sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

AINDA É NATAL 2008

Ontem foi Natal, mas como seria melhor se fosse todo dia. Diante disso, vale à pena ler de novo o artigo “NATAL SECRETO” da Míriam Leitão. Ela inicia seu texto comentando que os americanos não desejam mais Feliz Natal e isso não é devido à crise nem pelas profecias terminais dos nossos colegas economistas. O politicamente correto lá é trocar o específico MERRY CHRISTMAS pelo genérico HAPPY HOLIDAYS. O final do seu artigo é perfeito. Lá vai a Míriam dizendo que “A diversidade é ninguém abrir mão da própria identidade. Refletir antes de falar para não ofender o outro. Não impor o pensamento dominante como único padrão possível, incentivar os valores da convivência entre desiguais, tudo isso é bom, universalmente bom. E é dessa aceitação do outro, da união de todos, que se faz o verdadeiro espírito de NATAL”. Para quem desejar ler na íntegra seu post, basta acessar http://oglobo.globo.com/economia/miriam/#149608

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

NOITE ESPECIAL - NATAL 2008

Rafael ou Raffaello Sanzio é um dos maiores mestres do Renascimento italiano. Para fazer justiça a esta noite, uma belíssima imagem da Sagrada Família. Essa pintura é de 1518 e Rafael pintou nesta obra Isabel, mãe de São João Batista, Maria, mãe de Jesus, as duas crianças e São José.

Em São Paulo tive o prazer, por diversas vezes, de ver um dos mais belos quadros de Rafael, a "Ressurreição de Cristo", que está lá no Museu de Arte de São Paulo - MASP.

Hoje, realmente a noite não é de ECONOMIA.

MENSAGEM DE NATAL - 2008

Apesar da revista "Dicta & Contradicta" já ter lançado o seu número dois, até o momento ainda não tive o prazer de comprá-la aqui neste interior do Pará. Porém espero que em breve, eu consiga localizar uma banca que tenha a mesma.

Já tinha lido algumas ótimas referências com relação a revista e a sua apresentação que está no site http://www.dicta.com.br/a-revista/, já diz para que veio. A Dicta & Contradicta é uma revista semestral lançada em 10 de junho de 2008 em São Paulo pelo Instituto de Formação e Educação.

Reúne artigos e resenhas de intelectuais brasileiros e estrangeiros sobre os grandes temas da cultura ocidental: a ética, a filosofia, a literatura e as artes, sob uma perspectiva de longo prazo, desvinculada da política partidária e com uma vocação, na medida do possível, universal. Com isso, a revista – com uma mentalidade acadêmica, mas sem academicismos – procura atender a uma demanda do mercado por textos de maior transcendência e profundidade.

Normalmente procuro escrever mensagens de NATAL/ANO NOVO diretas, objetivas, sem procurar adoçar um momento em detrimento de outros 364 amargos. Neste ano, minha mensagem de NATAL/ANO NOVO é a mensagem da DICTA & CONTRADICTA. Depois que li, refleti e resolvi postar algo maior que a minha objetividade. Espero que meus dois quase leitores, também gostem da mesma. BOA LEITURA E BOAS FESTAS.

De todas as épocas do ano, o Natal parece ser a mais carregada de “peso”, de “sombras”. Claro que a ocasião é de festa: afinal, é Deus quem nasce, mais uma vez. Mas é de se pensar que ninguém sabe o que acontece quando Deus nasce. Por isso, o “peso”, as “sombras”. Em um mundo dominado por uma “crise” que jamais encontra uma solução, o Natal parece ser somente uma ocasião para comprar e dar presentes ou, pior, para descansar a cabeça de um ano díficil e preparar-se para um ano que promete ser mais díficil ainda.

Entretanto, ele não é apenas um “descanso para a mente do homem comum” ou o “nascimento de Deus”. O Natal é o nascimento do Deus que veio para nos salvar - eis a diferença. Um deus pode nascer e até ajudar o crente em seus caminhos no mundo tortuoso; mas um deus que nasça para salvar efetivamente o crente e, ainda depois deste resgate, continua a ter paciência para dar conselhos e confortá-lo - isso sim é quase impossível (e olhem que o tal do crente nunca é o melhor dos seres humanos).

No entanto, isso aconteceu - e a rejeição deste simples fato coloca em perigo não só uma questão civilizacional, mas também a nossa própria existência pessoal. Vivemos em um mundo que, mais cedo ou mais tarde, vai nos devorar em suas presas e temos Alguém com quem, através de um pouco de esforço, podemos conversar, dialogar e chegar em finais muito surpreendentes. E este Alguém também pede muito pouco - na verdade, segundo o Salmo 51, pede apenas um coração verdadeiramente contrito. Por “contrito” entenda-se o verdadeiro exame de consciência que só você e Deus podem saber o que se passa dentro do seu coração. Mas se perdermos a noção deste Alguém, como poderemos conversar, dialogar? Perdemos isso e tudo está perdido - nada mais, nada menos.

O Natal serve para mergulharmos nas suas “sombras”, no seu “peso” e relembrarmos constantemente que o nosso nascimento não acontece em um único dia, mas em todos os dias. O mesmo ocorre com a Ressurreição - que é um Natal redobrado, por assim dizer. Esta é a verdadeira alegria deste evento - uma alegria agridoce, sem dúvida, pois, como nos lembra São João de Ávila, a madeira da manjedoura é o prenúncio da madeira da Cruz. Mas entre uma e outra há todo um percurso e é nele que esse Alguém está do nosso lado, sem hesitar, sem nunca recusar seu conforto, mesmo que seja no mais perturbador de todos os silêncios.

Um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para todos os leitores que fizeram deste blog uma realidade!

domingo, 21 de dezembro de 2008

VEJA - SOMOS VICIADOS EM PETRÓLEO

Muito interessante a entrevista desta semana na VEJA com o economista americano JEREMY RIFKIN. Ele defende a tese de que a atual crise financeira, a crise energética e o aquecimento global estão interligados e não serão solucionados separadamente.

Fico satisfeito com esse entendimento, pois ao prever que o barril de petróleo deve custar US$ 200 em 2030, ainda temos algum tempo para fazer valer a importância da busca de novas fontes de energia, o que deve beneficiar o Brasil. Mesmo que hoje o preço do barril esteja por volta dos US$ 45, ele comenta que por causa do aumento da população mundial e do consumo, o preço do petróleo vai subir em breve, por mais lenta que a economia esteja.

Para RIFKIN, "para sair do pântano financeiro e climático, é preciso acelerar a revolução verde."Entendo que o Brasil pode fazer muito e ser destaque no mundo. É só ver a quantidade de alternativas energéticas que temos em nosso país.

TEMPO É TUDO - LUXO É POUCO

Este breve texto abaixo eu li num suplemento da revista TIME edição de inverno, presente de um colega recém-chegado do exterior. Numa matéria de 64 páginas exclusiva sobre o luxo no mundo, é que vemos que uma das melhores coisas da vida é mesmo o TEMPO.

Don´t talk to me about luxury.

OK, you can.

But forget it.

You must know that the only real luxury is TIME.

TIME and a cup of tea. And a pear. Or an apple. Maybe a little cake.

That is enough.

CONTABILIDADE MAIS ECONOMIA

Antoninho Marmo Trevisan é o atual Presidente da Academia Brasileira de Ciências Contábeis. Em recente artigo no VALOR ele cita o Tratactus de Computis et Scripturis (“Contabilidade por Partidas Dobradas”, do padre Luca Paciolo, (reconhecido como o pai da contabilidade), publicado em 1494 e que estabeleceu um conceito inexorável: PARA CADA DÉBITO DEVE EXISTIR UM CRÉDITO EQUIVALENTE.

Diante dessa sábia fórmula, Trevisan sintetiza de maneira didática que “o desrespeito ao clássico ensinamento, que os contabilistas aprendem no primeiro ano do seu curso superior, foi a causa da pandêmica crise do sub-prime surgida nos Estados Unidos.” Continua ele que “para um mesmo bem, representado na compra do imóvel, foram criadas inúmeras fontes de recursos, mas sem o necessário lastro físico”.

Então vamos concordar numa coisa: o livre mercado é a base do capitalismo e sempre vai em busca do algo mais. SE esse algo mais deu errado, a falha não é exclusiva do livre mercado, MAS da omissão do Estado na regulamentação dessa enorme movimentação financeira interglobal que a internet possibilitou. Acredito na possibilidade da feliz união entre o livre mercado com o Estado, cada qual fazendo a sua parte, não deixando porém de olhar um ao outro. Também não entendo que o retorno do Keynes em pleno século XXI possa ser a salvação do mundo.

REVISTA TIME - 2008

Como já era esperado, a revista TIME escolheu Barack Obama como a personalidade do ano de 2008. Como primeiro negro eleito presidente dos Estados Unidos ele "destronou séculos de ordem social estabelecida". Sou totalmente favorável à escolha e acredito que a maioria mundial também. Que ele faça a partir de 20/01/2009, o melhor para os Estados Unidos. O resto do mundo, agradece antecipadamente.

Vide abaixo, direto da Time, com objetividade:

Person of the Year 2008: Barack Obama In one of the craziest elections in American history, he overcame a lack of experience, a funny name, two candidates who are political institutions and the racial divide to become the 44th President of the United States.

DA SÉRIE "TEXTO DE QUEM ESCREVE BEM"

Como já escrevi algumas vezes para os meus quase dois leitores(as), além dos meus parcos e sucintos comentários semanais, entendo que tenho o dever de publicar textos de outros colegas (indiferentes se pensam ou não igual à minha "própria teoria econômica"), porém trazem à pauta, assuntos que precisamos entender melhor e são matérias atuais que sempre nos levam a pensar numa maneira de "solucionar" nossos problemas micro e macroeconômicos. São textos recomendáveis e que, por vezes, por inúmeros outros motivos, muitos leitores não tiveram a oportunidade de conhecer.

Neste post, trago a coluna de Delfim Netto, com o título "CUIDADO", publicada em 17/12/2008 na Folha de S. Paulo. Os destaques em negrito são por minha conta e risco. Boa leitura.

Não deixa de ser um pouco assustadora a facilidade com que se fala em "refundar" o capitalismo como resposta à crise que o laxismo dos Bancos Centrais e a imoralidade de agentes do sistema financeiro depositaram sobre a economia real.

"Capitalismo" é o codinome de um sistema de organização econômica apoiado no livre funcionamento dos mercados. Nele há uma clara separação entre os detentores do capital (os empresários) que correm os riscos da produção e os trabalhadores que eles empregam com o pagamento de salários fixados pelo mercado. É possível (e até necessário) discutir a qualidade dessa organização e sugerir-lhe alternativas. O difícil é negar a sua eficiência, a sua convivência com a liberdade individual e os dramáticos resultados que desta última emergiram a partir dos meados do século 18.

