segunda-feira, 1 de setembro de 2008

RODRIGO CONSTANTINO - VIVA A AMÉRICA!

Dentre os vários blogs que, quando possível, leio, um dos que admiro é o do Rodrigo Constantino, no endereço: http://rodrigoconstantino.blogspot.com/. Economista formado pela PUC-RJ, com MBA de Finanças no IBMEC, tem um texto envolvente, inteligente e com conhecimento de causa.

Por esses motivos, dentre outros, não posso deixar de transcrever um breve comentário que ele fez, quando de recente visita aos Estados Unidos e que li por esses dias.

"Depois de Indiana, segui para Nova York, e visitei inúmeros fundos de investimento. Quando saímos do Brasil e pisamos na civilização, lembramos melhor que vivemos na barbárie. Somos como sapos escaldados, acostumados com a elevada temperatura porque esta foi subindo gradualmente, passando a fazer parte do nosso cotidiano. Achamos normal não poder mais sair nas ruas de noite, andando com calma para os lugares, carregando objetos de valor sem grandes preocupações. O que deveria ser algo básico é simplesmente inimaginável para os brasileiros. Em Nova York, uma multidão caminha pelas ruas até elevadas horas, com câmeras modernas penduradas no pescoço e relógios de marca no pulso. Carros conversíveis circulam sem problemas, e até Ferrari fica estacionada sem alarde nas ruas. Vi dezenas de Porsches pelas ruas, até porque um Porsche custa quatro vezes menos que no Brasil, para um público consumidor bem mais rico. É caro – e perigoso – ser brasileiro!

Nova York é um lugar onde as coisas acontecem, onde as coisas funcionam. A economia americana está em crise, em boa parte por culpa do próprio governo, seja pelo excesso de regulação ou pela abundante liquidez estimulada pelo Fed. O pessimismo ainda faz parte das previsões de muitos gestores de fundos, extremamente preocupados com o futuro do país, que com certeza cometeu excessos que devem ser digeridos, de preferência sem a intervenção estatal. Mas é difícil pensar em algum substituto real para os Estados Unidos como epicentro financeiro do mundo. Somente lá encontramos a combinação de sólido império da lei com extrema flexibilidade para adaptação, na escala que vemos, com 300 milhões de habitantes. Quem será o novo centro da economia global? A China? A Europa? O Brasil? Quando vemos a realidade fora dos Estados Unidos, entendemos porque eles sempre saem fortalecidos das crises, e conseguem manter a liderança.

Agora estou de volta à selva brasileira, onde dirigimos sempre paranóicos em cada sinal de trânsito, olhamos atentos para cada lado nas ruas e passamos por crateras que fazem o “asfalto” parecer mais um queijo suíço. Estou de volta ao país onde o governo se mete em tudo, em cada mínimo detalhe de nossas vidas. Ao menos estou de volta com o seguinte adesivo colado no carro: “Não Roube. O Governo Detesta Competição”. É verdade que está escrito em inglês, pois no Brasil eu jamais vi à venda algo parecido, ainda que o conteúdo seja perfeito para nossa realidade. É lamentável constatar a oportunidade perdida nesse país, ver o que poderíamos ser não fosse tanta interferência do governo nas áreas fora de suas funções básicas, que acabam negligenciadas. Enquanto o povo brasileiro não resolve acordar, só me resta concluir: Viva a América!"

Alguém contesta que ele está errado? Tenha certeza Rodrigo, que muitos pensam como você. SE, você, um dos meus dois leitores, tem esta visão do Brasil, porém mora no eixo SP/RJ/DF, imagine como funciona o Estado em lugares como o interior do Pará. Fato é que precisamos melhorar e, como estamos aqui, nosso objetivo é fazer o melhor por este lugar, ajudar a difundir uma consciência pelo respeito à pessoa e tornar nossa atual região, uma lugar onde as coisas funcionem. Sei que poderá demorar, mas a riqueza da região e o valor do seu povo podem e devem provocar MUDANÇAS. (Agora lembrei foi do Obama, mas vale o sentido dele também). No momento, ainda não dá para dizer: Viva o Brasil.

2 comentários:

Erik Figueiredo disse...

Nossa, fiquei perplexo com esse comentário referente aos EUA. Nas escolas brasileiras, onde a filosofia e sociologia barata imperam, o lugar bom para se viver é CUBA.

Brincadeiras à parte, concordo com cada vírgula do texto.

Abraços,

Gutemberg disse...

Rodrigo,

ainda não fui a nova iork. Tenho um primo que esta morando lá... e mesmo sem ser economista, me passa as vezes uns "relatórios" que confirmam as suas palavras. Ele acha incrivel. Aí, eu tento explicar pra ele dentro da teoria economica...rsss.

abracos