terça-feira, 23 de agosto de 2016

PNAD Contínua: taxa de desocupação cresce em todas as grandes regiões no 2º trimestre.

A taxa de desocupação (11,3% no Brasil) subiu em todas as grandes regiões no 2º trimestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015: Norte (de 8,5% para 11,2%), Nordeste (de 10,3% para 13,2%), Sudeste (de 8,3% para 11,7%), Sul (de 5,5% para 8,0%) e Centro-Oeste (de 7,4% para 9,7%). No 1º trimestre de 2016, as taxas haviam sido de 12,8% no Nordeste, 11,4% no Sudeste, 10,5% no Norte, 9,7% no Centro-Oeste e 7,3% no Sul.

Entre as unidades da federação, as maiores taxas de desocupação no 2º trimestre de 2016 foram observadas no Amapá (15,8%); Bahia (15,4%) e Pernambuco (14,0%), enquanto as menores taxas estavam em Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7,0%) e Rondônia (7,8%).

O nível de ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) ficou em 54,6% para o Brasil no 2º trimestre de 2016. As regiões Nordeste (48,6%) e Norte (54,4%) ficaram abaixo da média do país. Nas demais regiões, o nível de ocupação foi de 59,1% no Sul, 59,2% no Centro-Oeste e 56,1% no Sudeste.

Mato Grosso do Sul (61,1%), Santa Catarina (59,4%), Paraná (59,2%) e Goiás (59,2%) apresentaram os maiores percentuais, enquanto Alagoas (42,9%), Pernambuco (46,6%) e Rio Grande do Norte (47,2%) apresentaram os níveis de ocupação mais baixos.

No 2º trimestre de 2016, os percentuais de empregados no setor privado com carteira de trabalho nas grandes regiões foram de 85,4% no Sul, 82,7% no Sudeste, 77,5% no Centro-Oeste, 61,5% no Norte e 62,2% no Nordeste. A média no Brasil foi de 77,3%.

Santa Catarina (89,7%), Distrito Federal (86,2%), Rio de Janeiro (85,7%) apresentaram os maiores percentuais de empregados no setor privado com carteira de trabalho, enquanto Maranhão (51,8%), Piauí (52,3%) e Pará (57,4%) apresentaram os menores.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou acima da média do Brasil (R$1.972) nas regiões Sudeste (R$ 2.279), Centro-Oeste (R$ 2.230) e Sul (R$ 2.133), enquanto Norte (R$ 1.538) e Nordeste (R$ 1.334) ficaram abaixo da média.

O Distrito Federal apresentou o maior rendimento (R$ 3.679), seguido por São Paulo (R$ 2.538) e Rio de Janeiro (R$ 2.287). Os menores rendimentos foram registrados no Maranhão (R$ 1.072), Bahia (R$ 1.285) e Ceará (R$ 1.296).

A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 174,6 bilhões de reais para o país com um todo) ficou em R$ 90,4 bilhões na região Sudeste, R$ 29,8 bilhões no Sul, R$ 28,0 bilhões no Nordeste, R$ 16,2 bilhões no Centro-Oeste e R$ 10,2 bilhões no Norte.


A publicação completa da PNAD Contínua, com os dados divulgados hoje, está disponível aqui.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Boletim Focus: base 19/08/2016 e PIB em queda de 3,20% em 2016.

No Boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, o mercado manteve suas projeções. 
Previsões de melhora do PIB e inflação em queda somente para 2017!

Em síntese: 
PIB: manteve a queda de 3,20%;
Inflação: IPCA em 7,31%;
Dólar: manteve-se em R$ 3,30;
Taxa básica de juros (Selic): manteve-se em 13,75%.

domingo, 21 de agosto de 2016

Prêmio Banco Central de Economia e Finanças 2016.

Os pesquisadores Bruno Silva Martins e Marco Antônio Cesar Bonomo são a dupla vencedora do primeiro Prêmio Banco Central de Economia e Finanças, criado como parte das comemorações dos 50 anos da instituição, com objetivo de estimular a pesquisa em ciência econômica e nos temas relacionados à missão do BC, como política monetária, estabilidade financeira e cidadania financeira. A solenidade de premiação ocorreu em São Paulo, durante o XI Seminário sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária.