Depois de uma estagnação milenar, nos últimos 250 anos ela permitiu a multiplicação por seis da população mundial, multiplicou por dez a sua produção per capita e elevou de 30 para 60 anos a expectativa de vida do homem, o que não é pouco.Certamente ela não é perfeita.

Tem, por exemplo, uma tendência a produzir uma detestável desigualdade. Mas o seu problema mais grave -conhecido desde sempre- é a sua ínsita tendência à flutuação (em períodos e amplitudes variáveis) com repercussões sobre o emprego e a segurança econômica dos cidadãos. Quando se trata das flutuações macroeconômicas e da desigualdade, os economistas se dividem em duas tribos: uma crê que o sistema de economia de mercado, deixado a si mesmo e com tempo suficiente, resolve os dois problemas. Logo, ela dá ênfase à estabilidade monetária, fundamental para o bom funcionamento dos mercados. A outra crê que a solução exige uma intervenção inteligente, cuidadosa e firme do Estado que corrija a desigualdade de oportunidades e mantenha a demanda global. Logo, ela dá ênfase à estabilidade do emprego no nível mais alto possível.

A tentativa (de falsa inspiração keynesiana) patrocinada pelo Partido Trabalhista inglês depois da Segunda Guerra, de produzir simultaneamente a estabilidade monetária e o pleno emprego, terminou, como todos sabemos, num Estado-corporativo ineficiente, cuja desmontagem foi iniciada por Thatcher. As implicações políticas (na organização do Estado) e econômicas (na limitação da liberdade de iniciativa produtora das inovações) da "refundação" do capitalismo para eliminar as "crises" são muito mais sérias do que supõe a vã filosofia de alguns trêfegos passageiros do G20. Como diriam os romanos: Cuidado, o cachorro é perigoso!

sábado, 20 de dezembro de 2008

ECONOMIA REAL - FINAL DE ANO

Por uma questão de comprar presentes de última hora, tive que retornar ao shopping por volta das 17 horas de hoje. E qual a minha boa surpresa de encontrar muita gente lotando as lojas. Não dá para afirmar SE todos estavam comprando, mas pelo menos desfez minha visão anterior de fim de festa sem animação.

Espero também que os meses iniciais de 2009, não tragam além das notícias da crise, uma quantidade elevada de devedores. Boas vendas geram empregos, que resultam em salários, que geram novas compras e a vida continua... No entanto, com juros altos (o brasileiro somente observa o valor da prestação) e os bancos e financeiras restringindo o crédito, este Natal não parece ser o do bom Papai Noel.

Vamos também pensar que se as empresas contrariarem o Nosso Guia e apostarem na demissão como única saída para a crise, um retorno da inflação para delírio de alguns que apostam na possibilidade do crescimento econômico com uma inflação crescente, nossas exportações desabando e o dólar subindo, quem poderá nos tirar deste pesadelo?

ECONOMIA NO FINAL DE 2008 - MUNDO REAL

Li na Folha que o relatório mensal da consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU) prevê retração de 0,4% na economia mundial em 2009, o pior desempenho desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Segundo o relatório, o Brasil "não está imune à crise econômica global e os eventos das últimas semanas, incluindo a rápida desvalorização do real, seriam exemplos claros da vulnerabilidade brasileira à crise." Estou hoje em Belém e visitando o Shopping Iguatemi por volta das 13 horas fiquei impressionado com a pouca quantidade de consumidores. Afinal, estamos a poucos dias do Natal e conforme conversei com vendedores que conheço, todos também estavam sem entender o fraco movimento. Até em demissões eles falaram que suas chefias já comentam entre si.

Quando vejo o Nosso Guia reclamando contra os empresários que já estão demitindo funcionários, quando leio sobre grandes empresas totalmente engajadas no moderno time de “responsabilidade social para inglês ver” também desligando seus colaboradores, observando o movimento de compras/consumo neste final de ano, não resta alternativa que não pensar em como manter os últimos indicadores de crescimento econômico que o Brasil registrou, em uma situação que agora de marolinha está virando um tsunami.

Mesmo com o cenário nada otimista que estamos prevendo, vamos torçer por experiências criativas, sem demagogias eleitoreiras com pensamento em 2010, que possam superar este momento, trazendo bons resultados aos funcionários, aos empresários e ao governo. E que venha logo este 2009, antes que essas famosas consultorias escrevam que o mundo acabou...

domingo, 14 de dezembro de 2008

TUDO IGUAL NA TERRA - A.C./D.C

"O orçamento deve ser equilibrado, o Tesouro deverá ser recarregado, a dívida pública deve ser reduzido, a arrogância do funcionalismo deve ser temperado e controladas, bem como a assistência às terras estrangeiras a fim de que não deverão ser abreviados Roma tornar-se insolvente. As pessoas devem aprender de novo a trabalhar, em vez de viverem em assistência pública."

Quem escreveu esta frase foi Marcus Tullius Cicero ou Marco Túlio Cícero, filósofo, orador, escritor, advogado e político romano, lá da nossa distante Roma, em meados de 30 A.C.

Um dúvida: Como ele já poderia conhecer o Nosso Guia?

OS ECONOMISTAS DE OBAMA

Recentemente somente se tem falado sobre a crise e como os grandes Economistas não tiveram o dever de solucioná-las antes dela nos atingir em cheio (Lá nos USA, of course). Aqui, somente marolinha... Por enquanto...

Em primeiro lugar, existe todo um poder político que não necessariamente pensa exatamente igual a quem tem as "idéias econômicas" corretas para a hora certa.

Em segundo lugar, conforme escreveu o Millor Fernandes "A economia compreende todas as atividades do país, mas nenhuma atividade do país compreende a economia." Logo, devem ou não serem ouvidos e respeitados os Economistas? Eu já penso que por trás de um grande político deve ter sempre um respeitado Economista.

Por isso, concordo com o Stephen J. Dubner do blog freakonomics.com quando comenta de sua alegria em saber que Obama está com um poderoso time de Economistas para virar o jogo desta crise. Estão lá dentre outros: Lawrence Summers, Peter Orszag, Christina Romer, Austan Goolsbee, Timonthy Geithner e o experiente Paul Volcker. Somente para termos uma idéia de como funciona no governo BUSH, o diretor do Escritório de Gestão e Orçamento, que supervisiona gastos de uns US$ 3 trilhões é um político. O de OBAMA será um Economista profissional.

POLÍTICA ECONÔMICA PÓS COPOM DE 10/12/08

É lamentável que a Força Sindical prometa organizar a partir de janeiro de 2009, um movimento para derrubar o Henrique Meirelles da presidência do BACEN, caso ele continue com a política de juros elevados.

Por que ao invés dessas manifestações de engarrafar ainda mais o nosso caótico trânsito, esses senhores não discutem o assunto civilizadamente e apresentem propostas ao governo?

É necessário que todos entendam que cada caso é um caso. Levantamento recente da LCA Consultores informa que analisando a taxa básica de juros de 52 países desde a quebra do banco Lehman Brothers, 28 reduziram a taxa, 17 a mantiveram (incluindo o Brasil) e 7 países elevaram a taxa no período. Logo, o BACEN/COPOM tem seus motivos para não baixar ainda hoje nossa taxa.

Vamos aguardar mais um pouco, pois como li em algum texto, "EM ECONOMIA, É FÁCIL EXPLICAR O PASSADO. MAIS FÁCIL AINDA É PREDIZER O FUTURO. DIFÍCIL É ENTENDER O PRESENTE".

COMO REAGIR À CRISE? LEIA E OPINE

"Como Reagir à Crise? Políticas Econômicas para o Brasil" é um livro virtual que está no sítio http://www.iepecdg.com/ - Instituto de Políticas Econômicas da Casa das Garças, que é um centro de estudos cariocas dirigido pelos economistas Edmar Bacha e Ilan Goldfajn.

O bom é que a reação à crise já começa pelo livro, que é FREE. Reúne artigos de pesos pesados como Armínio Fraga, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Alkimar Moura, Armando Castelar Pinheiro, Francisco Lopes entre outros.

Entre tantos textos de excelente qualidade acadêmica, fico com um pequeno trecho da parte do Pedro Malan quando escreve que "O Brasil não está em recessão, nem em deflação, mas em processo de desaceleração do crescimento que vai significar sim redução das receitas e portanto vai exigir cortes na expansão de gastos antes contemplados e não o contrário, como vem acontecendo com as contratações e aumentos anticíclicos." Resumindo: o governo deve conter o gasto público como o único caminho para o País atravessar a crise.

FINAL DE ANO 2008 - INDICAÇÃO DE LIVRO

Como acontece todos os anos, além da festa de final de ano com todos os funcionários da empresa, a nossa área tem uma confraternização mais próxima. Ela ocorreu sexta à noite e para minha alegria ganhei do meu "amigo secreto ou oculto" o livro do LARRY ROHTER "DEU NO NEW YORK TIMES".

Ler a respeito do Brasil segundo a ótica de um experiente repórter do jornal mais influente do mundo é algo inédito, o que faz do livro um tremendo sucesso.

Como IBIAPINENSE, CEARENSE, NORDESTINO, portanto, quase mais um BRASILEIRO, uma das melhores partes do livro que já li, (e olha que já encontrei várias), foi a que cito abaixo:

"Se o ideal brasileiro é o da miscigenação, seja ela racial ou cultural, então o NORDESTE é o seu principal candinho. Foi no NORDESTE que as três principais correntes da identidade nacional brasileira - europeus, africanos e ameríndios - se encontraram pela primeira vez e formaram a mistura que faz do BRASIL o que ele é hoje em dia. O NORDESTE é ao mesmo tempo o berço da CULTURA BRASILEIRA e seu melhor laboratório."

Pergunto aos meus quase dois leitores: isso é ou não é para iniciar um excelente DOMINGO?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

BACEN - REUNIÃO COPOM - RESULTADO

Conforme este que vos escreve postou em 08/12/2008 (vide abaixo), mesmo com a pressão do Nosso Guia e com Delfim Netto solicitando via Folha de S. Paulo, "por favor -0,25% de redução da taxa Selic", o COPOM ratificou o que escrevemos antecipadamente: a taxa de juros está mantida nos atuais 13,75% ao ano.

É muito importante a releitura da teoria econômica e a leitura de bons textos, com economistas favoráveis e outros contrários ao seu pensamento. Cada dia é um aprendizado e ainda temos muito a aprender. Porém, somos otimistas e estudar sempre vale a pena. Um dia, você vai precisar de algo que aprendeu.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

CHOMSKY COM A BARBARA GANCIA

Recentemente publiquei um post comentando uma entrevista do NOAM CHOMSKY na Folha de S. Paulo. Meu objetivo, conforme citei, era conhecer o "pensamento" de intelectuais de quem discordo frontalmente. Hoje, a minha predileta Barbara Gancia, de quem sou leitor há anos também na Folha, escreveU em seu blog http://www.barbaragancia.com.br/ o post abaixo. Nota dez para a colega blogueira.

