terça-feira, 23 de agosto de 2016

PNAD Contínua: taxa de desocupação cresce em todas as grandes regiões no 2º trimestre.

A taxa de desocupação (11,3% no Brasil) subiu em todas as grandes regiões no 2º trimestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015: Norte (de 8,5% para 11,2%), Nordeste (de 10,3% para 13,2%), Sudeste (de 8,3% para 11,7%), Sul (de 5,5% para 8,0%) e Centro-Oeste (de 7,4% para 9,7%). No 1º trimestre de 2016, as taxas haviam sido de 12,8% no Nordeste, 11,4% no Sudeste, 10,5% no Norte, 9,7% no Centro-Oeste e 7,3% no Sul.

Entre as unidades da federação, as maiores taxas de desocupação no 2º trimestre de 2016 foram observadas no Amapá (15,8%); Bahia (15,4%) e Pernambuco (14,0%), enquanto as menores taxas estavam em Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7,0%) e Rondônia (7,8%).

O nível de ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) ficou em 54,6% para o Brasil no 2º trimestre de 2016. As regiões Nordeste (48,6%) e Norte (54,4%) ficaram abaixo da média do país. Nas demais regiões, o nível de ocupação foi de 59,1% no Sul, 59,2% no Centro-Oeste e 56,1% no Sudeste.

Mato Grosso do Sul (61,1%), Santa Catarina (59,4%), Paraná (59,2%) e Goiás (59,2%) apresentaram os maiores percentuais, enquanto Alagoas (42,9%), Pernambuco (46,6%) e Rio Grande do Norte (47,2%) apresentaram os níveis de ocupação mais baixos.

No 2º trimestre de 2016, os percentuais de empregados no setor privado com carteira de trabalho nas grandes regiões foram de 85,4% no Sul, 82,7% no Sudeste, 77,5% no Centro-Oeste, 61,5% no Norte e 62,2% no Nordeste. A média no Brasil foi de 77,3%.

Santa Catarina (89,7%), Distrito Federal (86,2%), Rio de Janeiro (85,7%) apresentaram os maiores percentuais de empregados no setor privado com carteira de trabalho, enquanto Maranhão (51,8%), Piauí (52,3%) e Pará (57,4%) apresentaram os menores.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou acima da média do Brasil (R$1.972) nas regiões Sudeste (R$ 2.279), Centro-Oeste (R$ 2.230) e Sul (R$ 2.133), enquanto Norte (R$ 1.538) e Nordeste (R$ 1.334) ficaram abaixo da média.

O Distrito Federal apresentou o maior rendimento (R$ 3.679), seguido por São Paulo (R$ 2.538) e Rio de Janeiro (R$ 2.287). Os menores rendimentos foram registrados no Maranhão (R$ 1.072), Bahia (R$ 1.285) e Ceará (R$ 1.296).

A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 174,6 bilhões de reais para o país com um todo) ficou em R$ 90,4 bilhões na região Sudeste, R$ 29,8 bilhões no Sul, R$ 28,0 bilhões no Nordeste, R$ 16,2 bilhões no Centro-Oeste e R$ 10,2 bilhões no Norte.


A publicação completa da PNAD Contínua, com os dados divulgados hoje, está disponível aqui.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Boletim Focus: base 19/08/2016 e PIB em queda de 3,20% em 2016.

No Boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, o mercado manteve suas projeções. 
Previsões de melhora do PIB e inflação em queda somente para 2017!

Em síntese: 
PIB: manteve a queda de 3,20%;
Inflação: IPCA em 7,31%;
Dólar: manteve-se em R$ 3,30;
Taxa básica de juros (Selic): manteve-se em 13,75%.

domingo, 21 de agosto de 2016

Prêmio Banco Central de Economia e Finanças 2016.

Os pesquisadores Bruno Silva Martins e Marco Antônio Cesar Bonomo são a dupla vencedora do primeiro Prêmio Banco Central de Economia e Finanças, criado como parte das comemorações dos 50 anos da instituição, com objetivo de estimular a pesquisa em ciência econômica e nos temas relacionados à missão do BC, como política monetária, estabilidade financeira e cidadania financeira. A solenidade de premiação ocorreu em São Paulo, durante o XI Seminário sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária.

