domingo, 31 de agosto de 2008

EDUCAÇÃO - REVISTA VEJA

Com relação as Olímpidas Pequim 2008, onde o Brasil ficou na 23ª posição, ATRÁS de potências como a Jamaica, Quênia e a Etiópia eu ja tinha postando anteriormente esse assunto.

Hoje, porém desejo focar no comentário do Gustavo Ioschpe na VEJA: Nos Jogos Olímpicos ESCOLARES disputados no mês de julho passado, nas áreas de Química, Física, Matemática e Biologia, das 142 medalhas de OURO distribuídas nessas competições, o Brasil ganhou ...Z E R O.

Como já escreveu o Professor Adolfo Sachsida http://bdadolfo.blogspot.com/, agora o nosso governo aprovou como OBRIGATÓRIO o ensino de MÚSICA nas Escolas.

É Brasil: este é o futuro que queremos para o nosso país? O país do futuro...

ESTUDOS 2008 PARA A CIBELE

A cearense amiga Cibele Bastos, em seu blog RESENHAS http://behbastos.blogspot.com/ solicita sugestões para a sua monografia lá na nossa saudosa e fértil UFC.
Pensei em algo que está sendo agora muito comentado que é o famigerado "pré-sal", as "nossas"(?) [de quem cara-pálida?] novas reservas petrolíferas. O que isso pode mudar na economia brasileira?
Também lembrei de um sistema de microcrédito que já existe em Fortaleza, vi na biblioteca do CAEN uma dissertação sobre esse sistema, mas você poderia atualizar o assunto, relacionando com o que o banqueiro indiano e ganhador do Nobel da PAZ, Muhammad Yunus faz com o Grameen, que é o nome do seu banco, hoje a maior instituição de microcrédito do mundo. Sem estudar os dois casos, tenho certeza que existem diferenças de gestão e que você poderia, de certa maneira, "melhorar" o lado brasileiro, ok?
E, para finalizar, algo que sempre faz falta neste país: EDUCAÇÃO. Para onde estão sendo alocados os recursos da educação? Foque o nosso Ceará. O resultado é melhor hoje do que, i.g., em 1994? Por que das 50 melhores universidades do mundo, 38 são americanas? Cadê as brasileiras?
Reflita bastante e busque escrever sabendo que não há temas de pesquisa bons ou ruins. O julgamento deles depende de vários critérios, dentre eles, a sua motivação em torná-los atraentes e significativos.
Bons estudos e poucas praias.