A Folha publica hoje entrevista com o lingüista Noam Chomsky assinada pelo correspondente em Washington, Sérgio Dávila. Nada contra dar espaço a um hipócrita como Chomsky, é da vocação da Folha ouvir todas as vozes do espectro político.

Mas dizer que ele é “um dos principais intelectuais progressistas em atividade” é comprazer com o que há de pior no pensamento da esquerda (se é que há alguma coisa que ainda se salve no pensamento da esquerda).

Considerado como o homem que revolucionou a lingüística moderna, Chomsky integra o MIT (Massachusetts Institute of Technology) na qualidade de lingüista, não de pensador político. Suas opiniões sobre questões políticas já não são levadas a sério desde que ele chamou Jimmy Carter de sangüinário, nos idos anos 70.

Chomsky é daqueles esquerdistas radicais cheios de teorias estapafúrdias de conspiração, que apóiam todo e qualquer regime totalitário que se declare marxista. Mas não vou perder meu dia de sol (uma feijoada, um passeio no parque e a festa de fim de ano do Bandsports me aguardam) para explicar quem é o trelelé.

Faça o seguinte, doce internauta: entre no Google e digite a palavra “Chomsky” ao lado de “crackpot” (excêntrico de idéias bizarras) e/ou de “kook” (pessoa considerada esquisita, excêntrica ou louca) e veja quantas páginas não falam sobre os absurdos que esse senhor costuma proferir.

O cara pode ser para a lingüística o que Einstein foi para a física. Mas, em matéria de política, prefiro conversar com o mendigo que anda na rua falando sozinho a ouví-lo…

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

BACEN - REUNIÃO COPOM

Hoje, 08/12/2008, nosso Presidente Lula teve as 11h uma reunião com Henrique Meirelles, presidente do Banco Central do Brasil. Será que na pauta estava um pedido formal para a queda dos juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária - COPOM dias 09 e 10/12/2008?

Espero que o assunto tenha sido mesmo a crise mundial e não uma pressão política, verdadeira interferência na autoridade monetária.

A propósito, acredito que a taxa básica de juros será mantida nos 13,75% ao ano atuais, para que possamos manter a inflação dentro da meta. Afinal, estamos no final do ano e todo cuidado é pouco com o consumo.

PAUL KRUGMAN - DIA DA PREMIAÇÃO NOBEL

Hoje é o dia que a Academia Real de Ciências de Estocolmo premiará o nosso Nobel em Economia: PAUL KRUGMAN. Minha homenagem a esse grande Economista é publicando seu mais recente artigo sobre se "O GASTO DE HOJE PREJUDICARÁ A ECONOMIA DE AMANHÃ?" Enquanto aguardamos seu esperado discurso na cerimônia em Estocolmo, vamos analisar nas entrelinhas o que passa na cabeça desse Nobel 2008. O texto original publicado em 01/12/2008 encontra-se no endereço http://www.nytimes.com/2008/12/01/opinion/01krugman.html?_r=1 -DEFICITS AND THE FUTURE.

Neste momento, há um intenso debate sobre quão agressivo deve ser o governo dos Estados Unidos na tentativa de recuperar a economia. Muitos economistas, inclusive eu, estão clamando por uma grande expansão fiscal para evitar que a economia siga em queda livre. Outros, no entanto, preocupam-se com o fardo que o enorme déficit orçamentário irá colocar sobre as futuras gerações.

Mas as preocupações com o déficit estão totalmente equivocadas. Sob as condições atuais, não há conflito entre o que é bom no curto prazo e o que é bom no longo prazo; uma forte expansão fiscal pode, na verdade, melhorar as perspectivas de longo prazo da economia.

A alegação de que os déficits orçamentários enfraquecem a economia a longo prazo é baseada na crença de que o financiamento governamental desloca o investimento privado – o governo, ao emitir muita dívida, eleva rapidamente a taxa de juro, deixando as empresas pouco dispostas a investir em novas plantas e equipamentos, e isso, por sua vez, reduz a taxa de crescimento da economia a longo prazo. Sob circunstâncias normais, esse argumento faz muito sentido.

Mas as atuais circunstâncias estão muito além da normalidade. Imagine o que poderia ocorrer no próximo ano se a administração Obama capitulasse frente aos falcões do déficit e encolhesse seus planos fiscais. Isso levaria a taxas de juro mais baixas? Certamente, não conduziria à redução das taxas de juro de curto prazo, que são mais ou menos controladas pelo Federal Reserve. O Fed já está mantendo essas taxas o mais baixas possível – virtualmente, em zero – e não mudará essa política a menos que veja sinais de que a economia está ameaçada de superaquecimento. E essa não parece ser uma perspectiva realista em breve.

E sobre o juro de longo prazo? Essas taxas, já no nível mais baixo em meio século, refletem principalmente taxas futuras de curto prazo. Austeridade fiscal pode empurrá-las ainda mais para baixo – mas somente criando expectativas de que a economia poderia se manter profundamente deprimida por um longo tempo, o que iria reduzir, não elevar, o investimento privado.

A idéia de que apertar a política fiscal quando a economia está deprimida na verdade leva à redução do investimento privado não é apenas um argumento hipotético: é exatamente o que ocorreu em dois importantes episódios da história. O primeiro ocorreu em 1937, quando Franklin Roosevelt equivocadamente deu ouvidos aos preocupados com déficit de sua própria era. Ele reduziu de forma acentuada o gasto do governo, entre outras coisas cortando o Works Progress Administration (agência criada em 1935 para gerar empregos e sair da Grande Depressão) pela metade, e ainda elevando impostos. O resultado foi uma severa recessão, e uma queda abrupta no investimento privado. O segundo episódio teve lugar 60 anos depois, no Japão. Em 1996-97, o governo japonês tentou equilibrar seu orçamento cortando gastos e elevando impostos. E outra vez a recessão que se seguiu conduziu a uma queda drástica no investimento privado.

Apenas para ser claro, não estou afirmando que a tentativa de reduzir déficits orçamentários sempre é ruim para o investimento privado. Você pode se basear no caso da restrição fiscal de Bill Clinton nos anos 90, que ajudou a abastecer o maior boom de investimentos dos EUA da década, o que por sua vez ajudou a provocar uma recuperação no crescimento da produtividade.

O que torna a austeridade fiscal tão má idéia, tanto nos EUA de Rooselvet quanto no Japão dos anos 90, foram circunstâncias especiais: nos dois casos, o governo recuou frente a uma armadilha de liquidez, uma situação na qual a autoridade monetária cortou taxas de juro tão rápido como possível, e a economia ainda continuou a funcionar bem abaixo de sua capacidade. E nós estamos no mesmo tipo de armadilha hoje – motivo pelo qual preocupações com déficit estão deslocadas.

Mais uma coisa: expansão fiscal será ainda melhor para o futuro dos EUA se uma grande parte dessa expansão tomar a forma de investimento público – construção de estradas, reforma de pontes e desenvolvimento de novas tecnologias, iniciativas que tornam a nação mais rica no longo prazo.

O governo deve ter uma política permanente de grandes déficits orçamentários? Claro que não. Embora a dívida pública não seja tão ruim como a maioria das pessoas acredita – é basicamente dinheiro que nós devemos a nós mesmos –, no longo prazo o governo, como os indivíduos, tem de equilibrar o gasto e a receita.

Mas neste momento temos um rombo no gasto privado: os consumidores estão redescobrindo as virtudes de poupar no mesmo momento em que as empresas, escaldadas por excessos passados e limitadas pelos problemas no sistema financeiro, estão cortando investimento. Com o tempo, essa lacuna poderá fechar, mas até que isso ocorra o gasto do governo terá de ser feito da forma mais eficiente possível. Caso contrário, o investimento privado e a economia como um todo irão despencar ainda mais.

A questão essencial, então, é que as pessoas que consideram a expansão fiscal de hoje ruim para as futuras gerações entenderam tudo errado. O melhor plano de ação, tanto para os trabalhadores de hoje quanto para seus filhos, é fazer o que for necessário para conduzir a economia no rumo da recuperação.

domingo, 7 de dezembro de 2008

INFLAÇÃO + CRESCIMENTO = POSSÍVEL?

Há poucos dias li na Folha sobre a pressão que o Presidente Lula está fazendo sobre o BACEN para reduzir a taxa de juros (atualmente em 13,75%aa) na próxima reunião do COPOM. Enquanto isso, eu aqui no meu canto na Selva, que torço tanto pela independência do Brasil, digo, do BACEN, tenho que ler tamanha notícia. Trabalhei muito no banco na época da inflação e não tenho nenhuma saudade dela. Por que ainda temos colegas que entendem que INFLAÇÃO pode conviver, e bem, com o CRESCIMENTO ECONÔMICO? Ou esqueçem que dragão sempre come alguma coisa???

Hoje o blog http://gustibusgustibus.wordpress.com/ comentou sobre o assunto, o que não posso deixar de publicar conforme abaixo: Lula estuda limitar autonomia do BC sobre juros. Podem se preparar para conviver com um inflação mais alta, caso isso realmente aconteça. Para curar a “doença” da inflação, existem dois remédios: política monetária e política fiscal. Por aqui na Selva, a política fiscal é expansionista, basta ver o crscimento dos gastos do governo, restanto somente a política monetária como “remédio”. Se o nosso ilustre presidente quer eliminar esse “suprimento”, vamos ter que conviver com esta doença tão comum na década de 1980 até meados de 1990.

ANIVERSÁRIO - 80 ANOS DE NOAM CHOMSKY

Leio hoje na Folha de S. Paulo, uma entrevista do Sérgio Dávila, em Washington, com o (???) NOAM CHOMSKY. É mais um caso de como faço para conhecer quem pensa de maneira totalmente diferente da minha. Abaixo um resumo das melhores "cenas", pois se ele não está encantado com o Obama e considera sua eleição uma questão de ditadura por escolha, então o mundo será melhor.

O lingüista e teórico político do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) chega à idade redonda militando ativamente na esquerda da esquerda do espectro político dos EUA. Isso faz dele um espécime tão raro quanto foi um dia o pássaro dodô. Outra característica o coloca na exceção: ele está desencantado com Barack Obama. Talvez desencantado não seja a palavra exata, já que ele dá a entender que nunca se encantou com o presidente eleito. Não acha que o movimento que lhe deu a vitória seja democrático. Diz que parece mais uma "ditadura por escolha". Nascido na Filadélfia e professor emérito do MIT, onde leciona há 53 anos, Chomsky é considerado o pai da lingüística moderna. De acordo com sua teoria, chamada gramática transformacional, toda sentença inteligível contém não só suas regras gramaticais peculiares como o que batiza de "estruturas profundas", uma gramática universal que serve a todas as línguas. Na última semana, ele trocou com a Folha uma série de e-mails. Primeiro, se queixou da falta de tempo. "É com alegria que leio seu e-mail, embora com um pouco de remorso, também", diz em um. "Acontece que a época é muito difícil para mim." Noutro, se desculpa: "Sinto que terei de ser breve. Se eu não respondê-lo, a entrevista desaparecerá no caos de pedidos irrespondidos."

