domingo, 17 de agosto de 2008

OS ECONOMISTAS QUE SÃO OBSTÁCULOS AO BRASIL.

Li o último artigo do Diretor-executivo no FMI, o brasileiro Paulo Nogueira Batista Jr. Na graduação cheguei a trocar alguns e-mails com o mesmo, uma vez que tentava obter informações para a minha monografia. Posteriormente comprei alguns de seus livros e continuei lendo, quando possível, (pois na selva onde moro somente a internet para salvar ou alguma FSP de presente de amigo quando do retorno de SP) seus textos. Porém, não posso concordar que, dia seguinte ao Dia do Economista, o estimado Paulo Nogueira escreva na FSP que “o ensino e a prática da economia no Brasil ainda são dominados pela aceitação acrítica, passiva de modelos importados, sobretudo dos Estados Unidos. Os economistas converteram-se, assim, em um obstáculo não-desprezível à consolidação de um projeto nacional”. (Grifo meu).
Com todo respeito e admiração que tenho ao colega, acredito que os ares de NYC e a convivência intensa com o petismo o levaram a chegar a essa conclusão. Espero que outros colegas analisem o texto e demonstrem que podemos colaborar para o crescimento do Brasil, independentemente de nossas convicções políticas. Além do que, SE não fossem as idéias “importadas” de Washington, tenho certeza que a nossa economia estaria em situação inferior a atual. E foi graças ao não economista Lula (porém de uma inteligência que escuta do ortodoxo ao heterodoxo economista), com a herança "bendita" que recebeu e soube bem cuidar, o Brasil melhorou.

7 comentários:

Márcio Laurini disse...

João
O livro do De Losso é muito bom, pode comprar sem medo. É atual e muito bem escrito.
Não tinha visto este comentário, mas escreverei depois sobre isso.

Carlos disse...

Prezado Amigão
Recentemente eu comprei a Você S/A e a matéria da capa era Invista mais (e melhor!).

Acho interessante que o povo brasileiro tivesse mais noções de economia, mas em um modelo nosso, adaptado as nossas necessidades e não em bases mais capitalista como nos EUA (embora o Brasil também seja) já que a divisão de riquezas aqui é tão dispersa.

Verifico que a única noção de economia que temos é aquela de comprar coisas mais baratas (e muitas das vezes de pior qualidade), colocar dinheiro na poupança, deixar de satisfazer vontades, entre outras. Ainda são raros os casos de pessoas que investem em Ações, fundos de renda fixa entre outros.

Acredito que desde o ensino médio as pessoas deveriam alguma disciplina voltada a economia para que possamos formar uma massa crítica que estimule modelos mais reais de economia para a nossa realidade.

Gostei muito de sa opnião!

Daniel Simões disse...

É em certa medida concordo com a afirmação dele, muitos profissionais de economia no Brasil acreditam que as leis economicas de fora sao melhores que as nossas. As ideias prontas e a posição passiva desses profissionias é um fato. No entanto, acho que isso não é generalizado e muito menos confere qualidade inferior a nossa capacidade. O problema passa um pouco longe disso.

Márcio Laurini disse...

João, fiz um comentário sobre isso lá no meu blog.
[]s

coelhods disse...

O Paulo Nogueira Batista Jr. não está falando um nova bobagem, apenas repetindo o bordão da CEPAL. Claro que o Brasil é diferente, mas nem por isso a lei da gravidade é diferente por aqui. Sim, as leis econômicas são mais tenues e sujeitas a influências tão diversas quanto as leis, a religião, a geografia e tantos outros fatores que de algum modo moldam as instituições de um país e o caráter de seu povo. Mas isso não afeta a lei da demanda, a racionalidade e outros conceitos da teoria econômica tão profundamente ao ponte de ser necessário uma nova teoria.

.Cibele bastos disse...

Olá João!

Bem q eu gostaria de ler o tal texto na íntegra, pelo menos minha opinião estaria embasada :)
Mas, do pouquinho q falaste, creio que certas políticas publicas importadas realmente podem n ter o efeito esperado. Até pq acredito que economistas brasileiros são capazes de elaborar trabalhos competentes, pois vivem na realidade do país.

Até mais.
;*

Erik Figueiredo disse...

Esse tal "projeto nacional" me assusta. Bom texto, João.
Abraços,