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Mostrando postagens de Julho, 2009

ECONOMIA E ELEIÇÃO = MISTURA AZEDA

Como postamos anteriormente, misturar economia com eleição não resulta no melhor para o país. É possível com isso eleger o(a) candidato(a) A ou B, mas nossas contas públicas e o resultado delas na economia provocam consequências que o político, neste momento, não está nem aí. Deixo com vocês um editorial do O GLOBO sobre o PAC. Leitura imperdível e didática. Como a matemática desmascara a face de certos políticos... Como o Palácio deu a partida na campanha eleitoral de 2010 há muito tempo e, a cada dia, se envolve mais no projeto Dilma-2010, qualquer pronunciamento de autoridade do primeiro escalão, qualquer movimento mais ostensivo de estatais aparelhadas, em linha com o pensamento único do Planalto, pode ter relação com as urnas do ano que vem. O exemplo mais recente é o anúncio do presidente Lula, primeiro e mais dedicado cabo eleitoral da ministra, que, em fevereiro do ano que vem, lançará o PAC 2, "para quem vier depois de mim não começar do zero". É evidente o teor ele…

A OTIMISTA BOLSA E A CRISE

Ao fechar julho/2009 com uma valorização de 46%, a maior desde 1999, a BOVESPA faz a festa e anima os investidores. Calma pessoal, a otimista bolsa não necessariamente reflete a economia real. A crise ainda existe, ainda não conhecemos a data de seu fim, sabemos que o capitalismo mais uma vez sobreviverá, nestes últimos dez meses Warren Buffett ganhou mais de US$ 1 bilhão ao investir numa montadora chinesa, no entanto, o BRASIL continua com muitas pendências. Agora seria o momento ideal para que as reformas tributária, previdenciária, política etc saissem do papel e facilitasse o livre mercado neste país. Lamentavelmente, a classe política não colabora. Outros interesses $$$ estão em jogo... Se não mantivermos um projeto econômico consistente, fazendo-se alterações políticas meramente devido a eleição de 2010, em 2011 a fatura será cobrada em dobro.

INVESTIMENTO VERSUS ASSISTENCIALISMO

Enquanto países como a CHINA investem em sua infraestrutura, o BRASIL reajusta em 9,68% o valor do benefício do programa Bolsa Família, o que impactará o orçamento 2009 em R$ 406 milhões. O Bolsa Família atende cerca de 11 milhões de famílias e seu orçamento já atinge quase R$ 12 bilhões. Tenham absoluta certeza meus caros dois (milhões) de (e)leitores: NÃO é com esse exclusivo tipo de "ajuda" que o BRASIL será uma grande potência econômica. Pensar somente em 2010 sem pensar nas contas públicas resultará em graves prejuízos ao país.

FINAL DE JULHO/09 - OTIMISMO NA ECONOMIA

Neste último dia de julho/2009, nada como ler uma frase do "Dr. Apocalipse", o nosso colega NOURIEL ROUBINI, publicada na EXAME - edição de 29/07/09: "HÁ LUZ NO FIM DO TÚNEL - E NÃO É DE UM TREM VINDO NA DIREÇÃO DA ECONOMIA AMERICANA". Apesar de nosso também sentimento otimista, muita coisa ainda pode acontecer na economia neste ano de 2009 e em 2010, antes que possamos finalmente anunciar que a crise ACABOU.

ECONOMIA + ADMINISTRAÇÃO

Quando falamos em Gestão Estratégica é imediata a associação que fazemos do tema com empresas privadas ou até mesmo públicas. No entanto, raramente o conceito é ligado ao setor governo. Por isso, gostaria de refletirmos esse assunto com os meus quase dois leitores. Para isso, recomendo a leitura do artigo “MACROECONOMIA - POR QUE NÃO APRENDER TAMBÉM COM A ADMINISTRAÇÃO?”. O texto foi publicado na edição de junho/09, da revista CONJUNTURA ECONÔMICA, da nossa FGV, pelo Professor RUBENS PENHA CYSNE da Escola de Pós-Graduação em Economia da FGV. Ele critica os nossos colegas Economistas que repetem ad nauseum, i.g., “é preciso baixar os juros”, porém falta uma descrição prática de como obter tais resultados. Lamenta o Professor que não há na análise das contas públicas nacionais, um conjunto de indicadores bem definidos e de conhecimento público. E isso é muito grave. Diante disse, o Professor Rubens indica e recomenda que as idéias do Balanced Scorecard de Kaplan e Norton, com as suas inf…