BELÉM - FEIRA INTERNACIONAL

Visitei neste final de semana a IV FITA - FEIRA INTERNACIONAL DE TURISMO DA AMAZÔNIA, cujo tema foi TURISMO E SUSTENTABILIDADE. Na ocasião tive a a oportunidade de discutir Economia com um organizador do Fórum Social Mundial 2009, que será sediado em Belém entre 27 de janeiro e 1º de fevereiro.

Foi interessante o debate de um blogueiro defensor do livre mercado versus um ardoroso defensor do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), da Via Campesina, da Juventude Socialista, da Central Única de Trabalhadores (CUT), entre outras entidades que enxergam o capitalismo como o vilão do mundo.

Não chegamos às vias de fato, mas o argumento do outro é sempre importante para avaliarmos nosso próprio entendimento do mundo.

ESTE BLOG TAMBÉM É HEXA

Como Economia é uma ciência que estuda a atividade produtiva, hoje o resultado da produção foi excelente. Nosso São Paulo é HEXACAMPEÃO e nada como uma notícia dessas para esquecermos um pouco do outro mundo real que nada vai bem neste final de 2008.

Porém, continuamos otimistas para que o ano de 2009 não resulte no que falam e escrevem a maioria das previsões econômicas.

ECONOMISTAS = SOLUÇÃO PARA A CRISE- PARTE 2

De Clóvis Rossi, na Folha de S.Paulo de hoje, eu não poderia deixar de registrar a frase abaixo:

Segundo o articulista, a frase é do genial economista Roberto Campos (1917-2001) e diz que "Há três maneiras de o homem conhecer a ruína: a mais rápida é pelo jogo; a mais agradável é com as mulheres; a mais segura é seguindo os conselhos de um economista".

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

OBAMA + HILLARY = INTELIGÊNCIA

É impressionante a maneira de fazer política deste menino chamado Barack Obama. Depois de vencer uma disputa que, a princípio, era considerada impossível, ele escolheu a Senadora Hillary Clinton, sua rival nas prévias, para um dos cargos mais poderosos do mundo: Secretária de Estado.

Com uma equipe econômica que, pelo currículo e experiência dos mesmos, deve fazer o país retornar aos bons tempos de Clinton, daqui do meu interior da floresta amazôca, faço fé que realmente possamos dizer com Obama que: YES, WE CAN. Mesmo que muitos críticos comentem que sua CHANGE não está sendo de verdade, sabemos que nem sempre podemos agradar a todos.

domingo, 30 de novembro de 2008

LIVRE MERCADO - CAPITALISMO

Em 2003 os Professores da Universidade de Chicago Raghuram G. Rajam e Luigi Zingales publicaram nos Estados Unidos o livro “Saving Capitalism from the Capitalists”, lançado no Brasil em 2004, com o título "Salvando o Capitalismo dos Capitalistas". Na época, comprei o livro em Fortaleza e fiquei deveras interessado no tema devido na própria capa constar que os autores acreditam no poder do livre mercado para criar mais riqueza e ampliar oportunidades. (O que continua sendo verdadeiro).

Na introdução tem uma frase que sintetiza o pensamento de muita gente boa: “O CAPITALISMO, OU, MAIS EXATAMENTE, O SISTEMA DE LIVRE MERCADO, É A FORMA MAIS EFICAZ DE ORGANIZAR A PRODUÇÃO E A DISTRIBUIÇÃO QUE OS SERES HUMANOS ENCONTRARAM.” Gostaria muito de discutir o outro lado desse pensamento com quem acredita de maneira diferente, uma vez que, mesmo hoje, continuo acreditando e defendendo essa idéia.

Em 2008, final de ano, diante de uma crise que até o Nobel Paul Krugman já chama de “economia da depressão”, como teria sido importante que o texto do livro tivesse sido debatido entre quem faz e acontece na economia financeira e na real. Com clareza econômica acredito que teria sido possível evitar a atual situação, pois bolhas e mais bolhas tiveram como mecanismos de origens não obrigatoriamente o “livre mercado” como muitos hoje criticam, mas uma falha política.

ECONOMISTAS = SOLUÇÃO PARA A CRISE

Amigos da Globo, quero dizer, meus quase dois leitores, lendo alguns blogs de economia localizamos cada texto interessante que não dá para não deixar de divulgar para vocês. O texto abaixo tem muito a ver com a minha inquietação com a provocativa capa da última EXAME que recebi. Está lá para todos lerem: PARA QUE SERVEM OS ANALISTAS? E OS ECONOMISTAS? E OS GURUS DA ECONOMIA? A atual crise mundial escancara nossa incompetência em fazer previsões - e a imprudência do mercado em acreditar nelas.

Acredito que não é bem assim. A crise era previsível, foi detectada por vários colegas e tenho absoluta convicção que o capitalismo passa por mais essa em pouco tempo. E viva o livre mercado.

O texto é do Felipe Schwartzman: a vida dura dos economistas e foi postado no blog do Simon Schwartzman Economia. Êta família danada para entender de Economia. Para ver com o mundo além de plano, como escreve o Thomas Friedman, é pequeno, recordo que uns dois anos passados estava eu buscando entender um problema que estava ocorrendo em uma série temporal que estava analisando, quando via e-mail/orkut tive a colaboração do Felipe em indicar-me caminhos para solucionar meu problema. Hoje, leio seu crítico texto.

Escreve Felipe: É dificil ser economista. Responsabilizados por todos os males do mundo, vistos como pessoas materialistas que só se preocupam em contar dinheiro, de preferencia pagos pelos mais ricos para fazer isso. Acho que nenhuma carreira acadêmica consegue estar tão associada no olhar do público com tudo que está errado com a civilizacao ocidental. Isso tudo é verdade em tempos normais. Em tempos de crise, quando algum culpado tem que ser encontrado, nada melhor do que ir atrás dessa praga.

Neste contexto não existiria nada de surpreendente na declaração do presidente da CAPES se ele não fosse um dos principais responsáveis por gerir a política científica do governo. Além de todos os óbvios problemas desse dirigismo estatal e ameaça à liberdade acadêmica, chama atenção o grau de desinformação que o presidente apresenta acerca do que é o mainstream acadêmico em economia e como ele se relaciona com as políticas liberalizantes que, muitos acreditam, levaram à crise.

Vou conceder que o mainstream acadêmico favorece determinados tipos de visão do mundo. Os modelos são tão mais fáceis de usar quanto menor for o número de fricções que justificariam intervenções governamentais. Mais importante que isso, segmentos importantes e influentes da profissão são ideologicamente propensos a enfatizar soluções liberalizantes. Mas isso não é verdade do mainstream como um todo, e não foram poucos os pesquisadores das áreas de finanças e economia internacional que viram essa crise a caminho. A observação fundamental sobre o mainstream acadêmico da economia é que ele é grande. Uma reunião anual da American Economic Association reúne com facilidade milhares de economistas, todos eles com grau de qualificação e competência comparável ao dos melhores centros de economia deste país. Estes economistas trabalham em temas de uma diversidade enorme, muitos dos quais tem pouco ou nada a ver com regulação do sistema financeiro. Discutem (para ficar apenas nas áreas aplicadas), das relações de trabalho a decisões de consumo e poupança, passando por comércio internacional, saúde, macroeconomia etc. Todas essas discussões fazem uso crescente não só das muitas teorias sobre falhas de mercado, mas também de interfaces com política e psicologia.

Essa máquina produz um enorme volume de estudos empíricos e teóricos que são furiosamente debatidos e avaliados pelos pares. O contraste com a heterodoxia se faz não pela qualidade dos pesquisadores ou das teorias, mas pelo simples tamanho da empreitada e da força competitiva que a move. A existência continuada dessa máquina gerou instrumentos que vão permitir ao mainstream digerir essa crise e usá-la para alterar suposições que tenham informado a política anterior a ela. Acho inclusive que, especialmente em finanças e, em menor grau, em macro, importantes revisões serão feitas nos próximos dez anos. A crise dará para essas áreas o que a elas faltava, que eram exemplos recentes e salientes de como as coisas podem dar errado em grandes proporções sem que a culpa possa ser posta em governos obviamente incompetentes e instituições diferentes das americanas. Será uma discussão interessante de se fazer parte, e será uma pena se, por preconceito ideológico, os brasileiros que, pela nossa experiência, muito têm a contribuir, fiquem de fora.

Endereço: http://www.schwartzman.org.br/sitesimon/?p=904&lang=pt-br

sábado, 29 de novembro de 2008

REVISTA EXAME - BUFFETT

Como sugestão de um excelente presente de Natal, recomendo a recém-lançada biografia do megainvestidor WARREN BUFFET, com sua experiência de vida de 78 anos. Uma criança. Aqui no Brasil, o título original SNOWBALL foi traduzido literalmente como BOLA DE NEVE e estará nas livrarias a partir de 27 de novembro.

Do autor, divulgo TRÊS DIAMANTES obtidos de seu novo livro para o nosso prazer:

1 - "Siga seu placar interno."

2 - "É loucura colecionar empregos apenas porque eles parecem bonitos em seu currículo. É como adiar o sexo para a velhice. Faça o que você ama e trabalhe para quem você admira."

3 - "A melhor maneira de tomar decisões é pensar que você poderá dar apenas 20 cartadas importantes em toda a sua vida. Você resistirá à tentação de vacilar e tomará decisões melhores."

Para a nossa reflexão, sempre, porém, ainda mais importante, neste final de 2008.

REVISTA EXAME - INTERNET

Segundo estimativas do BlogBlogs, o maior indexador de BLOGS em língua portuguesa, hoje mais de 12.300.000 brasileiros já lêem os cerca de 2.000.001 de BLOGS existentes no país. Esse final nº 1 foi por minha conta.

Que notícia boa saber que tanta gente escreve e, melhor ainda, que muita gente ler. Como a internet conseguiu mudar tanta coisa no mundo. E que venham mais leitores, principalmente para este blog, editado aqui diretamente do interior da floresta amazônica.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

EXISTE MILAGRE NO SOCIALISMO

Esta eu não poderia deixar de publicar. Li no blog do Rodrigo Constantino - http://rodrigoconstantino.blogspot.com/ e é exclusiva para os herdeiros do socialismo.

Os Seis Milagres do Socialismo - Por Bennett Owen:

  1. Não há desemprego, mas ninguém trabalha;
  2. Ninguém trabalha, mas todos recebem salários;
  3. Todos recebem salários, mas não há nada para comprar com o dinheiro;
  4. Ninguém pode comprar nada, mas todos são donos de tudo;
  5. Todos são donos de tudo, mas ninguém está satisfeito;
  6. Ninguém está satisfeito, mas 99% do povo vota pelo sistema.

