segunda-feira, 1 de março de 2010

ILUSÃO MONETÁRIA!

Da série "O melhor da Economia", ROBERT SHILLER recorda que "FRIEDMAN concluiu que apenas em determinado nível de emprego a inflação não tenderá aumentar nem a diminuir, o que ele denominou de taxa de desemprego natural. Com essa prestidigitação, FRIEDMAN mudou para sempre a macroeconomia. A chamada teoria da taxa natural pegou quase que da noite para o dia."

domingo, 28 de fevereiro de 2010

GRÉCIA E BRASIL: ESTUDO DE CASO?

O exemplo da atual situação econômica da GRÉCIA é muito bom que tenha acontecido neste início de 2010, para que determinadas políticas econômicas NÃO sejam tentadas por candidatos(as) à Presidência da República. Afinal, tudo tem o seu preço e um dia a casa pode cair. E não é por falta de alerta... Responsabilidade fiscal sempre!

CRISE NO CAPITALISMO?

Estou gostando da leitura de um pequeno livro do Professor CLAUDE JESSUA, da Universidade Paris II, com o direto título CAPITALISMO. Em determinado momento ele escreve que a crise atual, qualquer que venha a ser o seu resultado, provavelmente causará mudanças profundas na organização financeira dos mercados mundiais. Contudo, trata-se de uma CRISE DENTRO DO CAPITALISMO e NÃO DO CAPITALISMO.

Nisso nós nunca tivemos a menor dúvida.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A ANÁLISE DE PIZA!

Sempre que tenho acesso ao ESTADÃO e é dia de coluna do DANIEL PIZA, sei que a leitura servirá para pensar. Em 21/02, PIZA, escreveu de uma maneira crua como o BRASIL está na economia e o perigo que nos ronda o retorno de um Estado regulador. Além de deixar claro que a atual política econômica é mera continuação da do governo anterior.

Nós, que fazemos este blog, continuamos acreditando no valor da economia de livre mercado e no capitalismo como a força motora que realmente pode e deve trazer riqueza para os habitantes deste planeta, em um mundo com plena liberdade de escolha política e social.

A crise internacional que causou a maior parada da indústria brasileira em vinte anos causou também o ressurgimento de slogans estatizantes, por uma mistura de conveniência e recalque. O PT e a autodenominada esquerda leram a crise com a habitual lente de aumento dos países atrasados: ela teria significado “a volta do Estado” depois de duas décadas de neoliberalismo. O diagnóstico é conveniente porque serviria para justificar o aumento do déficit fiscal e da dívida interna, movido muito mais pelo aumento de servidores e despesas do que dos investimentos, e licenciar o aparelhamento de bancos e fundos de pensão e as tentativas de nacionalização nas áreas de telefonia, siderurgia e energia. E o diagnóstico é recalcado porque mostra que, depois de quase oito anos de governo Lula, nem eles mesmos entenderam os motivos de sua popularidade, já que praticou o contrário do que sempre pregou.

Ironicamente, o debate mundo afora tem apontado para o outro lado. Sim, a injeção de dinheiro público para cortar o ciclo recessivo foi fundamental, seguindo não apenas a orientação de um Keynes (economista que, não custa lembrar, sempre se declarou um liberal, só que heterodoxo), mas uma velha prática do capitalismo moderno. Olhe os gráficos da participação da máquina pública nas economias ao longo do século 20: em todas houve aumento em média, não encolhimento. Mas, a certa altura, ficou claro que era preciso reduzi-la por meio de cortes e privatizações, sobretudo em face de uma realidade cada vez mais dinâmica e inovadora, a da Era Digital ou pós-industrial. E agora nos deparamos de novo com o quê? EUA, Europa e Japão às voltas com imensas dívidas públicas que paralisam seu crescimento. A crise, enfim, é soma da desregulamentação financeira com o descontrole fiscal; não à toa, na Grécia, a Goldman Sachs ajudou a maquiar a contabilidade do governo.

Aqui, no entanto, vemos que só se olha para um lado do problema. A plataforma do PT para a candidatura Dilma Rousseff propõe a retomada do “desenvolvimentismo”, do Estado empresário, executor, forte, etc. É claro que não se trata do que tivemos nos anos 50 a 70, porque hoje não se tolera mais o subproduto trágico daquele período, a inflação. Mas a ilusão é semelhante e ignora os efeitos nocivos da atualidade. Além disso, não estamos numa sociedade desenvolvida, com instituições sadias e educação séria. Como se tem visto no segundo mandato de Lula, a ordem é atropelar “atrasadores de obras” como TCU, MP e Ibama, fingir que autarquias como a Infraero não estão carcomidas pela corrupção e manter uma estrutura tributária que pune a produtividade e os pobres; a carência de mão de obra qualificada é agônica; e as contas externas vão mal, porque só sabemos exportar produtos básicos, de pouca industrialização e tecnologia. Então, como assim, “desenvolvimento”?