DA SÉRIE: LEITURA INEVITÁVEL - DELFIM NETTO

Conseguimos resgatar na Folha de S. Paulo este artigo de ANTONIO DELFIM NETTO, sobre “Entender o PIB”, que é nossa meta visando antecipar hoje, como estaremos em 31/12/09 e 31/12/10. Há muitos anos sabemos que o "homem comum", com o qual tem de lidar a política econômica, é um ser gregário, altruísta, mais emocional e menos racional do que o frio e calculista "homem econômico". Este é uma conveniente máquina individualista e egoísta, que maximiza seus benefícios e minimiza seus sacrifícios, com a qual a profissão às vezes se diverte na tentativa de entender como funciona o sistema econômico. Sendo assim, a reação de cada agente econômico às novas informações depende não apenas do seu entendimento mas também do entendimento e da reação dos outros. Cria-se uma espécie de rede informal e invisível que "coordena" a resposta coletiva. É por isso que existem "ondas" de "otimismo" ou "pessimismo" e o comportamento da sociedade ou …

DA SÉRIE: LEITURA INEVITÁVEL - ENTREVISTA

Para os meus quase dois (milhões) leitores, abaixo uma otimista e esclarecedora entrevista com o colega Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú-Unibanco e ex-diretor do Banco Central (BC), com data de 26/07/09 no ESTADÃO e o título “Juros não voltam para nível pré-crise''. Como é interessante ler uma entrevista que faz o leitor tomar uma aula de conhecimento e até fazer sua oposição ao entrevistado, porém após ter analisado as diversas variáveis do mundo econômico. Este é o tipo de entrevista que temos que ler e guardar. Ao final do ano, vamos comparar as "previsões". Segundo o ex-diretor do BC, a taxa Selic tende a subir nos próximos anos, mas não deve voltar a ter dois dígitos. Os juros de longo prazo no Brasil estão altos demais porque a taxa de juros real de equilíbrio - aquele que faz com que a economia cresça sem inflação - caiu para o nível de 4% a 5% ao ano e não vai voltar para onde estava antes da crise. Ao contrário de parte do mercado, o Itaú-Unibanco, q…

A ECONOMIA SEGUNDO O IPEA

É muito bom o texto abaixo por envolver as diversas variáveis econômicas que afetam no resultado do PIB, bem como o conhecimento do que pensa o "polêmico" colega MARCIO POCHMANN, do nosso INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA - IPEA. Reconheço que o texto, matéria divulgada em entrevista ao portal UOL é longo, mas quem não gosta de ler sobre Economia, indiferente se concorda ou não com o assunto, até para conseguir debater de uma outra forma? MEDIDAS MAIS OUSADAS CONTRA A CRISE "Apesar da crise, o Brasil não deverá ter uma recessão drástica, como verificada em outros países, em razão de várias políticas anticíclicas adotadas, como redução de impostos, de juros, aumento do salário mínimo, do Bolso Família, que não foram adotadas em outras crises. Por outro lado, por que o Brasil teve recessão na virada do ano, ao contrário da Índia, da China? Lá, se tomaram medidas com maior fôlego, mais ousadas. Por isso, acreditamos que o Brasil, para sair da crise, para aproveitar…

DA SÉRIE: LEITURA INEVITÁVEL

Direto da Folha de S. Paulo, a visão sempre inteligente do colega LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS, no artigo "Além dos números tradicionais", uma aula de Economia em poucas palavras. Os analistas contam com dados semanais para acompanhar a dinâmica da economia brasileira. O Brasil é o país das estatísticas econômicas. Em minhas conversas, sempre dou o exemplo das informações sobre o nosso comércio exterior, disponíveis todas as segundas-feiras. Nos Estados Unidos, é preciso esperar dois meses para ter acesso aos números mensais de importação e de exportação. Essa abundância de dados é uma herança de épocas passadas, quando olhávamos para os dados econômicos como quem acompanha os sinais vitais de um paciente preso a uma UTI sofisticada. Estou convencido de que informações em excesso atrapalham o trabalho dos economistas. Afogados em uma floresta de dados, perdem a visão geral e não acompanham as evoluções de prazo mais longo do tecido econômico. Na Quest Investimentos, onde exe…