Para elaborar o trabalho “The impact of Government-driven loans in the Monetary Tramsmission Mechanism: what can we learn from firm level data?”, Bruno Martins e Marco Antonio Bonomo usaram dados de empréstimos ao nível da firma da Central de Risco de Crédito do Banco Central do Brasil (SCR). "Encontramos evidência de que a transmissão da política monetária pelo canal do crédito é menos efetiva para empresas com maior acesso ao crédito direcionado e/ou ao crédito concedido por bancos públicos, o que chamamos no artigo de ‘crédito governamental’. Consequentemente, a variação da taxa Selic necessária para atingir o mesmo efeito sobre o crescimento do crédito e do emprego na economia seria menor caso não houvesse crédito governamental, ou se o mesmo se comportasse de forma similar ao crédito livremente ofertado pelos bancos privados. Adicionalmente, verificamos que o impacto de choques externos sobre o custo dos empréstimos e sobre o crescimento do crédito e do emprego é menor em empresas com maior acesso ao crédito governamental", explicou Bruno Silva Martins, que trabalha no Depep, no Rio de Janeiro. 

Keep calm I'm an Economist.


EXAME: Imóveis - o sonho virou pesadelo.


sábado, 20 de agosto de 2016

Economia brasileira: e que venha logo 2017!"


Acervo de um economista brasileiro.

Iniciando a organização dos bens mais preciosos da vida!


Schools of Economics.


O debate KEYNES X HAYEK na análise do biógrafo Nicholas Wapshott.



Muito boa a matéria da FOLHA DE S. PAULO sobre o conhecido livro do Nicholas Whapshott: KEYNES X HAYEK

John Maynard Keynes (1883-1946)
Nacionalidade
Britânico
Formação
Estudou no Colégio Eton e formou-se em economia no King's College, da universidade de Cambridge
Principal mentor
Alfred Marshall
Carreira
Funcionário do Tesouro britânico. Participou das negociações pós-Primeira Guerra, em Versailles. Professor do King's College, Universidade de Cambridge. Diretor do Bank of England. Foi um dos principais idealizadores do acordo de Bretton Woods, pprogressista e pragmático
Principais contribuições
Fator multiplicador (investimentos impulsionam novos investimentos, o que multiplica seu efeito)
Preferência pela liquidez (em momentos de insegurança, os agentes preferem ficar com o dinheiro líquido, abrindo mão de gastá-lo ou emprestá-lo)
Modelo AD-AS (curva de demanda e oferta agregadas)
Macroeconomia (a economia pode ser mais bem entendida compreendendo-se o quadro geral, olhando-se agregados da economia, como oferta, demanda e taxas de juros)
Quem influenciou
John Kenneth Galbraith, Paul Samuelson, Amartya Sen, Joseph Stiglitz, Paul Krugman, Thomas Piketty

Friedrich von Hayek (1899-1992)

Nacionalidade
Austríaco
Formação
Filosofia, psicologia e economia na Universidade de Viena, doutorados em direito e ciência política
Principal mentor
Ludwig von Mises
Carreira
Professor na London School of Economics (LSE), na Universidade de Chicago e na Universidade de Freiburg. Prêmio Nobel de Economia em 1974

Principais contribuições
Ciclo de negócios (ocorre quando a taxa de juros, preço que equilibra decisões de poupadores e investidores, se desajusta)
Conhecimento disperso (nenhum agente econômico tem todas as informações)
Livre mercado (preço formado sem intervenção é principal informação sobre decisões dos agentes)
Microeconomia (entender a economia como um todo é impossível; é preciso estudar a ação de indivíduos no mercado, a partir de itens como custos e valor)

Quem influenciou
Milton Friedman, Arthur Betz Laffer, Sir Karl Raimund Popper e George Stigler 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Setor de Serviços recua 0,5% de maio para junho/2016.

Em junho de 2016, o volume do setor de serviços caiu 0,5% em relação a maio, na série com ajuste sazonal, após variar 0,2% em maio e -1,3% em abril. Na comparação com junho de 2015, o setor registrou queda de 3,4%, maior variação negativa para o mês de junho da série, iniciada em janeiro de 2012. Com esses resultados, as taxas acumuladas no primeiro semestre e nos últimos 12 meses ficaram ambas em -4,9%.