Por favor, quem atualmente ainda continua favorável ao socialismo que existe/existiu, vá morar alguns anos em países herdeiros e depois façam um relato da ótima situação que vivenciaram. Pago para ler os relatos...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

ESTADOS UNIDOS - ANÁLISE MACROECONÔMICA

Muito interessante a análise realizada pelo Gino Olivares, Economista-chefe do Opportunity, sobre o desempenho da economia norte-americana. Sua demonstração do que vem ocorrendo com a DDP - Demanda Doméstica Privada desde 1971, esclarece a explosão acentuada no consumo nos últimos anos alicerçada em empréstimos "furados", o que resultou na atual situação de crise e que, obrigatoriamente, deverá reduzir/vem reduzindo drasticamente o consumo deles, o que resulta em prejuízo no "resto do mundo.

A íntegra do comentário está no endereço http://www.opportunity.com.br/documentos/PDF_Comentario/cm200811.pdf

UM NOBEL NA CASA BRANCA

Esta notícia eu li no blog Freakonomics, porém estou postando a matéria que saiu no blog da Economist. E a foto consegui diretamente no site da White House. Depois de oito anos sendo duramente criticado por Paul Krugman, como Bush consegue rir numa hora dessas? Estranho também eu não ter lido este assunto aqui nos jornais brasileiros. A foto foi tirada em 24/11/08 no Salão Oval.

SO, PERHAPS you recall that economist Paul Krugman recently won the Nobel Prize? Well, new Nobelists are afforded the honour of a meeting with the president, and at right, you can see Mr Krugman enjoying his day in the Oval Office. Why is this hilarious? Because Mr Krugman has a part-time job as a New York Times opinion columnist, a platform he's used to relentlessly skewer the Bush administration in the harshest of langauge for a decade now.

This is none of that inside-the-Beltway, knowing criticism, of the sort that can pass between men who will later share a drink at a Washington bar. It's a blistering, white hot rage. Not for nothing did pundits on the right call Mr Krugman's award an overtly political thing (conveniently, or ignorantly, misunderstanding his economic contributions).

But for all Mr Krugman's frustrations, he now gets to waltz into the White House to be congratulated on his Nobel by his chief antagonist, who now leaves the presidency in disgrace, his party in tatters.

So, like, what do you think they talked about?

domingo, 23 de novembro de 2008

O GOVERNO DOMADOR DE CRISE

Aqui no Brasil, nem a visão do que vem acontecendo nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, são capazes de refrear o "otimismo" dos nossos grandes gestores econômicos.

De nosso Ministro da Fazenda, Guido Mantega: "Aqui, não existem bolhas. Ocorrerá apenas uma desaceleração no ritmo da elevação da renda e do emprego. Vai haver algum ajuste na economia, mas o consumo continuará num patamar satisfatório."

Do nosso presidente do Banco Central, Henrique Meirelles: "O Brasil vai ter uma desaceleração no ano que vem no crédito e, em consequência, na atividade geral, mas em ritmo menor que o de muitos países."

Que os anjos digam AMÉM. E que a DESACELERAÇÃO de ambos não seja, ao final, uma CRISE.

UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO

Fiquei curioso que há quase um ano o livro "UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO", do Professor de Harvard Geoffrey Blainey, encontra-se entre os mais vendidos no Brasil. A curiosidade foi maior e, afinal, agora estou lendo o texto desse autor.

E uma verdade seja dita: o sucesso dele, autor de mais de 32 livros, sendo o acima citado um bestseller na Inglaterra e nos Estados Unidos, está na maneira de escrever. É prazeroso, agradável e de fácil entendimento (em que pese a tradução um pouco deficiente), o que me leva a acreditar que nem sempre quem escreve difícil, traz o melhor para o leitor.

OS MELHORES MBAs DO BRASIL - 2008

Divulgo abaixo a relação dos quatro melhores MBAs do Brasil, conforme a última VOCÊS/A:

  1. FGV EAESP - SÃO PAULO
  2. FUNDAÇÃO DOM CABRAL - MINAS GERAIS
  3. FIA - SÃO PAULO
  4. IBMEC - SÃO PAULO

Parabéns a todos e que o conhecimento produzido consiga melhorar a pouca produção internacional do Brasil nos rankings acadêmicos.

MÍRIAM LEITÃO E UMA ESCOLHA DE OBAMA

Há bastante tempo acompanho os textos de Míriam Leitão, o que é um prazer na maioria das vezes. Gostaria de compartilhar com meus quase dois leitores seu comentário sobre uma das mais importantes escolhas de OBAMA, se não a mais importante no atual momento de crise, que é a do Secretário do Tesouro.

Geithner: a melhor escolha para o Tesouro A imprensa dos Estados Unidos está informando que o presidente eleito Barack Obama convidou o presidente do Fed de Nova York, Timothy Geithner, para o cargo de secretário do Tesouro (leia, em inglês, a reportagem do Wall Street Journal). Foi a melhor escolha que Obama poderia ter feito entre os nomes que estavam circulando. Geithner é jovem, é ligado ao novo presidente e tem experiência nesta crise, pois preside o Fed de Nova York. Uma crítica que lhe foi feita, inclusive, foi de ser muito próximo ao pacote republicano de US$ 700 bilhões, mas a vantagem de ter alguém que já sabe o que fazer no primeiro dia é inegável.

O fato de Geithner estar no olho do furacão da crise, por ser presidente do Fed de NY, lhe dá a experiência imediata. Ele ajudou a fazer o trabalho de apagar o incêndio desta crise. Além disso, ele é uma pessoa diretamente ligada a Obama e uma aposta do presidente eleito dos EUA. Os dois mantiveram grande contato durante a campanha presidencial e a crise. Ou seja, não é mais um nome do ex-presidente Bill Clinton.

O outro nome cotado era Larry Summers. Só que ele foi secretário do Tesouro de Clinton e, como Obama nomeou outras pessoas que fizeram parte da equipe do ex-presidente, se ele o colocasse no Tesouro iria carregar um peso maior de Clinton em seu governo. Só que um ponto deve ter sido decisivo para o futuro presidente dos EUA: nomear Summers significaria brigar com as mulheres. Ele foi demitido da direção de Harvard depois de dizer que as mulheres não têm mente para a Ciência. O futuro governo de Obama representa um governo que fortalece as minorias, e ele não pode nomear pessoas politicamente incorretas a esse ponto.

Além disso, Larry Summers tem a fama de ser extremamente grosseiro e arrogante no trato com as pessoas. Há vários diplomatas brasileiros com histórias para contar sobre grosserias dele a respeito do Brasil. Ele tem experiência, mas de ser secretário do Tesouro num momento de boom, e não num momento de crise.

Por fim, os outros dois nomes cotados eram Paul Volcker, com idade avançada para ocupar um cargo de tão grande pressão, e Robert Rubin, que disse que não queria o cargo. Ou seja, comparando todos os nomes fica claro que a escolha de Obama foi a melhor.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

BARACK OBAMA E O CAPITALISMO 2008

O capitalismo segundo BARACK OBAMA é matéria da EXAME. Para variar, Ângela Pimenta e Tatiana Gianini demonstram as dificuldades que o novo presidente encontrará na Casa Branca a partir de 20/01/09, tais como “Cortar gastos OU estimular o consumo? Regular o mercado OU incentivar o risco? Liberar o comércio OU proteger o emprego dos americanos?” Além de citar as principais idéias de OBAMA sobre o papel do estado na economia, a globalização, o comércio exterior, a crise econômica e impostos, o texto descreve a atual situação dos Estados Unidos de maneira real e sem terrorismo.

Informa, por exemplo, que de janeiro a outubro, cerca de 1,2 milhão de americanos perderam o trabalho elevando a soma de desempregados para 10 milhões de pessoas, o equivalente a mais de 6,5% da população economicamente ativa, a taxa mais alta desde 1994. Estima o crescimento americano em 2008 em apenas 1,6%, projetando para 2009 uma retração de -0,7%. O déficit orçamentário do governo deverá bater em UM TRILHÃO DE DÓLARES em 2009. A dívida pública já bateu a marca dos SEIS TRILHÕES DE DÓLARES. O que será de nós, então? Porém uma frase retornou-me ao mundo do otimismo: “Mais cedo ou mais tarde, a recessão irá passar”, como venho defendendo em várias postagens.

E no final da matéria uma frase do ex-líder chinês Den Xiaoping sobre o sistema econômico ideal: “NÃO IMPORTA SE O GATO É BRANCO OU PRETO, DESDE QUE ELE CONSIGA PEGAR O RATO, ELE É UM BOM GATO”.

CEARÁ - TERRA DA LUZ E DO ESTUDO

Do meu estado CEARÁ leio uma excelente notícia na VEJA. 30% dos últimos aprovados no difícil – eu escrevi muito difícil, vestibular do INSTITUTO TECNOLÓGICO DA AERONÁUTICA - ITA, são cearenses cabeças chatas. (A minha não é. Deve ser por isso que não estou no ITA.) Dois excelentes colégios de Fortaleza – o Farias Brito e o 7 de Setembro estão de parabéns pelo excepcional trabalho realizado pela direção, professores e alunos. E, como outros colegas de blog já escreveram dias atrás, a orientação de exigir do aluno um conhecimento de EXATAS, não deu coisa melhor.

É por esse caminho que mudaremos a educação neste país e não através de aulas “políticas”.

REVISTA ÉPOCA - BLOGS

Na última edição da ÉPOCA constam os endereços dos 80 blogs mais “famosos” do Brasil, segundo eles, os que você não pode perder. Como todo tipo de lista, apesar dos critérios adotados pela revista, cada leitor sempre achará que faltou o blog A e incluíram, sem merecimento, o blog B.

De qualquer maneira é muito interessante, tem para quase todos os gostos e regalos e sempre tem aquele blog que você nunca tinha ouvido falar. Vários são meus velhos e bons conhecidos, mas não é a minha lista preferida. Para os que não a leram, a matéria esta no endereço http://revistaepoca.globo.com/

Em tempo: Eles não colocaram o endereço do meu blog e de diversos outros dos quais sou verdadeiramente leitor. Devem ficar para uma próxima edição. Espero.

domingo, 16 de novembro de 2008

CICLOS ECONÔMICOS - 1929 / 2008

É comum a leitura diária de uma comparação entre a Grande Depressão ocorrida nos Estados Unidos na década de 1930 e a atual crise financeira mundial. Apenas como registro histórico, o produto real dos Estados Unidos caiu cerca de 30% entre os anos de 1929 e 1933 e a taxa de desemprego aumentou de 3,2% para 24,9%. Por razões ideológicas, o diagnóstico dessa crise tanto pode ser analisado pelo lado dos keynesianos, como pelo lado de Friedman. No final, continua difícil explicar o que aconteceu para que a economia tivesse aquele comportamento, mesmo tendo esse assunto sido objeto de exaustivos trabalhos e pesquisas.

