sábado, 4 de abril de 2020

Global Times: China grieves for nation’s sacrifice in fighting COVID-19.

The Queen will make a television broadcast at 8pm on Sunday


The Queen will deliver an unprecedented televised address on Sunday night, as she speaks as monarch and mother to a nation in the grip of the growing coronavirus outbreak.
It will be the first speech to be made by a monarch at a time of national crisis since the Second World War.
Timed for what Palace aides and the Government hope will be the right moment to reassure and rally the country, it will go out to millions on television and radio at 8pm.

O Globo: Séries para maratonar na quarentena.


Fleabag

Killing Eve

Succession

Segunda chamada

Pose

Barry

Ozark

The Marvelous Mrs. Maisel

This is Us

Game of Thrones

Folha: Coronavírus deve levar o Brasil à pior década econômica da história.



O período de dez anos que se encerra em 2020 poderá registrar a maior queda da renda per capita da história republicana do país, superando até mesmo a contração dos anos 1980, que ficaram cunhados como a década perdida brasileira.
Uma contração do PIB (Produto Interno Bruto) superior a 2% neste ano —que vários analistas já consideram factível— levaria o rendimento médio da população a recuar mais do que o 0,43% amargado entre 1981 e 1990, segundo cálculos de Fernando Montero, economista-chefe da corretora Tullett Prebon.
As medidas necessárias para conter a expansão da Covid-19 já têm surtido efeito, fortemente recessivo. Isso não é exclusividade do Brasil.

El País: Quase 10 milhões de norte-americanos pediram seguro-desemprego nas últimas duas semanas.


Mais de 6,6 milhões de norte-americanos pediram seguro-desemprego na semana passada, estabelecendo pela segunda semana consecutiva um recorde histórico que deixa claro o enorme impacto no mercado de trabalho causado pelas medidas de confinamento da população adotadas para frear os contágios e conter a propagação do coronavírus. Se somarmos os dados desta semana e os da passada, publicados pelo Departamento do Trabalho, quase 10 milhões de pessoas solicitaram o benefício em 15 dias. Até agora, a pior semana havia sido em 1982, quando foram registrados 685.000 pedidos.

DW: + Coronavírus: As principais notícias sobre a pandemia 04/04/20 +



Resumo deste sábado (04/04):
  • Mundo tem 1,1 milhão de casos confirmados, mais de 60 mil mortes e 233 mil pacientes recuperados 
  • Brasil registra 9.056 casos e 359 mortes, segundo Ministério da Saúde
  • Mortes na Alemanha passam de 1.200
  • EUA têm mais de 7 mil mortos e 278 mil casos
  • Governo dos EUA passa a recomendar máscaras para quem sair às ruas

Clarín: Cuando San Martín enfrentó a la peste.

https://www.clarin.com/opinion/san-martin-enfrento-peste_0__cOlNHUmL.html

sexta-feira, 3 de abril de 2020

FMI/IMF: Save lives or save jobs, this is a false dilemma.







Some say there is a trade-off: save lives or save jobs – this is a false dilemma.

El País: ‘La Casa de Papel’, a série de quem passa muito tempo confinado.

Reuters: Dólar engata 7ª semana de ganhos, bate novo recorde acima de R$5,32 e dispara 33% em 2020.

Reuters: Possivelmente chegaremos a R$1 tri em medidas nas próximas semanas ou meses, diz Guedes.

https://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN21L2ZZ-OBRTP

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira que os programas para combate ao coronavírus devem chegar a 1 trilhão de reais nas próximas semanas ou meses, pontuando que o déficit primário já está em 6% do Produto Interno Bruto (PIB).
“(Programas) já passaram dos 800 bilhões, possivelmente chegarão a quase 1 trilhão de reais ao longo das próximas semanas ou meses, por isso é que nós precisamos não só dessa blindagem jurídica, mas dessa blindagem legislativa”, afirmou ele, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

AFP: Cepal prevê 'profunda recessão' na AL com queda de 1,8% a 4% do PIB.