USA 2008: BARACK OBAMA AND JOHN McCAIN

August 31, 2008 Economic View Is History Siding With Obama’s Economic Plan? By ALAN S. BLINDER
CLEARLY, there are major differences between the economic policies of Senators Barack Obama and John McCain. Mr. McCain wants more tax cuts for the rich; Mr. Obama wants tax cuts for the poor and middle class. The two men also disagree on health care, energy and many other topics.
Such differences are hardly surprising. Democrats and Republicans have followed different approaches to the economy for as long as there have been Democrats and Republicans. Longer, actually. Remember Hamilton versus Jefferson?
Many Americans know that there are characteristic policy differences between the two parties. But few are aware of two important facts about the post-World War II era, both of which are brilliantly delineated in a new book, “Unequal Democracy,” by Larry M. Bartels, a professor of political science at Princeton. Understanding them might help voters see what could be at stake, economically speaking, in November.
I call the first fact the Great Partisan Growth Divide. Simply put, the United States economy has grown faster, on average, under Democratic presidents than under Republicans.
The stark contrast between the whiz-bang Clinton years and the dreary Bush years is familiar because it is so recent. But while it is extreme, it is not atypical. Data for the whole period from 1948 to 2007, during which Republicans occupied the White House for 34 years and Democrats for 26, show average annual growth of real gross national product of 1.64 percent per capita under Republican presidents versus 2.78 percent under Democrats.
That 1.14-point difference, if maintained for eight years, would yield 9.33 percent more income per person, which is a lot more than almost anyone can expect from a tax cut.
Such a large historical gap in economic performance between the two parties is rather surprising, because presidents have limited leverage over the nation’s economy. Most economists will tell you that Federal Reserve policy and oil prices, to name just two influences, are far more powerful than fiscal policy. Furthermore, as those mutual fund prospectuses constantly warn us, past results are no guarantee of future performance. But statistical regularities, like facts, are stubborn things. You bet against them at your peril.
The second big historical fact, which might be called the Great Partisan Inequality Divide, is the focus of Professor Bartels’s work.
It is well known that income inequality in the United States has been on the rise for about 30 years now — an unsettling development that has finally touched the public consciousness. But Professor Bartels unearths a stunning statistical regularity: Over the entire 60-year period, income inequality trended substantially upward under Republican presidents but slightly downward under Democrats, thus accounting for the widening income gaps over all. And the bad news for America’s poor is that Republicans have won five of the seven elections going back to 1980.
The Great Partisan Inequality Divide is not limited to the poor. To get a more granular look, Professor Bartels studied the postwar history of income gains at five different places in the income distribution.
The 20th percentile is the income level at which 20 percent of all families have less income and 80 percent have more. It is thus a plausible dividing line between the poor and the nonpoor. Similarly, the 40th percentile is the income level at which 40 percent of the families are poorer and 60 percent are richer. And similarly for the 60th, 80th, and 95th percentiles. The 95th percentile is the best dividing line between the rich and the nonrich that the data permitted Professor Bartels to study. (That dividing line, by the way, is well below the $5 million threshold John McCain has jokingly used for defining the rich. It’s closer to $180,000.)
The accompanying table, which is adapted from the book, tells a remarkably consistent story. It shows that when Democrats were in the White House, lower-income families experienced slightly faster income growth than higher-income families — which means that incomes were equalizing. In stark contrast, it also shows much faster income growth for the better-off when Republicans were in the White House — thus widening the gap in income.
The table also shows that families at the 95th percentile fared almost as well under Republican presidents as under Democrats (1.90 percent growth per year, versus 2.12 percent), giving them little stake, economically, in election outcomes. But the stakes were enormous for the less well-to-do. Families at the 20th percentile fared much worse under Republicans than under Democrats (0.43 percent versus 2.64 percent). Eight years of growth at an annual rate of 0.43 percent increases a family’s income by just 3.5 percent, while eight years of growth at 2.64 percent raises it by 23.2 percent.
The sources of such large differences make for a slightly complicated story. In the early part of the period — say, the pre-Reagan years — the Great Partisan Growth Divide accounted for most of the Great Partisan Inequality divide, because the poor do relatively better in a high-growth economy.
Beginning with the Reagan presidency, however, growth differences are smaller and tax and transfer policies have played a larger role. We know, for example, that Republicans have typically favored large tax cuts for upper-income groups while Democrats have opposed them. In addition, Democrats have been more willing to raise the minimum wage, and Republicans have been more hostile toward unions.
The two Great Partisan Divides combine to suggest that, if history is a guide, an Obama victory in November would lead to faster economic growth with less inequality, while a McCain victory would lead to slower economic growth with more inequality. Which part of the Obama menu don’t you like?
Alan S. Blinder is a professor of economics and public affairs at Princeton and former vice chairman of the Federal Reserve. He has advised many Democratic politicians.

domingo, 24 de agosto de 2008

GUSTAVO FRANCO E FERNANDO PESSOA

Imediatamente em 23/08/08, após ter lido na Folha o artigo semanal do ex-presidente do Bacen Gustavo Franco sobre "A HUMANIDADE EM PESSOA", escrevi ao mesmo e, para minha satisfação, acabo de receber seu retorno, concordando com meu post de 17/08 sobre o assunto.
Há anos que acompanho seus textos, por sua lucidez, estilo e inteligência. Agora, renovo a admiração pela sua atenção, educação e gentileza ao escrever a este colega perdido na selva.

