sábado, 30 de janeiro de 2010

A THE ECONOMIST DESTA SEMANA!

Com todo o respeito e admiração que tenho pela revista, fundada em 1843, esta foi, na minha opinião, a pior capa que vi. E que eles são doutores em capas geniais não existem dúvidas, mas nesta semana...

A CHINA DOMINARÁ O MUNDO?

Diretamente do Valor Econômico de 28/01/2010, Dani Rodrik, professor de Economia Política na Escola de Administração Pública John F. Kennedy da Universidade Harvard, pergunta: A China dominará o mundo?
A China ainda é um país pobre, mesmo assim projeta-se que sua economia ultrapasse a dos EUA em tamanho nas próximas duas décadas;
Trinta anos atrás, a China tinha uma presença minúscula na economia global e pouca influência fora das suas fronteiras, exceto por alguns países com os quais mantinha relações políticas e militares próximas. Hoje, o país é uma notável potência econômica: maior centro fabril do mundo, destacado investidor mundo afora, da África à América Latina, e, cada vez mais, uma importante fonte de pesquisa e desenvolvimento.
O governo chinês está sentado sobre um nível espantoso de reservas cambiais, superior a US$ 2 trilhões. Não existe um único setor em algum lugar no mundo que já não tenha sentido o impacto da China, seja como um fornecedor de baixo custo, ou, de forma mais ameaçadora, como um concorrente formidável.
A China ainda é um país pobre. Apesar de a renda média ter aumentado muito rapidamente nas décadas recentes, ela ainda se situa entre 1/7 e 1/8 dos níveis nos EUA, mais baixo que o da Turquia ou Colômbia. Enquanto a China litorânea e suas metrópoles mais importantes exibem riqueza formidável, extensas faixas da China Ocidental continuam atoladas na pobreza. Apesar disso, projeta-se que a economia da China ultrapasse a dos EUA em tamanho nas próximas duas décadas.
Enquanto isso, os EUA, a única superpotência econômica do mundo até recentemente, permanecem um gigante diminuído. O país se vê humilhado por seus fiascos em política exterior e por uma descomunal crise financeira. Sua credibilidade depois da desastrosa invasão do Iraque está no seu nível histórico mais baixo, apesar da simpatia global pelo presidente Barack Obama, e seu modelo econômico está em pedaços. O outrora todo-poderoso dólar cambaleia à mercê da China e dos países ricos em petróleo.
Todos esses elementos levam a perguntar se a China acabará substituindo os EUA como o poder hegemônico do mundo, o ditador e fiscalizador de regras do mundo. Num livro novo fascinante, intitulado de forma esclarecedora "When China Rules the World" (Quando a China dominar o mundo), o intelectual e jornalista britânico Martin Jacques é contundente: se você pensa que a China será integrada suavemente num sistema mundial liberal, capitalista e democrático, argumenta Jacques, prepare-se para uma grande surpresa. A China não só será a próxima superpotência econômica, como também a ordem mundial que ela construirá parecerá muito diferente daquela que tivemos sob a liderança dos EUA.
Americanos e europeus presumem displicentemente que a China se tornará mais parecida com eles à medida que sua economia se desenvolver e sua população ficar mais rica. Isso é uma miragem, diz Jacques. Os chineses e seu governo estão ligados a um conceito diferente de sociedade e de regime: baseado em comunidade, em vez de individualista, centralizado no Estado, em vez de liberal, autoritário em lugar de democrático. A China tem 2 mil anos de história como uma civilização distinta, aos quais pode recorrer para se fortalecer. Ela não se curvará simplesmente aos valores e instituições do Ocidente.
Uma ordem mundial centrada na China refletirá valores chineses em vez de ocidentais, argumenta Jacques. Pequim eclipsará Nova York, o renminbi substituirá o dólar, o mandarim assumirá o lugar do inglês, e os alunos em todo o mundo aprenderão sobre as viagens de descobrimento de Zheng He ao longo da costa Oriental da África, em vez de aprenderem sobre Vasco da Gama ou Cristóvão Colombo.
Serão coisas do passado o evangelismo dos mercados e a democracia. É muito menos provável que a China interfira nos assuntos internos de Estados soberanos. Em troca, porém, ela exigirá que países menores e menos poderosos reconheçam explicitamente a primazia chinesa (exatamente como nos sistemas tributários de antigamente).
Antes que algo dessa natureza venha a ocorrer, contudo, a China deverá continuar o seu veloz crescimento econômico e manter sua coesão social e união política. Nada disso está garantido. Por baixo do possante dínamo econômico da China encontram-se profundas tensões, desigualdades e rachaduras que poderão até arruinar uma progressão tranquila rumo à hegemonia global. Ao longo da sua longa história, forças centrífugas muitas vezes empurraram o país na direção da desordem e da desintegração.
A estabilidade da China depende criticamente da capacidade do governo de distribuir ganhos econômicos contínuos à vasta maioria da população. A China é o único país do mundo onde qualquer coisa abaixo de 8% de crescimento ano após ano é considerado perigoso porque o fato poderia desencadear inquietação social. A maioria do resto do mundo apenas sonha com crescimento àquela taxa, o que deixa entrever muito sobre a fragilidade subjacente do sistema chinês.
A natureza autoritária do regime político está no núcleo dessa fragilidade. Ele só permite a repressão quando o governo enfrenta protestos e oposição fora dos canais estabelecidos.
O problema é que ficará cada vez mais difícil para a China manter o tipo de crescimento que experimentou nos anos recentes. O crescimento do país atualmente se apoia numa moeda subvalorizada e num enorme superávit na balança comercial. Isso é insustentável e, cedo ou tarde, precipitará um confronto de grandes proporções com os EUA (e a Europa). Não há formas fáceis de contornar esse dilema. A China provavelmente precisará se conformar com crescimento mais baixo.
Se a China superar esses obstáculos e realmente acabar se tornando a potência econômica predominante do mundo, a globalização deverá, certamente, assumir as características chinesas. Assim, a democracia e os direitos humanos provavelmente perderão a sua atratividade como normas mundiais. Esse é o lado negativo.
O lado positivo é que uma ordem global chinesa mostrará maior respeito por soberania nacional e mais tolerância por diversidade nacional. Haverá maior espaço para experimentação com diferentes modelos econômicos.
Nota deste blogueiro:
espero que DANI RODRIK esteja errado: a CHINA NUNCA dominará o mundo.

