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Mostrando postagens de Julho, 2010

UM SENHOR ECONOMISTA.

Direto do obituário da FOLHA DE S. PAULO, com pesar, postamos a morte nesta semana do excepcional DIONÍSIO DIAS CARNEIRO (1945-2010) - Mentor de grandes economistasPor 30 anos Dionísio Dias Carneiro deu aulas no Departamento de Economia da PUC-Rio, que ajudou a criar.Formou alunos que hoje fazem parte do primeiro time da economia brasileira, como Gustavo Franco, Eduardo Loyo e Ilan Goldfajn.Nas palavras do ex-aluno e ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga: "Foi um grande mentor, um brasileiro com visão pública capaz de pensar os temas mais importantes para o país".Formado em economia pela UFRJ e considerado um dos grandes macroeconomistas do Brasil, Carneiro era conhecido por análises competentes e equilibradas. Era sócio-diretor da Galanto Consultoria e um dos fundadores do Instituto de Estudos em Política Econômica da Casa das Garças.O instituto é um centro de estudos formado por economistas da PUC-Rio destinado ao debate de temas da política econômica nacional e in…

PAUL KRUGMAN E AS ELEIÇÕES!

Meu colega de Princeton, Larry Bartels, resume dessa forma: “Condições econômicas objetivas – não propagandas espertas de televisão, desempenho em debates ou outras campanhas efêmeras cotidianas – são a influência mais importante sobre as perspectivas de reeleição do atual presidente”. Se a economia melhorar fortemente nos meses que antecederem a eleição, os detentores do poder se sairão bem; se estiver estagnada ou em retrocesso, eles não se sairão bem.NÃO, o texto acima NÃO é de minha autoria, mas assino embaixo.É do colega PAUL KRUGMAN, Professor de Princeton, colunista do New York Times desde 1999 e vencedor do prêmio Nobel de economia em 2008. Espero que o alerta possa ser útil para a atual campanha eleitoral brasileira.

VIVA O POVO BRASILEIRO!

Lemos que dos 135.800.000 eleitores brasileiros: 5,9% são analfabetos;14,6% dizem saber ler e escrever, mas não frequentaram a escola;33% frequentaram a escola mas não chegaram a concluir o 1º grau. Logo, 53,5% do eleitorado, na melhor das hipóteses, resvalou pela escola, como bem escreveu Roberto Pompeu de Toledo. Diante disso, quando seremos um país desenvolvido? Diante disso, você, meu caro e-leitor, prevê alguma mudança na política brasileira?Diante disso, alguém terá interesse na EDUCAÇÃO do eleitorado brasileiro?

MÍRIAM LEITÃO E OS LIVROS!

Todos os meus quase dois (milhões de) e-leitores conhecem a minha paixão pelos livros. Semana passada a colega Míriam Leitão publicou o seu 1º livro. Em suas palavras "Lancei ontem na livraria Argumento, no Rio de Janeiro, "Convém Sonhar", um livro de colunas que vão além de economia. Nele, também falo sobre ecologia, questões raciais, a questão da mulher, o meio ambiente, crônicas, política e jornalismo, a minha paixão. Os textos foram selecionados da coluna que mantenho há 19 anos no jornal “O Globo”. Em sua coluna hoje no Globo, a Míriam escreve com sabedoria e prazer sobre a "misteriosa chama" que é o livro. E estou com ela: ele nunca acabará. Vale a leitura no link abaixo.

ELEIÇÕES 2010!

Apesar de ser um blog direcionado para o imenso mundo econômico, em épocas especiais também divulgamos o que observamos de melhor no mundo virtual. Diante disso, em época de eleições 2010, somente SINFRÔNIO, lá do nosso DIÁRIO DO NORDESTE, para brilhar nesta noite de chuva.

ENTREVISTA DE ILAN GOLDFAJN NA FSP.

Abaixo, trechos da entrevista de ILAN GOLDFAJN - economista-chefe do Itaú-Unibanco e ex-diretor do Banco Central à Folha de S. Paulo. Folha - O sr. acha, assim como o FMI, que o Brasil crescerá abaixo dos emergentes em 2011? Ilan Goldfajn - O mundo procura alguém para consumir. Emergentes têm mercado consumidor. É o mesmo na China, na Índia. Os recursos entrarão para financiar o investimento. China e Índia crescem mais porque não temos capacidade de investir tanto. Não temos poupança. Como aumentar rapidamente a taxa de investimento dos atuais 18% do PIB para 25%, necessários ao crescimento sustentável? Dá para ir para 22%, sem reformas, em 2011. Isso implica um ajuste no governo em 1% do PIB, realocando esse volume, de gastos para investimentos. E permitindo maior deficit em conta-corrente [troca de bens, serviços e rendas do país com o mundo], com algum limite. Não dá para ir para 25% porque temos limitação de oferta na capacidade produtiva. Se fizer mais reformas, é possível conseg…

ROTEIRO PARA MELHOR CAPITALISMO.

