quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ARMÍNIO FRAGA NO VALOR ECONÔMICO

Neste final de um mês muito complexo, no VALOR ECONÔMICO de hoje, uma excelente entrevista com ARMÍNIO FRAGA. Destacamos abaixo os principais textos da matéria da jornalista CLAUDIA SAFATLE.

A regulação do pré-sal, o avanço dos bancos públicos, a ingerência na Vale são, para Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores, sinais perigosos de "patrimonialismo" - o Estado servindo a interesses partidários, privados e sindicais. "Defendo a reestatização do Estado", diz.

Armínio se preocupa com a ação agressiva do governo Lula na ampliação da presença estatal na economia. "É algo na linha básica de que ou se adere a essa visão de Estado máximo ou não se é patriota", afirma.

Em entrevista ao Valor, Armínio alerta sobre a necessidade de boas regras de governança na gestão da nova riqueza que o pré-sal deve produzir, que pode fazer do Brasil "um colossal gestor de ativos". Ele avalia que é possível o governo brasileiro acumular de US$ 1 trilhão a US$ 2 trilhões num prazo de 10 a 20 anos.

São recursos que precisam ser bem administrados, com regras claras de governança do ponto do vista cambial, orçamentário e do investimento. "Defendo com entusiasmo levar mais a sério o Orçamento, que é o espaço mais natural e democrático para decidir o que se faz com nosso precioso dinheiro", afirma.

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