sábado, 23 de janeiro de 2010

PAÍSES POBRES AJUDAM PAÍSES RICOS? SIM!

Recebi este texto de um inteligente colega da empresa, cujo tema é estranho para muitos: DINHEIRO DOS POBRES AOS RICOS. Quando pensamos que já vimos de tudo...

Os países em desenvolvimento forneceram recursos financeiros líquidos de US$ 568 bilhões para os países ricos no ano passado, revelam estatísticas preliminares da Organização das Nações Unidas (ONU).

O montante é substancial, mas inferior aos US$ 891 bilhões transferidos pelas nações pobres para as ricas em 2008. A situação de 2009 refletiu a forte contração global da produção e do emprego.

Essa transferência é definida como entrada líquida de capitais menos saída de recursos para investimentos, pagamentos de juros e remessa de lucros. A acumulação de reservas oficiais é um dos principais mecanismos pelo qual esse fenômeno tem ocorrido.

As nações em desenvolvimento continuaram a acumular reservas oficiais no ano passado, embora em menor nível, no rastro de contração global da produção e do emprego. Somente a China acumulou mais de US$ 400 bilhões em 2009.

A ONU reconhece que as reservas dão maior proteção contra choques externos provocados pela volatilidade dos mercados mundiais.

Mas insiste que isso também traz problemas de custo para os emergentes, assim como as consequências monetárias de acumulação excessiva de reservas cambiais tornam-se "crescentemente penosas para a economia doméstica".

Para as Nações Unidas, uma maneira ordenada e menos custosa, "em termos humanos", para reduzir a transferência líquida internacional de recursos de pobres para ricos seria um crescimento mais acelerado nos países em desenvolvimento.

Mas a entidade diz que a maioria dos países em desenvolvimento tem espaço fiscal e monetário limitado para manter a demanda doméstica e continua ameaçada por crises.

A ONU estima que o fluxo líquido de capitais privados para as 30 principais economias emergentes pode começar a se recuperar em 2010 e alcançar US$ 650 bilhões.

Ainda ficará abaixo do pico de US$ 1,2 trilhão de 2007, antes da crise. Em 2008, o fluxo caiu pela metade e no ano passado teria ficado em US$ 350 bilhões.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

AINDA SOBRE EDUCAÇÃO!

Recebi hoje e-mail do Professor Carlos Pio com um artigo de ARMINIO FRAGA no FINANCIAL TIMES do dia 18 passado. Como estamos falando de EDUCAÇÃO, nada como confirmar com o inteligente Fraga, o seguinte: "Still, if Brazil is to move its growth rate up to sustainable 5-7 per cent rate it must invest more, especially on infrastructure, and do better on education." Sem EDUCAÇÃO, continuaremos sendo o país do futuro.

Quando é mesmo esse futuro?

EM ANO DE ELEIÇÃO...

Direto de FORTALEZA, a cidade mais cearense do BRASIL,(depois de IBIAPINA, of course), o DIÁRIO DO NORDESTE recebe de braços abertos o traço sempre irônico de mestre SINFRÔNIO.

EDUCAÇÃO PARA TODOS. E JÁ!

Já que postei ONTEM sobre EDUCAÇÃO, nada como entender o que está HOJE na página do colega blogueiro RICARDO NOBLAT. Como diz aquela música com o Lulu Santos "assim caminha a humanidade..."

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SERÁ QUE ELE ESTÁ CERTO?

Matéria na revista ÉPOCA comenta que o economista americano Robert Shiller, professor da Universidade Yale e colunista do jornal The New York Times, é um dos expoentes da corrente que acredita na influência da psicologia sobre a economia, conhecida como “economia comportamental”. Em seu novo livro, Espíritos animais – Como a psicologia humana move a economia e por que isso é importante para o capitalismo global (Campus Elsevier), Shiller diz que nossas decisões econômicas nem sempre são racionais e que a intuição exerce um papel preponderante nelas. No livro, escrito em parceria com o economista George Akerlof, prêmio Nobel de Economia em 2001, Shiller procura mostrar como os fatores psicológicos foram preponderantes para a eclosão da atual crise internacional. “O mundo real não é tão estruturado quanto a maioria dos economistas imagina”, “É o espírito animal das pessoas que faz a economia andar.”