ECONOMICS - GREGORY MANKIW

Além de ter um dos livros textos de ECONOMIA mais lidos e vendidos no mundo, GREG MANKIW também é colega blogueiro, evidentemente num patamar além das estrelas. Ontem ele publicou um e-mail que recebeu de um Professor, exatamente sobre o título de seu principal livro ECONOMICS. Veja abaixo como ficou nota dez!
Ten Key Principles in Economics!
Everything has a cost. There is no free lunch. There is always a trade-off.
Cost is what you give up to get something. In particular, opportunity cost is cost of the tradeoff.
One More. Rational people make decisions on the basis of the cost of one more unit (of consumption, of investment, of labor hour, etc.).
iNcentives work. People respond to incentives.
Open for trade. Trade can make all parties better off.
Markets Rock! Usually, markets are the best way to allocate scarce resources between producers and consumers.
Intervention in free markets is sometimes needed. (But watch out for the law of unintended effects!)
Concentrate on productivity. A country’s standard of living depends on how productive its economy is.
Sloshing in money leads to higher prices. Inflation is caused by excessive money supply.
!! Caution: In the short run, falling prices may lead to unemployment, and rising employment may lead to inflation.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O VALOR DA LIBERDADE

Enquanto em 1787, THOMAS JEFFERSON afirmava que “Se eu tivesse de decidir entre ter um governo sem jornais e ter jornais sem governo, eu não hesitaria nem por um momento antes de escolher a segunda opção”, VLADIMIR LENIN, em 1912 dizia que “Dar à burguesia a arma da liberdade de imprensa é facilitar e ajudar a causa do inimigo. Nós não desejamos um fim suicida, então não a daremos.”

Neste 2010, qual a opção que você prefere?

O DÓLAR DE DELFIM

Hoje, na FOLHA DE S. PAULO, o colega DELFIM NETTO analisa sobre “O DÓLAR OU A BABEL”. Bom assunto neste momento que o dólar não para de subir...

O irrequieto presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que, "se fabricamos em euros e vendemos em dólares, com o dólar que cai e o euro que sobe, como vamos compensar o deficit de competitividade?" Qual é a sua solução para o dilema? Como "o mundo tornou-se multipolar, o sistema monetário também deve tornar-se multipolar", proposta que apresentará na próxima reunião dos G20.

Deixando de lado a ambiguidade da sugestão, é claro que ele não pensou seriamente no assunto. Em primeiro lugar porque as operações comerciais de bens e serviços não chegam a 5% do movimento de câmbio mundial. O resto é movimento de capitais em tempo real (diariamente equivalente ao PIB brasileiro anual) realizado por agentes especializados em mercados que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana...