Para elaborar o trabalho “The impact of Government-driven loans in the Monetary Tramsmission Mechanism: what can we learn from firm level data?”, Bruno Martins e Marco Antonio Bonomo usaram dados de empréstimos ao nível da firma da Central de Risco de Crédito do Banco Central do Brasil (SCR). "Encontramos evidência de que a transmissão da política monetária pelo canal do crédito é menos efetiva para empresas com maior acesso ao crédito direcionado e/ou ao crédito concedido por bancos públicos, o que chamamos no artigo de ‘crédito governamental’. Consequentemente, a variação da taxa Selic necessária para atingir o mesmo efeito sobre o crescimento do crédito e do emprego na economia seria menor caso não houvesse crédito governamental, ou se o mesmo se comportasse de forma similar ao crédito livremente ofertado pelos bancos privados. Adicionalmente, verificamos que o impacto de choques externos sobre o custo dos empréstimos e sobre o crescimento do crédito e do emprego é menor em empresas com maior acesso ao crédito governamental", explicou Bruno Silva Martins, que trabalha no Depep, no Rio de Janeiro. 

Keep calm I'm an Economist.


EXAME: Imóveis - o sonho virou pesadelo.


sábado, 20 de agosto de 2016

Economia brasileira: e que venha logo 2017!"


Acervo de um economista brasileiro.

Iniciando a organização dos bens mais preciosos da vida!


Schools of Economics.


O debate KEYNES X HAYEK na análise do biógrafo Nicholas Wapshott.



Muito boa a matéria da FOLHA DE S. PAULO sobre o conhecido livro do Nicholas Whapshott: KEYNES X HAYEK

John Maynard Keynes (1883-1946)
Nacionalidade
Britânico
Formação
Estudou no Colégio Eton e formou-se em economia no King's College, da universidade de Cambridge
Principal mentor
Alfred Marshall
Carreira
Funcionário do Tesouro britânico. Participou das negociações pós-Primeira Guerra, em Versailles. Professor do King's College, Universidade de Cambridge. Diretor do Bank of England. Foi um dos principais idealizadores do acordo de Bretton Woods, pprogressista e pragmático
Principais contribuições
Fator multiplicador (investimentos impulsionam novos investimentos, o que multiplica seu efeito)
Preferência pela liquidez (em momentos de insegurança, os agentes preferem ficar com o dinheiro líquido, abrindo mão de gastá-lo ou emprestá-lo)
Modelo AD-AS (curva de demanda e oferta agregadas)
Macroeconomia (a economia pode ser mais bem entendida compreendendo-se o quadro geral, olhando-se agregados da economia, como oferta, demanda e taxas de juros)
Quem influenciou
John Kenneth Galbraith, Paul Samuelson, Amartya Sen, Joseph Stiglitz, Paul Krugman, Thomas Piketty

Friedrich von Hayek (1899-1992)

Nacionalidade
Austríaco
Formação
Filosofia, psicologia e economia na Universidade de Viena, doutorados em direito e ciência política
Principal mentor
Ludwig von Mises
Carreira
Professor na London School of Economics (LSE), na Universidade de Chicago e na Universidade de Freiburg. Prêmio Nobel de Economia em 1974

Principais contribuições
Ciclo de negócios (ocorre quando a taxa de juros, preço que equilibra decisões de poupadores e investidores, se desajusta)
Conhecimento disperso (nenhum agente econômico tem todas as informações)
Livre mercado (preço formado sem intervenção é principal informação sobre decisões dos agentes)
Microeconomia (entender a economia como um todo é impossível; é preciso estudar a ação de indivíduos no mercado, a partir de itens como custos e valor)

Quem influenciou
Milton Friedman, Arthur Betz Laffer, Sir Karl Raimund Popper e George Stigler 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Setor de Serviços recua 0,5% de maio para junho/2016.

Em junho de 2016, o volume do setor de serviços caiu 0,5% em relação a maio, na série com ajuste sazonal, após variar 0,2% em maio e -1,3% em abril. Na comparação com junho de 2015, o setor registrou queda de 3,4%, maior variação negativa para o mês de junho da série, iniciada em janeiro de 2012. Com esses resultados, as taxas acumuladas no primeiro semestre e nos últimos 12 meses ficaram ambas em -4,9%.