ECONOMISTAS: NOBEL X NOBEL

Economia não é uma ciência "fechada". E que assim seja. E que possamos aprender com todos eles. Vide abaixo o mesmo tema econômico em visões diferentes. E todos com a sua verdade.
Crise coloca em confronto ganhadores do Nobel Joellen Perry no The Wall Street Journal, de Lindau, Alemanha em 22/08/2008. Algumas das mais brilhantes mentes econômicas do mundo concordam que a atual crise financeira expôs grandes falhas do sistema, mas discordam sobre o papel que as autoridades devem ter para prevenir uma repetição.
Ontem, numa reunião anual de laureados com o Prêmio Nobel nesta pequena ilha medieval num lago ao sul da Alemanha, três ganhadores do Nobel de Economia e um do da Paz lamentaram o excesso de risco assumido, a gestão deficiente e a complexidade impenetrável que estavam no coração da atual turbulência do sistema financeiro.
Muitas das críticas dos prêmios Nobel se centraram na idéia de que a atividade bancária deixou de cumprir seu propósito fundamental. Numa corrida pelo lucro, "o que se perdeu é a idéia de que um banqueiro tem alguma responsabilidade para proteger o interesse do cliente", disse Daniel McFadden, que ganhou o Nobel de Ciências Econômicas em 2000 com uma pesquisa sobre a modelagem dos processos de tomada de decisão das pessoas físicas.
Embora um mercado no qual as hipotecas dos mutuários da casa própria são agrupadas e transformadas em títulos vendidos aos bancos possa ser eficiente, McFadden diz que "a maneira mais eficiente de organizar a atividade econômica pode também acabar sendo a mais falha. O Congresso precisa considerar os custos da volatilidade e instabilidade".
Mas uma onda de regulamentação pode ter conseqüências funestas, advertiu Myron Scholes, que ganhou o Nobel de Economia em 1997 por causa de um método para avaliar derivativos, que são instrumentos financeiros cuja cotação muda com base no valor de ativos relacionados. Assinalando as funções básicas do sistema financeiro - entre elas financiar projetos de grande escala, facilitar a poupança e estabelecer preços para ativos -, Scholes atribuiu décadas de crescimento econômico a inovações que permitiram aos bancos "executar essas funções de maneira mais eficiente".
Scholes, que também foi um dos fundadores do Long-Term Capital Management, um fundo de hedge americano que quebrou durante a crise financeira asiática e russa do fim dos anos 90, afirmou: "Às vezes, o custo da regulamentação pode ser bem maior que seus benefícios." Um exemplo, disse, são as regras contábeis da Lei Sarbanes-Oxley, dos Estados Unidos, adotadas depois do colapso da Enron Corp. no início da década. As regras foram criticadas por reduzir a atratividade dos EUA como base para investimento.
Joseph Stiglitz, um professor de economia da Universidade Columbia, em Nova York, que ganhou o Nobel em 2001, sugeriu que a inovação descontrolada causou ela mesma a turbulência atual. Notando que a avaliação de risco mais importante dos donos de casas é a probabilidade de que possam preservar as casas em meio à volatilidade do mercado, ele disse: "Esses são os problemas para os quais [os mercados financeiros] deveriam ter criado produtos. Mas eles criaram riscos, e agora estamos agüentando as conseqüências dessa chamada inovação."
Houve algumas áreas em que eles estiveram de acordo. Os parâmetros que medem quanto capital os bancos devem ter - chamados de Basiléia II, em referência à cidade suíça na qual foram desenvolvidos - se concentram demais em gestão diária de risco e não o suficiente em administração de crises. "O que acontece na maior parte do tempo não é importante", disse Scholes, observando que o atual tumulto financeiro ocorre pouco depois do estouro da bolha das pontocom e da crise financeira asiática dos anos 90. "Temos de aprender como administrar os choques quando eles ocorrem."
Uma idéia que talvez possa impedir uma repetição da crise é a criação de uma comissão que aprovaria produtos financeiros antes de seu lançamento, da mesma maneira que agências de vigilância sanitária como a Administração de Alimentos e Remédios dos EUA avaliam drogas antes de elas serem colocadas no mercado. "Podemos precisar de uma administração de instrumentos financeiros que teste quão robustos os instrumentos financeiros são, e aprove apenas os usos que não provocam danos", disse McFadden. Mas ajustar um sistema fundamentalmente falho pode não ser o suficiente, disse Muhammad Yunus, cujo sucesso em pequenos empréstimos a pessoas pobres demais para obter crédito comum rendeu a ele e a seu Grameen Bank, de Bangladesh, um Nobel da Paz em 2006.
"Nosso banco é sub sub sub subprime", disse Yunus, acrescentando que seu modelo não exige garantia, não oferece seguro e não tem advogados. Resultado: "Nossa taxa de pagamento [da dívida] é muito alta. Uns 98% ou 99%."

