dificultam a retomada dos investimentos. A seguir, os
principais trechos da entrevista.
Valor: Qual a perspectiva para o crescimento do PIB neste
ano?
Ilan Goldfajn: Basicamente o que estamos observando é uma conjunção de fatores que
devem levar a um crescimento negativo (recessão) neste ano. Dos fatores
importantes para essa desaceleração, o primeiro é que os índices de confiança
estão muito baixos, não estamos vendo uma retomada do investimento. Tínhamos a
esperança que, na medida em que se tem o começo do segundo mandato, o
investimento pudesse retomar, mas isso não aconteceu. Isso tem a ver também com
a questão da Petrobras, com os problemas políticos que dificultam ter uma visão
mais clara sobre o que vem pela frente. Além disso, há impactos diretos de
algumas variáveis, por exemplo, no setor de petróleo devemos ter menos
investimentos. Os setores de construção e infraestrutura provavelmente terão
algum impacto de menor produção também, nem que seja na reorganização de novos
projetos, que vão demorar para começar. Considerando esses fatores, revisamos a
projeção para o PIB de 0% para - 0,5%. Mas não para por aí, temos o risco de
racionamento de energia elétrica e de água [no Estado de São Paulo]. O
racionamento de energia elétrica tem impacto no PIB, o de água é mais difícil
de calcular. Mas fazendo a nossa melhor estimativa, se for decretado
racionamento de energia, pode ter uma queda de mais 0,5% do PIB, levando a uma
retração de 1% em 2015. É um começo do que, até brinco, seria uma turbulência
perfeita. São os riscos se materializando.
Valor: Qual o impacto da crise da Petrobras e da Operação
Lava-Jato para o PIB e para o resultado fiscal?
Goldfajn: A Petrobras é a maior
empresa do setor de petróleo. De forma geral no setor, estimamos queda de 20%
nos investimentos e de 15% na produção. Já do lado fiscal, o impacto tem de ser
calculado. Você produz menos, tem menos dividendos, menos royalties.
Valor: A troca de comando na Petrobras será suficiente
para retomar a credibilidade junto aos investidores?
Goldfajn: Para ter
aumento de confiança, tem de ter confiança em tudo. A questão dos escândalos,
das dúvidas, dos problemas legais afetam o investimento. Temos de levar em
consideração que os processos legais, que são feitos de forma institucional,
reforçam a democracia, as instituições e, lá na frente, podem contribuir para
um país mais forte. No caso, não é uma questão só de substituição de nomes, mas
de mostrar que de fato há uma mudança na gestão, que a empresa começa a dar a
volta por cima e isso é relevante.
Valor: O governo conseguirá entregar a meta de superávit primário de 1,2% do
PIB neste ano?
Goldfajn: Há um desafio
extra. Quando a meta para este ano foi anunciada, o déficit esperado para o ano
passado era perto de 0%. Nós tínhamos 0,2% do PIB. O resultado do ano passado
foi negativo em 0,6%, ou seja, estamos falando de uma diferença de 0,8%. Para
uma mesma meta de 1,2%, você precisava fazer 1% de ajuste e agora precisa fazer
1,8%. É um desafio grande. Agora, eu vejo a equipe econômica comprometida em
atingir a meta, comprometida em reduzir o déficit primário para um superávit
primário, em reduzir o déficit nominal que foi 6,3%, um dos maiores do mundo no
ano passado, preocupada com a dinâmica da dívida bruta e em levá-la para baixo.
A minha expectativa é que venham mais medidas. O governo vai cortar despesa
corrente, investimento, aumentar tributos, tudo isso que já está aí, na
esperança de lá na frente retomar o crescimento.
Valor: Há a possibilidade de retomar o crescimento em 2016?
Goldfajn: Acho que 2016
ainda está no jogo. Prevemos que o PIB pode crescer em torno de 1%, se o
governo conseguir a retomada. Mas tem que ter todo mundo comprometido e outras
medidas, como reformas, melhorar a produtividade, reduzir o custo de se fazer
negócios, ou seja, a retomada da credibilidade fiscal é importantíssima, mas
para crescer em 2016 é preciso mais do que isso.