Mais irônico ainda é ler que o governo Dilma pretende montar uma “burocracia de alta qualidade” com “critérios meritocráticos e republicanos” – tudo que o governo Lula não fez, seguindo a praxe quase contínua de 500 anos de Brasil. A velha guarda petista acha que o sucesso de Lula se deve quase todo aos programas sociais como o Bolsa Família. Naturalmente, sabe o peso da estabilidade econômica (nunca mais se ouviu, por exemplo, um Mercadante dizer que não há nenhum problema numa inflação de dois dígitos), tanto é que pinta José Serra como ameaça por suas opiniões esquisitas sobre política cambial. Mas o foco é desdenhar as privatizações feitas no passado, como se nada tivessem a ver com o vigor econômico dos últimos anos, e dizer que não há inchaço da máquina, e sim reconstrução… Como os governos do regime militar, o lulismo supõe que a eficiência do Estado se mede pelo tamanho das obras. Pode-se dizer que sofre, acima de tudo, da doença infantil do simplismo.

Essa mesma turma, que ainda não entendeu por que o muro de Berlim caiu, dizia antigamente que a única maneira de reduzir a desigualdade social era tirar dos ricos para dar aos pobres; ser de “esquerda” era defender um Estado cada vez maior para fazer essa transferência de renda. A grande contribuição do governo Lula, porém, foi mostrar que isso era bobagem: a desigualdade continuou a cair e nenhum capitalista ou burguês perdeu um centavo sequer desde 2003 – muito pelo contrário, como atestam os elogios de Abílio Diniz, Eike Batista e outros bilionários. Já os privilégios que o Estado concede a alguns setores, como empreiteiras, sindicatos e oligarquias políticas, só se ampliaram. E quando se vê Marco Aurélio “top top” Garcia, um dos conselheiros preferidos de Dilma, dizer que a TV a cabo impõe “esterco” dos americanos, o odor que sobe é desagradavelmente sessentista. Não há nada que um estatista odeie mais que a liberdade de expressão e produção.

PREVISÕES ECONÔMICAS.

Trabalhar com previsão não é fácil, mas é assunto no qual tenho grande interesse. Apesar das falhas e críticas, temos bons exemplos de acertos, nem sempre divulgados. Por exemplo, em 02/03/09 a EXAME anunciou que a Taxa Selic para o final do ano de 2009 teria uma queda dos 12,75% de janeiro para 8,75%, o que de fato ocorreu.

Na mesma época, a revista informava que a cotação do dólar em 2009 seria desvalorizada de R$ 2,30 para cerca de R$ 1,70, o que também é verdade.

Portanto, previsões com estudos, bom senso e um pouco de sorte, são tiros que acertam no alvo.

ROGOFF E O BRASIL.

KENNETH ROGOFF é professor de economia na Universidade Harvard e, em março, estará sendo lançando no Brasil o seu livro “Oito Séculos de Delírios Financeiros”. Acima, capa da edição americana.

Uma “curiosidade: em entrevista à EXAME, ROGOFF informa que no seu portfólio de ações, 10% são papéis de empresas brasileiras. Grande BRASIL e seu enorme potencial.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Lula em Cuba NÃO livre!

Evidentemente que não podemos ficar felizes com o nosso Presidente visitando CUBA. Qual o ganho que o BRASIL têm com esse tipo de política externa?
Para não chorar, nada como mestre SINFRÔNIO, lá da nossa Fortaleza, no DIÁRIO DO NORDESTE, reunindo Lula e Fidel.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

DELFIM NETTO NA FOLHA DE S. PAULO

DELFIM NETTO, hoje na FOLHA DE S. PAULO - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2402201006.htm, explica que "Hoje, no Brasil, os agentes ativos que constroem o pensamento hegemônico são a taxa de juros, a taxa de câmbio, os pontos do Ibovespa e as crenças do Banco Central. Os agentes passivos, ignorados, são os empresários, que dão emprego, que correm os riscos, e os trabalhadores, cujo desemprego é saudado porque dá folga ao famoso "produto potencial"...
A última coisa que interessa é saber, por exemplo, que graças às "artes" chinesas (que o Brasil considera uma "economia de mercado"!) destrói-se o nosso setor calçadista.
A desculpa é facilmente formulada pelo pensamento hegemônico: nossa produtividade é menor que a chinesa! Os empresários falidos e os trabalhadores desempregados encontrarão, por definição, uso mais rentável para seu patrimônio e para sua força de trabalho em outro setor...
As recentes volatilidades da taxa de câmbio e do índice Ibovespa (que, obviamente, não são fenômenos independentes) deveriam levar-nos a uma reflexão mais profunda. Elas não são resultado de "leis naturais", mas produto do equívoco de subjugar o setor real da economia aos interesses do sistema financeiro

UMA PAUSA NA ECONOMIA!

