quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

196ª Reunião do Copom: 19 e 20/01/2016 - 14,25% a.a., sem viés.

Na torcida para que a previsibilidade do Copom seja o que temos de melhor para a nossa claudicante economia, lemos na Ata da 196ª reunião do Copom:

28. Diante do exposto, avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom considera que remanescem incertezas associadas ao balanço de riscos, principalmente, quanto à velocidade do processo de recuperação dos resultados fiscais e à sua composição, e que o processo de realinhamento de preços relativos mostrou-se mais demorado e mais intenso que o previsto. Adicionalmente, as incertezas em relação ao cenário externo se ampliaram, com destaque para a crescente preocupação com o desempenho da economia chinesa e seus desdobramentos e com a evolução de preços no mercado de petróleo. Parte de seus membros argumentou que seria oportuno ajustar, de imediato, as condições monetárias, de modo a reduzir os riscos de não cumprimento dos objetivos do regime de metas para a inflação e reforçar o processo de ancoragem das expectativas inflacionárias. No entanto, a maioria dos membros do Copom considerou que a elevação das incertezas domésticas e, principalmente, externas, sobretudo mais recentemente, justifica continuar monitorando a evolução do cenário macroeconômico para, então, definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária. Para estes membros, faz-se necessário acompanhar os impactos das recentes mudanças nos ambientes doméstico e externo no balanço de riscos para a inflação, o que, combinado com os ajustes já implementados na política monetária, pode fortalecer o cenário de convergência da inflação para a meta de 4,5%, em 2017.

29O Copom, então, decidiu manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela elevação da taxa Selic em 0,50 p.p.


30. Votaram pela manutenção da taxa Selic em 14,25% a.a. os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Edson Feltrim e Otávio Ribeiro Damaso. Votaram pela elevação da taxa Selic para 14,75% a.a. os seguintes membros do Comitê: Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon.

A Grande Aposta - The Big Short.


A sensação de participar do mundo de Wall Street é a melhor recordação que tenho do filme “A Grande Aposta - The Big Short”. De certa maneira, reviver a crise financeira de 2008 em apenas 2h11min é tempo muito pouco, mas que nos leva a refletir bastante sobre o comportamento irracional do mercado. É impressionante a falta de percepção deliberada de situações que resultaram no estouro da bolha imobiliária americana e as suas consequências para as demais economias.


O filme busca ser didático e um almanaque de informações para os menos familiarizados com os jargões econômicos. Mesmo tratando de um assunto já conhecido de todos, a sensação final é de tristeza ao perceber que a roda da fortuna pode até durar alguns anos, mas se não estiver bem alicerçada, em algum momento todas as cartas desmoronarão. Lembrando que como sempre ocorre neste tipo de situação, poucos (1%?) ganham muito dinheiro e o prejuízo é repartido para os 99% restantes. 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Oscar Nominations 2016 - Os indicados ao Oscar 2016.


Hoje, os indicados à 88ª edição do Oscar que serão definitivamente escolhidos na cerimônia que acontece no dia 28 de fevereiro, domingo, a partir das 20h30. O comediante Chris Rock retorna ao cargo de anfitrião. 

Abaixo a relação completa dos indicados. 

Aproveitem o dia e assistam aos seus favoritos. 

Divirtam-se. Afinal, cinema ainda é a maior diversão.    