Valor: Qual o cenário para inflação neste ano? O BC conseguirá alcançar o
objetivo de levar a inflação para perto do centro da meta em 2016?
Goldfajn: Acho que este ano, com um aumento dos preços
administrados acima de 10%, vai ser difícil ficar com inflação abaixo do teto
da meta de 6,5%, nossa projeção é de 7,1%. Mas uma parte dessa expectativa tem
a ver com o aumento de 30% a 40% de energia elétrica. Esse aumento já reflete a
escassez de energia. Por outro lado, quando você olha os preços livres, os preços
de serviços, eles já estão começando a ir na direção correta, ou seja, já
começa a se imaginar que a partir de 2016 a inflação começa a convergir.
Estamos prevendo inflação abaixo de 5,5% para 2016, porque hoje há uma demanda
muito menor, uma economia crescendo abaixo do potencial, um cenário
internacional desinflacionário, com quase todos os bancos centrais reduzindo
juros, estimulando a economia através de programas de quantitative easing
[afrouxamento monetário] como o do Banco Central Europeu. No entanto, temos uma
corcova dos preços administrados. Hoje estamos pagando pela política de
congelamento de preços que se adotou nos últimos anos. Desta forma, nosso
cenário é de elevação final de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros na
próxima reunião do Comitê de Política Monetária [Copom], levando a taxa Selic
para 12,50%.
Valor: Na semana passada foi anunciada a mudança na
diretoria do BC, com saída do diretor de Política Econômica, Carlos Hamilton, e
a indicação de um executivo de mercado, Tony Volpon. O que esperar da nova
diretoria?
Goldfajn: As decisões
vão continuar sendo tomadas por um comitê, a mudança de um outro membro não tem
essa força toda, para mudar completamente a forma de pensar. Quem está ocupando
a diretoria de Política Econômica é alguém que já estava lá [Luiz Awazu Pereira
da Silva], a diretoria tem dois novos membros, acho que são bem-vindos. Voltar
a ter um membro que vem do mercado é bem-vindo, mas não vejo nem melhor nem
pior que um membro bom dos quadros do BC. O Carlos Hamilton foi um diretor
muito bom. Ele não se furtou a contribuir, sempre estava disposto a ter um
diálogo aberto com todas as frentes da sociedade. Tenho certeza que foi um
colega que sempre contribuiu com o resto dos membros e também não se furtou a
discordar quando foi necessário, e essa característica é interessante manter.
Valor: O sr. esteve em Davos, no Fórum Econômico. Qual a avaliação da percepção
dos investidores estrangeiros em relação ao Brasil?
Goldfajn: A minha
impressão é que a recepção à equipe econômica foi muito boa, o discurso foi
muito bom, abriu-se espaço para a volta da confiança. Agora, logo depois de
Davos tivemos vários choques aqui, a tempestade perfeita, desde racionamento, à
questão da Lava-Jato, do déficit [fiscal]. Então, há uma confiança maior na
equipe econômica e há a percepção de mais dificuldade com respeito à realidade.
Agora, um fator que todos nos perguntaram é o apoio do conjunto do governo a
essas medidas [fiscais], não só da equipe econômica, mas do resto dos
ministros, presidente, dos partidos de coalização. E isso é relevante para
confiança. A aprovação das medidas no Congresso vai ser muito importante como
primeiro sinal.
Valor: Como o sr. avalia o risco de um rebaixamento do rating do Brasil após o
anúncio das medidas fiscais?
Goldfajn: Eu diria que assim que foram anunciadas a meta e as
medidas fiscais, as agências de classificação de risco ficaram mais relaxadas.
Começou o ano, os números piores do ano passado vieram e acendeu o alerta de
volta. Na medida em que começa a ficar difícil atingir a meta, porque no ano
passado foi a festa fiscal, faz com que mesmo com todos os esforços fique
alguma dúvida sobre a capacidade de atingir [a meta], e, portanto, dúvida com
relação às agências.