Direto da revista DICTA&CONTRADICTA, um pensamento do genial GOETHE, para reflexão numa noite quente de verão.

Ein guter Mensch, in seinem dunklen Drange,
Ist sich des rechten Weges wohl bewußt (Faust I, 328-329).

Um bom homem, por obscura que seja sua luta / Está ciente de que há apenas um caminho correto” (trad. livre).

A LUZ E A ESCURIDÃO!

Na Internet localizamos belas imagens, como a vista acima, mostrando o nosso planeta numa noite dessas qualquer.

É impressionante como a LUZ está apenas em determinadas áreas, apesar de a TERRA ser somente uma. Na verdade a riqueza reLUZ, enquanto a pobreza permanece nas trevas da escuridão. Vamos, aos poucos, percebendo onde estão os países de 1º mundo e onde ficam os outros. Essa desigualdade de LUZ ou, melhor dizendo, de RIQUEZA, não é de hoje, é dependente de inúmeros fatores, mas teremos ainda muito que fazer para ILUMINAR todo o planeta. Com ou sem CRISE...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

KRUGMAN NA THE NEW YORKER.

Na The New Yorker que está nas bancas - http://www.newyorker.com/reporting/2010/03/01/100301, um perfil do PAUL KRUGMAN – no estilo daqueles da PIAUÍ. Gostei demais de uma foto dele e sua esposa, com os seus dois "amigos": a gata Doris Lessing e o gato Albert Einstein. Não é nada, não é nada, mas o colega tem um NOBEL na parede. E inteligência até na hora de escolher o nome dos felinos.
Uma pequena prévia do texto, apenas para o início de uma boa semana:
Their apartment in New York is in the same neighborhood as both Jeffrey Sachs’s and Joseph Stiglitz’s, but since they bought it, a few years ago, they haven’t seen either of them. Krugman doesn’t get out much, socially. But he travels constantly, speaking at conferences, speaking for pay, promoting his books. “I’m not a very easygoing person one on one, but put me in front of five hundred people and I get very relaxed and conversational,” he says. Years ago, when he was just an economist, he did a lot of speaking at corporate events. “I wasn’t enjoying those so much,” he says. “One of them was held at a golf course, and I gave the luncheon talk and I was thinking to myself, I could just as well have been a magician. And then, at dinner, they did have a magician!” These days, the Times forbids him to do gigs like that, to avoid conflicts of interest, but his book publisher sends him all over the place. “I don’t sell as many books as Tom Friedman does,” Krugman says. “That’s O.K. Tom gives you this, you know, ‘I was talking to somebody in Bangalore and this is what I saw.’ That’s a skill I don’t have.” Perhaps this is fortunate, because he finds book tours exhausting.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

ECONOMIA: MERCADO X ESTADO?

ANDRÉ PETRY, escrevendo direto de NYC na VEJA desta semana, conclui que:
"Na visão simplista das coisas, toda regulação é contra o mercado, e todo mercado regulado é contra o capitalismo. Nem Adam Smith (1723-1790), pai do liberalismo, era totalmente contra a regulação, a intervenção do estado. Smith desancava banqueiros e via pelo menos duas dezenas de funções insubstituíveis a ser cumpridas pelo estado. John Maynard Keynes (1883-1946), santo padroeiro dos estatistas, tampouco desprezava o livre mercado, cujo primado na criação da riqueza ele reconhecia. Smith escreveu sua obra maior em 1776 e se insurgiu contra um estado em que o rei decidia se um industrial podia abrir uma segunda fábrica ou não; em que um desempregado de Manchester que ousasse tentar uma colocação em Londres poderia ser preso e condenado à morte. A força teórica de Keynes não está na negação da livre-iniciativa, mas na demolição da crença de que as pessoas agem racional e previsivelmente em suas relações econômicas e, portanto, tudo pode ser explicado por lógica e estatística. Ou, como magistralmente resumiu o economista americano Hyman Minsky (1919-1996): "Keynes sem o conceito de incerteza é como Hamlet sem o príncipe da Dinamarca". A atualidade de Keynes pode ser resumida no conceito: "Nós não existimos para os mercados. Os mercados é que existem para nós". Ela ficou ainda mais evidente depois que o trem especulativo de Wall Street esmagou as pernas das forças produtivas. A de Smith fica clara também se adaptarmos para ele o conceito keynesiano: "Nós não existimos para os governos. Os governos é que existem para nós"."