Em segundo lugar (e se estou lembrado do meu cálculo combinatório), se cada país tentasse realizar as operações de bens e serviços em sua própria moeda, com 20 países, seria necessário que existissem mercados capazes de estabelecer simultaneamente 190 taxas de câmbio que obedeçam a 3.420 taxas cruzadas de equilíbrio. Com 170 países (mais ou menos o que existe no mundo), seria preciso construir mercados capazes de estabelecer 14.365 taxas de câmbio, que obedecessem a nada menos do que 2.413.320 taxas cruzadas de equilíbrio! Seria a Babel e o paraíso dos arbitradores.

Por que não vamos diretamente ao problema, que é: 1º) exigir que o organismo internacional, a OMC, obrigue os seus membros a obedecerem seus compromissos (o que não ocorre com relação à China); e 2º) desestimular o livre movimento de capitais especulativos? Por que temos de continuar poetizando sobre a substituição do dólar como moeda de referência internacional? Isso um dia vai acontecer naturalmente (ou artificialmente com uma "moeda fictícia").

Por definição essa nova moeda deverá: 1º) ter poder liberatório (ser universalmente aceita); 2º) ter a confiança dos operadores (que devem manter nelas suas posições futuras); e 3º) ser a moeda em que se realizam as operações de Bolsa (à vista e futuro) que estabelecem os preços internacionais.

Em uma palavra: deverá ter a confiança irrestrita dos agentes econômicos. A coisa mais ridícula é supor que a moeda chinesa possa, num horizonte visível, substituir o dólar. Logo a China, que viola todas as regras do comércio internacional e cujas instituições obedecem ao arbítrio do PC Chinês. A moeda é uma instituição social apoiada na confiança. Não pode ser criada por um ato de vontade!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

PAULO GUEDES E AS TRIBOS!

Que o colega PAULO GUEDES com seus quinzenais artigos na página NOSSA ECONOMIA, na revista ÉPOCA, é um espetáculo, todos os seus leitores já conhecem. No entanto, sua última coluna "nossa democracia é como um saci-pererê", tem um final extraordinário para reflexão dos que AINDA não entenderam como o mundo gira. Vejamos o que diz o articulista:
"Há hoje, claramente, DUAS tribos na América Latina: de um lado, o Chile, o Peru, o BRASIL e a Colômbia. De outro, Cuba, Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador. NÃO HÁ MUITAS DÚVIDAS QUANTO A QUEM ESTÁ NO CAMINHO CERTO - e quem repete tragicamente erros do passado".
Alguém discorda?

sábado, 23 de janeiro de 2010

PARABÉNS SÃO PAULO - 25/01/2010

Como posso não postar na data, nada como recordar neste sábado, um pouco da melhor cidade do BRASIL. Parabéns SÃO PAULO no dia do seu aniversário.

ESTADOS UNIDOS+CHINA=G2

O colega DELFIM NETTO está preocupado como a relação Estados Unidos-China poderá prejudicar os demais países. Então vamos ler seu artigo na FOLHA DE S. PAULO, com o título “ATÉ QUANDO?

Na visita de Obama à China, criou-se uma espécie de G2 informal (EUA e China), cujo comportamento arrogante pretende determinar a evolução do Resto do Mundo. Trata-se, sem dúvida, de duas importantes economias. Mas elas, somadas, não fazem mais do que 30,5% do PIB mundial - quando avaliado pelas taxas de câmbio correntes - ou 31,7%, quando avaliadas pelo duvidoso conceito de paridade de poder de compra (2008). As exportações dos dois países representaram, em 2008, 16,9% das exportações de bens e serviços mundiais. A conversa de Obama com Hu Jintao no que dizia aos interesses recíprocos foi pouco mais do que um diálogo de surdos: os EUA recusaram à China a sua pretensão de ser reconhecida como "economia de mercado", e a China fingiu que não ouviu a súplica americana para que deixasse o yuan flutuar livremente... Em relação ao que parece que será o maior problema do século 21 - o aquecimento global no que respeita aos efeitos produzidos pela atividade humana -, os dois continuam tendo um oportunismo cínico. A China afirma que fará tudo, desde que isso não atrapalhe o crescimento do PIB de 9% ao ano, que o PC Chinês considera imprescindível para manter a ordem social sob controle. Os EUA comprometeram-se com uma redução da emissão de CO2 (ainda não aprovada no Senado) que é o resultado secundário do seu objetivo principal: a reconquista da autonomia energética perdida no século 20. O problema do câmbio chinês não é apenas americano. Representa uma ameaça para o equilíbrio da economia mundial. Cada um dos seus parceiros individualmente teme a China: a perda do seu mercado e a vantagem da importação barata. É evidente que a Organização Mundial do Comércio (OMC) finge estar surda e muda, intimidada pelas ameaças chinesas. Parece confirmar o velho ditado chinês (anterior à admissão da China no organismo) de que "a OMC não existe sem a China"... O Brasil assiste paralisado à destruição de suas cadeias produtivas pela supervalorização do real. A Comunidade Econômica Europeia vê a China transformar-se no primeiro exportador mundial (ultrapassando a Alemanha) com o euro valorizado. O Japão vê a sua economia definhar com o iene supervalorizado. Alguém pode acreditar que isso seja resultado da superprodutividade chinesa? É hora de a OMC assumir a sua responsabilidade pela boa organização do comércio internacional. Até quando isso durará antes que as forças políticas daqueles países exijam a volta do protecionismo que incomodará a China, ameaçará a economia mundial e liquidará a OMC?