Valor: Na semana passada, o ministro da Fazenda, Joaquim
Levy, trouxe dúvidas sobre a continuação das atuações do BC no câmbio. Há
espaço para reduzir as intervenções?
Goldfajn: Eu entendo que
no discurso em novembro, quando a equipe econômica foi anunciada, eles deixaram
claro que o estoque de proteção cambial, os famosos swaps e o hedge que estava
sendo vendido, em torno de US$ 100 bilhões é um tamanho adequado, e, portanto,
isso significa que não vai aumentar esse estoque muito mais, mas também não vai
reduzi-lo de forma acentuada. Acho que o mercado pode ter a tranquilidade que
algum estoque de proteção vai se manter, mas também de que esse estoque não é
infinito, que possa comprometer as finanças do BC e do resto do setor público.
Você pode manter o estoque rolando 100%, ou rolando 80% e com um programa
pequeno, mas a intenção de manter o estoque me parece parte relevante da
política cambial. De qualquer forma, não imagino o real se apreciando muito
mais ao longo do tempo. Acho que ele deve fechar o ano em R$ 2,90, caminhando
mais ou menos com a inflação.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Oscars 2015: the full list of winners.
Best supporting actor
WINNER: JK Simmons for Whiplash
Robert Duvall for The Judge
Ethan Hawke for Boyhood
Edward Norton for Birdman
Mark Ruffalo for Foxcatcher
Robert Duvall for The Judge
Ethan Hawke for Boyhood
Edward Norton for Birdman
Mark Ruffalo for Foxcatcher
Achievement in costume design
WINNER: The Grand Budapest Hotel – Milena Canonero
Inherent Vice – Mark Bridges
Into the Woods – Colleen Atwood
Maleficent – Anna B Sheppard
Mr Turner – Jacqueline Durran
Inherent Vice – Mark Bridges
Into the Woods – Colleen Atwood
Maleficent – Anna B Sheppard
Mr Turner – Jacqueline Durran
Achievement in makeup and hairstyling
WINNER: The Grand Budapest Hotel – Frances Hannon, Mark CoulierFoxcatcher – Bill Corso, Dennis Liddiard
Guardians of the Galaxy – Elizabeth Yianni-Georgiou, David White
Guardians of the Galaxy – Elizabeth Yianni-Georgiou, David White
Best foreign-language film
WINNER: Ida – Paweł Pawlikowski
Tangerines – Zaza Urushadze
Leviathan – Andrey Zvyagintsev
Wild Tales – Damián Szifrón
Timbuktu – Abderrahmane Sissako
Tangerines – Zaza Urushadze
Leviathan – Andrey Zvyagintsev
Wild Tales – Damián Szifrón
Timbuktu – Abderrahmane Sissako
Best live-action short film
WINNER: The Phone Call – Mat Kirkby, James Lucas
Aya – Oded Binnun, Mihal Brezis
Boogaloo and Graham – Michael Lennox, Ronan Blaney
Butter Lamp – Wei Hu, Julien Féret
Parvaneh – Talkhon Hamzavi, Stefan Eichenberger
Aya – Oded Binnun, Mihal Brezis
Boogaloo and Graham – Michael Lennox, Ronan Blaney
Butter Lamp – Wei Hu, Julien Féret
Parvaneh – Talkhon Hamzavi, Stefan Eichenberger
Best documentary short subject
WINNER: Crisis Hotline: Veterans Press 1 – Ellen Goosenberg Kent, Dana Perry
Joanna – Aneta Kopacz
Our Curse – Tomasz Sliwinski, Maciej Slesicki
The Reaper – Gabriel Serra
White Earth – Christian Jensen
Joanna – Aneta Kopacz
Our Curse – Tomasz Sliwinski, Maciej Slesicki
The Reaper – Gabriel Serra
White Earth – Christian Jensen
Achievement in sound mixing
WINNER: Whiplash – Craig Mann, Ben Wilkins, Thomas Curley
American Sniper – John T Reitz, Gregg Rudloff, Walt Martin
Birdman – Jon Taylor, Frank A. Montaño, Thomas Varga
Interstellar – Gary Rizzo, Gregg Landaker, Mark Weingarten