Hoje, entendemos que a comparação parece mais um fato midiático do tipo “nunca antes neste país aconteceu isso antes”. E lá vamos todos comparar alhos com bugalhos e um mundo de artigos para todos os gostos e desgostos. Eu continuo acreditando que são situações totalmente diferentes e que o “estopim” da crise, os Estados Unidos, “um país supostamente em declínio”, como comenta o Fareed Zakaria, editor da revista Newsweek International, continuará sendo a maior economia do mundo, responsáveis que são por mais de um quarto da produção mundial. E a atual crise, como é inerente ao capitalismo, será solucionada em até menor tempo do que muitos prevêem.

sábado, 15 de novembro de 2008

LEITURA - SUGESTÃO PARA O FINAL DE 2008

Em dezembro próximo a editora Campus/Elsevier lançará no mercado o novo livro do MARTIN WOLF, "jornalista financeiro mais proeminente do mundo", colunista do jornal britânico The Financial Times e ex-economista sênior do Banco Mundial.

Trata-se do livro "A reconstrução do sistema financeiro global" e nele o autor, conforme a EXAME, cita que a globalização tornou crises financeiras inevitáveis e um jeito de se proteger contra resultados tão devastadores nas próximas é o fortalecimento dos países emergentes.

Então, vamos lá Brasil, ajudar a salvar o mundo. Com o apoio de Lula a Obama, of course.

KEYNES, DE NOVO?

Recentemente postei sobre um artigo no qual Paul Krugman defende a gastança do estado como solução para a atual crise financeira.

Comentando no blog do Alexandre Schwartsman http://maovisivel.blogspot.com/ obtive dele a confirmação de que eu não estão sozinho neste entendimento: o estado não é a salvação do mundo.

Hoje, li excepcional texto no blog do Rodrigo Constantino http://rodrigoconstantino.blogspot.com/ com o título "KRUGMAN, O ALQUIMISTA", no qual ele também demonstra claramente que o estado não é tudo.

Adianto abaixo parte do artigo do Rodrigo, completo no seu endereço : http://rodrigoconstantino.blogspot.com/

Em seu recente artigo “Economia da Depressão”, o economista Paul Krugman defende a gastança do governo como solução para a crise. As crenças keynesianas de Krugman estão mais vivas que nunca, e o autor inverte a lógica econômica toda, achando que o consumo em alta é que gera investimentos produtivos, que por sua vez gera crescimento econômico.

Eis o raciocínio dele:“A alta do desemprego resultará em redução do consumo... O consumo fraco levará a cortes nos planos de investimentos das empresas. E a economia enfraquecida resultará em novas perdas de empregos, o que gerará um novo ciclo de contração”.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

NÓS E ELES - YES, SOMOS DIFERENTES

ONTEM postei abaixo que sou favorável a atual política econômica e desfavorável a intervenção do governo em determinados segmentos. Além da questão dos gastos públicos que não param de crescer.

Porém, HOJE lendo o Krugman no artigo "Franklin Delano Obama?" escrever que, no caso americano, claro, o Obama deve é descobrir de quanta ajuda a economia precisa e então acrescentar 50%, fiquei aqui na minha selva preocupado. Eu, no meu simplista pensamento, e o poderoso PK com essa do governo gastar.

Tudo ficou muito claro quando HOJE, li na FOLHA o artigo "Emplasto Brás Cubas" do Professor Alexandre Schwartsman (http://maovisivel.blogspot.com/). Alí entendi tudo: Brasil é Brasil - USA is USA. Logo, continuo na minha linha de raciocínio, defendendo a meta de inflação e uma política econômica comprometida com a estabilidade.

Mais uma vez, aula grátis de um grande e atual economista brasileiro para este aluno perdido na floresta.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

ECONOMIA - PREVISÃO PARA O AINDA 2008

Apesar de atualmente outros Bancos Centrais de diversos países estarem reduzindo as taxas básicas de juros, entendo que mesmo para quem pensa em Papai Noel e seus presentes de final de ano, é recomendável que o nosso BACEN mantenha a taxa nos 13,75% atuais. Para ser franco, um aumento de 0,25% até que seria um sinal favorável a redução do consumo e um fator a mais a favorecer a manutenção ou até provocar uma sensível queda na inflação. Afinal, estamos bem acima da meta estipulada de 4,5%aa. Hoje, na GAZETA MERCANTIL Henrique Meirelles foi questionado sobre qual a política fiscal mais adequada para o Brasil, em um momento em que os principais bancos centrais do mundo estão promovendo cortes nas taxas básicas de juros, e comentou: "A política fiscal mais adequada está na ata do Copom".

Outro incômodo é a intervenção do governo na liberação de créditos para determinados segmentos, visando solucionar apenas situações específicas, além de beneficiar essas áreas em detrimento a outras com menor poder de lobby. E ainda tem a questão dos gastos públicos que não param de crescer. Como falou a Míriam Leitão, "um aumento dos gastos públicos não deve ser apresentado nem como a salvação da lavoura e nem como a origem de todos os males."

Volto ao assunto em outro post.

ECONOMETRIA FINANCEIRA

Recebi hoje o novo livro do Professor Pedro Morettin "Econometria Financeira - Um curso em séries temporais financeiras".

O livro trata da aplicação de técnicas de séries temporais e econometria a dados financeiros e é altamente recomendável a estudantes e profissionais do mercado financeiro.

Espero que através do conteúdo abrangente eu consiga melhorar meus modelos e confiar mais nos meus números do que nos informados pela Standard & Poor's.

Afinal, se "todos" ganham na Bolsa, porque eu também não posso?

Mesmo na crise... Qual delas mesmo?

domingo, 9 de novembro de 2008

EDMUNDO PHELPS E KEYNES EM 2008

Para um domingão de chuva, nada como um artigo de um NOBEL de ECONOMIA para reflexão e melhor entendimento da situação atual.

Keynes não tinha a cura para momentos de recessão

Economista errou ao não fazer distinção entre queda nos preços devido a motivos monetários e retração relacionada a fatores alheios à oferta e à procura de dinheiro.

EDMUND PHELPS ESPECIAL PARA O "FINANCIAL TIMES"

Que teoria podemos usar para que saiamos de maneira rápida e confiável da recessão iminente? Empregar a teoria "neoclássica" das flutuações que surgiu em Chicago nos anos 70 seria impensável, já que foi exatamente essa teoria que o colapso dos preços dos ativos acabou por provar falsa.

Os pensamentos de alguns voltaram a John Maynard Keynes. As percepções dele quanto à incerteza e à especulação eram profundas. Mas sua teoria do emprego era problemática e as soluções "keynesianas" de política econômica são no mínimo questionáveis.

Os bancos falam da queda nos preços da habitação como efeito de alguma forma de choque. Nos modelos que eles adotam, choques aleatórios estão sempre derrubando os preços dos ativos, ante os valores projetados. Na verdade, não houve abalo, seca ou força exógena que forçasse os preços a cair.

Os especuladores e os compradores de casas, acreditando que aluguéis e custos de construção subiriam, apostaram em uma alta nos preços no futuro, e isso gerou também uma alta nos preços das casas existentes.

Mas, ao longo dos anos, nem os aluguéis nem os custos (em termos reais) se moveram. Se eles não subiam, os preços (reais) teriam de voltar a cair, mais cedo ou mais tarde.

Esse era o mundo de Keynes.

Na Universidade de Cambridge, ele demonstrou como um investidor poderia operar com margem para contingências desconhecidas, em seu "Tratado sobre a Probabilidade". Em Londres, comandou um fundo de hedge e enriqueceu, mas terminou apanhado pelo colapso nos preços das commodities no começo de 1929. Ele concluiu que as crenças dos investidores eram "frágeis". À medida que um investidor e depois outro começam a desertar, os preços de um ativo, que até ali vinham em alta, podem simplesmente cambalear um pouco no início, mas terminam por despencar mais tarde, em companhia das crenças convencionais.

Teoria Geral

Keynes atribuía aos preços dos ativos um papel central na determinação do nível de emprego, em sua Teoria Geral de 1936. Caso uma mudança de sentimento gerasse declínio acentuado na avaliação dos ativos empresariais (bem como nos preços das ações e das casas), o investimento empresarial seria cortado e o emprego se contrairia.

Infelizmente, nada mais funcionava bem, desse ponto em diante. Keynes cometeu um erro imenso ao não distinguir entre uma queda nos preços dos artigos causada por motivos monetários e uma queda relacionada a fatores que pouco ou nada têm a ver com a oferta e procura de dinheiro, como uma redução nas expectativas quanto aos futuros retornos de ativos de negócios ou imóveis.

O primeiro fenômeno pode ser solucionado por meios monetários: o banco central pode reforçar a base monetária (digamos que por meio da aquisição de títulos de dívida pública), o que geraria alta nos preços dos ativos sem provocar alta concomitante dos demais preços e dos salários, evitando causar uma espiral insensata.

O recente colapso na especulação com imóveis residenciais, porém, é um fenômeno não-monetário: é preciso haver uma queda no preço em dinheiro das casas ante o preço em dinheiro dos bens de consumo.

Keynes argumentava que reforçar a base monetária funcionaria também nesse caso: os trabalhadores não estariam cientes de que os salários em empregos concorrentes em outros lugares haviam subido tanto quanto os seus, de modo que temeriam solicitar salários reais tão altos quanto antes; dessa forma, as contratações seriam estimuladas, e o emprego voltaria a subir.

Mas sustentar essa recuperação certamente requereria uma inflação salarial sem fim, em um ritmo sempre um passo à frente das expectativas, uma política nada atraente. Keynes passou cada vez mais a se concentrar em medidas não-monetárias para mudar o novo equilíbrio não-monetário depois de uma perda de confiança.

Keynes sempre acreditou que a demanda de consumo também estimula o emprego.

Uma alta na demanda encoraja as empresas a elevar a produção e a contratar mais trabalhadores inicialmente. Mas, em uma economia aberta com moeda própria, o estímulo se faria sentir principalmente no exterior. Na economia globalizada, demanda de consumo ampliada em última análise faz pouco mais que gerar aumento nas taxas de juros e, assim, produz declínio nos preços reais dos ativos, no investimento e nos salários reais.

Keynes enfatizava a demanda por investimento como alavanca para promover crescimento no emprego. Nos termos dessa teoria, seria possível estimular o investimento privado por meio de crédito tributário ao investimento ou de subsídios a novas empresas e novas contratações. Keynes favorecia o investimento pelo Estado ou empresas estatais.

Os americanos, com o pesadelo que vivem em seus aeroportos e com as pontes do país sempre a ponto de cair, receberiam bem as melhorias na infra-estrutura.