Por atividade, em relação a maio de 2016, observam-se crescimentos nos segmentos de serviços de informação e comunicação (0,2%) e transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,1%). Apresentaram quedas os segmentos de serviços prestados às famílias (-0,5%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,4%) e outros serviços (-1,5%). O agregado especial das atividades turísticas apresentou variação -0,6%, na comparação com o mês imediatamente anterior.


A receita nominal em junho apresentou variação de -0,3% em relação a maio e de 0,6%, na comparação com junho de 2015. A taxa acumulada no ano ficou em 0,2% e, em 12 meses, 0,3%. A publicação completa da Pesquisa Mensal de Serviços divulgada pelo IBGE pode ser acessada aqui.



Time: Inside Donald Trump's Meltdown - August 22, 2016.


The Economist: Cheating death - August 13th 2016.


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Delfim Netto: "Ad gustum".

O professor Delfim Netto, hoje na Folha de S. Paulo: 

Os resultado sociais e econômicos do último quinquênio (2011-2015) revelam o desastre: 

1º) um aumento do desemprego que agora atinge mais de 11 milhões de trabalhadores; 
2º) uma regressão na distribuição de renda; 
3º) uma estagnação do PIB total, mas uma queda de 4% no PIB per capita; 
4º) uma taxa de inflação de 40%, quando a meta era de 25%; 
5º) um deficit acumulado em conta corrente que somou quase US$ 400 bilhões e destruiu o setor industrial; 
6) um deficit fiscal de 6% em 2014 e 10% em 2015; 
7º) um aumento da relação dívida bruta/PIB de 52% para 66% e, por fim, mas não por último,
8º) a perda do "rating" soberano que havíamos obtido em 2011!

Na íntegra: 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Agropecuária ajuda a conter perdas de vagas em junho, segundo Caged.

O emprego formal apresentou em junho recuo na trajetória de perda de postos de trabalho, na comparação igual mês de 2015. No mês, a retração na geração de postos de trabalho foi de 0,23%, na comparação com maio, com saldo negativo de 91.032 vagas. A perda, entretanto, foi significativamente menor do que a registrada em junho de 2015, quando houve o fechamento de 111.199 vagas formais.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho. O saldo de junho foi oriundo de 1.204.763 admissões contra 1.295.795 desligamentos. No acumulado do ano, o nível de emprego formal apresentou declínio de 1,34%, correspondendo à perda de 531.765 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o recuo foi de 1.765.024 empregos, retração de 4,31%. Com o resultado, o estoque de emprego para o mês alcançou 39.161.285 trabalhadores com carteira de trabalho assinada no país.

Segundo o levantamento, dois setores apresentaram saldo positivo de geração de empregos no mês. A Agropecuária, com a criação de 38.630 postos de trabalho, crescimento que, segundo o Ministério do Trabalho, relaciona-se a fatores sazonais ligados: ao cultivo do café, principalmente nos estados de Minas Gerais, responsável por 12.895 postos; atividades de apoio a agricultura em São Paulo, com saldo positivo de 7.292 vagas, e, nesse mesmo estado, o cultivo de laranja, que gerou 5.986 postos.

Além da Agricultura, a Administração Pública também apresentou saldo positivo, com geração de 790 postos no mês, invertendo o resultado negativo de 704 postos verificado em junho de 2015. Já o setor de Serviços teve perda de 42.678 vagas em junho, representando a maior queda setorial no mês, seguido por Indústria de Transformação, que encerrou 31.102 postos no mesmo intervalo.

Dados estaduais - O emprego formal apresentou resultado positivo em oito estados brasileiros, com destaque para Minas Gerais (4.567), Goiás (3.369) e Mato Grosso (2.589). A maior queda no nível de emprego formal foi registrada em São Paulo (-29.915), influenciada pela queda de postos de trabalho na Construção Civil (-8.447) e no Comércio Varejista (-5.561). Houve também perda de vagas no Rio de Janeiro (-15.748) e Rio Grande do Sul (-10.340).

Assessoria de Imprensa
Ministério do Trabalho


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Finanças Públicas: Felipe Salto & Mansueto Almeida.


Lançamento do livro "Finanças públicas: da contabilidade criativa ao resgate da credibilidade", organizado por Felipe Salto e pelo Mansueto Almeida Jr.


