quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Por conta da recessão Copom sinaliza corte maior na Selic em 2017.
Com a melhora nas projeções para a inflação em 2017 e 2018, o Comitê de
Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), considera que pode haver
mais espaço para redução da taxa básica de juros, a Selic, do que o percebido
anteriormente. A avaliação consta da ata da última reunião do Copom, divulgada
hoje (6), em Brasília.
Na semana passada, o comitê deu continuidade ao processo de redução da
Selic. A taxa foi diminuída em 0,25 ponto percentual, caindo para 13,75% ao
ano. Esse foi o segundo corte de 0,25 ponto percentual.
A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de
Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de
juros da economia.
A Selic é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a
inflação. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que
pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam
a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom reduz o crédito e incentiva
a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.
Na reunião de novembro, o comitê discutiu a possibilidade de fazer um
corte maior na Selic por conta da recessão econômica, mas a decisão final foi
esperar até a próxima reunião do Copom, em janeiro de 2017.
“Em particular, destacou-se que o risco papável de que não ocorra uma
retomada oportuna da atividade econômica deve permitir intensificação do ritmo
de flexibilização monetária”, diz o documento.
O comitê diz que os indicadores referentes a agosto deste ano mostram que
a economia seguiu indicando sinais de fraqueza.
O Copom reconheceu esforços para aprovação e implementação de “ajustes
necessários” na economia, notadamente as reformas fiscais.
“Os membros do comitê enfatizaram que esses esforços são fundamentais
para a estabilização e o desenvolvimento da economia brasileira. O comitê deve
acompanhar atentamente esses esforços, uma vez que têm reflexos importantes no
processo de desinflação”, diz a ata.
Edição: Kleber Sampaio
Hamilton The Revolution - Best Nonfiction 2016 good reads.
Hamilton The Revolution by Lin-Manuel Miranda, Jeremy McCarter
Winner of the
2016 Pulitzer Prize for Drama and Eleven Tony Awards, including Best Musical.
Lin-Manuel Miranda's groundbreaking musical Hamilton is as revolutionary as its subject, the poor kid from the Caribbean who fought the British, defended the Constitution, and helped to found the United States. Fusing hip-hop, pop, R&B, and the best traditions of theater, this once-in-a-generation show broadens the sound of Broadway, reveals the storytelling power of rap, and claims our country's origins for a diverse new generation.
HAMILTON: THE REVOLUTION gives readers an unprecedented view of both revolutions, from the only two writers able to provide it. Miranda, along with Jeremy McCarter, a cultural critic and theater artist who was involved in the project from its earliest stages--"since before this was even a show," according to Miranda--traces its development from an improbable performance at the White House to its landmark opening night on Broadway six years later. In addition, Miranda has written more than 200 funny, revealing footnotes for his award-winning libretto, the full text of which is published here.
Their account features photos by the renowned Frank Ockenfels and veteran Broadway photographer, Joan Marcus; exclusive looks at notebooks and emails; interviews with Questlove, Stephen Sondheim, leading political commentators, and more than 50 people involved with the production; and multiple appearances by President Obama himself. The book does more than tell the surprising story of how a Broadway musical became a national phenomenon: It demonstrates that America has always been renewed by the brash upstarts and brilliant outsiders, the men and women who don't throw away their shot.
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https://www.goodreads.com/choiceawards/best-nonfiction-books-2016
PISA 2015: Brasil, sem educação, sem presente, sem futuro!!!