China to hold national day of mourning for COVID-19 victims on April 4.

https://www.globaltimes.cn/content/1184604.shtml

El País - Monica De Bolle: “Hoje, dane-se o Estado mínimo, é preciso gastar e errar pelo lado do excesso”.

https://brasil.elpais.com/economia/2020-04-01/monica-de-bolle-hoje-dane-se-o-estado-minimo-e-preciso-gastar-e-errar-pelo-lado-do-excesso.html

El País: Como enfrentar o isolamento em casa quando se tem problemas de ansiedade.

https://brasil.elpais.com/verne/2020-03-30/como-enfrentar-o-isolamento-em-casa-quando-se-tem-problemas-de-ansiedade.html

El País: Negacionistas de la catástrofe.

https://elpais.com/internacional/2020-04-02/negacionistas-de-la-catastrofe.html

DW: + As principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (03/04) +

https://www.dw.com/pt-br/as-principais-not%C3%ADcias-sobre-a-pandemia-de-coronav%C3%ADrus-03-04/a-53002321

Reuters: BC da China corta taxa de compulsório para bancos pequenos para sustentar economia afetada por vírus.

https://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN21L1I8-OBRBS

quinta-feira, 2 de abril de 2020

The Economist: Covid-19 presents stark choices between life, death and the economy.







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As the pandemic begins to rage in the United States, our cover this week tackles the grim choices covid-19 presents between life, death and, ultimately, the economy. The virus throws up a miasma of trade-offs: should medical resources go to covid-19 patients or those suffering from other diseases? Some unemployment and bankruptcy is a price worth paying, but how much? If extreme social distancing fails to stop the disease, how long should it persist? The governor of New York, Andrew Cuomo, has declared: “We’re not going to put a dollar figure on human life.” It was a rallying-cry from a courageous man whose state is overwhelmed. But although it sounds hard-hearted, a dollar figure on life, or at least some way of thinking systematically, is precisely what leaders will need if they are to see their way through the harrowing months to come.

To read these stories visit economist.com/coronavirus, which features all of our coverage of the virus and its consequences. And look out for a special edition of this newsletter on Saturday.




Zanny Minton Beddoes, Editor-In-Chief





Reuters: Fitch prevê profunda recessão global em 2020 em meio a escalada da crise do coronavírus.

https://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN21K2CT-OBRTP

AFP: Pedidos de seguro-desemprego batem novo recorde nos EUA

El País: Alain Touraine - “Choque econômico do coronavírus pode produzir reações fascistas”.

https://brasil.elpais.com/ideas/2020-03-31/alain-touraine-choque-economico-do-coronavirus-pode-produzir-reacoes-fascistas.html

DW: Brasil ruma para "tempestade perfeita" em meio a pandemia.

https://www.dw.com/pt-br/brasil-ruma-para-tempestade-perfeita-em-meio-a-pandemia/a-52986500

quarta-feira, 1 de abril de 2020

La Nacion/NYT: Coronavirus - por qué las nuevas restricciones en Asia deberían preocuparnos.

https://www.lanacion.com.ar/el-mundo/coronavirus-que-nuevas-restricciones-asia-deberian-preocuparnos-nid2349702

Reuters: Dólar começa abril em novo recorde acima de R$5,26; dispara 31% em 2020.

https://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN21J6RO-OBRBS

Reuters: Abril começa sem trégua na aversão a risco e Ibovespa fecha em queda.

https://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN21J6T5-OBRBS

Valor: Tesouro Direto chacoalhou, 'saiu do ar' e fechou março com perdas.

https://valorinveste.globo.com/produtos/renda-fixa/tesouro-direto/noticia/2020/04/01/tesouro-direto-chacolhou-saiu-do-ar-e-fechou-marco-com-perdas.ghtml

Reuters: Infecções por Covid-19 crescem exponencialmente, mortes perto de 50 mil.

https://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN21J6L5-OBRWD

AP: A battlefield behind your home - Deaths mount in New York.

https://apnews.com/57ed90189a682fff96b25e7e1805facf

Bibliotecas del mundo: imágenes, vídeos, historia, curiosidades…

The recovery from the COVID-19 crisis must lead to a different economy.

domingo, 29 de março de 2020

Luigi Zingales e a crise da Covid-19.

