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É a USP na linha de frente da educação.


Direto do site do UOL:

Em tempos de rápida expansão econômica e alta demanda por profissionais, as universidades da América Latina ainda usam técnicas de ensino inadequadas, são mal geridas e com baixa produção científica, segundo artigo desta semana da revista britânica "The Economist".

A grande exceção, de acordo com a revista britânica, é a USP (Universidade de São Paulo), que se destaca em determinados campos de pesquisa e consegue atrair financiamento privado.

A "Economist" cita a divulgação, nesta semana, do primeiro ranking de universidades latino-americanas da consultoria Quacquarelli Symonds, no qual a USP aparece em primeiro lugar.

Menciona, ainda, o reconhecido ranking global Times Higher Education, no qual a USP, em 178º lugar, é a única latino-americana entre as 200 primeiras.

Para a revista, a ascenção da USP em tais listas é consequência do crescente financiamento privado, da colaboração com outras instituições internacionais e o reconhecimento de qualidade.

A Economist lembra que USP está se tornando referência mundial em medicina tropical, parasitologia e biocombustíveis. 

Ouvido pela revista, o especialista em educação do Banco Mundial, Jamil Salmi, diz que tais rankings ajudam a quebrar o tradicional isolamento da academia latino-americana.

Ele cita ainda que o isolamento atinge os alunos, já que "os bons estudantes são recrutados para ensinar em suas próprias universidades, ao invés de serem encorajados a sair e expandir seus horizontes", diz.

O artigo levanta a questão do financiamento exclusivamente estatal das universidades públicas, onde "os estudantes não pagam nada, os funcionários não podem ser demitidos e o currículo é antiquado e politizado".

Para a Economist, nenhum país da região encontrou qualquer fórmula satisfatória para financiar suas universidades públicas, citando os atuais protestos enfrentados pelo governo do Chile, onde tais instituições são pagas.

A expansão indiscriminada de vagas na Venezuela, com "instituições despreparadas", onde "300 alunos (estudam) em salas que deveriam ser para 15", é criticada pela revista.

O semanário diz também que a demanda por cursos universitários fez explodir o número de instituições privadas de baixa qualidade.

Citado pela revista, o consultor mexicano Francisco Marmolejo diz que isso acaba criando um sistema "onde centenas de milhares de estudantes conseguem um diploma totalmente inútil".

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