O prefácio é do professor Edmar Bacha e a orelha foi escrita pelo senador e ministro José Serra. A editora é a Record (Grupo Editorial Record). 

Taxa Selic: 14,25% ao ano - 20/07/2016.

O Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés.
O cenário básico com que o Comitê trabalha pode ser resumido pelas seguintes observações:
O conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião do Copom mostra perspectiva de estabilização da atividade econômica no curto prazo. Entretanto, as evidências sugerem que a economia segue operando com alto nível de ociosidade;
No âmbito externo, o cenário permanece desafiador. No curto prazo, o ambiente encontra-se relativamente benigno para as economias emergentes. No entanto, a dinâmica da recuperação da economia global permanece frágil, com incertezas quanto ao seu crescimento;
As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus para 2017 recuaram, mas seguem acima da meta para a inflação, de 4,5%; e
As projeções condicionais do Copom para a inflação permaneceram relativamente estáveis nos horizontes relevantes para a condução da política monetária desde sua última reunião, mas recuaram em relação às projeções divulgadas no último Relatório de Inflação. No cenário de referência, a projeção para a inflação de 2017 encontra-se em torno da meta de 4,5%. No entanto, no cenário de mercado, a projeção para 2017 está em torno de 5,3%.
O Comitê identifica os seguintes riscos domésticos para o cenário básico para a inflação:
Por um lado, (i) a inflação acima do esperado no curto prazo, em boa medida decorrente de preços de alimentos, pode se mostrar persistente; (ii) incertezas quanto à aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia permanecem; e (iii) um período prolongado com inflação alta e com expectativas acima da meta pode reforçar mecanismos inerciais e retardar o processo de desinflação;
Por outro lado, (iv) os ajustes na economia podem ser implementados de forma mais célere, permitindo ganhos de confiança e reduzindo as expectativas de inflação; e (v) o nível de ociosidade na economia pode produzir desinflação mais rápida do que a refletida nas projeções do Copom.
Tomados em conjunto, o cenário básico e o atual balanço de riscos indicam não haver espaço para flexibilização da política monetária.
Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel.
Fontehttp://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/c/notas/15723 

Time: Hillary Clinton Is the Hardest One to Know - August 1, 2016.


The Economist: Erdogan's revenge - Jul 23rd, 2016.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Boletim Focus: base 15/07 e queda de 3,25% no PIB.

No Boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, o mercado fez alguns ajustes em suas projeções, com destaque para manutenções nas expectativas para a inflação e Selic e discreta melhora na queda do PIB.  

Em síntese: 
PIB: melhora na queda de 3,30% para 3,25%;
Inflação: manteve-se em 7,26%;
Dólar: discreta queda de R$ 3,40 para R$ 3,39;
Taxa básica de juros (Selic): manteve-se em 13,25%.

domingo, 17 de julho de 2016

Paul Romer: World Bank's chief economist.

Paul Romer is a University Professor at NYU and director of its Marron Institute of Urban Management. His work now focuses on urbanization because better urban policy offers the best chance for speeding up growth in the developing world.
Before coming to NYU, Paul taught at Stanford, and while there, started Aplia, an education technology company. In 2002, he received the Recktenwald Prize for work on the economics of ideas and the drivers of economic growth.
Paul earned a bachelor of science in mathematics and a doctorate in economics from the University of Chicago.

29/07/2016: evento em Fortaleza pelos 170 anos de nascimento da Princesa Isabel.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

2016.2T: China GDP 6,7%.

Enquanto o Brasil continua afundando num poço sem fim, com estimada queda de 3,3% no PIB de 2016, a China é a China. 

Official statistics showed China's gross domestic product (GDP) expanded 6.7 percent year on year in the first half of 2016 to reach 34.06 trillion yuan (5.08 trillion U.S. dollars).

PIB em queda no Ceará e no Brasil.


quinta-feira, 14 de julho de 2016

IBC-Br de maio 2016 registra queda na economia de 0,51%.

Nesta data, foi divulgado o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) o qual registrou para o mês de maio deste 2016 uma queda de 0,51%, o pior resultado desde janeiro de 2010. 

Este índice é uma espécie de prévia do PIB e pelo resultado sinaliza que a economia brasileira ainda não encontrou o seu rumo. 

