Pular para o conteúdo principal

ECONOMIA BRASILEIRA

Esta não está fácil entender: hoje, nosso Presidente, ex-líder sindical, orientando trabalhadores que agora é a hora de reivindicar aumento de salários. Inicialmente, não recordo de ter ouvindo algum outro Presidente de um país orientar trabalhadores para que solicitem aos seus patrões um aumento salarial. Depois, não existe almoço grátis.
Se o trabalhador (classe onde estou incluído) tiver aumento, esse aumento, de maneira generalizada, é pago pelo consumidor. Minha crítica é que, nesse tipo de reivindicação, os sindicatos apelam diretamente para greves, o que prejudica a sociedade de uma maneira geral. Posteriormente, conseguido o aumento salarial acima do nível de equilíbrio, a empresa geralmente repassa o reajuste de seus custos de produção para o seu produto final, o que resulta numa inflação de custos. Também é possível que o empresário reduza o seu quadro de pessoal, o que penalizará os trabalhadores aumentando o desemprego.
De qualquer maneira que a situação seja analisada, isso se traduz numa situação de indexação, da qual não gostaria de voltar a revê-la. Lula, que realmente é muito inteligente, tanto que mantém a herança bendita de FHC, com certeza, conseguirá manter a economia em equilíbrio, sem apelar para mágicas eleitoreiras. O Brasil merece continuar cumprindo a sua meta de inflação, procurar sempre reduzir sua taxa de desemprego e não medir esforços para aumentar o seu PIB.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Gustavo Franco: "Precisamos falar sobre herança."

Neste domingo de outono brasileiro, Gustavo Franco é mais uma vez preciso e didático ao evidenciar a situação atual da economia brasileira. 
Segundo ele, "E não por acidente as quedas no PIB do biênio 2015 e 2016, que se espera que atinjam 3,8% e 3,8%, ultrapassam o que se observou nos anos da Grande Depressão, 1930-31, quando as quedas foram de 2,1% e 3,3%. É fundamental que se tenha clara a exata natureza e extensão da herança, para que as dores inerentes ao árduo trabalho de reconstrução financeira e fiscal do crédito público sejam associadas a quem produziu a doença, e não ao médico."
Um texto para ler e reler.
No ESTADÃO: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,precisamos-falar-sobre-heranca,10000053939

Revista EXAME: Como roubar uma empresa.

Brasil: PIB 2007 - 2017 com previsões otimistas? Melhor não...

Para iniciar esta semana, neste domingo de sol no nosso outono brasileiro e considerando que o primeiro trimestre de 2016 já é passado, vide acima os resultados do PIB brasileiro para o período de 2007 - 2017, evidentemente com as previsões para os anos de 2016 e 2017. 

Diante desses números e da complexa situação econômica e política brasileira, consideramos muito otimismo um resultado de 1,5% do PIB para 2017.
Porém, como sonhar ainda não está sendo tributado...