PAÍSES POBRES AJUDAM PAÍSES RICOS? SIM!

Recebi este texto de um inteligente colega da empresa, cujo tema é estranho para muitos: DINHEIRO DOS POBRES AOS RICOS. Quando pensamos que já vimos de tudo...

Os países em desenvolvimento forneceram recursos financeiros líquidos de US$ 568 bilhões para os países ricos no ano passado, revelam estatísticas preliminares da Organização das Nações Unidas (ONU).

O montante é substancial, mas inferior aos US$ 891 bilhões transferidos pelas nações pobres para as ricas em 2008. A situação de 2009 refletiu a forte contração global da produção e do emprego.

Essa transferência é definida como entrada líquida de capitais menos saída de recursos para investimentos, pagamentos de juros e remessa de lucros. A acumulação de reservas oficiais é um dos principais mecanismos pelo qual esse fenômeno tem ocorrido.

As nações em desenvolvimento continuaram a acumular reservas oficiais no ano passado, embora em menor nível, no rastro de contração global da produção e do emprego. Somente a China acumulou mais de US$ 400 bilhões em 2009.

A ONU reconhece que as reservas dão maior proteção contra choques externos provocados pela volatilidade dos mercados mundiais.

Mas insiste que isso também traz problemas de custo para os emergentes, assim como as consequências monetárias de acumulação excessiva de reservas cambiais tornam-se "crescentemente penosas para a economia doméstica".

Para as Nações Unidas, uma maneira ordenada e menos custosa, "em termos humanos", para reduzir a transferência líquida internacional de recursos de pobres para ricos seria um crescimento mais acelerado nos países em desenvolvimento.

Mas a entidade diz que a maioria dos países em desenvolvimento tem espaço fiscal e monetário limitado para manter a demanda doméstica e continua ameaçada por crises.

A ONU estima que o fluxo líquido de capitais privados para as 30 principais economias emergentes pode começar a se recuperar em 2010 e alcançar US$ 650 bilhões.

Ainda ficará abaixo do pico de US$ 1,2 trilhão de 2007, antes da crise. Em 2008, o fluxo caiu pela metade e no ano passado teria ficado em US$ 350 bilhões.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

AINDA SOBRE EDUCAÇÃO!

Recebi hoje e-mail do Professor Carlos Pio com um artigo de ARMINIO FRAGA no FINANCIAL TIMES do dia 18 passado. Como estamos falando de EDUCAÇÃO, nada como confirmar com o inteligente Fraga, o seguinte: "Still, if Brazil is to move its growth rate up to sustainable 5-7 per cent rate it must invest more, especially on infrastructure, and do better on education." Sem EDUCAÇÃO, continuaremos sendo o país do futuro.

Quando é mesmo esse futuro?

EM ANO DE ELEIÇÃO...

Direto de FORTALEZA, a cidade mais cearense do BRASIL,(depois de IBIAPINA, of course), o DIÁRIO DO NORDESTE recebe de braços abertos o traço sempre irônico de mestre SINFRÔNIO.

EDUCAÇÃO PARA TODOS. E JÁ!

Já que postei ONTEM sobre EDUCAÇÃO, nada como entender o que está HOJE na página do colega blogueiro RICARDO NOBLAT. Como diz aquela música com o Lulu Santos "assim caminha a humanidade..."

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SERÁ QUE ELE ESTÁ CERTO?

