quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Delfim Netto: "Ad gustum".

O professor Delfim Netto, hoje na Folha de S. Paulo: 

Os resultado sociais e econômicos do último quinquênio (2011-2015) revelam o desastre: 

1º) um aumento do desemprego que agora atinge mais de 11 milhões de trabalhadores; 
2º) uma regressão na distribuição de renda; 
3º) uma estagnação do PIB total, mas uma queda de 4% no PIB per capita; 
4º) uma taxa de inflação de 40%, quando a meta era de 25%; 
5º) um deficit acumulado em conta corrente que somou quase US$ 400 bilhões e destruiu o setor industrial; 
6) um deficit fiscal de 6% em 2014 e 10% em 2015; 
7º) um aumento da relação dívida bruta/PIB de 52% para 66% e, por fim, mas não por último,
8º) a perda do "rating" soberano que havíamos obtido em 2011!

Na íntegra: 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Agropecuária ajuda a conter perdas de vagas em junho, segundo Caged.

O emprego formal apresentou em junho recuo na trajetória de perda de postos de trabalho, na comparação igual mês de 2015. No mês, a retração na geração de postos de trabalho foi de 0,23%, na comparação com maio, com saldo negativo de 91.032 vagas. A perda, entretanto, foi significativamente menor do que a registrada em junho de 2015, quando houve o fechamento de 111.199 vagas formais.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho. O saldo de junho foi oriundo de 1.204.763 admissões contra 1.295.795 desligamentos. No acumulado do ano, o nível de emprego formal apresentou declínio de 1,34%, correspondendo à perda de 531.765 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o recuo foi de 1.765.024 empregos, retração de 4,31%. Com o resultado, o estoque de emprego para o mês alcançou 39.161.285 trabalhadores com carteira de trabalho assinada no país.

Segundo o levantamento, dois setores apresentaram saldo positivo de geração de empregos no mês. A Agropecuária, com a criação de 38.630 postos de trabalho, crescimento que, segundo o Ministério do Trabalho, relaciona-se a fatores sazonais ligados: ao cultivo do café, principalmente nos estados de Minas Gerais, responsável por 12.895 postos; atividades de apoio a agricultura em São Paulo, com saldo positivo de 7.292 vagas, e, nesse mesmo estado, o cultivo de laranja, que gerou 5.986 postos.

Além da Agricultura, a Administração Pública também apresentou saldo positivo, com geração de 790 postos no mês, invertendo o resultado negativo de 704 postos verificado em junho de 2015. Já o setor de Serviços teve perda de 42.678 vagas em junho, representando a maior queda setorial no mês, seguido por Indústria de Transformação, que encerrou 31.102 postos no mesmo intervalo.

Dados estaduais - O emprego formal apresentou resultado positivo em oito estados brasileiros, com destaque para Minas Gerais (4.567), Goiás (3.369) e Mato Grosso (2.589). A maior queda no nível de emprego formal foi registrada em São Paulo (-29.915), influenciada pela queda de postos de trabalho na Construção Civil (-8.447) e no Comércio Varejista (-5.561). Houve também perda de vagas no Rio de Janeiro (-15.748) e Rio Grande do Sul (-10.340).

Assessoria de Imprensa
Ministério do Trabalho


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Finanças Públicas: Felipe Salto & Mansueto Almeida.


Lançamento do livro "Finanças públicas: da contabilidade criativa ao resgate da credibilidade", organizado por Felipe Salto e pelo Mansueto Almeida Jr.


O prefácio é do professor Edmar Bacha e a orelha foi escrita pelo senador e ministro José Serra. A editora é a Record (Grupo Editorial Record). 

Taxa Selic: 14,25% ao ano - 20/07/2016.

O Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés.
O cenário básico com que o Comitê trabalha pode ser resumido pelas seguintes observações:
O conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião do Copom mostra perspectiva de estabilização da atividade econômica no curto prazo. Entretanto, as evidências sugerem que a economia segue operando com alto nível de ociosidade;
No âmbito externo, o cenário permanece desafiador. No curto prazo, o ambiente encontra-se relativamente benigno para as economias emergentes. No entanto, a dinâmica da recuperação da economia global permanece frágil, com incertezas quanto ao seu crescimento;
As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus para 2017 recuaram, mas seguem acima da meta para a inflação, de 4,5%; e
As projeções condicionais do Copom para a inflação permaneceram relativamente estáveis nos horizontes relevantes para a condução da política monetária desde sua última reunião, mas recuaram em relação às projeções divulgadas no último Relatório de Inflação. No cenário de referência, a projeção para a inflação de 2017 encontra-se em torno da meta de 4,5%. No entanto, no cenário de mercado, a projeção para 2017 está em torno de 5,3%.
O Comitê identifica os seguintes riscos domésticos para o cenário básico para a inflação:
Por um lado, (i) a inflação acima do esperado no curto prazo, em boa medida decorrente de preços de alimentos, pode se mostrar persistente; (ii) incertezas quanto à aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia permanecem; e (iii) um período prolongado com inflação alta e com expectativas acima da meta pode reforçar mecanismos inerciais e retardar o processo de desinflação;
Por outro lado, (iv) os ajustes na economia podem ser implementados de forma mais célere, permitindo ganhos de confiança e reduzindo as expectativas de inflação; e (v) o nível de ociosidade na economia pode produzir desinflação mais rápida do que a refletida nas projeções do Copom.
Tomados em conjunto, o cenário básico e o atual balanço de riscos indicam não haver espaço para flexibilização da política monetária.
Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel.
Fontehttp://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/c/notas/15723 

Time: Hillary Clinton Is the Hardest One to Know - August 1, 2016.


The Economist: Erdogan's revenge - Jul 23rd, 2016.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Boletim Focus: base 15/07 e queda de 3,25% no PIB.

No Boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, o mercado fez alguns ajustes em suas projeções, com destaque para manutenções nas expectativas para a inflação e Selic e discreta melhora na queda do PIB.  

Em síntese: 
PIB: melhora na queda de 3,30% para 3,25%;
Inflação: manteve-se em 7,26%;
Dólar: discreta queda de R$ 3,40 para R$ 3,39;
Taxa básica de juros (Selic): manteve-se em 13,25%.

domingo, 17 de julho de 2016

Paul Romer: World Bank's chief economist.

Paul Romer is a University Professor at NYU and director of its Marron Institute of Urban Management. His work now focuses on urbanization because better urban policy offers the best chance for speeding up growth in the developing world.
Before coming to NYU, Paul taught at Stanford, and while there, started Aplia, an education technology company. In 2002, he received the Recktenwald Prize for work on the economics of ideas and the drivers of economic growth.
Paul earned a bachelor of science in mathematics and a doctorate in economics from the University of Chicago.

29/07/2016: evento em Fortaleza pelos 170 anos de nascimento da Princesa Isabel.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

2016.2T: China GDP 6,7%.

Enquanto o Brasil continua afundando num poço sem fim, com estimada queda de 3,3% no PIB de 2016, a China é a China. 

Official statistics showed China's gross domestic product (GDP) expanded 6.7 percent year on year in the first half of 2016 to reach 34.06 trillion yuan (5.08 trillion U.S. dollars).

PIB em queda no Ceará e no Brasil.


quinta-feira, 14 de julho de 2016

IBC-Br de maio 2016 registra queda na economia de 0,51%.

Nesta data, foi divulgado o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) o qual registrou para o mês de maio deste 2016 uma queda de 0,51%, o pior resultado desde janeiro de 2010. 

Este índice é uma espécie de prévia do PIB e pelo resultado sinaliza que a economia brasileira ainda não encontrou o seu rumo. 

Lembrando que o Banco Central trabalha com uma estimativa de queda do PIB de 3,3% para este ano

Quando finalmente chegaremos ao fundo do poço?

The Economist: Donald Trump and a divided America - July 16th 2016.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Theresa May: Britain's new Prime Minister.



Sem vendas, O Brasil despenca a cada mês!