Zingales afirma que a crise de covid-19 exige uma resposta dos governos à altura de um esforço de guerra e que deveriam fazer todo possível para manter o maior número possível de seus cidadãos em casa. O economista italiano defende a criação de uma renda emergencial universal, condicionada ao cumprimento do confinamento por semanas. O dinheiro viria da taxação de riquezas, uma pauta historicamente ligada à esquerda no Brasil, e da impressão de moeda, com o cuidado de manter a inflação sob controle. Autor de Saving Capitalism from the Capitalists (2003; Salvando o Capitalismo dos Capitalistas, em tradução livre) e A Capitalism for the People: Recapturing the Lost Genius of America... 

Gustavo Franco: O Corona e a economia.


Esta crise reúne as piores características de todas as anteriores: a insegurança que veio com o 09-11, a ansiedade com o HIV, o impacto econômico sistêmico de 2008, tudo isso junto com a turbulência financeira, que foi a tônica das crises dos anos 1990. Mas há singularidade.
Esta crise não nos traz um problema cambial, o que não quer dizer que não vai ter agitação nesse mercado, sempre tem, e pode ser que tenha mais, mas o câmbio não é um tema importante dessa vez.
A inflação está prostrada numa mínima histórica e, com isso, o país entra na crise com os juros a 3,75%, o que muda todo o protocolo, sobretudo numa crise na qual o crédito é o primeiro problema a enfrentar. Ainda bem que fizemos o dever de casa no passado, contrariamente à opinião da medicina econômica alternativa.
Pois bem, o custo do endividamento, público e privado, vai ser muito menor do que em qualquer outro episódio de estresse financeiro do passado. Mas é preciso que a liquidez chegue a quem precisa, trabalho para o BC monitorar os bancos, sobretudo os analógicos (os digitais nunca passaram por isso, e poderão ajudar muito, pois sua “agência” é o seu celular, onde não tem aglomeração).

sábado, 28 de março de 2020

DW: Os efeitos do coronavírus sobre o mercado de trabalho.

El País: O mundo real morreu, viva o mundo real.

https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-03-27/o-mundo-real-morreu-viva-o-mundo-real.html

G1: Cidades dos EUA que usaram isolamento social contra gripe espanhola tiveram recuperação econômica mais rápida, diz estudo.


Cidades dos EUA que usaram isolamento social contra gripe espanhola tiveram recuperação econômica mais rápida, diz estudo. A pesquisa publicada na última quinta-feira (26/03) é assinada pelos economistas Sergio Correa, do Banco Central americano, Stephan Luck, do Banco Central de Nova York, e Emil Verner, do Instituo de Tecnologia de Massachusetts.


Valor: Desemprego vai explodir no Brasil com coronavírus.

https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/noticia/2020/03/27/desemprego-vai-explodir-no-brasil-com-coronavirus-a-duvida-e-o-tamanho-da-bomba.ghtml

quinta-feira, 26 de março de 2020

Valor: Com coronavírus, Ibovespa acima dos 100 mil pontos só em sonho mesmo.

https://valorinveste.globo.com/mercados/renda-variavel/bolsas-e-indices/noticia/2020/03/26/com-coronavirus-ibovespa-acima-dos-100-mil-pontos-so-em-sonho-mesmo.ghtml

El País: Outro 11 de Setembro mergulha Nova York na impotência.

El País: Brasil perde quase 12 bilhões de dólares em dois meses e vira epicentro da fuga de capitais na América Latina.

The Economist: Covid-19 could devastate poor countries.

https://www.economist.com/leaders/2020/03/26/covid-19-could-devastate-poor-countries


Paul Krugman: Is density deadly?


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Opinion Columnist











quarta-feira, 25 de março de 2020

DW: EUA acertam pacote de US$ 2 trilhões devido a coronavírus.

Economistas e a Covid-19.

UOL: Ações da Petrobras despencam 57% em 1 mês.