O desempenho dos alunos no Brasil está abaixo da média dos alunos em
países da OCDE em ciências (401 pontos, comparados à média de 493 pontos), em
leitura (407 pontos, comparados à média de 493 points) e em matemática (377
pontos, comparados à média de 490 pontos). • A média do Brasil na área de
ciências se manteve estável desde 2006, o último ciclo do PISA com foco em
ciências (uma elevação aproximada de 10 pontos nas notas - que passaram de 390
pontos em 2006 para 401 pontos em 2015 – não representa uma mudança
estatisticamente significativa). Estes resultados são semelhantes à evolução
histórica observada entre os países da OCDE: um leve declínio na média de 498
pontos em 2006 para 493 pontos em 2015 também não representa uma mudança
estatisticamente significativa. • A média do Brasil na área de leitura também
se manteve estável desde o ano 2000. Embora tenha havido uma elevação na
pontuação de 396 pontos em 2000 para 407 pontos em 2015, esta diferença não
representa uma mudança estatisticamente significativa. Na área de matemática, houve
um aumento significativo de 21 pontos na média dos alunos entre 2003 a 2015. Ao
mesmo tempo, houve um declínio de 11 pontos se compararmos a média de 2012 à
média de 2015. • O PIB per capita do Brasil (USD 15 893) corresponde a menos da
metade da média do PIB per capita nos países da OCDE (USD 39 333). O gasto
acumulado por aluno entre 6 e 15 anos de idade no Brasil (USD 38 190) equivale
a 42% da média do gasto por aluno em países da OCDE (USD 90 294). Esta
proporção correspondia a 32% em 2012. Aumentos no investimento em educação
precisam agora ser convertidos em melhores resultados na aprendizagem dos
alunos. Outros países, como a Colômbia, o México e o Uruguai obtiveram
resultados melhores em 2015 em comparação ao Brasil muito embora tenham um
custo médio por aluno inferior. O Chile, com um gasto por aluno semelhante ao
do Brasil (USD 40 607), também obteve uma pontuação melhor (477 pontos) em
ciências. • No Brasil, 71% dos jovens na faixa de 15 anos de idade estão
matriculados na escola a partir da 7a. série, o que corresponde a um acréscimo
de 15 pontos percentuais em relação a 2003, uma ampliação notável de
escolarização. O fato de o Brasil ter expandido o acesso escolar a novas
parcelas da população de jovens sem declínios no desempenho médio dos alunos é
um desenvolvimento bastante positivo. Entre os países da OCDE, o desempenho em ciências de
um aluno de nível sócio-econômico mais elevado é, em média, 38 pontos superior
ao de um aluno com um nível sócioeconômico menor. No Brasil, esta diferença
corresponde a 27 pontos, o que equivale a aproximadamente ao aprendizado de um
ano letivo. • No Brasil, menos de 1% dos jovens do sexo masculino estão entre
os alunos com rendimento mais elevado no PISA em ciências (aqueles com
pontuação no nível de proficiência 5 ou superior). Entre os países da OCDE,
esta proporção corresponde a 8.9% dos jovens do sexo masculino. Apenas 0.5% do
grupo feminino no Brasil alcançou este mesmo nível de desempenho. Entre os
países da OCDE, 6.5% das meninas se destacaram neste nível elevado de
proficiência. No Brasil, entre alunos de baixo rendimento em ciências (aqueles
com pontuação inferior ao nível básico de proficiência, o nível 2), uma
proporção maior entre o grupo feminino espera seguir uma carreira na área de
ciências. • Menos de 10% dos alunos que participaram do PISA 2015 no Brasil são
imigrantes (primeira ou segunda geração). Numa comparação entre alunos de mesmo
nível sócioeconômico, a média dos alunos imigrantes em ciências é 66 pontos
inferior à média de alunos não-imigrantes. • O Brasil tem uma alto percentual
de alunos em camadas desfavorecidas: 43% dos alunos se situam entre os 20% mais
desfavorecidos na escala internacional de níveis sócioeconômicos do PISA, uma
parcela muito superior à media de 12% de alunos nesta faixa entre os países da
OCDE. Esta proporção, no entanto, é semelhante àquela observada na Colômbia.
Apenas dois outros países latino-americanos possuem uma proporção ainda maior
de alunos neste nível sócio-econômico, o México e o Peru. • Uma parcela muito
reduzida de pais de alunos alcançaram o nível superior de ensino no Brasil.