OLIMPÍADAS 2008

Como neste final de semana estou com outras tarefas, não consigo escrever o que gostaria para o meu blog. Entretanto, para não deixar meus quase dois leitores sem minhas news semanais, registro este tema:
Final de Pequim 2008, com a China e suas mais de 50 medalhas de OURO e Estados Unidos com, no total, mais medalhas do que a China, não posso deixar de comentar que nosso Brasil não possui condições de sediar Olímpiada nos próximos 50 anos.
Lamentável que o Brasil apresente um magro e ridículo resultado, esforço maior do atleta individual do que um esforço de Estado para direcionar recursos e formar medalhistas deste o ingresso na escola, como acontece em outros lugares.
Até posterior convencimento, sou totalmente contrário que o Brasil gaste recursos outros com planos e mais planos para sediar a Olímpiada.
Sejamos honestos: Quem anda por este nosso país e observa tantas carências básicas de respeito ao ser humano, merece ser sede de algo global?
Ontem à noite tive a oportunidade de conversar em Belém com um pequeno grupo de italianos e um chileno que estão realizando um trabalho de voluntariado no Pará. Como eles ficam impressionados com tanta miséria e falta de ação governamental. E a política, para variar, quer apenas um gancho olímpico para trabalhar $$$ num assunto diferente.
Para concluir, não dá para chorar com a Globo e seus atletas do QUASE uma medalha...
Vencedores são vencedores.
O QUASE não ganha jogo.

domingo, 17 de agosto de 2008

OS ECONOMISTAS QUE SÃO OBSTÁCULOS AO BRASIL.

Li o último artigo do Diretor-executivo no FMI, o brasileiro Paulo Nogueira Batista Jr. Na graduação cheguei a trocar alguns e-mails com o mesmo, uma vez que tentava obter informações para a minha monografia. Posteriormente comprei alguns de seus livros e continuei lendo, quando possível, (pois na selva onde moro somente a internet para salvar ou alguma FSP de presente de amigo quando do retorno de SP) seus textos. Porém, não posso concordar que, dia seguinte ao Dia do Economista, o estimado Paulo Nogueira escreva na FSP que “o ensino e a prática da economia no Brasil ainda são dominados pela aceitação acrítica, passiva de modelos importados, sobretudo dos Estados Unidos. Os economistas converteram-se, assim, em um obstáculo não-desprezível à consolidação de um projeto nacional”. (Grifo meu).
Com todo respeito e admiração que tenho ao colega, acredito que os ares de NYC e a convivência intensa com o petismo o levaram a chegar a essa conclusão. Espero que outros colegas analisem o texto e demonstrem que podemos colaborar para o crescimento do Brasil, independentemente de nossas convicções políticas. Além do que, SE não fossem as idéias “importadas” de Washington, tenho certeza que a nossa economia estaria em situação inferior a atual. E foi graças ao não economista Lula (porém de uma inteligência que escuta do ortodoxo ao heterodoxo economista), com a herança "bendita" que recebeu e soube bem cuidar, o Brasil melhorou.