10 dicas do Frei Betto para enfrentar a reclusão em tempos de pandemia.

https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus-servico/dez-dicas-para-enfrentar-reclusao-em-tempos-de-pandemia-1-24327354

1. Mantenha corpo e cabeça juntos. Estar com o corpo confinado em casa e a mente focada lá fora pode causar depressão.



2. Crie rotina. Não fique de pijama o dia todo, como se estivesse doente. Imponha-se uma agenda de atividades: exercícios físicos, em especial aeróbicos (para estimular o aparelho respiratório), leitura, arrumação de armários, limpeza de cômodos, cozinhar, pesquisar na internet etc.


3. Não fique o dia todo diante da TV ou do computador. Diversifique suas ocupações. Não banque o passageiro que permanece o dia todo na estação sem a menor ideia do horário do trem.


4. Use o telefone para falar com parentes e amigos, em especial com os mais velhos, os vulneráveis e os que vivem só. Entretê-los fará bem a eles e a você.


5. Dedique-se a um trabalho manual: consertar equipamentos, montar quebra-cabeças, costurar, cozinhar etc.


6. Ocupe-se com jogos. Se está em companhia de outras pessoas, estabeleçam um período do dia para jogar xadrez, damas, baralho etc.


7. Escreva um diário da quarentena. Ainda que sem nenhuma intenção de que outros leiam, faça-o para si mesmo. Colocar no papel ou no computador ideias e sentimentos é profundamente terapêutico.


8. Se há crianças ou outros adultos em casa, divida com eles as tarefas domésticas. Estabeleça um programa de atividades, e momentos de convívio e momentos de cada um ficar na sua.


9. Medite. Ainda que você não seja religioso, aprenda a meditar, pois isso esvazia a mente, retém a imaginação, evita ansiedade e alivia tensões. Dedique ao menos 30 minutos do dia à meditação.


10. Não se convença de que a pandemia cessará logo ou durará tantos meses. Aja como se o período de reclusão fosse durar muito tempo. Na prisão, nada pior do que advogado que garante ao cliente que ele recuperará a liberdade dentro de dois ou três meses. Isso desencadeia uma expectativa desgastante. Assim, prepare-se para uma longa viagem dentro da própria casa.
* Frei Betto é escritor, autor de “Cartas da prisão” (Companhia das Letras), entre outros livros.s

Folha: Kenneth Rogoff, de Harvard, defende financiar esforço com endividamento via títulos e alguma impressão de dinheiro.

terça-feira, 24 de março de 2020

The New Yorker: The Magazine - March 30, 2020.



Yuval Noah Harari: O antídoto para a epidemia não é a segregação, mas a cooperação.


Hoje a humanidade enfrenta uma crise aguda, não apenas devido ao coronavírus, mas também devido à falta de confiança entre os seres humanos. Para derrotar uma epidemia, as pessoas precisam confiar em especialistas científicos, os cidadãos precisam confiar nas autoridades públicas e os países precisam confiar uns nos outros. Nos últimos anos, políticos irresponsáveis minaram deliberadamente a confiança na ciência, nas autoridades públicas e na cooperação internacional. Como resultado, agora estamos enfrentando esta crise desprovida de líderes globais que podem inspirar, organizar e financiar uma resposta global coordenada.

segunda-feira, 23 de março de 2020

Alemanha aprova maior pacote de ajuda econômica desde a 2ª Guerra Mundial.

IMF warns Covid-19 recession could be worse than financial crisis,



“First, the outlook for global growth: for 2020 it is negative—a recession at least as bad as during the global financial crisis or worse. But we expect recovery in 2021. To get there, it is paramount to prioritize containment and strengthen health systems—everywhere. The economic impact is and will be severe, but the faster the virus stops, the quicker and stronger the recovery will be.

ONU: COVID-19.