Menos de 15% dos adultos na faixa etária de 35 a 44 anos de idade possuem um
diploma universitário, uma taxa bem menor que a média de 37% observada entre os
países da OCDE. Entre os países que participaram do PISA 2015, o Brasil está
entre os dois países com a menor proporção de adultos com nível superior,
ficando atrás apenas da Indonésia onde menos de 9% dos adultos nesta faixa
etária alcançaram este nível de escolaridade. A faixa etária entre 35 e 44 anos
corresponde aproximadamente à idade dos pais de alunos que participaram do PISA
2015. • No Brasil, 36% dos jovens de 15 anos afirmam ter repetido uma série escolar
ao menos uma vez, uma proporção semelhante à do Uruguai. Entre os países
latino-americanos que participaram do PISA 2015, apenas a Colômbia possui uma
taxa de repetência escolar (43%) superior à do Brasil. Esta prática é mais
comum entre países com um baixo desempenho no PISA e está associada a níveis
mais elevados de desigualdade social na escola. No Brasil, altos índices de
repetência escolar estão ligados a níveis elevados de abandono da escola. Entre
2009 e 2015, houve um declínio de 6% na taxa de repetência escolar no Brasil,
observado principalmente entre os alunos do ensino médio.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Paulo Rabello de Castro: Crescer 1% em 2017 é claramente insuficiente.
Paulo Rabello de Castro, economista e presidenmte do IBGE, em excelente entrevista na Folha de S. Paulo de hoje:
Há risco de
sairmos da recessão e ficarmos presos a uma estagnação?
Esse risco é visível a olho nu. O desafio é enorme. São dificuldades
internacionais e domésticas. Portanto, minha torcida pela saída da recessão
fica só no plano estatístico. Porque, se crescermos 1% em 2017, provavelmente
teremos um ou dois trimestres positivos no fim do ano. Isso ensejará a saída
estatística da recessão, mas não agradará, porque a resposta em termos de
emprego e renda vai ser muito fraca.
Crescer 1% em 2017 é claramente insuficiente. Ficará para 2018 o hercúleo
trabalho de, aí sim, demonstrar números mais parecidos com uma recuperação.
Na íntegra:
Boletim Focus: E o PIB 2016 vai desabando...
No Boletim
Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, o mercado revisou nova queda para o PIB de 2017, que cresceria apenas 0,80%.
Previsões de inflação e Selic também em tendência de queda!
Em
síntese, para 2016:
PIB: ajustou a
queda de 3,49% para 3,43%;
Inflação:
IPCA em leve baixa de 6,72% para 6,69%;
Dólar: manteve-se
em R$ 3,35;
Taxa básica de juros
(Selic): manteve-se em 13,75%.
domingo, 4 de dezembro de 2016
sábado, 3 de dezembro de 2016
Papa Francisco e o Fórum Social Fortune-Time: "Criar um novo pacto social e modelos econômicos."
O Papa iniciou seu discurso aos presentes, partindo do tema que abordaram
nestes dois dias de trabalhos: “O desafio do século XXI: criar um novo pacto
social”.
Trata-se de um tema bastante oportuno, disse Francisco, que visa a
necessidade urgente de modelos econômicos mais inclusivos e justos:
“O mais se requer, no momento, não é um novo acordo social abstrato, mas
ideias concretas e ações eficazes em prol de todos, em resposta às prementes
questões do nosso tempo”. Agradeço-lhes pelo que estão fazendo para promover a
centralidade da dignidade da pessoa humana no âmbito das instituições e da
economia e para atrair a atenção para a chaga dos pobres e refugiados, muitas
vezes esquecidos pela sociedade”.
“Quando ignoramos o grito de tantos nossos irmãos e irmãs no mundo,
afirmou o Papa , não só negamos os seus direitos e valores recebidos de Deus,
mas também rejeitamos a sua sabedoria e talentos, tradições e culturas”. Esta
atitude faz aumentar o sofrimento dos pobres e marginalizados e nós mesmos nos
tornamos mais pobres, não só materialmente, mas moral e espiritualmente:
“O nosso mundo, hoje, é marcado por grande inquietação. A desigualdade
entre os povos continua a aumentar e muitas comunidades são atingidas pela
guerra, pobreza ou crescente número de migrantes e refugiados. Apesar disso,
estamos vivendo um momento de esperança”.