Unbroken – Jon Taylor, Frank A. Montaño, David Lee
American Sniper – John T Reitz, Gregg Rudloff, Walt Martin
Birdman – Jon Taylor, Frank A. Montaño, Thomas Varga
Interstellar – Gary Rizzo, Gregg Landaker, Mark Weingarten
Unbroken – Jon Taylor, Frank A. Montaño, David Lee
Achievement in sound editing
WINNER: American Sniper – Alan Robert Murray, Bub Asman
Birdman – Aaron Glascock, Martín Hernández
The Hobbit: The Battle of the Five Armies – Brent Burge, Jason Canovas
Interstellar – Richard King
Unbroken – Becky Sullivan, Andrew DeCristofaro
Birdman – Aaron Glascock, Martín Hernández
The Hobbit: The Battle of the Five Armies – Brent Burge, Jason Canovas
Interstellar – Richard King
Unbroken – Becky Sullivan, Andrew DeCristofaro
Best supporting actress
WINNER: Patricia Arquette for Boyhood
Laura Dern for Wild
Keira Knightley for The Imitation Game
Emma Stone for Birdman
Meryl Streep for Into the Woods
Laura Dern for Wild
Keira Knightley for The Imitation Game
Emma Stone for Birdman
Meryl Streep for Into the Woods
Achievement in visual effects
Best animated short filmWINNER: Interstellar – Paul J Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter, Scott R Fisher
Captain America: The Winter Soldier – Dan Deleeuw, Russell Earl, Bryan Grill, Daniel Sudick
Dawn of the Planet of the Apes – Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett, Erik Winquist
Guardians of the Galaxy – Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner, Paul Corbould
X-Men: Days of Future Past – Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie, Cameron Waldbauer
WINNER: Feast – Patrick Osborne, Kristina ReedThe Bigger Picture – Daisy Jacobs, Chris Hees
The Dam Keeper – Robert Kondo, Daisuke “Dice” Tsutsumi
Me and My Moulton – Torill Kove
A Single Life – Joris Oprins
The Dam Keeper – Robert Kondo, Daisuke “Dice” Tsutsumi
Me and My Moulton – Torill Kove
A Single Life – Joris Oprins
Best animated feature film
WINNER: Big Hero 6The Boxtrolls
How to Train Your Dragon 2
Song of the Sea
The Tale of the Princess Kaguya
How to Train Your Dragon 2
Song of the Sea
The Tale of the Princess Kaguya
Best production design
WINNER: The Grand Budapest Hotel: Adam Stockhausen, Anna Pinnock
The Imitation Game: Maria Djurkovic, Tatiana Macdonald
Interstellar: Nathan Crowley, Gary Fettis
Into the Woods: Dennis Gassner, Anna Pinnock
Mr Turner: Suzie Davies, Charlotte Watts
The Imitation Game: Maria Djurkovic, Tatiana Macdonald
Interstellar: Nathan Crowley, Gary Fettis
Into the Woods: Dennis Gassner, Anna Pinnock
Mr Turner: Suzie Davies, Charlotte Watts
Achievement in cinematography
WINNER: Birdman: Emmanuel Lubezki
The Grand Budapest Hotel: Robert D Yeoman
Ida: Lukasz Zal, Ryszard Lenczewski
Mr Turner: Dick Pope
Unbroken: Roger Deakins
The Grand Budapest Hotel: Robert D Yeoman
Ida: Lukasz Zal, Ryszard Lenczewski
Mr Turner: Dick Pope
Unbroken: Roger Deakins
Achievement in film editing
WINNER: Whiplash – Tom Cross
Boyhood – Sandra Adair
The Imitation Game – William Goldenberg
The Grand Budapest Hotel – Barney Pilling
American Sniper – Joel Cox, Gary Roach
Boyhood – Sandra Adair
The Imitation Game – William Goldenberg
The Grand Budapest Hotel – Barney Pilling
American Sniper – Joel Cox, Gary Roach
Best documentary feature
WINNER: Citizenfour – Laura Poitras, Mathilde Bonnefoy, Dirk Wilutzky