Nuestro mundo se enfrenta a un enemigo común: el COVID-19.
Este virus no entiende de nacionalidad ni de etnia, facción o fe. Ataca a todos, sin tregua.
Mientras tanto, los conflictos armados continúan en todo el mundo.
Los más vulnerables — las mujeres y los niños, las personas con discapacidad, las personas marginadas y desplazadas — pagan el precio más elevado.
También son quienes tienen un mayor riesgo de sufrir devastadoras pérdidas por el COVID-19.
No olvidemos que en los países devastados por la guerra ha habido un colapso de los sistemas de salud..
Los profesionales de la salud, ya escasos, han sido con frecuencia atacados.
Los refugiados y otras personas desplazadas por conflictos violentos son doblemente vulnerables.
La agresividad del virus ilustra la locura de la guerra.
Necesitamos poner fin al mal de la guerra y luchar contra la enfermedad que está devastando nuestro mundo.
Por eso, hoy pido un alto al fuego mundial inmediato en todos los rincones del mundo.
Es hora de “poner en encierro” los conflictos armados, suspenderlos y centrarnos juntos en la verdadera lucha de nuestras vidas.
A las partes beligerantes les digo:
Cesen las hostilidades.
Dejen de lado la desconfianza y la animosidad.
Silencien las armas; detengan la artillería; pongan fin a los ataques aéreos.
Es crucial que lo hagan …
Para ayudar a crear corredores a fin de que pueda llegar la ayuda vital.
Para abrir oportunidades de valor incalculable para la diplomacia.
Para llevar esperanza a los lugares más vulnerables al COVID-19.
Inspirémonos en las coaliciones y el diálogo que poco a poco van tomando forma entre las partes rivales para permitir nuevas formas de hacer frente al COVID-19. Pero no solo eso; necesitamos mucho más.
Necesitamos poner fin al mal de la guerra y luchar contra la enfermedad que está devastando nuestro mundo.
Y esto empieza poniendo fin a los enfrentamientos en todas partes. Ahora.
Eso es lo que la familia que somos la humanidad necesita, ahora más que nunca.
https://www.un.org/es/coronavirus/articles/fury-virus-illustrates-folly-war

Valor: Ibovespa cai 18,9% na semana, pior desempenho desde 2008.

El País: España registra ya 33.089 infectados por coronavirus, de los que han fallecido 2.182.

The Economist: Expelling journalists is no way to fight a pandemic.

O Globo: Somos todos responsáveis.