Recebi neste momento do nosso grupo de Economia Política da UnB uma excepcional aula de DANIEL PIZA nestes tempos eleitorais sobre o ROTEIRO PARA MELHOR CAPITALISMO e não poderia deixar de postar para os meus, espero, ainda quase dois leitores. Vale a leitura e a lição de casa. O maior problema de Dilma Rousseff e José Serra não é a falta de carisma, é a falta de capitalismo. Toda a melhora do Brasil nos últimos quinze anos está relacionada ao desenvolvimento e à integração que a economia moderna requer, como a abertura comercial, o rigor monetário, a competição criativa, o incentivo financeiro; aquilo, enfim, que Marx chamava de “liberar as forças de produção”. É isso que explica que boa parte do crescimento atual esteja relacionado ao consumo, à expansão da classe média – graças a medidas como fim da inflação alta, as privatizações (lembra quando apenas 10% da população tinha telefone e uma linha custava R$ 5 mil?) e a ampliação do crédito. Mas os dois candidatos mais cotados parece…

ECONOMIA NÃO RIMA COM ELEIÇÃO.

O Brasil está em férias escolares com praias e aviões lotados, o péssimo resultado na Copa do Mundo não foi o fim do país, a campanha eleitoral segue com os candidatos desrespeitando a legislação eleitoral e não é visível uma luz verde no final do túnel da economia. Está claro que o Brasil e outros países, incluindo os do BRIC, não sofreram tanto as conseqüências da crise de setembro de 2008 que atingiu tão fortemente a economia dos Estados Unidos e da União Européia. No entanto, num mundo globalizado e com as movimentações financeiras em tempo real, cabe ao Brasil aplicar com mais seriedade ações que produzam crescimento contínuo, independente das alterações no comando da economia e da presidência da república. É fato que nos últimos governos – apesar do atual entender que descobriu o Brasil – a população brasileira aumentou o seu poder de consumo, fazendo com que atualmente o país tenha 95 milhões de brasileiros somente na classe C. Trata-se do ingresso de uma classe média com grand…

USA: PERIGO À VISTA.

Apenas para melhor entendimento do que ocorre com os Estados Unidos, em um de seus recentes posts, MÍRIAM LEITÃO comentou parte do problema e a TIME conseguiu, em uma única imagem, mostrar a real situação.Os Estados Unidos voltam a vivenciar um quadro de deterioração das contas externas. Em maio, a balança comercial registrou déficit de US$ -42,3 bilhões, o maior desde novembro de 2008. No ano, o saldo está negativo em US$ -198 bi contra US$ -144 bi em igual período de 2009. No acumulado em 12 meses, piorou de US$ -411 bi em abril para U$ -429 bi em maio.Enquanto as exportações somaram US$ 152,25 bilhões - alta de 2,4% sobre o mês anterior, as importações fecharam em US$ 194,51 bilhões, o que representa aumento de 2,9%. Houve queda nas compras de petróleo e aviões para uso civil, mas alta nas importações de carros, produtos farmacêuticos e roupas.- Lentamente, a corrente de comércio se recupera - está em patamar próximo a outubro de 2008, mas as importações, na margem, estão crescend…

AS PROBABILIDADES DE DELFIM NETTO.

Em 14/07/2010, ANTONIO DELFIM NETTO escreveu na FOLHA DE S. PAULO sobre a crise e cenários econômicos, com as probabilidades de acerto ou erro que a situação atual não nos permite acertar com 100% de sucesso. As opiniões dos analistas sobre a evolução da conjuntura oscilam pendular e rapidamente do otimismo cauteloso ao pessimismo defensivo. Mark Twain disse uma vez que agradecia ao bom Deus ter-nos criado ignorantes e que se alegrava quando alguém desafiava os Seus planos a esse respeito, mas devia fazê-lo por sua própria conta e risco. Tomar risco significa apresentar análises e prognósticos que possam ser rejeitados pelos fatos dentro de um horizonte de tempo delimitado. Por exemplo, é vazia a proposição que "a economia corre agora o risco de sofrer uma recaída ("double dip") com a probabilidade maior do que 50%". Sem dizer "quando", nunca será rejeitada pela experiência. A mesma coisa se aplica às análises de cenários "alternativos" (de fato co…

A IRRACIONALIDADE DO TREM-BALA.

LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS, escreveu na FOLHA DE S. PAULO sobre “A irracionalidade do trem-bala.” É por essas e outras que continuo afirmando que o Brasil obterá mais prejuízos do que lucros sediando Copa e Olimpíada. Por isso, independentemente de ser a favor ou contra o projeto do trem-bala, a leitura deste artigo é obrigatória para quem deseja, de verdade, entender um pouco como funciona as prioridades do governo. Com o fim da Copa do Mundo, os analistas começam a pensar sobre o Brasil pós-Lula. Diria que o correto seria pensar no Brasil pós-Fernando Henrique Cardoso/Lula, mas isso fica a critério de cada um. Sei que muitos defendem a exclusividade do atual presidente na construção do Brasil dos próximos dez anos, mas estou convencido da dupla paternidade de uma economia brasileira nova. Preocupa-me muito algumas prioridades do governo atual e que, no caso de vitória da candidata do Planalto, certamente farão parte de sua agenda de trabalho. Elas revelam uma guinada em dire…

REGULAMENTAÇÃO FINANCEIRA.