Finding Vivian Maier – John Maloof, Charlie Siskel
Last Days in Vietnam – Rory Kennedy, Keven McAlester
The Salt of the Earth – Wim Wenders, Juliano Ribeiro Salgado, David Rosier
Virunga – Orlando von Einsiedel, Joanna Natasegara
Finding Vivian Maier – John Maloof, Charlie Siskel
Last Days in Vietnam – Rory Kennedy, Keven McAlester
The Salt of the Earth – Wim Wenders, Juliano Ribeiro Salgado, David Rosier
Virunga – Orlando von Einsiedel, Joanna Natasegara
Best original song
WINNER: Glory from Selma – Lonnie Lynn (Common), John Stephens (John Legend)
The Lego Movie – Shawn Patterson (Everything Is Awesome)
Beyond the Lights – Diane Warren (Grateful)
Glen Campbell: I’ll Be Me – Glen Campbell, Julian Raymond (I’m Not Gonna Miss You)
Begin Again – Gregg Alexander, Danielle Brisebois (Lost Stars)
The Lego Movie – Shawn Patterson (Everything Is Awesome)
Beyond the Lights – Diane Warren (Grateful)
Glen Campbell: I’ll Be Me – Glen Campbell, Julian Raymond (I’m Not Gonna Miss You)
Begin Again – Gregg Alexander, Danielle Brisebois (Lost Stars)
Best original score
WINNER: Alexandre Desplat – The Grand Budapest Hotel
Alexandre Desplat – The Imitation Game
Hans Zimmer – Interstellar
Jóhann Jóhannsson– The Theory of Everything
Gary Yershon – Mr Turner
Alexandre Desplat – The Imitation Game
Hans Zimmer – Interstellar
Jóhann Jóhannsson– The Theory of Everything
Gary Yershon – Mr Turner
Original screenplay
WINNER: Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Armando Bo – Birdman
Richard Linklater – Boyhood
E Max Frye, Dan Futterman – Foxcatcher
Wes Anderson, Hugo Guinness – The Grand Budapest Hotel
Dan Gilroy – Nightcrawler
Richard Linklater – Boyhood
E Max Frye, Dan Futterman – Foxcatcher
Wes Anderson, Hugo Guinness – The Grand Budapest Hotel
Dan Gilroy – Nightcrawler
Adapted screenplay
WINNER: Graham Moore – The Imitation Game
Jason Hall – American Sniper
Paul Thomas Anderson – Inherent Vice
Anthony McCarten – The Theory of Everything
Damien Chazelle – Whiplash
Jason Hall – American Sniper
Paul Thomas Anderson – Inherent Vice
Anthony McCarten – The Theory of Everything
Damien Chazelle – Whiplash
Best director
WINNER: Alejandro González Iñárritu for Birdman
Richard Linklater for Boyhood
Bennett Miller for Foxcatcher
Wes Anderson for The Grand Budapest Hotel
Morten Tyldum for The Imitation Game
Richard Linklater for Boyhood
Bennett Miller for Foxcatcher
Wes Anderson for The Grand Budapest Hotel
Morten Tyldum for The Imitation Game
Best actor
WINNER: Eddie Redmayne for The Theory of Everything
Steve Carell for Foxcatcher
Benedict Cumberbatch for The Imitation Game
Bradley Cooper for American Sniper
Michael Keaton for Birdman
Best actress
WINNER: Julianne Moore for Still Alice
Marion Cotillard for Two Days, One Night
Felicity Jones for The Theory of Everything
Rosamund Pike for Gone Girl
Reese Witherspoon for Wild
Marion Cotillard for Two Days, One Night
Felicity Jones for The Theory of Everything
Rosamund Pike for Gone Girl
Reese Witherspoon for Wild
Best picture
WINNER: Birdman
American Sniper
Boyhood
The Imitation Game
The Grand Budapest Hotel
Selma
The Theory of Everything
Whiplash
American Sniper
Boyhood
The Imitation Game
The Grand Budapest Hotel
Selma
The Theory of Everything
Whiplash
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
O Fim do Poder - Moisés Naím em exemplo real.