A epidemia mundial de coronavírus lembra pestes na Idade Média, pandemias também de doenças respiratórias como a Gripe Espanhola, em 1917/18, e a Sars, mais recente, há 17 anos. Mas nunca houve nada igual, pela velocidade com que o vírus se espalha pelo planeta, representando grave perigo para as populações. Identificado na cidade chinesa de Wuhan, no fim do ano passado, e depois de se espalhar pela Ásia, contaminar a Europa e entrar nas Américas, o coronavírus passou a ser uma das maiores ameaças na História à ordem econômica, social e política. Mesmo que fosse possível sociedades não serem contaminadas, elas seriam atingidas, porque é impossível saírem ilesas de uma recessão mundial como a que está em gestação avançada.
O Brasil, um dos dez maiores PIBs do mundo, sofrerá danos severos. Pelo tamanho da crise que se aproxima e devido às características da epidemia, a questão não é só do governo, do Congresso, dos poderes republicanos. É de responsabilidade de todos. A superação dos grandes e múltiplos problemas que aí estão — na saúde, na economia, no campo social e, por consequência, na política —, e que se agravarão, precisará de uma mobilização e engajamento da sociedade talvez nunca vistos. Não se trata de uma causa política, ideológica. Mas de sobrevivência, em sentido amplo.
A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso será de todos. Na entrevista coletiva do Ministério da Saúde concedida no sábado, o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo, pediu à população para não esperar o poder público para tomar atitudes. Disse, acertadamente, que como a imprensa há dias dá total prioridade ao noticiário do coronavírus, com repetidas informações práticas de como todos precisam se comportar, cada um deve saber a sua parte. É essencial se recolher, para evitar a retransmissão de um vírus veloz.
Neste sentido, foi frustrante, deseducativo e despido de qualquer espírito de cidadania, o carioca encher praias e bares no penúltimo fim de semana. Bem como idosos, grupo vulnerável ao vírus, continuarem no calçadão de Copacabana e praças, correndo risco de contrair a doença e ainda se transformar em uma plataforma ambulante de contaminação. É descabido o prefeito Crivella pensar em pedir ao Exército soldados para mandar pessoas de idade avançada para casa, por ser um desatino converter militares em guardas de costume. Mas inconsequência de idosos é inaceitável.
Pode ser que a falta de sol no fim de semana tenha ajudado a esvaziar as ruas. A melhor hipótese é que esteja afinal aumentando a consciência da seriedade do momento, à medida que o número de contaminados e mortos cresce. É necessário entender que bastam alguns poucos irresponsáveis para muitos padecerem.
Os empresários são um elo estratégico na crise. São eles que empregam a maior parte da força de trabalho e que, se nada for feito, serão obrigados a demitir em massa, porque a recessão fará com que suas receitas desabem. Ou desapareçam. A previsão para a economia americana é que a taxa de desemprego, na faixa de 4%, das mais baixas de que se tem registro, dispare para 20%. No Brasil, o índice se encontrava em janeiro em 11,2%. Estava em queda, vai subir outra vez, não se sabe até onde.
Foi decretado pelo Congresso estado de calamidade pública, a pedido do Planalto, para o governo não obedecer à meta fiscal. Não conseguiria mesmo. Com as receitas em queda vertiginosa, as empresas precisam de dinheiro para pagar a folha de salários. Os bancos públicos serão mobilizados. É possível que também possam atrasar impostos.
Acionistas e executivos das empresas precisam também entender que são parte do esforço coletivo de reconstrução para o bem de todos, pessoas físicas e jurídicas. Empresas já recebem mais de R$ 300 bilhões anuais em incentivos, ou 4,5% do PIB, dinheiro do contribuinte. Para sobreviverem, como a sociedade deseja e precisa, alguns novos bilhões do Erário terão de ser repassados para o seu caixa. Será preciso muita seriedade de gestores e acionistas na administração desses recursos. A prioridade tem de ser a manutenção do emprego. O restabelecimento de margens de lucro pode ficar para depois. A questão social se torna grave junto com a econômica, só que ela explode rapidamente nas ruas.
O chamamento à responsabilidade alcança os políticos. Muitos demonstram a mesma inconsciência de tantos diante do maremoto que se aproxima do país. Ano de eleições municipais, aspirantes a 2022 se agitam. Não causariam tantos danos se não fossem o presidente da República e os governadores de São Paulo e Rio de Janeiro, os dois maiores estados.
É louvável que João Doria e Wilson Witzel estejam ativos diante da crise e procurem prestar contas diariamente por meio da imprensa. Mas enquanto Bolsonaro e os dois governadores fazem guerra de decretos e medidas provisórias para saber quem terá a primazia de fechar ou abrir portos, aeroportos e estradas — a União é que deve tratar do assunto, por óbvio —, a situação exige a cooperação entre todas as esferas do poder.
Disso depende um país. Antes da crise, entre trabalhadores sem carteira de trabalho, trabalhadores domésticos e autônomos eram 46,8 milhões. Há ainda milhões que estão no mercado formal e que podem perder o emprego com a crise e aumentar a população deste Brasil pobre, a depender do entendimento entre os brasileiros.

domingo, 22 de março de 2020

O Papa convida todos os cristãos a rezar juntos o Pai Nosso na quarta-feira, 25/03/2020.

DICAS: Ilustríssima indica séries, filmes e livros para ocupar a quarentena.

Samuel Pessôa: Estamos em uma economia de guerra!

Para evitar que a mortalidade com a Covid-19 seja muito elevada, a sociedade decidiu cortar a produção. Ficaremos em casa reduzindo a velocidade de difusão do vírus para não sobrecarregar o sistema de saúde. Não temos a menor ideia de como enfrentar uma crise dessa natureza.
A perda de produto será grande. Suponha uma economia que cresça 2% ao ano. Suponha que nos próximos três meses se trabalhe metade do tempo. Se, nos três trimestres seguintes, a economia voltar ao normal e se, adicionalmente, por meio de horas extras, metade da perda do trimestre for devolvida nos trimestres seguintes, a queda da economia será de 8,5%.

Elio Gaspari na FSP: Ouçam Mário Henrique Simonsen!!!