Matéria na revista ÉPOCA comenta que o economista americano Robert Shiller, professor da Universidade Yale e colunista do jornal The New York Times, é um dos expoentes da corrente que acredita na influência da psicologia sobre a economia, conhecida como “economia comportamental”. Em seu novo livro, Espíritos animais – Como a psicologia humana move a economia e por que isso é importante para o capitalismo global (Campus Elsevier), Shiller diz que nossas decisões econômicas nem sempre são racionais e que a intuição exerce um papel preponderante nelas. No livro, escrito em parceria com o economista George Akerlof, prêmio Nobel de Economia em 2001, Shiller procura mostrar como os fatores psicológicos foram preponderantes para a eclosão da atual crise internacional. “O mundo real não é tão estruturado quanto a maioria dos economistas imagina”, “É o espírito animal das pessoas que faz a economia andar.”

PARA LEITURA E ANÁLISE.

SEM EDUCAÇÃO NÃO SOMOS NADA!

Enquanto o BRASIL não MUDAR sua EDUCAÇÃO, continuaremos a ser este país de 3º mundo. Relatório “EDUCAÇÃO PARA TODOS”, divulgado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura - UNESCO coloca o nosso país na 88ª posição, atrás de “gigantes” como o PARAGUAI, EQUADOR e a BOLÍVIA. Isso é uma VERGONHA. É LAMENTÁVEL. Foram estudados 128 países e entre os primeiros estão a NORUEGA – nota 0,995, JAPÃO e ALEMANHA. Os piores foram a GÂMBIA, o NEPAL e o DJIBUTI – nota 0,709. Cada país recebeu uma nota, que varia de 0 a 1, sendo 1 a mais alta, com o BRASIL obtendo como resultado a nota 0,883.

Será que NINGUÉM consegue enxergar como está PÉSSIMA a EDUCAÇÃO neste país? E isso vale também para a educação no tratamento entre as pessoas, na rua, no trânsito, no elevador do prédio, nos orelhões quebrados, no atendimento ao celular no horário da refeição, na falta de leitura, na maneira de querer sempre passar o outro para trás etc etc etc. Fico realmente desolado quando observo, por exemplo, a falta de conhecimento e leitura dos alunos que estão agora no ensino médio. Precisamos MUDAR essa situação oferecendo ENSINO com a qualidade que existe nos países de 1º mundo.
SE nada fizermos, seremos o eterno país da "bolsa família: bolsa escola - cartão alimentação - auxílio gás - bolsa alimentação etc etc etc"...

O PIB EM 2010

Relatório do Banco Mundial registra que "O Brasil terá neste ano um crescimento inferior ao da média dos países em desenvolvimento e há risco de formação de uma bolha no preço de ativos (como ações).
Pela previsão da entidade, o PIB brasileiro se expandirá em 3,6%, graças especialmente à recuperação do investimento e do consumo privado, assim como pela forte demanda externa, principalmente da China."
Não devemos esquecer que 2010 é ano eleitoral e tudo será feito para eleger...

ESTA DUPLA É DE UM!

Esta charge está lá no blog do Ricardo Noblat, um dos mais lidos deste BRASIL, e tem tudo a ver com o dia de hoje.

AULA DE ECONOMIA

Esta eu já tinha lido, mas um fiel leitor enviou-me para postar e aqui está:

Vejam só que matemática interessante:

Numa cidade, os habitantes, endividados estão vivendo à custa de crédito.

Por sorte chega um gringo e entra no único hotel.

O gringo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.

Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.

O açougueiro, pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo. O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário liquidar sua dívida.

O veterinário, com a nota de R$ 100,00 em mãos, vai até a zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).

A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações, e paga a conta de R$ 100,00.

Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede sua nota de R$ 100,00 de volta, agradece e diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.

Ninguém ganhou um vintém, porém agora todos saldaram suas dívidas e começam a ver o futuro com confiança!

Moral da história: Quando o dinheiro circula, não há crise!

LULA: ESTADISTA GLOBAL

Hoje na FOLHA DE S. PAULO: "Lula foi escolhido pelo Fórum de Davos como "Estadista Global". O Fórum de Davos é aquele que o PT de antigamente odiava, como símbolo do capitalismo mais malvado. Acho o prêmio muito justo. Mas fico curioso em saber se o outro fórum (o Social) daria prêmio igual ou parecido a Lula". Texto do CLÓVIS ROSSI.

Minha conclusão: Lula é um FHC com direito a filme.

O DESEMPREGO DOS RICOS

Para todos os empregados ou temporariamente não empregados, vale a pena a leitura do artigo do JOSÉ PASTORE, Professor de Relações do Trabalho da FEA-USP, publicado no ESTADÃO.