Para
quem busca manter o poder a qualquer custo, lendo recentemente “O Fim do Poder”,
o último livro do Moisés Naím lançado no Brasil, ele cita que as estatísticas e
estudos mostram claramente que os executivos têm cada vez menor estabilidade em
seus cargos.
E
isso fica muito claro com a saída do Don Thompson, CEO do McDonald’s: a
decisão foi anunciada depois de a empresa divulgar uma queda de 2,4% na receita
em 2014.
Enquanto
isso no Brasil...
sábado, 24 de janeiro de 2015
domingo, 18 de janeiro de 2015
Delfim Netto: O perigo.
Recentemente li na FOLHA um novo artigo do mestre Delfim Netto.
Depois de um extraordinário e justificado entusiasmo nacional por
termos reencontrado o caminho da construção de uma sociedade
"civilizada": 1) com o "milagre" da Constituição de 1988;
2) com o movimento de reequilíbrio geral iniciado, mas nunca terminado, pelo
Plano Real de 1994/95 e, afinal 3) com a aceleração da inclusão social a partir
de 2003 apoiada por um fantástico e passageiro donativo externo, terminamos
2010 com brilhante superação da maior crise econômica e social que o mundo
conheceu depois da Segunda Guerra Mundial.
Com essa história, Dilma Rousseff elegeu-se com relativa
facilidade. Os estresses internos estavam escondidos pela velocidade do
crescimento e a condição externa estava mudando, o que exigiu um forte ajuste
em 2011. O seu primeiro mandato foi testemunha do primeiro grito de desconforto
da sociedade brasileira nos últimos 30 anos, e a sua reeleição marcada por um
embate político de rara agressividade.
Nossa situação econômica é certamente delicada, mas claramente
superável. O fenômeno mais grave que estamos vivendo, entretanto, é a
generalização da recusa à política que está se apropriando de boa parte da
juventude brasileira.
Sem perceber, ela tem sido vítima da mais incompetente história
"engajada" ensinada há décadas nas escolas de todo nível (da base às
universidades), sob os auspícios do MEC e de sindicatos de funcionários
públicos que se acreditam "professores".
Com raras exceções, não aprenderam nada, nem da história pátria,
nem da universal. Continuam comparando o socialismo "ideal" com o
capitalismo "real", esquecendo o socialismo "real".
Continuam ensinando que a "verdadeira" democracia é o sistema em que
a "maioria" decide que a "minoria" não tem outro direito
que não o de obedecer-lhes. É a matriz do pensamento autoritário que infecciona
a sociedade e que sempre terminará numa "verdadeira" democracia de
direita que dura 20 anos, ou numa "verdadeira" democracia de
esquerda, em geral mais competente, que costuma durar pelo menos 70...
Quando a maioria da sociedade empodera pelo sufrágio universal um
governo para atender a todas as suas vontades, o mais provável é que (inclusive
a minoria que se negou a fazê-lo) vai entregar-lhe tudo, a começar por sua
liberdade. Disso já sabiam os "founding fathers" da nação americana
que construíram, na sua Constituição os mais altos obstáculos ao autoritarismo,
sob o controle de um Supremo Tribunal, cuja função básica é garantir os
inalienáveis direitos das minorias.
Os fatos dão razão à História: quem a ignora --que é o caso das
nossas "direita" boçalizada e "esquerda" imbecilizada--
está mesmo destinado a repeti-la.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
sábado, 3 de janeiro de 2015
Daria para voltar a crescer ainda em 2015, mas...
Carlos Pio foi na Universidade de Brasília meu professor e orientador, além de ser um brilhante intelectual. Após longos meses retorna ao Brasil agora em pleno Dilma II. Recentemente publicou no Correio
Braziliense a sua visão da atual situação econômica e política brasileira. Crítico severo da então política econômica de Dilma I, mantém um otimismo que esperamos ser realizado a partir de 2015.