CRISES SÃO INEVITÁVEIS.

Também, direto da VEJA, o Professor Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, defende a regulação do mercado financeiro, mas avisa que crises são inerentes ao capitalismo.

Há consenso de que o mercado financeiro precisa ser regulado pelo estado?

Há quem mantenha a velha retórica da autorregulação, que implica deixar ir à falência aqueles que assumem riscos excessivos e se dão mal. No mercado financeiro, porém, isso não é possível. Temos bancos grandes demais, interligados demais, para que possam falir sem colocar em risco todo o sistema. Por isso, é preciso regular. Até banqueiros concordam com isso. Estive em Davos no mês passado, durante o Fórum Econômico Mundial, e metade dos banqueiros com quem conversei acha que o estado precisa adotar um papel mais decisivo na regulação e na supervisão dos mercados financeiros.

A boa regulação financeira teria evitado a atual crise?

Por melhor que seja, a regulação financeira não evita crises. As crises, as recessões, a volatilidade são intrínsecas ao funcionamento do capitalismo e da economia de mercado. São as fraquezas do mercado. A saída é usar o poder regulador e as políticas distributivas para limitar ou compensar as crises e suas consequências negativas. Quem fica desempregado, por exemplo, pode ser requalificado, receber seguro-desemprego.

O capitalismo está num mau momento?

Nas economias avançadas, o momento é ruim. Mas nos mercados emergentes é o oposto. O que levou os Brics à atual posição de proeminência? A economia de mercado e a liberalização. Não se conhece nada melhor do que dar liberdade aos empreendedores. É a mola propulsora do milagre econômico da China. Com políticas saudáveis e estáveis, com boas políticas regulatórias e macroeconômicas, o capitalismo responde positivamente. O Brasil é um exemplo disso. O capitalismo moderno, surgido na Revolução Industrial, tem 200 anos de experiência. Sabemos que nele há benefícios e custos. Mas também sabemos que os benefícios do capitalismo são muito maiores que os custos.

A IMAGEM DA SEMANA.

Depois do Carnaval, vem aí as eleições 2010. E que vença o OU a melhor.
Parabéns à VEJA pela bela capa desta edição. Ficou um pouco de TIME e a la JACKIE KENNEDY.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

CARNAVAL NA THE ECONOMIST.

Em sua edição que está nas bancas, a The Economist informa que "Brazilian health officials prepared to hand out 55m condoms in the run-up to CARNIVAL, as part of an AIDS-awareness campaign. "
Que bom ler uma notícia sobre o Brasil sem mencionar corrupção, violência, miséria etc...

OBAMA HOJE!

Direto dos Cartoons of the Week da revista TIME, como a economia consegue deixar o humor de quem meses atrás sorria para OBAMA.

QUE BELEZA DE FORTALEZA!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Temas em Economia: Crescimento econômico sob Lula

O Professor Afonso Ferreira, lá das Minas Gerais, divulga interessante informação para quem ainda entende que o Brasil é outro país após 2002.
Durante o governo Lula, a taxa de crescimento do PIB no Brasil foi inferior às taxas de crescimento do mundo, dos países emergentes e em desenvolvimento e dos países da América Latina e Caribe.
Taxa de crescimento do PIB - 2003/2008
Mundo - 29,3%
Emergentes - 51,5%
América Latina e Caribe - 31,9%
Brasil - 28,0%
Informações relativas a 2009 ainda não estão disponíveis.

THE ECONOMIST - A SEMANA.

Apesar da recuperação que os últimos números revelam, o mundo ainda continua em crise. Logo, todo cuidado é pouco para não cairmos no abismo. Portanto, os nossos BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China não devem esquecer do que vem acontecendo com os PIGS - Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha.
No Brasil, em tempo de eleição, muita atenção com o famigerado déficit fiscal. Mantemos nossa previsão que o PIB brasileiro em 2009 seja, no máximo, uns 0,2%, enquanto percebemos para 2010 algo em torno de 5%.
A crise econômica, principalmente de confiança, foi muito forte, mas o capitalismo é ainda mais forte em demonstrar a sua pujança. Mesmo que demore um pouco mais...

EM ALGUM LUGAR DO PRESENTE!

Uma recordação, entre tantas outras, de como o passado está sempre presente.

A importância de debater o PIB nas eleições 2022.

Desde o início deste 2022 percebemos um ano complicado tanto na área econômica como na política. Temos um ano com eleições para presidente, ...