Quando olhamos para as taxas nacionais de desemprego, nós, pesquisadores, fotografamos a floresta, e não as árvores. Os jornalistas, ao contrário, começam sempre por descrever as dificuldades de personagens reais para, depois, apresentar uma visão global. As duas visões se completam. Mas, sem dúvida, a descrição das árvores reflete melhor os dramas humanos decorrentes da falta de emprego.

Tenho lido vários relatos de jornalistas sobre o assunto. Os danos do desemprego são sempre mais graves entre os mais pobres. Mas é desoladora a descrição do sofrimento dos desempregados nos países ricos.

Nos Estados Unidos, o número dos que perderam o emprego, o cartão de crédito e a própria casa é colossal. As consequências dessa combinação de infortúnios têm sido devastadoras. Em Nova York, os desempregados que não têm onde dormir estão passando as noites frias nos vagões dos metrôs e dos trens, em repetidas viagens de ida e volta. É o chamado "hotel ambulante". Outros disputam as cadeiras das salas de espera dos serviços de emergência dos hospitais, onde ficam aquecidos até o amanhecer. Durante o dia, recorrem às igrejas e às ONGs para se alimentar.

Para conseguir o apoio do seguro-desemprego ou do programa de auxílio-alimentação - food stamps -, é preciso preencher várias condições, o que é raro entre os que trabalham por dia (diaristas), principalmente os imigrantes com status ilegal. Estes perderam a condição de viver nos Estados Unidos e não têm recursos para voltar ao seu país - uma situação desesperadora que envolve adultos, idosos e crianças.

No Japão, a falta de onde morar entre os desempregados levou as autoridades a criar cubículos pouco maiores do que um caixão de defunto para acomodar os destituídos. É o que chamam de "hotéis-cápsula". São caixas de plástico de 2 metros de cumprimento, 1,5 metro de largura e 1 metro de altura, empilhadas na forma de beliches, nas quais as pessoas entram agachadas para descansar e, talvez, dormir.

Além de um pequeno colchão e um cobertor fino, os hotéis-cápsula oferecem uma lâmpada de leitura e uma minitelevisão com fones de ouvido para o som não perturbar o vizinho. Só em Tóquio já são mais de 16 mil "aposentos" - há muito mais no interior. O seu uso não é gratuito. Alguns desses hotéis alugam as caixas por dia, mas a maioria exige o pagamento de um mês. Por isso, só os "desempregados da elite" e que contam com o apoio do seguro-desemprego ou de algum programa assistencial é que podem arcar com essas despesas. É inacreditável que isso aconteça na segunda maior economia do mundo! O desemprego causa danos materiais, mentais e morais. Pesquisas recentes indicam que se elevou muito o número de pessoas atingidas por depressão e ansiedade em decorrência da prolongada desocupação nos países ricos ("Poll reveals trauma of joblessness in US", The New York Times, 14/12/2009).

À luz dos dados disponíveis, esses danos vão perdurar por um bom tempo. Os frágeis sinais de recuperação da economia dos países ricos não se traduziram até agora na criação de empregos.

Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego continua em torno de 10%, sem contar os milhões de americanos que, desalentados, pararam de procurar emprego. São cerca de 16 milhões de pessoas - o dobro do que ocorreu em 2007. Os que permaneceram empregados tiveram seus salários reais diminuídos.

No Japão, a taxa de desemprego ultrapassou os 6%, atingindo cerca de 5,5 milhões de pessoas, o que é assustador num país que sempre viveu em condições de pleno emprego e muita estabilidade.

Robert Reich, ex-ministro do Trabalho no governo Clinton e especialista em economia do trabalho, afirma que a taxa de desemprego nos Estados Unidos vai permanecer elevada por muitos anos. Alguns postos de trabalho não voltarão mais, porque migraram em definitivo para o exterior. Outros foram substituídos pelas máquinas. O Bureau of Labor Statistics do Ministério do Trabalho estima que a situação voltará a um frágil equilíbrio só em 2018.

No Brasil, as perspectivas de curto prazo são boas, embora, reconheçamos, muitos dos nossos desempregados já dormem debaixo de pontes. Mas precisamos de elevado bom senso para que o quadro atual não piore. Afinal, há dois anos ninguém poderia imaginar o que está acontecendo nos países ricos.

domingo, 17 de janeiro de 2010

UM POUCO DE HISTÓRIA ECONÔMICA

Conta a lenda que ADAM SMITH escreveu INDAGAÇÕES SOBRE A NATUREZA E AS CAUSAS DA RIQUEZA DAS NAÇÕES para passar o tempo. Não importa.
Fato é que, publicado em março de 1776, esse livro foi a declaração de independência para os ECONOMISTAS, como bem lembrou o Professor Todd G. Buchholz.
E, em 2010, SMITH ainda continua vivo. Ele não inventou o mercado, nem a economia. No entanto ele ensinou ao mundo a respeito do mercado e da economia.