A ECONOMIA AMERICA E A ELEIÇÃO BRASILEIRA EM 2010

Gosto de postar o próprio texto em sua íntegra para facilitar sua leitura, sem que o leitor tenha a necessidade de ir a outro local para lê-lo. Abaixo, direto do VALOR, uma mensagem que precisamos avaliar, considerando como vem sendo conduzida a política econômica brasileira hoje e o que vem para 2010. Os alertas de Bernanke Os juros americanos vão continuar baixos por longo tempo e novas medidas de apoio à recuperação econômica poderão ser tomadas pelo Federal Reserve (Fed). Mas, apesar disso, já é tempo de se pensar numa estratégia para a fase seguinte, quando será preciso desmontar as medidas de combate à recessão. As duas mensagens foram transmitidas pelo presidente do Fed, Ben Bernanke, em depoimentos na Câmara e no Senado, em Washington. O governo brasileiro deveria prestar atenção principalmente à segunda mensagem, porque todo o mundo será afetado quando a política de juros próximos de zero chegar ao fim na maior potência econômica do mundo. As perspectivas da economia america…

ECONOMIA - PREOCUPAÇÃO COM O DÓLAR

Direto da Folha de S. Paulo, um assunto que estou acompanhando e tentando prever hoje o seu valor em 31/12/09. A desvalorização do dólar comercial ante o real no acumulado de 2009 é a maior da história se comparada ao mesmo período dos anos anteriores, segundo a consultoria Economática. De acordo com a consultoria, a cotação de venda para a Ptax, a taxa média de câmbio calculada pelo Banco Central, recuou 18,52% até anteontem. Segundo a Economática, a maior desvalorização desde então havia sido em 2003, quando, até o dia 21 de julho, a moeda havia recuado 18,23%, ou 0,19 ponto percentual a menos que neste ano. O recuo acumulado do dólar durante o governo Lula é o maior entre as principais economias latino-americanas (México, Venezuela, Colômbia, Chile, Peru, Argentina e Brasil) para o mesmo período: 46,1%

TAXA BÁSICA DE JUROS - SELIC - ENTREVISTA

Abaixo, trechos da entrevista com o colega Ricardo Carneiro, professor titular do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), realizada pela Folha de S. Paulo. Para ele, agora que a taxa Selic está em 8,75% ao ano, os juros brasileiros se aproximam de um patamar "razoável" e deixam de ser o principal obstáculo para o desenvolvimento do país. FOLHA - Como o senhor avalia a atuação do BC nesta crise, no que diz respeito à administração da taxa de juros? RICARDO CARNEIRO - Houve progressos, claro. O Copom tem agido corretamente desde janeiro. Antes, fez várias barbeiragens, como responder com aumento de juros a choques de oferta de matérias-primas - e isso ainda em 2008, quando a crise estava claramente anunciada. FOLHA - Existe um limite para a redução dos juros no Brasil? CARNEIRO - Como é uma economia aberta, isso não depende só do país. Deve haver um equilíbrio entre as taxas internas e as que são cobradas do Brasil no exterior, o que, em última an…

ECONOMIA EM CRISE E DUAS MALAS EXTRAS

Além da economia continuar nesta crise mundial (porém, bravamente resistindo e certa da vitória), ainda temos que acompanhar DOIS complexos assuntos que, cada qual à sua maneira, conseguem adiar o retorno aos bons tempos. Com vocês, direto do Diário do Nordeste, da nossa Fortaleza-CE, o mestre SINFRÔNIO.

TAXA BÁSICA DE JUROS - SELIC

Conforme tínhamos postado anteriormente à reunião do COPOM, restou confirmada a taxa de juros (SELIC) para 8,75% ao ano. E, adiantando o assunto, sem alterações substanciais até o final do ano. Sem apostas, pois, afinal, tudo pode mudar para não mudar nada. E 2010 vem com tudo e mais alguma coisa...