A própria presença dos empresários aqui, hoje, constatou Francisco, é
sinal de esperança, ao reconhecer os problemas e agir com decisão. Esta
estratégia de renovação, porém, requer uma conversão institucional e pessoal,
uma mudança de coração. Tal renovação fundamental não deve se referir apenas à
economia de mercado:
“Estamos falando do bem comum da humanidade, do direito de cada pessoa de
participar dos recursos deste mundo e de ter a oportunidade de realizar as suas
potencialidades, que se baseiam na dignidade dos filhos de Deus, criados à sua
imagem e semelhança”.
Na conclusão do seu discurso, Francisco reafirmou: “Nosso grande desafio
é responder aos níveis globais de injustiça promovendo um sentido de
responsabilidade local e individual, de modo que ninguém seja excluído da vida
social. A renovação, a purificação e a solidez dos modelos econômicos depende
da nossa conversão pessoal e generosidade com os necessitados. E o Papa
terminou, dizendo:
“Encorajo-os a continuar o trabalho que vocês iniciaram neste Fórum e a
buscar meios, cada vez mais criativos, para transformar as instituições e as
estruturas econômicas; estejam sempre a serviço da pessoa humana, especialmente
dos marginalizados e excluídos, dando-lhes voz, ouvindo as suas histórias e
compreendendo as suas necessidades”.
O Santo Padre se despediu dos empresários da Time-Life prometendo-lhes suas
orações “para que seus esforços possam produzir muitos frutos”. (MT)
http://www.news.va/pt/news/forum-social-fortune-time-criar-um-novo-pacto-soci
Economia do Nordeste continuou retraída pelo terceiro trimestre consecutivo neste 2016.
Os índices econômicos do Nordeste destacam o desempenho positivo do setor
industrial como um início de estabilidade e uma possível retomada de
crescimento no setor para a região. A informação é do Banco Central do Brasil
(BC), que divulgou ontem, sexta-feira (2), em Salvador, o Boletim Regional, com
dados e indicadores econômicos de cada região do país.
A produção industrial da Região Nordeste recuou 0,9% no trimestre
encerrado em agosto, após a expansão de 3% no trimestre anterior, índice
considerado como positivo no relatório do Banco Central e que pode resultar em
possíveis repercussões positivas sobre as demais atividades econômicas do
Nordeste, como a agricultura, o comércio e a construção civil, que tiveram
desempenho negativo.
Na indústria relatório destacou índices negativos nas atividades de
metalurgia e coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, na Bahia,
no entanto, outros dois importantes estados da região no setor industrial -
Ceará e Pernambuco - cresceram no trimestre encerrado em agosto.
Apesar do bom desempenho no setor da indústria, a economia do Nordeste
continuou retraída pelo terceiro trimestre consecutivo deste ano, interferindo
diretamente no comércio, na agricultura e na construção civil. O comércio
varejista da região obteve queda de 2,3% no trimestre encerrado em agosto, por
exemplo. No mesmo período, o comércio ampliado - relacionado à demanda do
consumo das famílias - obteve recuo de 2%.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
IBGE: Produção industrial cai 1,1% entre setembro e outubro/2016.
A produção industrial brasileira registrou redução de 1,1% em outubro
deste ano, na comparação com setembro. A queda veio depois de uma alta de 0,5%
entre agosto e setembro. Em relação a outubro de 2015, a queda chegou a 7,3%, a
trigésima segunda taxa negativa neste tipo de comparação.
Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados hoje (2) pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção da indústria
acumula perdas de 7,7% no ano e de 8,4% em 12 meses.
Na passagem de setembro para outubro deste ano, as quatro grandes
categorias econômicas da indústria tiveram queda, com destaque para os bens de
capital, ou seja, as máquinas e equipamentos (-2,2%). Os bens intermediários,
isto é, os insumos industrializados para o setor produtivo, caíram 1,9%.
Entre os bens de consumo, isto é, os destinados ao consumidor final, os
bens duráveis recuaram 1,2%, enquanto os semi e não duráveis caíram 0,8%.
Vinte das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram queda na produção
entre setembro e outubro de 2016, com destaque para os produtos alimentícios
(-3,1%), os veículos automotores (-4,5%) e o setor de borracha e plástico
(-4,9%).