Mas é necessário perguntar se uma transição radical do investimento privado para o investimento estatal não atenuaria a concepção, o desenvolvimento e a adoção de idéias comerciais novas e criativas. A teoria do capitalismo enfatiza a diversidade em termos de fontes de novas idéias comerciais, do conjunto de empreendedores disponíveis para desenvolvê-las, das fontes de financiamento a investidores beneméritos, capital para empreendimentos e tudo o mais -e da gama de usuários finais. Também enfatiza o quanto é importante que os donos de companhias financeiras e de outros setores estejam livres para usar sua intuição, em contraste com a prestação de contas minuciosa que se deve exigir de um funcionário público.

Assim, uma presença muito reforçada do governo central no setor de investimento do país poderia restringir a inovação e reduzir a qualidade das inovações realizadas. E seríamos deixados em uma recessão, da mesma forma.

EDMUND PHELPS dirige o Centro de Capitalismo e Sociedade da Universidade Columbia e recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2006.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

DEU NO NEW YORK TIMES

O título deste post trata-se do nome de um livro lançado nesta semana no Brasil pelo jornalista Larry Rohter, ex-correspondende do Times no Brasil por longos oito anos.

Como é gostoso lermos a visão de alguém de fora para coisas que, brasileiros da gema, acreditamos e defendemos sem pensar.

Achei estupendo os comentários do autor sobre o Marco Aurélio Garcia (parece mais um Renato Aragão da diplomacia, um trapalhão cujo principal talento é bagunçar as coisas) e sobre o Oscar Niemeyer (arquitetura profundamente elitista e mesmo egoísta).

Alguém discorda dele?

ECONOMISTAS EM CRISE - REUNIÃO JÁ

Já que nem a eleição de Barack Obama conseguiu acabar com uma crise que era americana, tornou-se mundial e, mesmo com o empenho do Lula, chegou às nossas lindas praias, por que não reunimos na minha cidade de IBIAPINA-CE, os mais renomados economistas do mundo, incluindo todos os vivos (of course), laureados com o Nobel, para que possam achar uma luz no final do túnel?

Diariamente somos inundados por artigos de ecoonomistas A - B e C que não chegam a acordo nenhum e o mundo vai ficando cada vez mais preocupado com o que vem por aí. 2009 está na nossa porta e ainda nem vimos o túnel. Quanto mais a luz.

A complexidade mundial dificulta todo o entendimento de qualquer processo econômico, aliado ao "estrago" que faz uma bolha, seja na internet ou nas hipotecas. Porém, alguém ou todos precisam fazer a receita do bolo para que ninguém morra de fome por causa de umas bonitas casas americanas...

ELEIÇÕES 2008 - USA

Como sabem meus amigos, daqui direto do interior, (e bote interior nisso), da selva amazônica, minha torcida era pela eleição de Hillary Clinton.

Porém, Obama venceu e daqui espero que ele consiga no mundo real, o que ele mesmo criou em seu mundo particular. Apesar de ser otimista, neste momento não tenho muitos motivos para acreditar que CHANGE CAN HAPPEN.

É fantástico e admirável sob todos os aspectos o que aconteceu com ele desde que nasceu até hoje. Portanto, vamos esperar que sua estrela (que não é a do PT) continue brilhando, para o bem de TODOS.

Accept my congratulations and may God bless the United States of America.

domingo, 2 de novembro de 2008

UFC - CAEN - ECONOMIA APLICADA

Acabo de receber pelo correio, direto aqui para a selva da floresta amazônica, o nº 01 da Série Coletânea de Dissertações do Mestrado Profissional com o título "Ensaios em Economia Aplicada." O livro contém uma coletânea de artigos extraídos de diversas dissertações apresentadas e foi organizado pelos Professores Drs. Ronaldo Arraes e Paulo Neto, que autografaram gentilmente o meu exemplar.
Parabéns aos organizadores e demais Professores pela iniciativa, o que só deve resultar, cada vez mais, em melhores trabalhos e aplicação dos mesmos pela própria sociedade. De fato, uma economia realmente aplicada, que é uma das razões de ser da própria academia.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

PAUL SAMUELSON E A CRISE 2008

Acredito que todos os economistas atuais leram Samuelson. Diante disso não poderia deixar de publicar um artigo do mesmo que está no El País de hoje. Boa leitura com o Grande Mestre.

Adiós al capitalismo de Friedman y Hayek PAUL A. SAMUELSON 26/10/2008

El capitalismo puro se impuso entre 1915 y 1919, cuando yo era niño. ¿Quién lo mató? El presidente republicano Herbert Hoover y su multimillonario secretario del Tesoro Andrew Mellon fueron culpables antes y después del hecho. ¿Quién lo devolvió a la vida? El New Deal de posición intermedia impuesto por Franklin Roosevelt. Pero tuvieron que pasar siete años desde la investidura de Roosevelt, en marzo de 1933, para conseguirlo.

Permítanme avanzar rápidamente en el tiempo hasta el actual estallido financiero mundial. Los sistemas de mercado no regulados acaban destruyéndose a sí mismos. ¿Ha llegado el sistema de mercado a su fin? Como persona apegada a los valores tradicionales, espero que no. Mil años de historia económica atestiguan objetivamente lo indispensables que son los sistemas de mercado.

Marx, Lenin y Stalin eran paletos en lo que a economía se refiere. Mao era incluso peor. Y olvidémonos de Castro en Cuba, de Chávez en Venezuela y de quienquiera que fuese el que sumió a Corea del Norte en la hambruna y el estancamiento.

¿Qué es entonces lo que ha causado, desde 2007, el suicidio del capitalismo de Wall Street? En el fondo de este caos financiero, el peor en un siglo, encontramos lo siguiente: el capitalismo libertario del laissez-faire que predicaban Milton Friedman y Friedrich Hayek, al que se permitió desbocarse sin reglamentación. Ésta es la fuente primaria de nuestros problemas de hoy. Hoy estos dos hombres están muertos, pero sus envenenados legados perduran.

Son palabras duras que deben justificarse. Pero permítaseme advertir a los lectores que mi larga y variada experiencia en historia económica me ha convertido en un centrista incurable. Peor que eso: he aprendido por las malas a ser incurablemente ecléctico.

Fui un estudiante brillante en la conservadora Universidad de Chicago desde 1932 hasta 1935. Mis profesores de Economía mundialmente famosos me encantaban, y me colmaron de notas altas. Pero. Pero. Siempre que miraba al exterior por las ventanas de la universidad veía tasas de desempleo cercanas al 50%. (La situación en la Alemania prehitleriana era más o menos la misma). Nada de eso cuadraba con lo que se escribía en los libros de texto que me mandaban leer.

¿Por qué pasé mis cuatro vacaciones de verano universitarias en la arenosa playa del lago Michigan? Mi familia no era pobre, pero tampoco asquerosamente rica. Por aquel entonces no había ningún trabajo. Ninguno significa eso, ninguno. Prácticamente todos los bancos de Indiana, Illinois y Wisconsin habían quebrado.

¿Cómo se las apañaron el benévolo presidente Roosevelt y el pérfido Adolf Hitler para restaurar casi el pleno empleo en los seis largos años que siguieron a 1933? Lo que finalmente resolvió el problema fue un enorme gasto deficitario que aumentó la deuda pública. Esta historia, tal y como yo acabo de contarla, no se encuentra en casi ninguna de las tesis doctorales de las grandes universidades privadas después de 1970. (Evidentemente, la ciencia mejora y desmejora).

Mis frases conectan con el desconcertante futuro de las iniciativas de rescate que están teniendo lugar en los cinco continentes. Primero, aclaremos quién tiene la culpa de que la estabilidad y el crecimiento que se produjeron en torno a 1995 se convirtieran en el caos de 2008.

1. No olvidemos nunca las idioteces que ha hecho George Bush en geopolítica. La historia futura documentará ese aspecto.

2. Desde que Ronald Reagan fue elegido para ocupar la Casa Blanca, en 1980, Estados Unidos se ha ido convirtiendo gradualmente en un país de derrochadores en los planos familiar, empresarial y público, como buenos derechistas radicales partidarios de la oferta.

En una fecha futura incierta, cuando se produzca un ataque mortal y desordenado contra el dólar como divisa, los gestores de fondos de cobertura que sobrevivan en Estados Unidos serán los principales vendedores al descubierto de dólares. Esos legados de Reagan habrán desempeñado una función crucial.

3. Los programas de "conservadurismo compasivo (sic)" prometidos por George Bush resultaron ser un programa de enormes recortes tributarios exclusivamente para gente como mis prósperos vecinos.

4. El fomento deliberado de la desigualdad no aceleró la productividad total de los factores en Estados Unidos. Por el contrario, la obscena subida de los emolumentos de los altos directivos volvió disfuncional todo el sistema de gobernanza empresarial. Los directores generales de carrera se lo montaron muy bien contando mentiras sobre los verdaderos beneficios de las empresas. Incluso después de que los descubriesen, se fueron al banco con una sonrisa de oreja a oreja.

De hecho, los candidatos de Bush para la Comisión de Control del Mercado de Valores, como el primer presidente que nombró, Harvey Pitt, fueron elegidos sólo porque liberalizarían el sistema, en lugar de mantener una sensata regulación centrista. Pitt fue escogido principalmente porque había sido abogado de las cuatro empresas contables principales, que a su vez estaban fabricando nuevas formas engañosas de medir la verdadera rentabilidad.

5. Pongan a estos contables en el estrado de los testigos. Les pagan aquellos a quienes se supone que deben vigilar, un caso flagrante en el que la vigilancia y la reglamentación son una necesidad fundamental.

6. Dejen sitio en el juzgado para las tres grandes agencias de clasificación: Fitch, Moody's y S&P-McGraw Hill. Se supone que sólo dan aprobaciones AAA al material seguro. Pero si una de las tres se volviera objetivamente veraz, las otras dos se quedarían con todo el negocio. Eso apesta a conflicto de intereses. Que tome nota el Congreso.

7. Por ahorrar espacio, pasaré a los nuevos "diabólicos monstruos Frankenstein" de la nueva "ingeniería financiera". Puede que yo y otros compañeros del MIT de Chicago, de Wharton, Penn y otras universidades, lo pasemos mal cuando nos enfrentemos a san Pedro en las puertas del cielo.

¿Cuál es el problema? Es verdad que los derivados y los créditos recíprocos pueden proporcionar un reparto racional del riesgo y, por consiguiente, reducir el riesgo total, pero también pueden destruir por completo cualquier transparencia.

Durante décadas he participado en consejos directivos sin ánimo de lucro con directores generales desde Nueva York hasta California. Ninguno de ellos entendió nunca nada de las fórmulas de Black, Scholes y Merton para valorar activos. Todo lo que sabían, o pensaban que sabían, era que los nuevos y maravillosos centros de beneficios libres de riesgo habían invadido sus despachos. Era mejor que la alquimia que convertía el estiércol en oro.