Lembrando que o Banco Central trabalha com uma estimativa de queda do PIB de 3,3% para este ano

Quando finalmente chegaremos ao fundo do poço?

The Economist: Donald Trump and a divided America - July 16th 2016.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Theresa May: Britain's new Prime Minister.



Sem vendas, O Brasil despenca a cada mês!

Em maio de 2016, o Comércio Varejista nacional registrou variação de -1,0% no volume de vendas em relação ao mês imediatamente anterior, na série ajustada sazonalmente. Nesta mesma comparação, a variação da receita nominal permaneceu praticamente estável (-0,1%), evidenciando uma compensação pela elevação de preços em curso. Quanto à média móvel trimestral, o volume de vendas voltou a registrar variação negativa de 0,5%, enquanto a receita nominal apresentou certa estabilidade (0,2%). Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional apresentou, em termos de volume de vendas, decréscimo de 9,0% sobre maio do ano anterior, sendo esse o 14º resultado negativo consecutivo. Com isso, o varejo acumula recuos de -7,3%, nos cinco primeiros meses do ano, e de -6,5%, nos últimos 12 meses. Para as mesmas comparações, a receita nominal de vendas apresentou variação de 2,2%, 4,2% e de 3,2%, respectivamente.

O Comércio Varejista Ampliado, que inclui além do varejo as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, permaneceu em queda sobre o mês imediatamente anterior (-0,4%) pelo terceiro mês consecutivo, na série com ajuste sazonal, período que acumulou uma perda 3,1%. No caso da receita nominal a variação foi de 0,6%, voltando a ser positiva após duas quedas consecutivas. Em relação a maio de 2016, foram registradas variações de -10,2%, para o volume de vendas, e de -2,1%, na receita nominal de vendas. Para os resultados acumulados, as taxas foram de -9,5%, no ano, e de -9,7%, nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e de -0,9% e -1,8%, para a receita nominal.

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Seminário de Pesquisa (CAEN): Bargained Haircuts and Debt Policy Implications - 15/07/2016.

A Pós-Graduação em Economia da UFC (CAEN) tem o prazer de convidá-lo (la) para o Seminário de Pesquisa intitulado "Bargained Haircuts and Debt Policy Implications", a ser proferido por Rafael Chaves Santos, Doutor em Economia pela EPGE-FGV/RF e Economista do Banco Central (RJ), as 16:00 do dia 15.07.2016 (sexta-feira), no auditório do CAEN. 

O trabalho está disponível no site: http://www.bcb.gov.br/pec/wps/ingl/wps416.pdf

Obs.: Os certificados estarão disponíveis no site do CAEN uma semana após a realização do evento.

Esperamos vê-lo aqui!
Paulo Matos
Diretor de pesquisa CAEN/UFC
 

USA: the unemployment rate is 4.9 percent in June 2016.

The American economy added 287,000 jobs in June. All told, since early 2010, American businesses have added 14.8 million jobs. The unemployment rate is 4.9 percent – down from 10 percent at the height of the recession. 

2015: um ano negativo para as empresas!

Desde 1974 que a Editora Abril publica o consolidado das Melhores e Maiores empresas do Brasil. 

No período de 1974 a 2015 somente em três anos a rentabilidade sobre o patrimônio líquido das 500 maiores empresas do país ficou negativa conforme abaixo.

1991 - Governo Collor: -3,6%

1999 - Governo FHC: -1,3%

2015 - Governo Dilma: -4,9%

Em 2016 espera-se que o Brasil empresarial melhore ou melhore, sob pena de maior prejuízo para a sociedade!

Enquanto isso, também espera-se que o governo não atrapalhe a iniciativa privada e faça, pelo menos, o dever de casa! 

Robert Lucas: educação é a diferença entre as economias de sucesso e as demais.

Em entrevista ao O GLOBO, o Nobel de Economia e professor da Universidade de Chicago Robert Lucas foi muito claro sobre a importância da educação:

Quanto mais o país estiver envolvido em educação, melhor estará. A educação é a diferença-chave entre as economias de sucesso e as demais. Há outras questões, como a governança ruim, mas educação é chave.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/educacao-chave-para-as-economias-de-sucesso-diz-robert-lucas-19683639

Boletim Focus: base 08/07 e queda de 3,30% no PIB.

No Boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, o mercado fez alguns ajustes em suas projeções, com destaque para pequenas reduções nas expectativas para a inflação e dólar e discreta melhora na queda do PIB.  

Em síntese: 
PIB: melhora na queda de 3,35% para 3,30%;
Inflação: leve queda de 7,27% para 7,26%;
Dólar: queda de R$ 3,46 para R$ 3,40;
Taxa básica de juros (Selic): manteve-se em 13,25%

terça-feira, 5 de julho de 2016

O mapa dos doutores: títulos de doutorado aumentam, mas Brasil é fraco na comparação internacional.


Fonte: http://www.valor.com.br/brasil/4624161/doutores-brasileiros-ficam-mais-jovens-e-se-espalham-pelo-pais

Estadão: Economia esboroada

Trecho de editorial do ESTADÃO sobre a economia brasileira: o triste retrato do que é o Brasil de hoje. 
Cerca de 5 mil obras estão paradas em todo o País, segundo reportagem do Estado publicada no domingo. São investimentos originários de projetos de todos os níveis de governo: obras de saneamento, rodovias, ferrovias, construções habitacionais, entre outros. A reportagem mostra desperdícios em empreendimentos tão variados quanto o Museu da História de São Paulo, paralisado há mais de seis meses, e ferrovias com grandes atrasos na construção. Entregue em 2014, com três anos de atraso, o trecho de 855 quilômetros da Norte-Sul entre Palmas e Anápolis continua sem uso. Só de superfaturamento foram apontados R$ 600 milhões. Muito mais graves que a escassez de dinheiro têm sido a incompetência na elaboração e na gestão de projetos e, naturalmente, a farra com o dinheiro público.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Independence Day: July 4th.


Boletim Focus: base 01/07 e o PIB em queda de 3,35%.

No Boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, o mercado fez alguns ajustes em suas projeções, com destaque para pequenas reduções nas expectativas para a inflação e dólar e discreta melhora na queda do PIB.  

Em síntese: 
PIB: melhora na queda de 3,44% para 3,35%;
Inflação: leve queda de 7,29% para 7,27%;
Dólar: queda de R$ 3,60 para R$ 3,46;
Taxa básica de juros (Selic): manteve-se em 13,25%.

sábado, 2 de julho de 2016

Toda sociedade tem a inflação que merece.


Na VEJA desta semana, o Banco Central se distancia dos anos Dilma e promete derrubar a inflação para 4,5% em 2017. 

Recordando o frasista Mario Henrique Simonsen, "toda sociedade tem a inflação que merece". 

Isso posto, ou o Brasil entende que não podemos conviver com inflação, ou então teremos que desistir de viver num país sério.   

Elie Wiesel: 1928 - 2016.


Elie Wiesel, 1986 Nobel Peace Prize Laureate and Holocaust Survivor, has passed away at age 87.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Mario Henrique Simonsen: sempre atual.

Na atual edição da Revista Brasileira de Economia (RBE), artigo da economista Andrea Felippe Cabello sobre o sempre presente Mario Henrique Simonsen.

O artigo discute as incursões de Mário Henrique Simonsen no debate econômico internacional, que começaram assim que ele deixou o Governo Brasileiro no começo dos anos 1980. Argumenta-se que, apesar de ele buscar uma audiência maior para seus trabalhos, ele se focou nos temas mais relevantes para o debate econômico brasileiro da época, isto é, dívida externa, inflação e suas diversas facetas: indexação, inércia inflacionária, política de rendas e seu custo social. Além disso, com seu objetivo de influenciar política, buscava por soluções concretas para esses problemas tanto na esfera doméstica quanto internacional.

4,5% é a meta para a inflação de 2018.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu, em reunião nesta quinta-feira (30/06), fixar em 4,5% a meta para a inflação em 2018. O intervalo é de 1,5 ponto percentual, para cima ou para baixo. 
“Como recomenda a boa prática, o Conselho avaliou a conjuntura macroeconômica doméstica e externa e concluiu ser oportuno fixar a meta em 4,5%”, disse o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Carlos Hamilton. Ele afirmou que a decisão foi tomada por unanimidade. 
Para 2017, Hamilton confirmou a meta de 4,5% para o IPCA, também com intervalo de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O CMN fixou ainda em 7,5% a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) para o terceiro trimestre deste ano, o mesmo nível em que está atualmente.