ECONOMIA E IMPERIALISMO

Sempre que possível procuro ler textos de autores dos quais compartilho suas idéias e outros dos quais discordo. Entendo que deva ler os argumentos de ambos, até para que possa melhor entender o que se passa e emitir minha opinião de maneira mais precisa. Um dos últimos que li e do qual normalmente também compartilho seu entendimento foi do Paul Krugman, quando ele, ao comentar sobre a atual guerra na Geórgia, nos alerta para a possibilidade de que esta atual era de globalização possa ter um destino igual ao da primeira. Para quem “viveu” os anos dourados (que não são os de Copacabana dos anos 50/60), anteriores a 1ª Guerra Mundial, aonde depois deles vieram longos anos de guerras, revoluções, sofrimentos, instabilidades políticas e depressão, até chegarmos ao mundo “Pós-Guerra” (tão bem descrito pelo Tony Judt), a invasão da Geórgia pela Rússia pode ser um indicador de que, apesar desses enormes laços econômicos e financeiros envolvendo multinacionais em inúmeros países, o “militarismo e o imperialismo” não morreram. É por isso que torço para que os Estados Unidos continuem como superpotência (apesar de Guantánamo Bay), que a “Pax Americana” consiga manter em equilíbrio diversas regiões do globo e que não tenhamos que ver uma China no primeiro lugar no pódio mundial (que pode até ser o olímpico), mas não o do poder econômico, militar e cultural. Como recordo das aulas de Relações Internacionais e observo em nossos vizinhos, governos democráticos tendem a evitar guerras. Porém, governos autoritários vêem na guerra uma saída para a sua manutenção perpétua no poder. Vide alguns exemplos atuais na Venezuela, Coréia do Norte, Irã, Rússia, Equador, que atropelam fundamentos básicos da economia de mercado visando sempre o poder central concentrado em um único grupo. Ou, recuando um pouco no tempo, o Iraque de Saddam Hussein, o Egito de Nasser, a Líbia de Kadafi, o Afeganistão dos Talibans. Como conclui o título do artigo do Krugman, acreditar que a racionalidade econômica sempre evita a guerra também é uma grande ilusão. Por isso, atenção: quando alguns líderes desejam o poder a qualquer custo, que fique em alerta o setor privado.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

13 DE AGOSTO - DIA DO ECONOMISTA

É claro que não poderia esquecer o nosso especial dia.
A todos os colegas, PARABÉNS pela data. Aqui no Pará, o presidente do nosso Conselho é bastante atuante e, logo cedo, recebi duas mensagens de felicitações pela data .
Por uma coisa dessas de destino, recebi, logo HOJE, a 3ª edição da Macroeconomia do grande mestre Simonsen, em parceria com o Professor Rubens Cysne.
E, para encerrar o dia, leio no blog do estimado Waldir Leite http://waldirleite.blogspot.com/ , uma generosa mensagem sobre este blog.
Apesar do Professor Adolfo Sachsida (http://bdadolfo.blogspot.com/) nem querer ver ou ouvir falar de Olimpíadas, não irei deixar de registrar neste momento a extraordinária performance do Michael Phelps. E olhe a "modéstia" do rapaz no NYT:
When he was asked if he hoped to become the second Mark Spitz, he replied simply: “No. I want to be the first Michael Phelps.”