Em maio de 2016, o Comércio Varejista nacional registrou variação de -1,0% no volume de vendas em relação ao mês imediatamente anterior, na série ajustada sazonalmente. Nesta mesma comparação, a variação da receita nominal permaneceu praticamente estável (-0,1%), evidenciando uma compensação pela elevação de preços em curso. Quanto à média móvel trimestral, o volume de vendas voltou a registrar variação negativa de 0,5%, enquanto a receita nominal apresentou certa estabilidade (0,2%). Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional apresentou, em termos de volume de vendas, decréscimo de 9,0% sobre maio do ano anterior, sendo esse o 14º resultado negativo consecutivo. Com isso, o varejo acumula recuos de -7,3%, nos cinco primeiros meses do ano, e de -6,5%, nos últimos 12 meses. Para as mesmas comparações, a receita nominal de vendas apresentou variação de 2,2%, 4,2% e de 3,2%, respectivamente.

O Comércio Varejista Ampliado, que inclui além do varejo as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, permaneceu em queda sobre o mês imediatamente anterior (-0,4%) pelo terceiro mês consecutivo, na série com ajuste sazonal, período que acumulou uma perda 3,1%. No caso da receita nominal a variação foi de 0,6%, voltando a ser positiva após duas quedas consecutivas. Em relação a maio de 2016, foram registradas variações de -10,2%, para o volume de vendas, e de -2,1%, na receita nominal de vendas. Para os resultados acumulados, as taxas foram de -9,5%, no ano, e de -9,7%, nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e de -0,9% e -1,8%, para a receita nominal.

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Seminário de Pesquisa (CAEN): Bargained Haircuts and Debt Policy Implications - 15/07/2016.

A Pós-Graduação em Economia da UFC (CAEN) tem o prazer de convidá-lo (la) para o Seminário de Pesquisa intitulado "Bargained Haircuts and Debt Policy Implications", a ser proferido por Rafael Chaves Santos, Doutor em Economia pela EPGE-FGV/RF e Economista do Banco Central (RJ), as 16:00 do dia 15.07.2016 (sexta-feira), no auditório do CAEN. 

O trabalho está disponível no site: http://www.bcb.gov.br/pec/wps/ingl/wps416.pdf

Obs.: Os certificados estarão disponíveis no site do CAEN uma semana após a realização do evento.

Esperamos vê-lo aqui!
Paulo Matos
Diretor de pesquisa CAEN/UFC
 

USA: the unemployment rate is 4.9 percent in June 2016.

The American economy added 287,000 jobs in June. All told, since early 2010, American businesses have added 14.8 million jobs. The unemployment rate is 4.9 percent – down from 10 percent at the height of the recession. 

2015: um ano negativo para as empresas!

Desde 1974 que a Editora Abril publica o consolidado das Melhores e Maiores empresas do Brasil. 

No período de 1974 a 2015 somente em três anos a rentabilidade sobre o patrimônio líquido das 500 maiores empresas do país ficou negativa conforme abaixo.

1991 - Governo Collor: -3,6%

1999 - Governo FHC: -1,3%

2015 - Governo Dilma: -4,9%

Em 2016 espera-se que o Brasil empresarial melhore ou melhore, sob pena de maior prejuízo para a sociedade!

Enquanto isso, também espera-se que o governo não atrapalhe a iniciativa privada e faça, pelo menos, o dever de casa! 

Robert Lucas: educação é a diferença entre as economias de sucesso e as demais.

Em entrevista ao O GLOBO, o Nobel de Economia e professor da Universidade de Chicago Robert Lucas foi muito claro sobre a importância da educação:

Quanto mais o país estiver envolvido em educação, melhor estará. A educação é a diferença-chave entre as economias de sucesso e as demais. Há outras questões, como a governança ruim, mas educação é chave.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/educacao-chave-para-as-economias-de-sucesso-diz-robert-lucas-19683639

A importância de debater o PIB nas eleições 2022.

Desde o início deste 2022 percebemos um ano complicado tanto na área econômica como na política. Temos um ano com eleições para presidente, ...