Here's the complete list for the 88th Academy Awards:

BEST PICTURE
·         The Big Short
·         Bridge of Spies
·         Brooklyn
·         Mad Max: Fury Road
·         The Martian
·         The Revanant
·         Room
·         Spotlight


BEST ACTOR
·         Bryan Cranston, Trumbo
·         Matt Damon, The Martian
·         Leonardo DiCaprio, The Revanant
·         Michael Fassbender, Steve Jobs
·         Eddie Redmayne, The Danish Girl


BEST ACTRESS
·         Kate Blanchett, Carol
·         Brie Larson, Room
·         Jennifer Lawrence, Joy
·         Charlotte Rampling, 45 Years
·         Saoirse Ronan, Brooklyn


BEST SUPPORTING ACTOR
·         Christian Bale, The Big Short
·         Tom Hardy, The Revenant
·         Mark Ruffalo, Spotlight
·         Mark Rylance, Bridge of Spies
·         Sylvester Stallone, Creed


BEST SUPPORTING ACTRESS
·         Jennifer Jason Leigh, The Hateful Eight
·         Rooney Mara, Carol
·         Rachel McAdams, Spotlight
·         Alicia Vikander, The Danish Girl
·         Kate Winslet, Steve Jobs


DIRECTING
·         The Big Short
·         Mad Max: Fury Road
·         The Revanant
·         Room
·         Spotlight


ANIMATED FEATURE FILM
·         Anomolisa
·         Boy and the World
·         Inside Out
·         Shaun the Sheep Movie
·         When Marie Was There


COSTUME DESIGN
·         Carol
·         Cinderella
·         The Danish Girl
·         Mad Mad: Fury Road
·         The Revenant


DOCUMENTARY FEATURE
·         Amy
·         Cartel Land
·         The Look of Silence
·         What Happened, Miss Simone?
·         Winter on Fire


DOCUMENTARY SHORT
·         Body Team
·         Chau, Beyong the Lines
·         Flaude Lanzmann
·         A Girl in the River
·         Last Day of Freedom


MAKEUP AND HAIR STYLING
·         Mad Max: Fury Road
·   The Hundred-Year-Old Man Who Climbed Out the Window and Disappeared
·         The Revenant


ORIGINAL SONG
·         Earned It
·         Simple Song #3
·         The Hunting Ground
·         Til It Happens to You
·         Writings on the Wall


ANIMATED SHORT
·         Bear Story
·         Prologue
·         Sanjay's Super Team
·         We Can't Leave Without Cosmos
·         World of Tomorrow


SOUND EDITING
·         Mad Mad: Fury Road
·         Sicario
·         Star Wars: The Force Awakens
·         The Martian
·         The Revenant

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

DILMA ROUSSEFF: Um feliz 2016 para o povo brasileiro.

O ano de 2015 chegou ao final e a virada do calendário nos faz reavaliar expectativas e planejar novas etapas e desafios. Assim, como sempre, nos traz a necessidade de refletir sobre erros e acertos de nossas decisões e atitudes.

Este 2015 foi um ano muito duro. Revendo minhas responsabilidades nesse ambiente de dificuldades, vejo que nossos erros e acertos devem ser tratados com humildade e perspectiva histórica.

Foi um ano no qual a necessária revisão da estratégia econômica do país coincidiu com fatores internacionais que reduziram nossa atividade produtiva: queda vertiginosa do valor de nossos principais produtos de exportação, desaceleração de economias estratégicas para o Brasil e a adaptação a um novo patamar cambial, com suas evidentes pressões inflacionárias.

Tivemos também a instabilidade política que se aprofundou por uma conduta muitas vezes imatura de setores da oposição que não aceitaram o resultado das urnas e tentaram legitimar sua atitude pelas dificuldades enfrentadas pelo país.

Mais do que fazer um balanço do que se passou, quero falar aqui da minha confiança no nosso futuro e reafirmar minha crença no Brasil e na força do povo brasileiro. Estou convicta da nossa capacidade de chegarmos ao fim de 2016 melhores do que indicam as previsões atuais.

A principal característica das crises econômicas do Brasil, desde os anos 1950, é uma combinação entre crise externa e crise fiscal. As economias emergentes sempre foram pressionadas pela combinação de deficit e dívida externa, com desarranjos fiscais do Estado.

A realidade brasileira hoje é outra. A solidez da nossa economia é a base da retomada do crescimento. Temos uma posição sólida nas reservas internacionais, que se encontram em torno de US$ 368 bilhões, a sexta maior do mundo.