O professor Mário Henrique Simonsen costumava repetir um ensinamento que pode ser útil para os mascarados de Brasília:
Formulado de maneira correta, o problema mais difícil do mundo um dia será resolvido. Formulado de maneira incorreta, o problema mais fácil do mundo jamais será resolvido”.

sábado, 21 de março de 2020

Folha: Solidários venceremos!

Esta geração de brasileiros começa a atravessar um período de temor e privações para o qual não foi preparada pela vivência nem pelo treino. Milhões de famílias estarão progressivamente confinadas em suas residências nas próximas semanas. A liberdade de ir e vir, de sair para trabalhar ou estudar, de encontrar os amigos e de viajar será restringida severamente.
Uma vasta parcela dos concidadãos arcará com sacrifício duplo. Sua renda, pouca, depende da circulação de pessoas e mercadorias e desabará. As reservas, se é que existem, vão se esvair depressa, e os programas tradicionais de auxílio governamental passam ao largo de tais circunstâncias.
Outro contingente de compatriotas, também desprotegido, expõe-se a risco elevado com a chegada da epidemia do novo coronavírus. Idosos e indivíduos portadores de outras enfermidades sujeitam-se a sofrimento prolongado nas emergências e ao risco maior de morte se forem infectados.
É para resguardar os mais vulneráveis —seja da violência do patógeno, seja da depauperação— que toda a sociedade agora deveria se mobilizar.
Mudar os hábitos, delegar poderes limitada e temporariamente maiores às autoridades, entregar-se a jornadas extenuantes e arriscadas como têm feito os profissionais da saúde e reduzir a atividade produtiva resultará plenamente recompensador se, ao final dessa dolorosa estrada, muitos brasileiros houverem sido poupados da morte e da miséria.
Olhar para o outro que sofre e estender a mão é exercício que há de fazer bem à comunidade. Num país em que iniquidades abismais convivem desde sempre com a indiferença —quando não cumplicidade— das elites e dos governantes, um choque como esse poderá ter consequências duradouras.
Que se elevem recursos e esforços coletivos na emancipação de dezenas de milhões hoje condenados à ignorância e à baixa renda. Que cresça a intolerância a privilégios concedidos a poucos pelo Estado.
Que se cobrem dos políticos eficiência, respeito ao conhecimento científico e responsabilidade com o bem-estar desta e das futuras gerações de brasileiros.
A epidemia acaba, mas a solidariedade não vai embora e poderá transformar o Brasil.

DW - Coronavírus: quase 1 bilhão de pessoas estão confinadas.

El País: Lecturas para la cuarentena.

Estadão: DICAS de leitura para o período de ISOLAMENTO.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Martin Woolf do Financial Times no Estadão de 20/3/20: "É provável uma recessão este ano e que continue em 2021".

Brookings: The US and China need to relearn how to coordinate in crises.

Mario Vargas Llosa: Retorno à Idade Média?

Estadão: MONITOR DA PANDEMIA.

O Globo - Coronavírus: saiba por que governos e cientistas indicam confinamento para conter a Covid-19.

Valor: Banco central do Peru reduz juros para 1,25%.

quinta-feira, 19 de março de 2020

The Economist: Paying to stop the pandemic.




Our paper this week is dominated by the pandemic. Our first two leaders look at how to deal with the disease and, as far as possible, how to spare the economy. As the virus burns its way across Europe and North America, and begins to take hold in the developing world, our cover leader reports on two strategies to defeat it and draws on the lessons from China and South Korea. Be under no illusions, though: even the best policy might not prevent the pandemic from exacting a heavy toll. 

As governments and central banks pour trillions of dollars into helping households and businesses, our second leader analyses how they should best spend their money. If the virus retreats only to resurge, workers and firms must be confident that governments will dial assistance down and up again as needed.
To read these stories and more visit economist.com/coronavirus, which features our coverage of the virus and its consequences. And look out for a special edition of this newsletter on Saturday.
Zanny Minton Beddoes, Editor-In-Chief

Global Times: China grieves for nation’s sacrifice in fighting COVID-19.

https://www.globaltimes.cn/content/1184661.shtml