Apenas quatro atividades industriais tiveram alta na produção: derivados
de petróleo e biocombustíveis (1,9%), produtos de minerais não metálicos
(1,4%), produtos do fumo (0,9%) e equipamentos de informática e eletrônicos
(0,2%).
Edição: Kleber Sampaio
http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-12/producao-industrial-cai-11-entre-setembro-e-outubro
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Desculpe, a Odebrecht errou.
A Odebrecht reconhece que participou de práticas impróprias em sua atividade
empresarial.
Não importa se cedemos a pressões externas. Tampouco se há vícios que
precisam ser combatidos ou corrigidos no relacionamento entre empresas privadas
e o setor público.
O que mais importa é que reconhecemos nosso envolvimento, fomos coniventes
com tais práticas e não as combatemos como deveríamos.
Foi um grande erro, uma violação dos nossos próprios princípios, uma
agressão a valores consagrados de honestidade e ética.
Não admitiremos que isso se repita.
Por isso, a Odebrecht pede desculpas, inclusive por não ter tomado antes
esta iniciativa.
Com a capacidade de gestão e entrega da Odebrecht, reconhecida pelos
clientes, a competência e comprometimento dos nossos profissionais e a
qualidade dos nossos produtos e serviços, definitivamente, não precisávamos ter
cometido esses desvios.
A Odebrecht aprendeu várias lições com os seus erros. E está evoluindo.
Estamos comprometidos, por convicção, a virar essa página.
Compromisso com o
futuro
O Compromisso Odebrecht para uma atuação Ética, Íntegra e Transparente já
está em vigor e será praticado de forma natural, convicta, responsável e
irrestrita em todas as empresas da Odebrecht, sem exceções nem flexibilizações.
Não seremos complacentes.
Este Compromisso é uma demonstração da nossa determinação de mudança:
1. Combater e não tolerar a
corrupção em quaisquer de suas formas, inclusive extorsão e suborno.
2. Dizer não, com firmeza e
determinação, a oportunidades de negócio que conflitem com este Compromisso.
3. Adotar princípios
éticos, íntegros e transparentes no relacionamento com agentes públicos e
privados.
4. Jamais invocar condições
culturais ou usuais do mercado como justificativa para ações indevidas.
5. Assegurar transparência
nas informações sobre a Odebrecht, que devem ser precisas, abrangentes e
acessíveis e divulgadas de forma regular.
6. Ter consciência de que
desvios de conduta, sejam por ação, omissão ou complacência, agridem a
sociedade, ferem as leis e destroem a imagem e a reputação de toda a Odebrecht.
7. Garantir na Odebrecht, e
em toda a cadeia de valor dos Negócios, a prática do Sistema de Conformidade,
sempre atualizado com as melhores referências.
8. Contribuir individual e
coletivamente para mudanças necessárias nos mercados e nos ambientes onde possa
haver indução a desvios de conduta.
9. Incorporar nos Programas
de Ação dos Integrantes avaliação de desempenho no cumprimento do Sistema de
Conformidade.
10.
Ter convicção de que este Compromisso nos manterá no rumo da
Sobrevivência, do Crescimento e da Perpetuidade.
A sociedade quer elevar a qualidade das relações entre o poder público e
as empresas privadas.
Nós queremos participar dessa ação, junto com outros setores, e mudar as
práticas até então vigentes na relação público-privada, que são de conhecimento
generalizado. Apoiamos os que defendem mudanças estruturantes que levem
governos e empresas a seguir, rigorosamente, padrões éticos e democráticos.
É o nosso Compromisso com o futuro.
É o caminho que escolhemos para voltar a merecer a sua confiança.
Octavio de Barros: Um exemplo de Economista. Parabéns!
Caros Clientes e Amigos,
“Faz mais presença em mim o que me falta”, dizia o grande poeta
pós-modernista Manoel de Barros.
Estou deixando as responsabilidades que exerci por quase 14 anos como
economista-chefe e como diretor do Departamento Econômico do Bradesco.