PARA LEITURA E ANÁLISE.

SEM EDUCAÇÃO NÃO SOMOS NADA!

Enquanto o BRASIL não MUDAR sua EDUCAÇÃO, continuaremos a ser este país de 3º mundo. Relatório “EDUCAÇÃO PARA TODOS”, divulgado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura - UNESCO coloca o nosso país na 88ª posição, atrás de “gigantes” como o PARAGUAI, EQUADOR e a BOLÍVIA. Isso é uma VERGONHA. É LAMENTÁVEL. Foram estudados 128 países e entre os primeiros estão a NORUEGA – nota 0,995, JAPÃO e ALEMANHA. Os piores foram a GÂMBIA, o NEPAL e o DJIBUTI – nota 0,709. Cada país recebeu uma nota, que varia de 0 a 1, sendo 1 a mais alta, com o BRASIL obtendo como resultado a nota 0,883.

Será que NINGUÉM consegue enxergar como está PÉSSIMA a EDUCAÇÃO neste país? E isso vale também para a educação no tratamento entre as pessoas, na rua, no trânsito, no elevador do prédio, nos orelhões quebrados, no atendimento ao celular no horário da refeição, na falta de leitura, na maneira de querer sempre passar o outro para trás etc etc etc. Fico realmente desolado quando observo, por exemplo, a falta de conhecimento e leitura dos alunos que estão agora no ensino médio. Precisamos MUDAR essa situação oferecendo ENSINO com a qualidade que existe nos países de 1º mundo.
SE nada fizermos, seremos o eterno país da "bolsa família: bolsa escola - cartão alimentação - auxílio gás - bolsa alimentação etc etc etc"...

O PIB EM 2010

Relatório do Banco Mundial registra que "O Brasil terá neste ano um crescimento inferior ao da média dos países em desenvolvimento e há risco de formação de uma bolha no preço de ativos (como ações).
Pela previsão da entidade, o PIB brasileiro se expandirá em 3,6%, graças especialmente à recuperação do investimento e do consumo privado, assim como pela forte demanda externa, principalmente da China."
Não devemos esquecer que 2010 é ano eleitoral e tudo será feito para eleger...

ESTA DUPLA É DE UM!

Esta charge está lá no blog do Ricardo Noblat, um dos mais lidos deste BRASIL, e tem tudo a ver com o dia de hoje.

AULA DE ECONOMIA

Esta eu já tinha lido, mas um fiel leitor enviou-me para postar e aqui está:

Vejam só que matemática interessante:

Numa cidade, os habitantes, endividados estão vivendo à custa de crédito.

Por sorte chega um gringo e entra no único hotel.

O gringo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.

Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.

O açougueiro, pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo. O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário liquidar sua dívida.

O veterinário, com a nota de R$ 100,00 em mãos, vai até a zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).

A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações, e paga a conta de R$ 100,00.

Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede sua nota de R$ 100,00 de volta, agradece e diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.

Ninguém ganhou um vintém, porém agora todos saldaram suas dívidas e começam a ver o futuro com confiança!

Moral da história: Quando o dinheiro circula, não há crise!

LULA: ESTADISTA GLOBAL

Hoje na FOLHA DE S. PAULO: "Lula foi escolhido pelo Fórum de Davos como "Estadista Global". O Fórum de Davos é aquele que o PT de antigamente odiava, como símbolo do capitalismo mais malvado. Acho o prêmio muito justo. Mas fico curioso em saber se o outro fórum (o Social) daria prêmio igual ou parecido a Lula". Texto do CLÓVIS ROSSI.