FANTASIA E REALIDADE

Parte de um artigo do colega MAÍLSON DA NÓBREGA, na VEJA desta semana: O PT MUDOU O BRASIL? OU FOI O CONTRÁRIO?

Nunca antes na história deste país um partido se vangloriou tanto de feitos que não realizou. É o caso do PT. No seu último programa no rádio e na TV, o partido reivindicou o papel de marco zero. Até a estabilização da economia teria sido obra sua. Os petistas se jactam de ter mudado o país. Para um de seus senadores, 2009 foi "a segunda descoberta do Brasil".

No mundo, três transformações radicais sobressaem: (1) a Revolução Gloriosa (1688), que extinguiu o absolutismo inglês e levaria a Inglaterra à Revolução Industrial; (2) a Revolução Americana (1776), da qual surgiria a maior potência no século XIX; e (3) a Revolução Francesa (1789), a profunda mudança que substituiria os privilégios da nobreza, do clero e dos senhores feudais pelos direitos inalienáveis dos cidadãos.

Nada desse porte aconteceu no Brasil, nem agora nem antes. A independência foi declarada por dom Pedro, representante da metrópole. A República nasceu de um golpe de estado dado por Deodoro da Fonseca. A Revolução de 1930, a única que talvez possa ter esse título, promoveu mudanças, mas não daquela magnitude. Aqui não se viram rupturas nem violências. O regime militar findou sob negociação.

BRASIL MELHOR QUE ESTADOS UNIDOS?

O Brasil conseguiu reduzir a desigualdade de renda por dois quinquênios seguidos. É o que confirma o "Comunicado no 38 -Pobreza, Desigualdade e Políticas Públicas", que o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou recentemente.
A medida adotada foi o índice de Gini, que vai de 0 a 1, sendo 1 o maior grau de diferença. Entre 1995 e 2000, a redução foi de 1%. De 2000 a 2005, de 4,5%. Já nos EUA, o movimento foi inverso, com aumento da desigualdade de 6,5% no primeiro período e de 1,5% no segundo.

A CHINA É REALMENTE FORTE?

Thomas L. Friedman em seu último artigo no NYT pergunta: “Is China the Next Enron?

Custa pensar no assunto, nobres colegas defensores de uma potência mundial chinesa?

SUGESTÃO DE LEITURA

Este post merece ser lido por quem deseja aprofundar seu conhecimento na área de ECONOMIA, através da forte recomendação do colega ANTONIO DELFIM NETTO, diretamente da FOLHA DE S. PAULO.

A Segesta Editora (www.segestaeditora.com.br), de Curitiba, acaba de publicar o nono volume de sua imperdível coleção "Raízes do Pensamento Econômico". Trata-se de empreitada do maior alcance para a ampliação da nossa cultura econômica. As traduções são esmeradas, e a escolha dos textos, cuidadosa.
O nono volume da coleção é a obra clássica de Jean-Charles Léonard Simonde de Sismondi, "Novos Princípios de Economia Política", cuja primeira edição é de 1819. A segunda é de 1827.
Não poderia haver melhor oportunidade para servir Sismondi aos nossos jovens economistas do que o momento atual, quando o fracasso da administração econômica dos países transformou o Estado que prejudicava os "mercados" em seu "salvador de última instância"!
Para Sismondi, o Estado não é um corpo estranho na atividade econômica, mas parte integrante e decisiva para a sua boa realização. O papel do Estado no desenvolvimento econômico que olha para os menos favorecidos pela sorte é o fio condutor do seu pensamento.
Para ter uma ideia da importância de Sismondi, bastam duas indicações: 1ª) O mais distinto dos marxólogos, Maximilien Rubel, afirmou que, para Marx, Sismondi foi tão importante quanto Hegel; 2ª) a grande Joan Robinson disse que, na "Teoria Geral", Keynes deveria ter dado crédito a Sismondi, e não a Malthus, porque aquele é o seu verdadeiro precursor.
Aos 30 anos, Sismondi publicou o livro "De La Richesse Commerciale, ou Principes d'Economie Politique", uma habilíssima exposição das doutrinas de Adam Smith.
O livro consagrou-o como economista, a ponto de ser convidado para a cátedra de economia política da Universidade de Wilna.
Sismondi era um observador pragmático. Na sua visita à Inglaterra em 1819, ele testemunhou um quadro pavoroso. Uma crise financeira e industrial se abatia sobre o país, derrubando os salários abaixo do nível de subsistência, o que não encontrava explicação em Adam Smith. Isso levou Sismondi à reflexão que constitui os "Novos Princípios de Economia Política", que a Segesta põe agora à disposição de nossos economistas em excelente edição.
Sismondi recusou a Lei de Say, de que a "oferta cria sua própria procura"; desenvolveu uma noção clara do circuito econômico; antecipou o problema da demanda efetiva; introduziu um modelo dinâmico com variáveis datadas etc.
Ele anteviu o Estado do bem-estar e as modernas preocupações com a justiça social. No fim, o "socialista pequeno-burguês" (como a ele se referia Marx) foi mais conforme com o futuro do que o "socialismo científico". Que ninguém perca esse banquete!