O PT ganhou
a eleição presidencial, mas um economista ortodoxo vai mandar na economia. Essa
parece ser a conclusão após a nomeação de Joaquim Levy para a Fazenda. Ph.D. em
economia por Chicago, a mais ortodoxa escola do planeta, Levy trabalhou para o
FMI, para FHC e, sob o comando de Palocci, para Lula.
Espera-se
dele que reverta o arremedo de política macroeconômica legado por Guido
Mantega. Solução de mediocridade para o "escândalo do caseiro", que
derrubara Palocci, Mantega foi ficando no cargo porque interessou tanto a Lula
- que usava seu nome para amainar o esquerdismo anacrônico do PT - quanto a
Dilma, que com ele na cadeira de ministro tocava, no grito, uma política
econômica dita desenvolvimentista.
Diga-se de
passagem que, no Brasil, desenvolvimentismo sempre significou a submissão
completa dos cidadãos mais pobres aos caprichos da ineficiente indústria
paulista. Dilma, Mantega, Belchior e Pimentel montaram o pior time econômico de
que se tem notícia desde a redemocratização e propagaram uma visão de mundo
campineira, contra a qual, bem ou mal, se remava desde a abertura comercial de
1990. Escolhidos a dedo, nenhum dos assessores de primeiro ou segundo escalão
tinha currículo acadêmico ou experiência profissional capaz de fazer sombra às
parcas credenciais da presidente.
A cabeça de
Mantega foi pedida por todos os que viam nele um medíocre fanfarrão. No
entanto, além de aplacar a fome de poder da governanta, sua permanência por
longos 9 anos servia para sinalizar ao mercado que Dilma só faz o que quer.
Tanto foi assim que, na sequência ao anúncio de Joaquim Levy para comandar a
Fazenda, Gilberto Carvalho proclamou: "Quem governa é a presidenta (sic!),
não é o ministro. Ministro não tem autonomia para fazer uma política própria,
ele faz uma política dirigida pela presidenta, discutida com a presidenta e, ao
fim, resolvida pela presidenta (sic! sic! sic!)".
A obviedade
da advertência não é senão a tentativa da cúpula do PT de se mostrar altiva e
soberana na hora em que, literalmente, entrega as chaves do cofre ao velho
adversário. Mesmo que todos saibamos que Dilma se sujeitou à necessidade de dar
qualidade à política econômica, não podemos entender no gesto da presidente o
abandono nem do estilo gerentona nem do ranço estatista e dirigista que ela
própria imprimiu ao seu primeiro mandato. Dilma se considera uma
"economista com perfil tecnocrático" - e não importa que não
disponha de diploma ou realizações para darem respaldo à fantasia.
Mas nem tudo
está perdido. Pela primeira vez desde que Henrique Meirelles deixou o Banco
Central em 2009, a economia será governada por alguém que, gozando de
impecável reputação profissional, não se sujeitará a interferências políticas
infundadas, mesmo quando provenientes da mais alta autoridade da República.
Ungido ao topo da administração exclusivamente pela reputação como gestor
competente e de ideias sensatas, Levy não afagará nem acomodará as diatribes da
presidente.
Seu foco
deverá ser nos resultados que pretende impingir às estatísticas econômicas nuas
e cruas: inflação declinante e crescimento ascendente; superavit primário
crescente; queda nas taxas de risco país e de juros futuros; manutenção do grau
de investimento; restabelecimento do equilíbrio nas transações correntes;
retomada do investimento privado e da confiança do consumidor.
O que se
espera do ministro é apenas que seja capaz de desbastar o matagal de medidas
inconsequentes implementadas por Mantega desde que passou a dividir a gestão da
economia com a presidente. O que vai determinar se esses objetivos serão ou não
obtidos é a capacidade de Levy para manter Dilma longe da economia.
Infelizmente,
de Levy não se espera que promova uma guinada de 180º na estratégia econômica
do país, algo essencial para inaugurar uma rota de crescimento vigoroso e
sustentável que poderia ter início já em 2015. Afinal, isso requereria diversas
reformas que Dilma e o PT jamais avalizariam.