Continuarei colaborando de outras formas com a organização. A partir de
janeiro, passo a assumir posição de Consultor Econômico do Banco Bradesco,
assessorando a organização em diferentes áreas.
O Bradesco me proporcionou a maior experiência profissional de minha
vida. Pude construir, junto com uma valorosa equipe, o maior departamento
econômico do setor privado brasileiro. O DEPEC-Bradesco consolidou-se como um
departamento de alta projeção e credibilidade nacional e internacional.
Conseguimos construir um time coeso, unido, focado na missão definida desde a
sua criação. Um time de primeira linha, que certamente continuará a ajudar os
clientes e amigos dessa fantástica empresa, que será sempre para mim um exemplo
de oportunidades, de ética, de seriedade e de compromisso com os clientes e com
o país.
Chegou a hora das novas gerações assumirem as responsabilidades para as
quais foram preparadas. Apesar de me sentir tremendamente jovem e ativo, com
mais de 40 de vida profissional e acadêmica, as regras estatutárias de limite
de idade se aproximaram e precisam ser cumpridas e respeitadas e a renovação de
faz necessária. Fernando Honorato Barbosa, brilhante e competente economista,
assumirá as responsabilidades pelo Departamento Econômico do Bradesco.
Espero que possamos ainda compartilhar, com todos vocês e por muito
tempo, uma estreita cooperação, independentemente de novos desafios que eu
possa assumir, como consultor, conselheiro de empresas e palestrante.
Criei o Instituto República, empresa de consultoria/think tank registrada
no Brasil e na França (Institut République), cuja finalidade, a partir de
janeiro, será a de promover estudos, pesquisas, debates e eventos sobre
economia, política e cultura em geral. Breve darei notícias sobre esse tema.
Emocionado, agradeço à minha equipe de economistas e de apoio
administrativo que, todos, muito me ajudaram em minha trajetória profissional e
intelectual. Sem eles, o DEPEC não seria o que é hoje.
Agradeço, igualmente, à Diretoria Executiva e ao Conselho de
Administração do Bradesco, pela estima que sempre demostraram por minha pessoa.
Tenham certeza de que o Bradesco é um paradigma ético e modelo empresarial para
todo o país.
Há um provérbio alemão que traduz o meu momento atual: “quando nos
despedimos, há um olho que chora e outro que sorri”. Choro de nostalgia, por
tudo que vivi e pelos amigos conquistados. Sorriso, para a possibilidade de um
futuro ainda vibrante.
Octavio de Barros
Taxa básica de juros (Selic) caiu para 13,75% ao ano.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou ontem (30) uma nova redução dos juros básicos da economia (Selic), de 0,25%
ponto percentual. A taxa, que estava em 14% ao ano, caiu para 13,75% ao ano. A
decisão foi unânime.
No mês passado, o comitê também reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, a primeira queda em
quatro anos.
De acordo com comunicado divulgado pelo BC após a reunião, “a inflação
recente mostrou-se mais favorável que o esperado, em parte em decorrência de
quedas de preços de alimentos, mas também com sinais de desinflação mais
difundida”.
O Copom destaca ainda, entre outros fatores, que as projeções para a
inflação de 2016, nos cenários de referência e mercado, recuaram e se encontram
em torno de 6,6%. As projeções para 2017, nos cenários de referência e mercado,
situam-se em torno de 4,4% e 4,7%, respectivamente. Para 2018, as projeções
encontram-se em torno de 3,6% e 4,6%, nos cenários de referência e mercado,
respectivamente. Além disso, na visão do comitê, os passos no processo de
aprovação das reformas fiscais têm sido positivos até o momento.
Principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação, a taxa
básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial
de Liquidação e Custódia (Selic). Quando o Copom aumenta a taxa, o objetivo é
conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros
mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os
juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à
produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. Quando
mantém a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para
alcançar o objetivo de controlar a inflação.
No Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo
Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerre 2016 em 7,3%. O
mercado financeiro já estima um índice menor. De acordo com o boletim Focus,
pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, a
inflação oficial fechará o ano em 6,8%.
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