domingo, 16 de novembro de 2008

CICLOS ECONÔMICOS - 1929 / 2008

É comum a leitura diária de uma comparação entre a Grande Depressão ocorrida nos Estados Unidos na década de 1930 e a atual crise financeira mundial. Apenas como registro histórico, o produto real dos Estados Unidos caiu cerca de 30% entre os anos de 1929 e 1933 e a taxa de desemprego aumentou de 3,2% para 24,9%. Por razões ideológicas, o diagnóstico dessa crise tanto pode ser analisado pelo lado dos keynesianos, como pelo lado de Friedman. No final, continua difícil explicar o que aconteceu para que a economia tivesse aquele comportamento, mesmo tendo esse assunto sido objeto de exaustivos trabalhos e pesquisas.

Hoje, entendemos que a comparação parece mais um fato midiático do tipo “nunca antes neste país aconteceu isso antes”. E lá vamos todos comparar alhos com bugalhos e um mundo de artigos para todos os gostos e desgostos. Eu continuo acreditando que são situações totalmente diferentes e que o “estopim” da crise, os Estados Unidos, “um país supostamente em declínio”, como comenta o Fareed Zakaria, editor da revista Newsweek International, continuará sendo a maior economia do mundo, responsáveis que são por mais de um quarto da produção mundial. E a atual crise, como é inerente ao capitalismo, será solucionada em até menor tempo do que muitos prevêem.

4 comentários:

Pedreliano disse...

Não poderia deixar de concordar com o João!! Os cenários são bem distintos!! A histórica crise de 29, que o mundo boquiaberto viu uma situação com proporções "inédtitas", não deve ser compararada com a atual situação!! A economia americana embora passiva de críticas duras quanto aos mecanismos de "segurança" ainda é e ainda vai ser a "ECONOMIA TERMÔMETRO" do planeta!!! é um ciclo necessário até para que se possa medir a segurança exposta das economias de outros países, como a alemanha e a inglaterra!!! Os asiáticos porém estão mais otimistas!!!

Josué Jonas de Lima disse...

João, concordo com vc, a liberdade de expressão é uma conquista e devemos utilizá-la como instrumento para evidenciar certas verdades que carecem ao povo.
A propósito, li a sua descrição de perfil e como vc eu também confiava no livre comércio como a solução para todos os problemas. Mas eu seguia essa corrente porque nunca havia tido argumentações convincentes contrárias a ela. Mudei de concepção depois de estudar um pouco da história das nações que hoje são ricas e principalmente, depois de ler o "Relatório sobre as Manufaturas" de Alexander Hamilton (1º Secretário do Tesouro dos EUA) e "Sistema Nacional de Economia Política de Georg F. List, além de um pequeno texto (umas 10 páginas) de Keynes intitulado "Autosuficiência Nacional". Recomendo que vc tbém leia e depois me diga se continua a defender o livre-comércio. Valeu!!! Abraço.

Erik Figueiredo disse...

Concordo com você, João.
Abraços,

Danilo disse...

Tua conclusão é totalmente falha, pelo visto não entende como as políticas econômicas agem e causam efeito nas economias.
As épocas são diferentes, mas as causas são exatamente as mesmas, políticas econômicas utilizadas.
Estuda mais um poquinho aí.