domingo, 7 de maio de 2017

França: Mario Vargas Llosa está otimista com Emmanuel Macron.

"Ser um liberal e deixar isto bem claro, como Macron deixou durante sua campanha, é ser um autêntico revolucionário na França atual. É devolver à empresa privada sua função de principal ferramenta de criação de empregos e motor do desenvolvimento, reconhecer no empresário, se sobrepondo às caricaturas ideológicas que o ridicularizam e vilipendiam, sua condição de pioneiro da modernidade, facilitar sua tarefa, atenuando o peso do Estado de modo a que se concentre no que realmente lhe diz respeito, ou seja, a administração da justiça, da segurança e da ordem pública, permitindo que a sociedade civil lute e atue na conquista do bem-estar e na solução dos desafios econômicos e sociais.

Esta tarefa já não está nas mãos de países isolados e encapsulados como querem os nacionalistas. No mundo globalizado dos nossos dias, a abertura e a colaboração são indispensáveis. E os países europeus compreenderam isto, com seu avanço para uma integração.

A França é um país riquíssimo que, graças às más políticas estatais, pelas quais dirigentes de esquerda e de direita foram responsáveis, empobreceu e foi se atrasando cada vez mais. Enquanto isto, Ásia e América do Norte, mais conscientes das oportunidades que a globalização oferecia para os países que abriam suas fronteiras e se integravam nos mercados mundiais, deixavam a França cada vez mais para trás.


Com Macron abre-se, pela primeira vez, em muito tempo, a possibilidade de a França recuperar o tempo perdido e iniciar as reformas – audazes e custosas, claro, que irão enxugar esse Estado obeso, que reprime e controla à exaustão sua vida produtiva, e mostrar a seus jovens mais brilhantes que o mundo da burocracia administrativa não é o mais propício para exercitar o seu talento e criatividade, e sim aquele em que a cada dia surgem novas oportunidades criadas pela fantástica revolução científica e tecnológica que vivemos hoje."


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