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

REVISTA EXAME - CARTAS & E-MAILS

Como não é todo dia que estou nas páginas da EXAME, informo aos meus quase dois leitores que, na edição que está nas bancas, publicaram um e-mail que enviei sobre a matéria "CAPITALISMO: A SALVAÇÃO PARA A AMAZÔNIA", escrita pela competente Ângela Pimenta na edição anterior.
Abaixo o texto publicado:
AMAZÔNIA
"A reportagem Capitalismo: a Salvação para a Amazônia (30 de julho) mostra a possibilidade de reproduzir em nossa floresta um modelo sustentável de economia. Além da proteção da natureza, a população local teria condições de sair da atual situação de pobreza. Por trabalhar no interior da selva amazônica, considero a ausência do poder público uma autorização implícita para que os madeireiros ilegais atuem na região".

domingo, 3 de agosto de 2008

O QUE PENSAM A MEU RESPEITO

Nesta minha vida de Auditor e Economista, nem sempre a realidade corresponde a imagem que alguns enxergam.
Enquanto certos camaradas entendem que Auditor é aquele que chega depois da batalha para pisar nos feridos, e Economista é um expert que saberá amanhã porque o que predisse ontem não aconteceu hoje, eu vou trabalhando, lendo e aprendendo.
Na verdade, o conceito correto não é nada disso.
Porém como falou Abraham Lincoln tempos atrás e meu colega de Economia Daniel Dantas mantém em um painel de vidro emuldurado em seu escritório, "SE EU FOSSE PRESTAR ATENÇÃO E, PIOR AINDA, RESPONDER A TODOS OS ATAQUES QUE ME FAZEM, NÃO TERIA TEMPO PARA MAIS NADA".

sábado, 2 de agosto de 2008

ESCOLHAS PÚBLICAS EM PERÍODOS ELEITORAIS

Lamentavelmente, a maioria das decisões políticas que afetam o nosso bolso são decididas sem pensar nas próximas gerações.
Meu falecido pai, comerciante das antigas, já dizia: "Quem vem atrás, que feche a porteira". Outros, como Albert Einstein, falava: "Eu nunca penso no futuro - ele vem suficientemente cedo". Porém, prefiro Tennessee Williams: "O futuro torna-se o presente, o presente o passado, e o passado transforma-se num eterno pesar se você não o planeja".
Políticos do Brasil, incluindo o meu irmão, candidato a seu terceiro mandato de vereador numa distante cidade do Ceará, pensem comigo: "O futuro é hoje".

DUAS FRASES: MOMENTO QUASE ECONÔMICO

1 - Do filme Batman - O Cavaleiro das Trevas: "WHY SO SERIOUS?" 2 - De uma música de Jimmy Cliff: "I CAN SEE CLEARLY NOW THE RAIN IS GONE I CAN SEE ALL OBSTACLES IN MY WAY GONE ARE TE DARK CLOUDS THAT HAD ME BLIND IT'S GONNA BE A BRIGHT, BRIGHT SUNSHINY DAY"

ECONOMIA BRASILEIRA

Esta não está fácil entender: hoje, nosso Presidente, ex-líder sindical, orientando trabalhadores que agora é a hora de reivindicar aumento de salários. Inicialmente, não recordo de ter ouvindo algum outro Presidente de um país orientar trabalhadores para que solicitem aos seus patrões um aumento salarial. Depois, não existe almoço grátis.
Se o trabalhador (classe onde estou incluído) tiver aumento, esse aumento, de maneira generalizada, é pago pelo consumidor. Minha crítica é que, nesse tipo de reivindicação, os sindicatos apelam diretamente para greves, o que prejudica a sociedade de uma maneira geral. Posteriormente, conseguido o aumento salarial acima do nível de equilíbrio, a empresa geralmente repassa o reajuste de seus custos de produção para o seu produto final, o que resulta numa inflação de custos. Também é possível que o empresário reduza o seu quadro de pessoal, o que penalizará os trabalhadores aumentando o desemprego.
De qualquer maneira que a situação seja analisada, isso se traduz numa situação de indexação, da qual não gostaria de voltar a revê-la. Lula, que realmente é muito inteligente, tanto que mantém a herança bendita de FHC, com certeza, conseguirá manter a economia em equilíbrio, sem apelar para mágicas eleitoreiras. O Brasil merece continuar cumprindo a sua meta de inflação, procurar sempre reduzir sua taxa de desemprego e não medir esforços para aumentar o seu PIB.