Cabe
destacar: ambiciosa abertura comercial, gradual e unilateral; transformação do
Mercosul em mera área de livre comércio; desmonte imediato do balcão de
concessão de privilégios em que se transformou o BNDES e sua transformação num
financiador da produtividade do trabalhador; desregulamentação da economia,
especialmente a simplificação tributária e o fim das isenções concedidas a
setores específicos; gradual eliminação de toda e qualquer restrição à compra,
venda, depósito bancário e poupança em moeda estrangeira.
Sem reformas
desse calibre, as empresas e os trabalhadores brasileiros seguirão ineficientes
e pouco integrados à economia global. E seguiremos crescendo menos do que quase
todo o mundo.
CARLOS PIO -
Professor de Economia Política Internacional da Universidade de Brasília-UnB http://carlospio.wordpress.com
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Brasil: cenário econômico para 2014/2015.
O cenário macroeconômico brasileiro para encerrar
o ano de 2014 sinaliza um ambiente de crescimento tendendo a zero e com a
inflação acima da meta.
Enquanto os Estados Unidos estimam para 2014 um
PIB de 2,3% e a Zona do Euro média de 1,4%, para o Brasil, com muito otimismo,
projetamos algo em torno de 0,3%. Destaque-se que a inflação americana e na
Zona do Euro é bem menor que a brasileira, estimada em 6,5%.
Em dezembro ocorreu a última reunião do Copom que,
na ocasião, elevou a Taxa Selic para 11,75%. Pelos comentários das autoridades
monetárias, é provável que o aumento na taxa de juros perdure pelo menos para o
primeiro trimestre de 2015. Lembrando que a Taxa de Juros de Longo Prazo, a
TJLT, também em dezembro subiu de 5,0% para 5,5%.
Quanto à balança comercial, desde setembro/2001
não se verificava um resultado tão ruim para um ano, o que faz com que 2014 se encerre
com um déficit comercial de US$ 4,7 bilhões, algo como 0,2% do PIB.
E a máquina estatal continua sua disparada de
gastos, donde de um superávit de R$ 80,9 bilhões em 2013, até novembro 2014 já
alcançava um déficit primário de R$ 19,6 bilhões.
Com os Estados Unidos em expectativa para um breve
aumento da taxa de juros, no Brasil o dólar continuará sua trajetória de
elevação, tendo fechado o mercado em 30/12/2014 no valor de R$/US$ 2,80.
Esperamos que a nova equipe econômica liderada
pelo Ministro Joaquim Levy consiga manter em Brasília força política suficiente
que resulte em 2015 em indicadores realmente compatíveis para um Brasil em
crescimento e desenvolvimento.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Antonio Delfim Netto: um economista notável.
Um momento inesquecível na vida deste economista cearense, que compartilho com os meus ainda, espero, dois (milhões de) leitores deste blog.
Um café na companhia do brilhante mestre Antonio Delfim Netto, que
em 1959 defendeu sua tese justamente com o título "O problema do café no Brasil".
Ter o prazer de conversar
com uma mente realmente privilegiada e de uma polidez somente encontrada em raras pessoas, não tem preço.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
CAEN/UFC: Prêmio ANBIMA de Mercado de Capitais 2014.
A Pós-Graduação em Economia da Universidade Federal do Ceará,
CAEN/UFC, foi novamente agraciada com o Prêmio ANBIMA de Mercado de
Capitais.
Em sua oitava edição, no ano de 2012, o aluno Wandermon Silva, do
Mestrado Profissional em Finanças e Seguros, orientado pelo Professor Paulo
Matos havia ganho na categoria de Mestrado.
Agora, em 2014, o aluno Glaylson Sampaio, também do Mestrado
Profissional em Finanças e Seguros, sob a orientação do Prof. Paulo Matos,
ganha na mesma categoria o 10º Prêmio ANBIMA de Mercado de Capitais, com o
trabalho intitulado: Modelagem do Comportamento Forward-looking dos
índices setoriais no Brasil.
Os demais trabalhos vencedores são da Universidade de São Paulo
(USP), da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV) e do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).
Atenciosamente,
Coordenação do CAEN/UFC
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