"A HIPERVALORIZAÇÃO DO REAL"

Direto da FOLHA DE S. PAULO, o colega PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. escreve sobre “A HIPERVALORIZAÇÃO DO REAL”.

Uma das principais fraquezas da economia brasileira é a força externa da moeda. É exagero falar em hipervalorização do real? Não me parece.
Segundo levantamento da Bloomberg, que inclui 51 moedas, o real foi a que mais se valorizou no ano passado. A apreciação de 2009 se soma a vários anos de alta do real.
Em termos reais, a taxa efetiva de câmbio -calculada em relação a uma cesta de 15 moedas e ajustada por índices de preços ao consumidor- subiu mais de 40% desde dezembro de 2003, segundo estimativa do Banco Central. A Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) obtém o mesmo resultado para esse período, calculando a taxa efetiva com base em 13 taxas bilaterais de câmbio.
Parte dessa valorização era inevitável. Ela reflete, em parte, os avanços do Brasil nos anos recentes. Mas, em 2009, chegamos a um ponto claramente problemático. É uma ilusão pensar que essa enorme apreciação cambial possa ser compensada por ganhos de produtividade ou reformas estruturais, como alguns economistas sustentam. E se o Banco Central resolver subir os juros em 2010, como muitos preveem, o problema tenderá a se agravar.
As consequências de uma grande e persistente sobrevalorização são velhas conhecidas nossas. A cada semana que passa, aparecem projeções piores para o balanço de pagamentos em 2010. O superavit comercial, que chegava a mais de US$ 40 bilhões por ano entre 2005 e 2007, ficou em US$ 25 bilhões em 2009 e deve cair para US$ 11 bilhões em 2010, segundo projeções de analistas do mercado coletadas pelo Banco Central (relatório Focus).
O mesmo relatório Focus aponta para um deficit no balanço de pagamentos em conta corrente de mais de US$ 40 bilhões neste ano (mediana das projeções). Alguns bancos calculam um deficit ainda maior. O Itaú Unibanco, por exemplo, projeta desequilíbrio de US$ 60 bilhões, o equivalente a mais de 3% do PIB (Produto Interno Bruto).
O resultado vai depender também do ritmo de expansão da economia brasileira. Um crescimento rápido da demanda interna, aliado à moeda valorizada, é a combinação ideal para produzir desequilíbrios perigosos em conta corrente.
O crescimento da economia pode refletir, por sua vez, uma política fiscal excessivamente expansiva. Ou, ainda, a ampliação do crédito induzida por entradas de capital estrangeiro. A oferta excedente de capital externo contribui, portanto, duplamente para o problema. Por um lado, leva diretamente à valorização da moeda nacional. Por outro, induz a expansão do crédito e da demanda agregada, reforçando a pressão sobre as contas externas.
Não se deve perder de vista que a persistente sobrevalorização do real tem também implicações de médio e longo prazos para a estrutura da economia. Pode afetar, por exemplo, o setor industrial e levar a uma diminuição do grau de diversificação da economia e da pauta de exportações. Esse processo parece já ter começado. Segundo a Funcex, o quantum exportado de produtos manufaturados acusou queda de nada menos que 25% no período janeiro-novembro de 2009 em relação a igual período de 2008.
Os manufaturados, que costumam ser mais sensíveis aos movimentos do câmbio, vêm perdendo peso relativo nas exportações do país. No exterior, a economia brasileira continua sendo celebrada em prosa e verso. Hora de se acautelar.