domingo, 3 de agosto de 2014

A importância do agronegócio brasileiro.

Uma ótima notícia para os colegas da ESALQ - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e para o PIB brasileiro, segundo recentes dados da CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. 
Em junho as exportações agropecuárias conseguiram um bom resultado superando o mesmo período de 2013. As exportações, com receita de US$ 9,61 bilhões cresceram 4,7% se comparadas com o ano passado. O saldo na balança do setor de junho foi de US$ 8,40 bi, um crescimento de 6,3% em relação a junho de 2013, graças também às importações do brasileiras que diminuíram 3,8% no mês.
O valor exportado acumulado no ano, com US$ 49,1 bilhões, teve queda de 0,9% O saldo positivo acumulado no ano foi de US$ 40,8 bilhões, 1,2% menor que o mesmo período do ano passado.
Os demais produtos brasileiros fora do agronegócio tiveram uma expressiva e preocupante queda de 9,2% nas exportações (de US$ 11,9 bi em 2013, para US$ 10,8 bi em 2014), o que levou a participação do setor nas exportações alcançar incríveis 47% em relação as exportações totais do Brasil, ou seja, o agro foi responsável em mais um mês por quase metade de tudo que o Brasil exportou.
O saldo da balança comercial brasileira se recuperou e apresentou um superávit de US$ 2,37 bilhões no mês de junho, porém no acumulado do ano o país teve um déficit de US$ 2,49 bilhões. Se não fosse o agronegócio, a balança comercial brasileira teria um déficit de US$ 43,3 bilhões acumulados no ano, ou seja, mais uma vez o agro evitou um desastre maior na economia brasileira.
Neste junho, os 10 campeões no aumento das exportações em relação a 2013 foram respectivamente: farelo de soja (aumentou US$ 299,9 milhões em relação a junho de 2013), café verde (US$ 159,9 mi), soja em grãos (US$ 136,2 mi), carne bovina in natura (US$ 84,2 mi), carne suína in natura (US$ 68,9 mi), couros/peles bovinos preparados (US$ 28,0 mi), outros couros/peles bovinos curtidos (US$ 24,5 mi), celulose (US$ 22,1 mi), arroz (US$ 16,2 mi) e algodão não cardado nem penteado (US$ 15,3 mi). Estes 10 juntos foram responsáveis por um aumento de aproximadamente US$ 855,1 milhões nas exportações do agro de junho.
A variação dos preços médios (US$/tonelada) foram as seguintes: carne suína in natura (56,9%), outros couros/peles bovinos curtidos (35,1%), café verde (16,9%), farelo de soja (11,9%), couros/peles bovinos preparados (11,6), carne bovina in natura (8,5%), algodão não cardado nem penteado (6,0%), soja em grãos (-2,0%), arroz (-9,9%) e celulose (-13,4%).
No cenário dos mercados de destino dos produtos do agro brasileiro, os 10 principais países que mais cresceram suas importações foram: Rússia (US$ 190,5 milhões a mais que em junho de 2013), Venezuela (US$ 179,3 mi), Países Baixos (US$ 178,4 mi), Estados Unidos (US$ 168,9 mi), França (US$ 106,8 mi), Emirados Árabes (US$ 70,8 mi), Espanha (US$ 65,0 mi), Alemanha (US$ 62,9 mi), Romênia (US$ 46,4 mi) e Irã (US$ 41,9 mi). Juntos, estes dez países que mais cresceram, foram responsáveis pelo aumento de US$ 1,11 bilhão.

Estamos esperançosos, mesmo com uma anunciada super-safra nos EUA, aguardando aumento dos volumes exportados, bem como na recuperação da China nas importações brasileiras. Somado a isso, ainda temos grãos armazenados, a safra de cana de açúcar já começou e temos um dólar no patamar dos R$ 2,30. Cabe ainda nossas esperanças nos países em desenvolvimento que cada vez mais são importantes para as exportações do Brasil, quem sabe ainda dá para passar de US$ 100 bilhões em 2014.

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