quarta-feira, 29 de julho de 2009

ECONOMIA + ADMINISTRAÇÃO

Quando falamos em Gestão Estratégica é imediata a associação que fazemos do tema com empresas privadas ou até mesmo públicas. No entanto, raramente o conceito é ligado ao setor governo. Por isso, gostaria de refletirmos esse assunto com os meus quase dois leitores.
Para isso, recomendo a leitura do artigo “MACROECONOMIA - POR QUE NÃO APRENDER TAMBÉM COM A ADMINISTRAÇÃO?”. O texto foi publicado na edição de junho/09, da revista CONJUNTURA ECONÔMICA, da nossa FGV, pelo Professor RUBENS PENHA CYSNE da Escola de Pós-Graduação em Economia da FGV.
Ele critica os nossos colegas Economistas que repetem ad nauseum, i.g., “é preciso baixar os juros”, porém falta uma descrição prática de como obter tais resultados. Lamenta o Professor que não há na análise das contas públicas nacionais, um conjunto de indicadores bem definidos e de conhecimento público. E isso é muito grave. Diante disse, o Professor Rubens indica e recomenda que as idéias do Balanced Scorecard de Kaplan e Norton, com as suas informações balanceadas, (financeira, a visão do cliente, dos processos internos da empresa e o processo de inovação de longo prazo), sejam aplicadas ao setor público, com as devidas adequações.
Numa época de crises, nas quais as empresas buscam reavaliar todos os seus sistemas, está passando da hora do governo administrar bem os seus recursos (“que nada são do que partes dos valores do meu, do seu, do nosso dinheiro”), visando que suas metas sejam efetivamente atingidas, como faz uma empresa bem administrada e que não tem interesse em falir.
Vocês já pesquisaram quanto do que estava programado no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC para 2009 foi realizado? Como está a eficácia do nosso governo? Por que gestores de empresas com resultados deficientes são demitidos, enquanto erros e fraudes no setor público raramente são punidos? E para finalizar, porque governos gastam mais onde não é necessário e gastam menos onde é necessário? Como escreve Cysne, isso representa o oposto da regra de gastar menos para obter mais. Além do que, falta um sistema de representação democrática que efetivamente permita que as decisões sejam realizadas da maneira correta.

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