MICHAEL SPENCE, que ganhou o Nobel de Economia em 2001 e é professor emérito da Universidade Stanford, escreve hoje na FOLHA DE S. PAULO sobre a “regulamentação financeira”.Em todo o mundo, o debate sobre a regulamentação financeira vem ganhando intensidade. Há diversos argumentos e propostas em discussão, muitas vezes em competição uns contra os outros - e isso resulta em confusão política e do público. Uma abordagem quanto à retomada da regulamentação financeira mais rígida envolveria limitar o tamanho das instituições. Há quem alegue que entidades menores poderiam quebrar sem com isso prejudicar o sistema, o que evitaria que os contribuintes tivessem de arcar com os custos de um resgate. Mas, caso surjam riscos sistêmicos de natureza que ainda não compreendemos, os bancos menores podem todos quebrar ou enfrentar dificuldades simultaneamente, o que prejudicaria a economia real. Um segundo argumento, fortemente contestado, é o de que limitar o tamanho e a área de atuação dos bancos não …

PARA INVESTIR MAIS, É NECESSÁRIO POUPAR MAIS.

Abaixo, recente editorial do ESTADÃO, registra o momento econômico atual com relação a questão do investimento e da poupança. O ano de 2010 será dos investimentos. A sondagem da Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que 86% das empresas têm programas de investimentos; estima-se que o consumo de máquinas aumentará 30% neste ano; e sabe-se que o setor que acusa o maior crescimento na indústria é o de bens de capital, junto com um robusto aumento das importações desses bens. E o governo está promovendo, em razão do período eleitoral, um forte aumento dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A sondagem da FGV coloca, em primeiro lugar, como motivação para investir a necessidade de expandir a capacidade de produção (40% neste ano, ante 24% em 2009). Aumentar a eficiência produtiva explica 28% da motivação (ante 36% no ano passado). Com isso, verifica-se que a indústria aposta, com razão, num aumento do consumo das famílias, ao contrário do ano anterior, quando a apo…

ESPAÑA, REINA DEL MUNDO 2010!!!

ÁFRICA QUE FALA PORTUGUÊS.

Durante o período de27 de agosto a 05 de setembro de 2010,Belém, capital do estado do Pará, no coração da floresta amazônica, sediará aXIV FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO.Com o tema “ÁFRICA QUE FALA PORTUGUÊS, teremos a riqueza cultural africana dos países que falam português: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.Trata-se da terceira maior Feira literária brasileira e no ano passado foi visitada por mais de 500.000 pessoas, o que deverá aumentar ainda mais em 2010.Estaremos visitando com imenso prazer o evento e conhecendo os nossos colegas lusófonos. Para uma região tão carente desse tipo de feira, contamos com a presença de todos.Publicamos este post também no sitehttp://perspectiva-lusofona.weebly.com./,que é na verdade umJornal de Opinião,que se caracteriza pelo pensamento livre e independente, sobre questões de índole econômica, política e social dos países lusófonos.

MY PERFECT SUMMER WITH GREENSPAN AND ROUBINI

Nouriel Roubini - Writer and economistWhere are you going on holiday this year? Recently I have lived like the George Clooney character inUp in the Air(a film I watched on a plane). If I get a vacation this summer it would possibly be a tour of crisis-hit countries – if I am still allowed in them: Spain, Ireland, Iceland, Latvia, Greece and, maybe, the oil spill-ridden US Gulf Coast.What do you think about during your holiday? How to forget financial crises and get a PhD in Pleasure and Leisure from the Institute for Advanced Vacations.What will you be reading on holiday?Lofty geo-globaloney tomes on the future of the world.What will you be listening to on holiday?Cheesy, schmaltzy, corny, syrupy beach songs such as those I would listen to in my teens on the Italian Riviera.Ideal travelling companion – dead, alive, historical, fictional?Joseph Schumpeter, an Austrian economist who – as a true Renaissance man – argued that his three goals in life were to be the best economist, the best…

KEYNES E KEYNESIANOS.

Direto da FOLHA DE S. PAULO, os conselhos de Delfim Netto.Os problemas fiscais dos EUA e da Eurolândia só podem ser resolvidos com a volta do crescimento. O fundamental é que este não se faça aprofundando-os ainda mais. Quando se recomenda que as medidas de estímulo temporárias que foram decisivas para paralisar o desastre sejam transformadas em permanentes, estamos diante de uma não solução. Para entender isso consideremos que no curto prazo a oferta global física de bens e serviços produzidos no país é praticamente constante. O seu uso depende da demanda global física. Esta, por sua vez, é constituída pela soma da demanda pública e da demanda privada interna e externa. Quando se reduz, por qualquer motivo, a demanda privada (crise de crédito, desastres naturais, ataque de pessimismo), a manutenção do nível de atividade depende de um aumento equivalente da demanda pública. Enquanto a demanda privada não se recupera, a demanda pública deve continuar. Isto não se faz sem graves prejuíz…