Por atividade, em relação a maio de 2016, observam-se crescimentos nos segmentos de serviços de informação e comunicação (0,2%) e transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,1%). Apresentaram quedas os segmentos de serviços prestados às famílias (-0,5%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,4%) e outros serviços (-1,5%). O agregado especial das atividades turísticas apresentou variação -0,6%, na comparação com o mês imediatamente anterior.


A receita nominal em junho apresentou variação de -0,3% em relação a maio e de 0,6%, na comparação com junho de 2015. A taxa acumulada no ano ficou em 0,2% e, em 12 meses, 0,3%. A publicação completa da Pesquisa Mensal de Serviços divulgada pelo IBGE pode ser acessada aqui.



Time: Inside Donald Trump's Meltdown - August 22, 2016.


The Economist: Cheating death - August 13th 2016.


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Delfim Netto: "Ad gustum".

O professor Delfim Netto, hoje na Folha de S. Paulo: 

Os resultado sociais e econômicos do último quinquênio (2011-2015) revelam o desastre: 

1º) um aumento do desemprego que agora atinge mais de 11 milhões de trabalhadores; 
2º) uma regressão na distribuição de renda; 
3º) uma estagnação do PIB total, mas uma queda de 4% no PIB per capita; 
4º) uma taxa de inflação de 40%, quando a meta era de 25%; 
5º) um deficit acumulado em conta corrente que somou quase US$ 400 bilhões e destruiu o setor industrial; 
6) um deficit fiscal de 6% em 2014 e 10% em 2015; 
7º) um aumento da relação dívida bruta/PIB de 52% para 66% e, por fim, mas não por último,
8º) a perda do "rating" soberano que havíamos obtido em 2011!

Na íntegra: 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Agropecuária ajuda a conter perdas de vagas em junho, segundo Caged.

O emprego formal apresentou em junho recuo na trajetória de perda de postos de trabalho, na comparação igual mês de 2015. No mês, a retração na geração de postos de trabalho foi de 0,23%, na comparação com maio, com saldo negativo de 91.032 vagas. A perda, entretanto, foi significativamente menor do que a registrada em junho de 2015, quando houve o fechamento de 111.199 vagas formais.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho. O saldo de junho foi oriundo de 1.204.763 admissões contra 1.295.795 desligamentos. No acumulado do ano, o nível de emprego formal apresentou declínio de 1,34%, correspondendo à perda de 531.765 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o recuo foi de 1.765.024 empregos, retração de 4,31%. Com o resultado, o estoque de emprego para o mês alcançou 39.161.285 trabalhadores com carteira de trabalho assinada no país.

Segundo o levantamento, dois setores apresentaram saldo positivo de geração de empregos no mês. A Agropecuária, com a criação de 38.630 postos de trabalho, crescimento que, segundo o Ministério do Trabalho, relaciona-se a fatores sazonais ligados: ao cultivo do café, principalmente nos estados de Minas Gerais, responsável por 12.895 postos; atividades de apoio a agricultura em São Paulo, com saldo positivo de 7.292 vagas, e, nesse mesmo estado, o cultivo de laranja, que gerou 5.986 postos.

Além da Agricultura, a Administração Pública também apresentou saldo positivo, com geração de 790 postos no mês, invertendo o resultado negativo de 704 postos verificado em junho de 2015. Já o setor de Serviços teve perda de 42.678 vagas em junho, representando a maior queda setorial no mês, seguido por Indústria de Transformação, que encerrou 31.102 postos no mesmo intervalo.

Dados estaduais - O emprego formal apresentou resultado positivo em oito estados brasileiros, com destaque para Minas Gerais (4.567), Goiás (3.369) e Mato Grosso (2.589). A maior queda no nível de emprego formal foi registrada em São Paulo (-29.915), influenciada pela queda de postos de trabalho na Construção Civil (-8.447) e no Comércio Varejista (-5.561). Houve também perda de vagas no Rio de Janeiro (-15.748) e Rio Grande do Sul (-10.340).

Assessoria de Imprensa
Ministério do Trabalho