O deficit em transações correntes terá recuado no final do ano de cerca de 4,3% para 3,5% do PIB, comparativamente a 2014. O investimento direto estrangeiro na casa de US$ 66 bilhões demonstra a confiança dos investidores no nosso país.

Em 2016, com o apoio do Congresso, persistiremos pelos necessários ajustes orçamentários, vitais para o equilíbrio fiscal. Em diálogo com os trabalhadores e empresários, construiremos uma proposta de reforma previdenciária, medida essencial para a sobrevivência estrutural desse sistema que protege dezenas de milhões de trabalhadores.

É claro que os direitos adquiridos serão preservados, e devem ser respeitadas as expectativas de quem está no mercado de trabalho, mas de forma efetivamente sustentável.

Convocarei o Conselho de Desenvolvimento Social, formado por trabalhadores, empresários e ministros, para discutir propostas de reformas para o nosso sistema produtivo, especialmente no aspecto tributário, a fim de construirmos um Brasil mais eficiente e competitivo no mercado internacional.

Não basta apenas a modernização do nosso parque industrial, é fundamental continuarmos investindo em educação, formação tecnológica e científica.

Precisamos também respeitar e dialogar com os anseios populares, desenvolvendo uma estrutura de poder mais próxima da sociedade, instituições fortes no combate à corrupção, oferta de serviços públicos de qualidade e ampliação dos instrumentos de participação e controle da sociedade civil.

As diferentes operações anticorrupção tornaram as instituições públicas mais robustas e protegidas. Devem continuar assegurando o amplo direito de defesa e punindo os responsáveis, sem destruir empregos e empresas.

Reafirmo minha determinação pela reforma administrativa que iniciei. Quero um governo que gaste bem os recursos públicos, que seja racional nos processos de trabalho e eficiente no atendimento às demandas da sociedade.

O governo está fazendo sua parte. Executamos um duro plano de contenção de gastos, economizando mais de R$ 108 bilhões em 2015 -o maior contingenciamento já realizado no país. Para 2016, firmamos o compromisso de produzir um superavit primário de 0,5% do PIB. Fizemos e faremos esse esforço sem transferir a conta para os que mais precisam.

Sei que as famílias brasileiras se preocupam com a inflação. Enfrentá-la é nossa prioridade. Ela cairá em 2016, como demonstram as expectativas dos próprios agentes econômicos.

O governo manteve, no ano de 2015, os investimentos que realizamos para melhorar a vida dos brasileiros. Por exemplo, foram cerca de 389 mil moradias entregues e mais de 402 mil contratadas no Minha Casa, Minha Vida. Quase 14 milhões de famílias receberam o Bolsa Família.

Oferecemos 906 mil novas vagas em universidades públicas e privadas e 1,3 milhão no Pronatec. Entregamos 808 km de rodovias, tanto por meio de obras públicas como pelas concessões privadas. Autorizamos dez terminais portuários privados, concedemos e modernizamos aeroportos. Ampliamos a oferta de energia em 5.070 MW.

É hora de viabilizar o crescimento. O plano de concessões em infraestrutura já é uma realidade. Os leilões de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias vão impulsionar a nossa economia e contribuirão para a geração de empregos. Não vamos parar por aí.

É importante ressaltar que em 2015 as instituições da nossa democracia foram exigidas como nunca e responderam às suas responsabilidades, preservando a estabilidade institucional do Brasil.

Todos esses sinais me dão a certeza de que teremos um 2016 melhor. Mesmo injustamente questionada pela tentativa de impeachment, não alimento mágoas nem rancores. O governo fará de 2016 um ano de diálogo com todos os que desejam construir uma realidade melhor.

O Brasil é maior do que os interesses individuais e de grupos. Por isso, quero me empenhar para o que é essencial: um Brasil forte para todo o povo brasileiro.