Minha conclusão: Lula é um FHC com direito a filme.

O DESEMPREGO DOS RICOS

Para todos os empregados ou temporariamente não empregados, vale a pena a leitura do artigo do JOSÉ PASTORE, Professor de Relações do Trabalho da FEA-USP, publicado no ESTADÃO.

Quando olhamos para as taxas nacionais de desemprego, nós, pesquisadores, fotografamos a floresta, e não as árvores. Os jornalistas, ao contrário, começam sempre por descrever as dificuldades de personagens reais para, depois, apresentar uma visão global. As duas visões se completam. Mas, sem dúvida, a descrição das árvores reflete melhor os dramas humanos decorrentes da falta de emprego.

Tenho lido vários relatos de jornalistas sobre o assunto. Os danos do desemprego são sempre mais graves entre os mais pobres. Mas é desoladora a descrição do sofrimento dos desempregados nos países ricos.

Nos Estados Unidos, o número dos que perderam o emprego, o cartão de crédito e a própria casa é colossal. As consequências dessa combinação de infortúnios têm sido devastadoras. Em Nova York, os desempregados que não têm onde dormir estão passando as noites frias nos vagões dos metrôs e dos trens, em repetidas viagens de ida e volta. É o chamado "hotel ambulante". Outros disputam as cadeiras das salas de espera dos serviços de emergência dos hospitais, onde ficam aquecidos até o amanhecer. Durante o dia, recorrem às igrejas e às ONGs para se alimentar.

Para conseguir o apoio do seguro-desemprego ou do programa de auxílio-alimentação - food stamps -, é preciso preencher várias condições, o que é raro entre os que trabalham por dia (diaristas), principalmente os imigrantes com status ilegal. Estes perderam a condição de viver nos Estados Unidos e não têm recursos para voltar ao seu país - uma situação desesperadora que envolve adultos, idosos e crianças.

No Japão, a falta de onde morar entre os desempregados levou as autoridades a criar cubículos pouco maiores do que um caixão de defunto para acomodar os destituídos. É o que chamam de "hotéis-cápsula". São caixas de plástico de 2 metros de cumprimento, 1,5 metro de largura e 1 metro de altura, empilhadas na forma de beliches, nas quais as pessoas entram agachadas para descansar e, talvez, dormir.

Além de um pequeno colchão e um cobertor fino, os hotéis-cápsula oferecem uma lâmpada de leitura e uma minitelevisão com fones de ouvido para o som não perturbar o vizinho. Só em Tóquio já são mais de 16 mil "aposentos" - há muito mais no interior. O seu uso não é gratuito. Alguns desses hotéis alugam as caixas por dia, mas a maioria exige o pagamento de um mês. Por isso, só os "desempregados da elite" e que contam com o apoio do seguro-desemprego ou de algum programa assistencial é que podem arcar com essas despesas. É inacreditável que isso aconteça na segunda maior economia do mundo! O desemprego causa danos materiais, mentais e morais. Pesquisas recentes indicam que se elevou muito o número de pessoas atingidas por depressão e ansiedade em decorrência da prolongada desocupação nos países ricos ("Poll reveals trauma of joblessness in US", The New York Times, 14/12/2009).

À luz dos dados disponíveis, esses danos vão perdurar por um bom tempo. Os frágeis sinais de recuperação da economia dos países ricos não se traduziram até agora na criação de empregos.

Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego continua em torno de 10%, sem contar os milhões de americanos que, desalentados, pararam de procurar emprego. São cerca de 16 milhões de pessoas - o dobro do que ocorreu em 2007. Os que permaneceram empregados tiveram seus salários reais diminuídos.

No Japão, a taxa de desemprego ultrapassou os 6%, atingindo cerca de 5,5 milhões de pessoas, o que é assustador num país que sempre viveu em condições de pleno emprego e muita estabilidade.