Por lo visto, nadie aprendió la lección de 1998, cuando Long Term Capital Management (LTCM) estuvo a punto de quebrar y necesitó un rescate pactado por parte del Banco de la Reserva Federal de Nueva York. La ingeniería financiera es lo que nos permite pasar del apalancamiento cero hasta, pongamos, un apalancamiento de 50 a 1. Y cuando el riesgo acumulado resultante explota, de nuevo todo lo que ocurre es que el director general y el director financiero se van al banco partiéndose de risa por el camino.

Bear Stearns convirtió de la noche a la mañana a sus multimillonarios en millonarios. El emperador Nerón tocaba la lira mientras Roma ardía. El jefe de Bear Stearns jugaba torneos de bridge mientras sus accionistas quedaban hechos polvo. Teniendo en cuenta que ésta era una de las casas de corretaje que manejaban muchas de las transacciones de LTCM, ¿no debería haber aprendido lo letal que es el hiperapalancamiento?

Lo primordial es que la mayoría de las pérdidas será permanente, como entre 1929 y 1932. Sin embargo, si la Reserva Federal y el Tesoro de EE UU crean suficiente dinero nuevo, la recuperación y la estabilidad serán posibles.

De haber seguido la línea intermedia de Roosevelt, Truman, Kennedy y Clinton, podrían haberse evitado el caos y las quiebras de hoy. Los académicos siguen debatiendo si Colón introdujo la sífilis en el Nuevo Mundo o fue al revés. Pero no cabe duda de que la crisis mundial de 2008 lleva en su etiqueta las palabras made in USA.

Desde Islandia hasta la Antártida, niños aún por nacer aprenderán a temblar ante los nombres de Bush, Greenspan y Pitt. Por supuesto, estoy exagerando, pero sólo un poco.

domingo, 26 de outubro de 2008

ELEIÇÕES 2008 - RESULTADOS

Para os meus quase dois leitores, conforme combinado, abaixo registro o resultado das minhas previsões políticas:

Em seis das nossas capitais mais importantes, registramos anteriormente que os resultados seriam os seguintes:

São Paulo: GILBERTO KASSAB, para redução do Estado, digo, dos Petralhas. Por José Serra. E pela falta de ética da "relaxa e goza". CONFIRMADO. Rio de Janeiro: FERNANDO GABEIRA, por ser um senhor com jovens ideías. NÃO, por muito pouco. Belo Horizonte: LEONARDO QUINTÃO, para colocar Aécio no seu lugar. NÃO. Belém: DUCIOMAR COSTA, pela administração que faz. CONFIRMADO. Salvador: JOÃO HENRIQUE, evitando uma vitória do PT. CONFIRMADO. Porto Alegre: JOSÉ FOGAÇA, pela experiência. E por evitar um retorno do PT. CONFIRMADO.

Um placar de acerto de 4 x 2, PRINCIPALMENTE com o resultado de São Paulo, estou satisfeito e acredito que a partir de agora começa (internamente) a corrida presidencial de 2010 e o início do fim do atual governo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

BARACK OBAMA FOR PRESIDENT - NYT

Que coisa boa quando vemos transparência nos processos políticos. Hoje, em longo editorial, o jornal The New York Times, manifestou seu apoio ao democrata Senador Barack Obama. Segundo o texto, "This country needs sensible leadership, compassionate leadership, honest leadership and strong leadrship. Barack Obama has shown that he has all of those qualities".

Gostei mais da trecho que cita parte de um discurso do Obama em Denver: "Government cannot solve all our problems, but what it should do is that which we cannot do for ourselves: protect us from harm and provide every child a decent education; keep our water clean and our touys safe; invest in new schools and new roads and science and technology."

E para fechar com o assunto do momento, o jornal cita que "Since the financial crises, he has correctly identified the abject failure of government regulation that has brought the markets to the brink of collapse."

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

PAUL KRUGMAN - DE NOVO

De Sérgio Augusto, no ESTADÃO, sobre a escolha de Paul Krugman para o Nobel de Economia:

"Sua vitória foi também uma vitória do liberalismo, do jornalismo crítico, de tudo aquilo que a candidatura de Barack Obama representa, e, por extensão, um triunfo do New York Times, que acreditou no taco do professor de economia e relações internacionais da Universidade de Princenton, o mais lido e respeitado crítico da era Bush."

Pela primeira vez, estou participando das críticas e aplausos a um ganhador de Nobel do qual eu posso dizer que, nas segundas e sextas-feiras faz companhia a este aprendiz de Economia, quando da leitura de sua coluna no Times.

CAPITALISMO POR MARIO VARGAS LLOSA

Gostei demais de ler no ESTADÃO um recente artigo do Mario Vargas Llosa, do qual destaco abaixo trechos pelos quais assino embaixo e confirma outros posts que publiquei sobre este assunto:

"Evidentemente, o sistema capitalista NÃO desaparecerá, porque, embora doa aos nostálgicos das economias estatizadas com seu inevitável corolário - a ditadura totalitária - NÃO existe nenhuma alternativa para substituí-lo.

Adam Smith, o grande teórico do capitalismo e da livre economia, comparou a empresa privada a uma locomotiva. Assim como está, colocada sobre bons trilhos e orientada na direção certa, assegurava aos viajantes uma viagem confortável e a chegada ao seu destino. Nesses últimos anos o capitalismo saiu dos trilhos e mudou de direção de maneira arbitrária, e agora todos estamos pagando os estragos deste descontrole que não soubemos frear a tempo.

Por que isso aconteceu? Porque - esta é outra afirmação constante de Adam Smith - o capitalismo só funciona se a legalidade que o regula se conforma a leis justas, equitativas, que respeitem a liberadade e, sobretudo, se essas leis são cumpridas."

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

CRISE FINANCEIRA - PRAZO?

Agora, que até o Nosso Guia reconheçeu que a crise chegou ao Brasil, minha preocupação continua a mesma. A economia mundial, altamente globalizada, está em um momento de crise. No entanto, não por uma questão pessoal de otimismo, mas por saber que estas crises são próprias do sistema, tenho certeza que o mercado será recuperado, nem que tenha sido com a ajuda dos governos, como estamos vendo nos mais diversos países.

Isso não quer dizer que o capitalismo acabou, que as medidas neoliberais foram errôneas ou que não deva mais existir o livre mercado e sim, uma estatização na economia. O estudo da teoria econômica levará, mesmo que demore um pouco mais, que tenhamos uma recessão, que estas transferências trilionárias de dólares realizadas diariamente continuem criando bolhas, em um determinado momento, a um novo ponto de equilíbrio será encontrado e a crise será um fato passado. Como foi a de 1929, tão bem estudada pelo Ben Bernanke.

Até chegar a esse momento, vamos torcer para que o governo não atrapalhe e que a posse do novo presidente americano (Obama, espero), consiga rediscutir um novo mapa econômico mundial apoiado pelas economias do G-7 e com o poder de consumo dos emergentes sendo o outro lado da balança.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ECONOMIA PARA TODAS AS CORRENTES

Por mais que, principalmente no nosso caso, cada Economista tenha a sua corrente de pensamento, gosto de conhecer e ler os diversos artigos dos bons Economistas que procuram, à sua maneira, explicar o que está acontecendo. Mesmo que não concorde com tudo que está escrito.
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA - A volta da política
Para coordenar as sociedades do capitalismo é necessário um Estado cada vez mais capaz e mais democrático.

Em meio à crise financeira global, o presidente Lula, ao receber em Toledo o prêmio Dom Quixote, declarou que este é o momento da "volta da política e do Estado". Tem razão o presidente.

Depois de 30 anos de irracionalidade neoliberal ou ultraliberal, os homens voltam a se dar conta de que a política é a expressão da liberdade humana, e o Estado, a projeção racional dessa liberdade. Durante 30 anos, uma classe de profissionais das finanças aliou-se a acionistas capitalistas e à classe média conservadora e, empunhando a bandeira do Estado mínimo e da desregulação, alcançou a dominância ideológica sob a liderança de Ronald Reagan nos Estados Unidos e de Margareth Thatcher no Reino Unido.

Inspirada por intelectuais neoliberais que desde os anos 1960 vinham reduzindo a política à lógica do mercado, a nova coalizão política declarou a "guerra do mercado contra o Estado". Enfraquecia assim o Estado, colocado em pé de igualdade com o mercado, e aproveitava essa brecha para enriquecer enquanto os salários dos trabalhadores permaneciam quase estagnados.

A guerra era irracional porque, em vez de se limitar a eventuais excessos de intervenção do Estado na economia, atacou o próprio Estado. Porque ignorava que o Estado é a instituição maior de cada sociedade -que é o resultado do esforço secular de construção política de um sistema constitucional-legal e de uma administração pública que o garanta. Ignorava que é através do Estado que os homens e as mulheres, no exercício da política, coordenam sua vida social, estabelecendo suas instituições normativas e organizacionais fundamentais, entre as quais a democracia e o mercado.

O mercado apenas se torna realmente significativo como instituição complementar na coordenação da sociedade com a emergência do capitalismo. Por isso, o capitalismo será chamado de economia de mercado. A coordenação econômica de uma sociedade caracterizada por uma crescente divisão do trabalho e, portanto, por uma enorme complexidade só é possível se o Estado contar com a colaboração do mercado nessa tarefa. Por outro lado, durante o transcorrer do século 20, as nações mais desenvolvidas construíram um Estado democrático social.

Foram todas essas verdades elementares que os jovens turcos da classe profissional financeira, quase todos treinados em escolas de economia neoclássicas, não compreenderam, ou não quiseram compreender, ao pretenderem substituir o Estado social e efetivamente regulador pelo mercado. Assim, contraditoriamente, buscavam voltar ao século 19, em que o Estado era mínimo, correspondendo a menos de 10% do PIB. Ao agir assim, a coalizão reacionária por eles conduzida não compreendeu que esse objetivo era inviável em sociedades democráticas modernas. E -o que é mais grave- não compreendeu que, para coordenar as sociedades complexas de hoje -as sociedades do capitalismo do conhecimento-, não bastam mercados cada vez mais eficientes: torna-se necessário um Estado cada vez mais capaz e mais democrático.

Existe uma estreita relação entre o grau de desenvolvimento econômico e de complexidade de uma sociedade e a capacidade que seu Estado deve ter de coordená-la ou regulá-la. É fortalecendo o Estado, e não enfraquecendo-o, que realizamos os grandes objetivos políticos de liberdade, justiça e bem-estar. Ao não compreender essas verdades básicas, o neoliberalismo nos levou à atual crise. Será através da política e do Estado que a superaremos.

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, 74, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994".

A importância de debater o PIB nas eleições 2022.

Desde o início deste 2022 percebemos um ano complicado tanto na área econômica como na política. Temos um ano com eleições para presidente, ...