Robert Reich, ex-ministro do Trabalho no governo Clinton e especialista em economia do trabalho, afirma que a taxa de desemprego nos Estados Unidos vai permanecer elevada por muitos anos. Alguns postos de trabalho não voltarão mais, porque migraram em definitivo para o exterior. Outros foram substituídos pelas máquinas. O Bureau of Labor Statistics do Ministério do Trabalho estima que a situação voltará a um frágil equilíbrio só em 2018.

No Brasil, as perspectivas de curto prazo são boas, embora, reconheçamos, muitos dos nossos desempregados já dormem debaixo de pontes. Mas precisamos de elevado bom senso para que o quadro atual não piore. Afinal, há dois anos ninguém poderia imaginar o que está acontecendo nos países ricos.

domingo, 17 de janeiro de 2010

UM POUCO DE HISTÓRIA ECONÔMICA

Conta a lenda que ADAM SMITH escreveu INDAGAÇÕES SOBRE A NATUREZA E AS CAUSAS DA RIQUEZA DAS NAÇÕES para passar o tempo. Não importa.
Fato é que, publicado em março de 1776, esse livro foi a declaração de independência para os ECONOMISTAS, como bem lembrou o Professor Todd G. Buchholz.
E, em 2010, SMITH ainda continua vivo. Ele não inventou o mercado, nem a economia. No entanto ele ensinou ao mundo a respeito do mercado e da economia.

FANTASIA E REALIDADE

Parte de um artigo do colega MAÍLSON DA NÓBREGA, na VEJA desta semana: O PT MUDOU O BRASIL? OU FOI O CONTRÁRIO?

Nunca antes na história deste país um partido se vangloriou tanto de feitos que não realizou. É o caso do PT. No seu último programa no rádio e na TV, o partido reivindicou o papel de marco zero. Até a estabilização da economia teria sido obra sua. Os petistas se jactam de ter mudado o país. Para um de seus senadores, 2009 foi "a segunda descoberta do Brasil".

No mundo, três transformações radicais sobressaem: (1) a Revolução Gloriosa (1688), que extinguiu o absolutismo inglês e levaria a Inglaterra à Revolução Industrial; (2) a Revolução Americana (1776), da qual surgiria a maior potência no século XIX; e (3) a Revolução Francesa (1789), a profunda mudança que substituiria os privilégios da nobreza, do clero e dos senhores feudais pelos direitos inalienáveis dos cidadãos.

Nada desse porte aconteceu no Brasil, nem agora nem antes. A independência foi declarada por dom Pedro, representante da metrópole. A República nasceu de um golpe de estado dado por Deodoro da Fonseca. A Revolução de 1930, a única que talvez possa ter esse título, promoveu mudanças, mas não daquela magnitude. Aqui não se viram rupturas nem violências. O regime militar findou sob negociação.

BRASIL MELHOR QUE ESTADOS UNIDOS?

O Brasil conseguiu reduzir a desigualdade de renda por dois quinquênios seguidos. É o que confirma o "Comunicado no 38 -Pobreza, Desigualdade e Políticas Públicas", que o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou recentemente.
A medida adotada foi o índice de Gini, que vai de 0 a 1, sendo 1 o maior grau de diferença. Entre 1995 e 2000, a redução foi de 1%. De 2000 a 2005, de 4,5%. Já nos EUA, o movimento foi inverso, com aumento da desigualdade de 6,5% no primeiro período e de 1,5% no segundo.

A CHINA É REALMENTE FORTE?

Thomas L. Friedman em seu último artigo no NYT pergunta: “Is China the Next Enron?

Custa pensar no assunto, nobres colegas defensores de uma potência mundial chinesa?

A importância de debater o PIB nas eleições 2022.

Desde o início deste 2022 percebemos um ano complicado tanto na área econômica como na política. Temos um ano com eleições para presidente, ...